Preto no Branco

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Senado aprova PL das Fake News; projeto segue para Câmara

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O Senado aprovou ontem (30) o Projeto de Lei (PL) 2.630/2020, que propõe medidas de combate à propagação de notícias falsas. O projeto, conhecido como PL das fake news, teve 44 votos favoráveis e 32 votos contrários. O texto segue para a Câmara. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comemorou o resultado em sua conta no Twitter.

“A nova lei é imprescindível para a proteção da vida de todos os brasileiros. Precisamos entender esse universo e reconhecer que liberdade de expressão não pode ser confundida com agressão, violência ou ameaça”, disse Alcolumbre. O presidente da Casa já demonstrava seu apoio à aprovação do texto, desde sua concepção. O projeto é de autoria do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e foi relatado por Ângelo Coronel (PSD-BA).

Coronel, além de relator do PL, é presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga a disseminação de notícias falsas. “É fundamental saber com quem estamos debatendo. E no anonimato não sabemos com quem estamos debatendo e como nos defender. Minha principal preocupação foi vencer o anonimato irresponsável”, disse ele durante apresentação do seu relatório.

Contas falsas em redes sociais
O projeto estabelece normas para trazer transparência a provedores de redes sociais e de serviços de troca de mensagens privada. O PL busca o combate à divulgação de notícias falsas postadas em anonimato ou com o uso de perfis falsos e de disparos em massa. Ao mesmo tempo, o texto fala em garantir liberdade de expressão, comunicação e manifestação do pensamento.

As empresas responsáveis pelas redes sociais e serviços de troca de mensagens são umas das mais afetadas pelo projeto. Cabe a elas uma série de obrigações para evitar a disseminação de conteúdos falsos e difamatórios.

O PL proíbe o funcionamento de contas automatizadas que não sejam expressamente identificadas como tal. O texto também proíbe as chamadas contas inautênticas, perfis criados para simular a identidade de outra pessoa e enganar o público. Os impulsionamentos de mensagens publicitárias continuam valendo, mas os serviços de redes sociais e de troca de mensagens devem informar, de forma destacada, o caráter publicitário dessas mensagens.

Os provedores de rede social e de serviços de troca de mensagens também deverão desenvolver formas de detectar fraude no cadastro e o uso de contas em desacordo com a legislação. O provedor e rede social, como Twitter e Facebook, por exemplo, deverá tomar medidas imediatas para apagar conteúdos que sejam de dano imediato de difícil reparação. Publicações que incitem violência contra uma pessoa ou um grupo de pessoas ou que contenham conteúdo criminoso, como incitação à pedofilia, são proibidas.

Agentes políticos
O PL considera de interesse público as contas do presidente da República, de ministros de Estado, além de deputados e senadores em redes sociais. Dessa forma, essas contas não poderão restringir o acesso de outras contas às suas publicações. “É um ônus que o indivíduo deve suportar em razão da função que exerce. Se eu tenho minha conta oficial como senador, eu posso ter a minha conta particular. Eu posso ter uma conta para conversar com a minha família e meus amigos”, disse Coronel.

Divergências
O resultado da votação, com um placar dividido, refletiu as divergências expressas durante a sessão. Alguns senadores se mostraram contrários à votação da matéria. Para Major Olímpio (PSL-SP), os senadores favoráveis estão “votando com o fígado”, no ímpeto de combaterem as notícias falsas das quais muitos deles são vítimas. Para Olímpio, a proposta “mata a vaca para matar o carrapato”.

Um dos críticos mais incisivos foi Plínio Valério (PSDB-AM). O senador defendeu que o projeto fosse discutido em audiência pública e só fosse para voto quando as atividades no Senado já estivessem normalizadas, com votação presencial, no plenário. Valério afirmou que o projeto é “inoportuno e que abrange a tudo e a todos”.

O senador tucano, junto com Olímpio e Espiridião Amin (PP-SC) apresentaram uma Questão de Ordem pedindo a retirada do projeto de pauta. Alcolumbre rejeitou a Questão de Ordem dos três parlamentares. O presidente do Senado argumentou que o projeto foi pautado três vezes para ser votado, mas foi retirado para que fosse melhor discutido.

“Não devemos confundir a divergência no mérito com a divergência no procedimento. A matéria teve sim uma discussão muito mais ampla do que a assegurada no regimento do Senado. Não tem razão, nem política nem regimental, para adiar a deliberação da matéria de hoje”, disse o presidente da Casa.

Entre os favoráveis à votação da matéria está Weverton Rocha (PDT-MA). Para ele, os argumentos de que o PL retira a liberdade de expressão não são verdadeiros. Ele afirmou que o projeto apenas visa retirar o anonimato em determinados casos. “Não podemos cair nessa narrativa errônea de que essa é uma lei da mordaça. Você pode me criticar, me chamar de qualquer coisa, mas você tem que dizer quem você é”.

Rogério Carvalho (PT-SE) também apoiou o projeto. Ele entende que o projeto 2.630/2020 é importante para começar o debate de uma regulamentação sobre o tema no país. Ele ainda citou os perigos da disseminação de notícias falsas no contexto da pandemia da covid-19. “Se a gente não tem o debate em cima da verdade, não construímos um debate honesto, esclarecedor. E a gente acaba induzindo a sociedade a erros que podem custar muito caro. Inclusive, custar a própria vida ou milhares de vidas, como em uma pandemia como esta”.

Agência Brasil

Segundo kit merenda começa a ser entregue aos alunos da rede municipal de Juazeiro a partir de hoje (1º); confira o calendário

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(foto: arquivo)

Começa nesta quarta-feira (1º), a entrega do segundo kit merenda aos mais de 35 mil alunos da rede municipal de ensino de Juazeiro, no Norte da Bahia. Os kits são montados com quilos de feijão, arroz, frango, carne, macarrão, massa de milho, leite em pó, biscoito e frutas referentes à Agricultura Familiar.

Segundo o cronograma da Secretaria de Educação e Juventude (SEDUC), na primeira semana receberão os kits merenda os alunos de 11 unidades da Educação Infantil: as EMEIs Maria Suely, Jandira Borges, Caic, Ana Maria Morgado, Arlinda Alves, Gentil Damásio, Leni Lopes, Antônio Guilhermino, Aprígio Duarte, Nosso Senhor dos Aflitos e Anna Hilda [veja o calendário abaixo].

Ainda de acordo com a secretaria, a prefeitura já entregou, nos meses de abril e maio, mais de 260 toneladas de alimentos, que somam mais de 35 mil kits merenda para os alunos das 136 escolas da rede, localizadas nas zonas urbana e rural do município.

“A entrega vai seguir um cronograma, que será informado semanalmente, e as equipes da SEDUC e escolares farão esse trabalho como aconteceu no primeiro semestre, seguindo todas as orientações de distanciamento e higienização. Quero agradecer a todos os envolvidos nessa missão tão importante, estamos passando por um momento muito desafiador, mas com a ajuda de todos vamos vencer”, ressaltou a secretária da SEDUC, Lucinete Alves.

Confira o cronograma de entrega da primeira semana nas EMEIS

ESCOLAS DATA DE ENTREGA
1. EMEI MARIA SUELY 01/07
2. EMEI JANDIRA BORGES 01/07
3. EMEI CAIC 02/07
4. EMEI ANA MARIA MORGADO 02/07
5. EMEI ARLINDA ALVES 03/07
6. EMEI GENTIL DAMÁSIO 03/07
7. EMEI LENI LOPES 06/07
8. EMEI ANTÔNIO GUILHERMINO 06/07
9. EMEI APRÍGIO DUARTE 07/07
10. EMEI NOSSO SENHOR DOS AFLITOS 07/07
11. EMEI ANNA HILDA 08/07

Da Redação

Contra o tráfico de drogas: operação cumpre mandados de prisão, busca e apreensão em cidades do Norte da Bahia

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(foto: divulgação/PRF)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a segunda fase da Operação Capinagem, do Grupo de Atuação Especial de combate às Organizações Criminosas e Investigação Crimina (GAECO), Promotorias de Capim Grosso e de Jacobina, no Norte da Bahia, além da Coordenadoria de Segurança Institucional e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Estado da Bahia.

A operação tem o intuito de cumprir 11 mandados de prisão e 9 mandados de busca e apreensão nos endereços dos alvos suspeitos de integrarem uma organização criminosa relacionada ao tráfico de drogas na região dos municípios baianos de Jacobina, Capim Grosso e Ponto Novo. Os mandados de busca e apreensão e de prisão foram exarados pelo Juízo da Vara Criminal de Capim Grosso.

A operação conta com o apoio da 91ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), da RONDESP e da Polícia Civil, através da 16ª Corpim de Jacobina.

Da Redação

UPA de Petrolina ganha 10 leitos de UTI para pacientes com a covid-19; taxa de ocupação do SUS é de 60%

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No boletim desta terça-feira (30), onde confirmou mais 62 casos da covid-19, somando 923 diagnósticos positivos para a covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, a Secretaria de Saúde de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, atualizou a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e intermediários para a covid-19 na rede pública e privada da cidade.

Ontem, o órgão informou que Petrolina aumentou a quantidade de leitos de UTI exclusivos para pacientes com a covid-19, de 30 para 40. Os novos 10 leitos foram abertos pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e encontram-se efetivamente em funcionamento para compor a rede de assistência à covid-19 em Petrolina. Atualmente, a taxa de ocupação dos leitos SUS para o novo coronavírus é de 60%.

A divulgação dos números cumpre uma determinação dos Ministérios Públicos Federal e dos Estado da Bahia (MPBA) e de Pernambuco (MPPE) expedida no dia 5 de junho, Em documento enviado para as Secretarias estaduais de Saúde, aos dois municípios, Central de Regulação Interestadual de Leitos (CRIL) e para o Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), os MPs recomendaram a divulgação diária do número de infectados e da quantidade de leitos ocupados por pacientes contaminados com covid-19 nos municípios da região do Vale.

Leitos de UTI

No que se refere aos internamentos nas UTI’s em leitos públicos, os dados mostram que no Hospital Universitário, que possui 20 leitos exclusivos abertos pela prefeitura, 11 pacientes de Petrolina (10 confirmados e 1 em investigação) e 1 paciente de Cabrobó-PE (confirmado) estão internados. Com 12 leitos ocupados, a taxa de ocupação na unidade é de 60%.

No Hospital Memorial, todos os 5 leitos estão ocupados por 2 pacientes de Petrolina (1 confirmado e 1 em investigação), 2 pacientes de Juazeiro (confirmados) e 1 paciente de Lagoa Grande-PE (descartado)No Neurocardio, dos 5 leitos disponíveis, 4 também estão ocupados por 1 paciente de Petrolina (confirmado), 1 paciente de Petrolândia-PE (confirmado); e 2 pacientes de Juazeiro (confirmados).

Na UPAE, dos 10 leitos disponíveis , 3 estão ocupados por 2 pacientes de Petrolina (1 confirmado e 1 em investigação) e 1 de Juazeiro (em investigação). A taxa de ocupação, portanto, é de 30%.

No que se refere aos leitos da rede privada, a prefeitura divulgou que na unidade da UNIMED, 3 pacientes de Petrolina (1 confirmado, 1 em investigação e 1 descartado) estão internados. O Neurocárdio terminou o dia de ontem com 2 pacientes, sendo 1 de Petrolina (confirmado) e 1 de Lagoa Grande-PE (em investigação), internados. Já o Hospital Geral e Urgência (HGU) possui 1 paciente de Juazeiro (confirmado) em internamento. O Memorial também tem 1 paciente de Juazeiro (em investigação) internado.

Leitos intermediários

Sobre os leitos públicos intermediários, segundo a secretaria, até ontem (30), no Hospital de Campanha Monte Carmelo, que possui 100 leitos, apenas 3 pacientes de Petrolina (1 confirmado e 2 em investigação) estão internados. Com isso, a taxa de ocupação é de apenas 3%.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), dos 12 leitos disponibilizados, 5 estão ocupados por pacientes de Petrolina (3 confirmado e 2 em investigação). A taxa de ocupação, portanto, é de 42%.

Já no Hospital Dom Malan, dos 5 leitos infantis, 2 estão ocupados, sendo 1 paciente de Petrolina (confirmado) e 1 paciente de Juazeiro (descartado). Dos 5 leitos mulher, 4 estão ocupados: 1 paciente de petrolina (em investigação), 1 de Araripina-PE (confirmado), 1 de Parnamirim-PE (descartado) e 1 de Santa Maria da Boa Vista-PE (em investigação). A taxa de ocupação na unidade é de 60%. 

Na rede privada, segundo a secretaria, a situação é a seguinte:

Neurocardio
– 1 paciente de Petrolina (confirmado);
– 2 pacientes de Juazeiro (1 em investigação e 1 confirmado);

Hospital Geral e Urgência (HGU)
– 1 paciente de Juazeiro (em investigação);

UNIMED
– 6 pacientes de Petrolina (3 confirmados e 3 em investigação);
– 3 pacientes de Juazeiro (em investigação);

Casos em Petrolina

62 novos casos da covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, foram registrados nas últimas 24 horas em Petrolina. Dos 384 testes rápidos realizados, 42 novos deram positivo para a doença. Também foram registrados mais 20 casos através de análises laboratoriais nesta terça-feira (30).

Com esses 62 positivados, o total de casos em Petrolina aumentou para 923. Como não houve óbitos, Petrolina continua com 26 mortes. O boletim desta terça-feira mostra que foram registradas mais 14 curas, aumentando o total para 448.

*imagem ilustrativa

Da Redação

Com 62 novos casos, sobe para 923 o número de diagnósticos positivos para a covid-19 em Petrolina

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62 novos casos da covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus, foram registrados nas últimas 24 horas em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Dos 384 testes rápidos realizados, 42 novos deram positivo para a doença. Também foram registrados mais 20 casos através de análises laboratoriais nesta terça-feira (30).

Com esses 62 positivados, o total de casos em Petrolina aumentou para 923. Os novos pacientes confirmados por testes rápidos são 29 do sexo feminino (entre 19 e 63 anos) e 13 do sexo masculino (entre 21 e 42 anos). Os pacientes diagnosticados por exames são 13 do sexo masculino (entre 01 e 67 anos) e 7 do sexo feminino (28 e 66 anos). Como não houve óbitos, Petrolina continua com 26 mortes.

O boletim desta terça-feira mostra que foram registradas mais 14 curas, aumentando o total para 448.

Testes rápidos

Petrolina já realizou 14 mil testes dos 34 mil adquiridos pela prefeitura. Dos 14 mil já realizados, 709 deram positivos para o novo coronavírus até esta terça-feira (30), ajudando a gestão municipal a mapear o avanço da doença no município. Do total de confirmados, 98 são detentos da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes.

Da Redação

Câmara aprova texto-base de MP que flexibiliza ano letivo

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O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de hoje (30) o texto-base da Medida Provisória 934/20, que trata da suspensão da obrigatoriedade de escolas e instituições de ensino superior cumprirem uma quantidade mínima de dias letivos neste ano devido à pandemia do nov coronavírus. A votação dos destaques, que podem alterar trechos do texto-base, foi suspensa com o encerramento da sessão.

De acordo com o texto-base aprovado, os estabelecimentos de educação infantil serão dispensados de cumprir os 200 dias do ano letivo e também a carga mínima de 800 horas.

As escolas de ensino fundamental e médio deverão cumprir a carga horária mínima de 800 horas, mas não precisam cumprir, necessariamente, os 200 dias letivos.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) deverá editar diretrizes nacionais para implantar a regra, segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e sem prejuízo da qualidade do ensino e da aprendizagem.

Em função do tempo que falta até fim do ano e da necessidade de se encaixar a carga horária, nos casos obrigatórios, dentro dos dias letivos, o projeto de lei de conversão, em que a MP foi transformada, permite que o conteúdo acadêmico deste ano seja aplicado em 2021, aglutinando duas séries ou anos escolares.

Para os alunos que estão em situação de risco de contrair o novo coronavírus, será garantido um atendimento adequado à sua condição, como o regime domiciliar ou hospitalar. Para os estudantes das redes públicas, deve ser garantida ainda a continuidade de programas de apoio, como os de alimentação e de assistência à saúde.

Aulas online
O texto permite o uso de atividade pedagógicas não presenciaciais, mas para contar como carga horária mínima, terão de seguir critérios objetivos estabelecidos pelo CNE. Esses critérios deverão levar em conta as especificidades de cada faixa etária dos estudantes e de cada modalidade de ensino.

Aqueles sistemas de ensino que optarem pelas atividades não presenciais terão de assegurar que os alunos tenham acesso aos meios necessários para a realização dessas atividades. Se isso envolver equipamentos e assistência técnica, a União deverá ajudar estados, Distrito Federal e municípios, tanto em favor dos profissionais de educação quanto dos alunos.

Os recursos deverão vir do “orçamento de guerra” previsto na Emenda Constitucional 106, de 2020.

Enem
O projeto de lei de conversão também prevê que o Ministério da Educação deverá ouvir as secretarias estaduas de Educação para definir a nova data do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni) deverão ter seus processos seletivo compatíveis com a data de divulgação dos resultados do Enem.

Ensino Superior
Para as instituições de ensino superior, não é preciso cumprir os 200 dias letivos, mas a carga horária prevista da grade curricular de cada curso deve ser cumprida. Pelo projeto, não deverá haver prejuízo aos conteúdos essenciais para o exercício da profissão e as atividades pedagógicas não presenciais também serão admitidas para completar a carga horária.

O texto-base aprovado autoriza a antecipação da conclusão de alguns curso da área de saúde, desde que cumpridos alguns requisitos. No caso de medicina, o aluno precisa ter cumprido 75% da carga horária do internato e nos cursos de enfermagem, farmácia, fisioterapia e odontologia, o mínimo é 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios.

A mesma situação se aplica aos cursos de educação profissional técnica de nível médio caso relacionados ao combate à pandemia. Para isso, o aluno precisará ter cumprido, no mínimo, 75% da carga horária dos estágios curriculares obrigatórios.

Em relação ao repasse de verbas da União aos entes federados no ano letivo de 2020, o projeto de lei de conversão prevê que não haja redução no cálculo dos valores dos programas.

* Com informações da Agência Câmara

Agência Brasil

Bolsonaro prorroga Auxílio Emergencial por dois meses

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O presidente Jair Bolsonaro prorrogou por mais dois meses o Auxílio Emergencial, destinado a trabalhadores informais e beneficiários do Bolsa Família. O decreto 10.412 foi publicado na edição desta quarta-feira (1º) do Diário Oficial da União (DOU).

Na terça (30), o ministro da Economia, Paulo Guedes, antecipou a prorrogação da ajuda do governo. Segundo Guedes, a proposta é que sejam pagas mais quatro parcelas em dois meses, que somarão R$ 600 por mês, totalizando R$ 1,2 mil.

O pagamento deverá ser feito da seguinte maneira, segundo o ministro:

R$ 500 no início do mês;
R$ 100 no fim do mês;
R$ 300 no início do mês;
R$ 300 no fim do mês.

O decreto, no entanto, não especifica se será essa a fórmula antecipada pelo ministro ou simplesmente se o governo irá pagar duas parcelas de R$ 600.

O anúncio foi feito em uma cerimônia no Palácio do Planalto, da qual participaram o presidente Jair Bolsonaro, ministros do governo, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), além de parlamentares e convidados (saiba mais abaixo como foram os discursos).

Na cerimônia, Bolsonaro assinou um decreto sobre a prorrogação do pagamento.

Após o evento, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, disse que o cronograma de pagamento das novas parcelas ainda será divulgado. Segundo ele, o calendário está pronto, mas falta autorização do ministro Paulo Guedes para anunciar.

Auxílio emergencial
O auxílio emergencial foi criado em abril, por meio de uma lei aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada por Bolsonaro. A previsão inicial era que o auxílio fosse pago por três meses, mas a lei deu a possibilidade de prorrogação do benefício.

O texto enviado pelo governo ao Congresso previa que o auxílio fosse de R$ 200, mas o texto aprovado pelo Congresso passou o valor da parcela para R$ 600.

Prorrogação
Na semana passada, Bolsonaro fez uma transmissão ao vivo na qual disse que a “ideia” do governo era pagar mais três parcelas do auxílio (R$ 500, R$ 400 e R$ 300). No Congresso, porém, parlamentares vinham defendendo manter o valor de R$ 600 e pagar mais duas parcelas.

Mais cedo, nesta terça, a colunista do G1 e da GloboNews Ana Flor informou que o governo havia decidido aceitar a proposta do Congresso e pagar mais duas parcelas, de R$ 600 cada (veja os detalhes no vídeo abaixo).

Segundo o Ministério da Economia, cada parcela do auxílio custa por mês cerca de R$ 50 bilhões.

De acordo com Paulo Guedes, o programa já beneficiou 60 milhões de pessoas.

Guedes afirmou ainda que os dados mostram que o “fundo do poço” da crise econômica provocada pela pandemia foi o mês de abril.

G1

‘Diário Oficial’ publica ato que anula nomeação de Decotelli para ministro da Educação

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(foto: arquivo)

O governo publicou na edição desta quarta-feira (1º) do “Diário Oficial da União” o ato que tornou sem efeito a nomeação do professor Carlos Alberto Decotelli para ministro da Educação.

Decotelli permaneceu no cargo por cinco dias e não chegou sequer a tomar posse. Ele pediu demissão nesta terça-feira (30).

O “Diário Oficial” publicou a nomeação na última quinta-feira (25). Mas depois que instituições de ensino contestaram títulos que Carlos Alberto Decotelli incluiu em seu currículo, a permanência do ministro se tornou insustentável.

Na segunda-feira, ele foi chamado ao Palácio do Planalto para dar explicações ao presidente Jair Bolsonaro. Nesta terça, voltou ao Planalto para entregar ao presidente a carta de demissão.

A partir desta quarta-feira, Bolsonaro definirá o substituto de Decotelli. Será o quarto ministro da Educação em um ano e meio de governo. O primeiro, Ricardo Vélez Rodríguez, permaneceu pouco mais de três meses no posto; o segundo, Abraham Weintraub, 14 meses; e Decotelli, cinco dias.

Inconsistências no currículo
As três principais polêmicas sobre a formação acadêmica de Decotelli são as seguintes:

declaração de um título de doutorado na Argentina, que não foi obtido;
denúncia de plágio na dissertação de mestrado da Fundação Getúlio Vargas (FGV);
pós-doutorado na Alemanha, não realizado

As titulações estavam declaradas no perfil pessoal de Decotelli na plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC).

A plataforma integra dados de currículos, grupos de pesquisa e de instituições em um único sistema. Ela é autodeclaratória – são os próprios pesquisadores que atualizam os dados – e é considerada um padrão nacional para registro da vida acadêmica.

Confira as polêmicas geradas por inconsistências no currículo de Decotelli:

Título de doutorado na Argentina

No currículo de Decotelli constava que ele concluiu um doutorado na Universidade Nacional de Rosário em 2009. Sob orientação de Antonio de Araujo Freitas Jr. com a tese “Gestão de Riscos na Modelagem dos Preços da Soja”.

No entanto, Decotelli não teve a tese aprovada e com isso não obteve título de doutor na instituição. A informação foi divulgada na sexta-feira (26) pelo reitor da Universidade Nacional de Rosario, Franco Bartolacci, em uma rede social.

No mesmo dia, o currículo foi alterado. O título da tese e o nome do orientador foram excluídos do sistema. O campo “Título” foi preenchido com “Créditos concluídos”. E, no campo “Orientador”, passou a ser listado: “Sem defesa de tese”.

Decotelli afirmou que concluiu todo o curso, completou todos os créditos, mas não fez a defesa de tese. Decotelli afirma que esteve na Argentina de 2007 a 2009, e que não tinha mais interesse em permanecer no país vizinho porque sua vida estava no Brasil.

Denúncia de plágio

Dois dias após o anúncio da nomeação de Decotelli, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou no sábado (27) que vai “apurar os fatos referentes à denúncia de plágio na dissertação do ministro Carlos Alberto Decotelli”.

A suspeita é que o novo ministro da Educação tenha copiado trechos e apresentado como produção intelectual própria no trabalho apresentado em 2008 para a conclusão de um mestrado em Administração na instituição.

Em nota, a FGV afirmou que o orientador da dissertação foi procurado e que, caso seja confirmado um “procedimento inadequado”, serão tomadas medidas administrativas e judiciais contra o novo ministro.

Procurado pela TV Globo, o Carlos Alberto Decotelli disse que, se cometeu omissões, estas se deveram a falhas técnicas ou metodológicas, e que, por respeito ao direito intelectual dos autores e pesquisadores citados, vai revisar seu trabalho. Caso sejam identificadas omissões, vai procurar viabilizar com a FGV uma solução para corrigi-las, disse o ministro.

O Ministério da Educação disse em nota que “o ministro refuta as alegações de dolo, informa que o trabalho foi aprovado pela instituição de ensino e que procurou creditar todos os pesquisadores e autores que serviram de referência e cujo conhecimento contribuiu sobremaneira para enriquecer seu trabalho”.

Pós-doutorado na Alemanha

Decotelli afirmava ter feito um pós-doutorado na Bergische Universität Wuppertal, na Alemanha, em seu currículo Lattes.

Nesta segunda-feira (29), a universidade disse, em um comunicado, que Decotelli não fez pós-doutorado na instituição. O pós-doutorado é como se chama uma pesquisa e vivência acadêmica realizada em instituições de ensino superior por pesquisadores que já atingiram o nível de doutorado.

Em nota, a universidade alemã afirmou: “O Prof. Dr. Carlos Decotelli se aproximou da Profa. Dra. Brigitt Wolf para uma estadia de pesquisa de três meses em janeiro de 2016. Até 2017, ela foi professora de teoria do design, com foco em metodologia, planejamento e estratégia na Universidade de Wuppertal e é agora emérita. Carlos Decotelli não adquiriu um título em nossa universidade. Ele não foi um pós-doc em nossa universidade. A Universidade de Wuppertal não pode se pronunciar sobre títulos adquiridos no Brasil”.

G1

Brasil registra 1.280 óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas

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A atualização do Ministério da Saúde desta terça-feira (30) mostra que o Brasil registrou 1.280 óbitos por covid-19 nas últimas 24horas, totalizando 59.594. A marca de hoje representa um aumento de 2,1% em relação ao balanço de ontem (29), quando foram contabilizados 58.314 óbitos em função da covid-19. Ainda há 3.950 mortes em investigação.

A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,3%. A mortalidade (quantidade de óbitos por 100 mil habitantes) atingiu 28,4.

O levantamento do Ministério da Saúde mostra também 33.486 novos casos confirmados da doença, atingindo 1.402.041 casos acumulados de covid-19 em todo o país, um aumento de 2,4%, se comparado com os dados de ontem. Com isso, a incidência dos casos de covid-19 por 100 mil habitantes subiu para 667,2.

O balanço aponta ainda que 552.407 pacientes estão em observação, enquanto o total de recuperados desde o início da pandemia é de 790.040.

Geralmente, o número de novos registros de óbitos e casos confirmados de covid-19 é menor aos sábados, domingos e segundas-feiras devido à dificuldade de as secretarias estaduais alimentarem o banco de dados com as notificações. Já às terças-feiras, os números são maiores em razão do acúmulo de notificações dos dias anteriores.

Covid-19 nos estados
Os estados com mais mortes em função da pandemia: São Paulo (14.763), Rio de Janeiro (10.080), Ceará (6.146), Pará (4.920) e Pernambuco (4.829). As unidades da Federação com menos óbitos: Mato Grosso do Sul (46), Tocantins (200), Roraima (283), Santa Catarina (341) e Acre (365).

Agência Brasil