Preto no Branco

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AMTT/Juazeiro notifica empresa pelo atraso na entrega dos semáforos derrubados por um caminhão desgovernado na Avenida Adolfo Viana

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A Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT) informou que já notificou a empresa Arte e Luz Engenharia, responsável pela instalação e manutenção dos semáforos no município de Juazeiro, pelo atraso na entrega dos equipamentos que foram derrubados após um caminhão desgovernado colidir com a estrutura, no último dia 8 de fevereiro, da Avenida Adolfo Viana.

Segundo a empresa, o atraso foi “em razão do feriado de Carnaval, que comprometeu a reposição dos semáforos da Avenida Adolfo Viana, nas proximidades da Sote. Ainda segundo a empresa, a base de sustentação dos novos semáforos já foi instalada e, tão logo os equipamentos cheguem, será realizada a reinstalação. A Autarquia Municipal de Trânsito e Transportes (AMTT) informa que já notificou a empresa sobre a importância da reposição dos semáforos, a fim de garantir maior mobilidade e segurança no fluxo da via”, diz a nota da AMTT.

Lembrando que, enquanto a situação não é resolvida o trânsito segue com as seguintes restrições:

• Os veículos que trafegam pela Rua Ozelina Dias da Silva, no bairro Alto da Maravilha, em Juazeiro (BA), e desejam seguir para o bairro Novo Encontro, devem acessar à direita pela Avenida Adolfo Viana e realizar a conversão na rotatória próxima à Lagoa de Calú.

• Já os condutores que estão no bairro Novo Encontro e desejam atravessar a via em direção ao Alto da Maravilha devem acessar à direita pela Avenida Adolfo Viana e realizar a conversão no retorno seguinte.

A empresa responsável pela instalação e manutenção dos semáforos no município já está trabalhando para restabelecer o funcionamento do sistema semafórico no menor tempo possível.

Redação PNB

Unidos do Viradouro é campeã do Carnaval do Rio de Janeiro

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A Unidos do Viradouro é a campeã do Carnaval do Rio de Janeiro em 2026. O resultado foi anunciado nesta quarta-feira (18), depois da apuração dos votos do Grupo Especial que ocorreu na Cidade do Samba, no bairro da Gamboa, região central da cidade.

O título veio depois de um total de 270 pontos. A vice-campeã foi a Beija-Flor, com 269,9 pontos, ao lado da Vila Isabel, com a mesma pontuação. Mais três agremiações completam o pódio: Salgueiro (269,7 pontos), Imperatriz (269,4) e Mangueira (269,2). Todas elas participam do Desfile das Campeãs no próximo sábado (21), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

A Viradouro levou para o Sambódromo o enredo Para cima, Ciça!, que celebra os 70 anos de Moacyr da Silva Pinto, o mais longevo mestre de bateria de uma escola de samba em atividade.

Durante o desfile, o mestre homenageado participou da comissão de frente e do último carro alegórico, regendo os ritmistas. Além da Viradouro, Ciça já regeu as baterias da Unidos da Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e Estácio de Sá, onde começou em 1988.

O mestre, reconhecido pelas bem ensaiadas paradinhas das baterias, liderou a percussão em dois dos três carnavais vencidos pela Viradouro (2020 e 2024) e em um desfile ganho pela Estácio de Sá (1992).

Este é o quarto título da Viradouro no Carnaval do Rio de Janeiro. O último troféu da escola havia sido em 2024. Na lista de maiores campeãs, a Portela permanece na liderança com 22 títulos, seguida de Mangueira (20), Beija-Flor de Nilópolis (15), Salgueiro, Império Serrano e Imperatriz Leopoldinense (9).

A Acadêmicos de Niterói foi a rebaixada deste ano para a Série Ouro com 264,6 pontos. A escola trouxe o enredo Do Alto do Mulungu Surge a Esperança: Lula, o Operário do Brasil.

A agremiação que ocupará a vaga da Acadêmicos de Niterói será conhecida na quinta-feira (19), quando sai o resultado oficial da apuração de votos da Série Ouro.

Agência Brasil

“As calçadas ficam intransitáveis”: Moradora denuncia descarte irregular de lixo e entulhos em avenida do Park Centenário, Juazeiro

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Rosa Duarte Varjão, moradora da Avenida Novo Juazeiro, no bairro Park Centenário, em Juazeiro, em contato com o PNB, nesta quarta-feira (18), apontou um problema que vem gerando transtornos à comunidade. Ela conta que “o canteiro que compreende toda a extensão da avenida tem se transformado em espaço para descarte de entulho de reforma e reparos de residências”.

A moradora destaca que o poder público realiza a limpeza “de vez em quando”, mas peca na fiscalização contra a prática irregular.

“Uma pequena caminhada ao longo da avenida e a gente se depara com montes de restos de alvenaria, concreto, pedaços de blocos, embalagens de cimento, argamassa, e móveis velhos, descartados pela população. Embora o Poder Público limpe, vez em quando, esta situação se repetido, infelizmente. A falta de fiscalização e ação contra estes descartes de materiais oriundos de reformas e reparos na construção domiciliar cria aspectos de sujeira e abandono no bairro e na cidade. Há situações em que as calçadas ficam intransitáveis devido a areias que ficam, por meses, obstruindo o fluxo das águas pluviais e as águas que são da limpeza das áreas externas das residências. Convivemos com águas paradas, com presenças de mosquitos em razão dessas instruções das vias de escoamento.

Estamos encaminhando a reclamação para a SESP.

Redação PNB

Funcionário da Receita Federal em Salvador está entre os suspeitos pelo vazamento de dados de ministros do STF; veja os demais.

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Quatro servidores da Receita Federal foram alvo de operação da Polícia Federal (PF), nesta terça-feira, para investigar suposto vazamento de informações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares.

Os suspeitos teriam acessado o sistema da Receita de forma irregular para divulgar esses dados protegidos. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

De acordo com o Supremo, que autorizou a ação, “foram constatados diversos e múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Secretaria da Receita Federal do Brasil, seguindo-se de posterior vazamento das informações sigilosas”.

O STF divulgou o nome dos investigados. São eles: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes, que atuam em delegacias da Receita nos estados que foram alvo da operação, com salários que vão de R$ 11.128,16 a R$ 38.261,86, segundo o Portal da Transparência.

Luiz Antônio Martins Nunes

Servidor desde 1981, Luiz Antônio Martins atualmente é técnico do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) no Rio de Janeiro, órgão em que ingressou em 2000. Ele está lotado na delegacia da Receita Federal no estado.

Ricardo Mansano de Moraes

O auditor fiscal da Receita, Ricardo Mansano de Moraes está no cargo desde 2007, e atua na Equipe de Gestão do Crédito Tributário e do Direito Creditório (Eqrat), uma área do órgão que gerencia a gestão de créditos tributários que contribuintes podem receber da União. Ele trabalha na Delegacia da Receita em Presidente Prudente, no interior de São Paulo.

Em suas redes sociais, o auditor fiscal segue perfis de políticos de direita, como do ex-presidente Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e dos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Kim Kataguiri (UNIÃO-SP).

Ruth Machado dos Santos

Técnica do Seguro Social, Ruth Machado ingressou no funcionalismo em 1994. Hoje, é agente administrativa em uma delegacia da Receita em no Guarujá, litoral de São Paulo.

Luciano Pery Santos

Também atua como técnico do Seguro Social, mas em uma delegacia da Receita em Salvador, capital da Bahia. Está no serviço público desde 1983.

Os quatro servidores foram afastados de seus cargos e prestarão depoimentos à PF, segundo o Supremo.

BNews

Fevereiro Roxo amplia debate sobre doenças crônicas e os direitos de pessoas com lúpus, fibromialgia e Alzheimer

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O mês de fevereiro é marcado pela campanha Fevereiro Roxo, uma iniciativa nacional voltada à conscientização sobre doenças crônicas que não têm cura, mas que podem ter sua evolução controlada quando diagnosticadas precocemente. Entre elas estão o lúpus, a fibromialgia e o Alzheimer, condições distintas, mas que enfrentam desafios semelhantes, como a dificuldade no diagnóstico, a necessidade de tratamento contínuo e os impactos físicos, emocionais e sociais a longo prazo.

De acordo com a reumatologista e docente do IDOMED, Marina Andrade, a campanha desempenha um papel fundamental ao ampliar o conhecimento da sociedade sobre essas enfermidades. “O Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização para que doenças como lúpus, fibromialgia e Alzheimer sejam identificadas de forma precoce, visando melhor controle dos sintomas e mais qualidade de vida para o paciente”, afirma.

Apesar das diferenças clínicas, essas doenças compartilham características importantes. “São condições crônicas, sem cura definitiva, que nem sempre são detectadas em exames iniciais, impactam significativamente a qualidade de vida e exigem acompanhamento contínuo e multidisciplinar”, destaca a especialista. Além das limitações físicas, há repercussões emocionais e sociais relevantes.

O lúpus, a fibromialgia e o Alzheimer são frequentemente classificados como doenças invisíveis, pois nem sempre apresentam sinais clínicos evidentes nas fases iniciais. “Em muitos casos, os exames laboratoriais podem ser normais no início do quadro”, explica Marina Andrade.

No lúpus, doença autoimune que pode afetar diferentes órgãos e sistemas, os principais sinais de alerta incluem febre persistente, dores articulares, manchas na pele, queda de cabelo e sensibilidade ao sol. Já a fibromialgia se caracteriza por dor difusa por mais de três meses, fadiga crônica, distúrbios do sono e dificuldade de concentração. O diagnóstico dessas condições costuma ser desafiador. “Na fibromialgia, ele é essencialmente clínico, baseado em uma escuta cuidadosa e exame físico direcionado. No lúpus, as manifestações são variadas e podem se confundir com outras doenças, o que dificulta a identificação”, esclarece a docente.

O Alzheimer, por sua vez, é uma doença neurodegenerativa progressiva e a forma mais comum de demência, atingindo principalmente pessoas idosas. A condição compromete funções cognitivas como memória, linguagem, raciocínio e a capacidade de realizar atividades cotidianas. Os primeiros sinais costumam ser sutis e frequentemente confundidos com o envelhecimento natural, como esquecimentos recorrentes, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço e alterações de comportamento. Com o avanço da doença, pode haver perda de autonomia, mudanças emocionais significativas e necessidade de cuidados permanentes.

Escuta, cuidado contínuo e qualidade de vida – A escuta atenta do paciente é um dos principais instrumentos para a identificação das doenças crônicas. Por meio dela, é possível compreender a duração e a intensidade dos sintomas, bem como seus impactos funcionais e emocionais, sendo esse processo muitas vezes decisivo para o diagnóstico.

Fatores como estresse, privação de sono, sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo e baixa adesão ao tratamento podem agravar o quadro clínico. Em contrapartida, hábitos saudáveis fazem diferença. “Tratamento adequado, prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, acompanhamento médico contínuo e apoio psicológico contribuem para reduzir crises e melhorar a qualidade de vida”, orienta a médica.

Direitos Novos – Além dos desafios clínicos, a fibromialgia passou a contar com um avanço no campo jurídico. A legislação federal, Lei nº 15.176 (2025), passou a reconhecer a condição como deficiência para efeitos legais a partir de 2026, desde que haja avaliação biopsicossocial que comprove limitações funcionais. O enquadramento permite acesso a direitos já previstos no Estatuto da Pessoa com Deficiência, como prioridade de atendimento, possibilidade de concorrer a vagas reservadas em concursos públicos e empregos, além de facilitar a análise de benefícios assistenciais e adaptações no ambiente de trabalho.

Segundo Fábio Gomes, coordenador do curso de direito da Estácio Goiás, o reconhecimento representa uma mudança na forma de proteção social desses pacientes. “O enquadramento da fibromialgia como deficiência traz respaldo jurídico para situações que antes dependiam apenas de interpretação judicial. A lei passa a reconhecer que existem limitações funcionais que podem afetar a vida profissional e social, o que abre caminho para garantias específicas”, explica.

Ele ressalta que o diagnóstico médico não gera automaticamente todos os direitos. “É necessária uma avaliação biopsicossocial feita por equipe multiprofissional, que vai medir o impacto da condição na rotina da pessoa. Esse critério busca assegurar que os benefícios sejam concedidos com base em evidências técnicas”, afirma.

Para o docente, a principal mudança está no acesso formal a políticas públicas e instrumentos de proteção. “O paciente pode requerer adaptações no trabalho, atendimento prioritário e participação em políticas de inclusão. Também ganha mais base legal para contestar negativas administrativas. É um avanço em termos de segurança jurídica e de reconhecimento de direitos”, diz.

EduSaúde

“Fraternidade e Moradia”: Diocese de Nossa Senhora das Grotas realiza coletiva de lançamento da Campanha da Fraternidade 2026

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A Diocese de Juazeiro promoverá no dia 18 de fevereiro, às 10h, uma coletiva de imprensa para o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade 2026 e Abertura da Quaresma.

Neste ano, a Campanha tem como tema “Fraternidade e Moradia” e lema: “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14).

Todos os padres deverão motivar os fiéis de suas paróquias e o povo de Deus de todo o território diocesano a acompanharem a coletiva que será transmitida pelo YouTube da Diocese de Juazeiro e a imprensa é convidada a comparecer de forma presencial na Catedral, assim como também os sacerdotes e as pastorais sociais e demais grupos e movimentos.

A Campanha da Fraternidade 2026 propõe uma reflexão profunda sobre a realidade habitacional no Brasil, marcada por desigualdades, insegurança fundiária e exclusão social. A iniciativa convida toda a sociedade a promover o cuidado com a vida, a solidariedade e a construção de espaços onde a dignidade humana seja respeitada e assegurada.

Também na Quarta Feira de Cinzas, acontece o Terço ao meio-dia na Praça da Misericórdia, centro da cidade, abrindo o período quaresmal com foco na oração, jejum e penitência.

A reza do terço durante a abertura da Quaresma representa um convite à conversão e ao reconhecimento do chamado divino para que todos vivam como irmãos e irmãs. O momento de oração fortalece a espiritualidade e incentiva os fiéis a refletirem sobre o caminho penitencial proposto pela Igreja durante este período sagrado.

 

 

Redação PNB, com informações Pascom

Dica: Plataforma oferece gratuitamente filmes nacionais

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Para os amantes de bons filmes, a dica é aproveitar e conferir 18 produções nacionais, de várias regiões do país, que chegaram ao catálogo do serviço de streaming gratuito do Itaú Cultural Play.Entre as opções está a comédia Recife Frio, curta-metragem dirigido por Kleber Mendonça Filho, que retrata a cidade natal sob uma drástica mudança climática. Com a linguagem de documentário, a ficção mostra a capital pernambucana em um clima frio, e aborda temas como especulação imobiliária, desigualdade social e impacto do turismo.

Já o documentário Brasiliana: o musical negro que apresentou o Brasil ao mundo, de Joel Zito Araújo, conta a história da companhia de teatro, dança e música fundada em 1949, no Rio de Janeiro, por artistas negros que excursionou por 90 países.

Tem também o documentário Empate, de Sergio de Carvalho, que resgata a história do movimento seringueiro das décadas de 70 e 80 no estado do Acre. O nome do filme faz referência às estratégias pacíficas de resistência, para impedir o desmatamento da Amazônia, conhecidas como empate.

Outra produção da região Norte, o curta Dasilva Daselva, de Anderson Mendes, apresenta a vida e obra do artista e ecologista Sebastião Corrêa da Silva, que produziu mais de 600 obras sobre fauna e flora da floresta amazônica.

O Cariri paraibano é cenário do documentário Serão de Caio Bernardo, que relata a extração manual de cal e o trabalho na indústria têxtil a partir do cotidiano de uma família.

Dois curtas-metragens do Espírito Santo também estão disponíveis na plataforma: Depois Deste Desterro, de Renan Amaral, que acompanha uma personagem no contexto da ditadura militar, em 1968, de volta à terra natal; e Canto das Areias, de Maíra Tristão, que resgata a memória de uma vila soterrada pelas dunas.

Além dos curtas e documentários, a plataforma oferece ainda a coleção Cine Curtinhas com oito filmes voltados para o público infantil.Entre eles, estão PiOinc que mostra a amizade entre um porco e um passarinho; a animação Abraços, sobre uma filha que escreve aventuras imaginárias num diário para animar a mãe que está triste; O Jardim Mágico, que se inspira nas fábulas, e Eu e o boio boi e eu, que fala da cultura popular da lenda do Boi da Manta.

Os filmes estão disponíveis gratuitamente pelo site itauculturalplay.com.br

Agência Brasil

kannário volta a criticar atuação da PM no Carnaval de Salvador e compara: “Em Juazeiro, dei parabéns ao comandante da policia, porque fizeram o trabalho com maestria”

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Durante sua passagem pelo circuito Campo Grande, do Carnaval de Salvador, nesta segunda-feira (16), o cantor Igor Kannário voltou a criticar a atuação da Polícia Militar. Puxando a pipoca, o artista expressou sua indignação com o comportamento de policiais que, segundo ele, agrediam os foliões com “cacetadas”.

“Uma cacetada dessa vai deixar o cara com sequelas (…) isso é um absurdo. Uma tentativa de homicídio o que está acontecendo aqui. Não aguento não. Não tenho estômago pra ver essas paradas (…) eu estou vendo os policiais agredindo as pessoas, dando cacetadas que vão deixar sequelas …não dá pra ver e ficar calado (…) quando é que a policia vai se respeitar? (…)”, desabafou.

kannário comparou o trabalho da PM no Carnaval de Salvador ao realizado durante a última festa momesca de Juazeiro, Norte da Bahia, onde o artista se arrastou milhares de foliões.

“Eu toco o ano todo, no Brasil todo, e não vejo a polícia agredir as pessoas como fazem aqui. Eu passei em Juazeiro, dei parabéns ao comandante da policia de Juazeiro, porque os  caras fizeram o trabalho com maestria”.

Redação PNB 

Tese da AGU obriga autor de feminicídio a ressarcir pensão do INSS

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Ações para responsabilizar financeiramente condenados por feminicídio por despesas com pensões por morte concedidas pelo INSS estão na mira da Advocacia-Geral da União (AGU).Os processos com essa finalidade ajuizados pelo órgão federal cresceram oito vezes nos últimos três anos: passaram de 12, em 2023, para 54 em 2024 e, no ano passado, chegaram a 100. São as chamadas ações regressivas por feminicídio.

Caso de Marília

No início deste mês, por exemplo, a 2ª Vara Federal de Marília, em São Paulo, condenou um homem a ressarcir o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos valores pagos com a pensão por morte em favor da dependente da ex-companheira, falecida em decorrência de crime qualificado como feminicídio praticado por ele.

A filha do casal tinha apenas dois anos de idade na época. O homem foi condenado pelo Tribunal do Júri à pena de 26 anos de reclusão.

Em razão do óbito, o INSS concedeu pensão à criança a partir de setembro de 2021, no valor mensal de R$ 1.518, com estimativa de manutenção até março de 2040. Com a ação regressiva, o homem terá de ressarcir a União pelos valores pagos e os futuros, assumindo o ônus financeiro da concessão do benefício, por ter sido o causador real do dano.

Desenvolvida pela AGU, a tese quer alcançar todos os benefícios previdenciários que forem pagos em decorrência de um feminicídio.

Em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o objetivo é cruzar dados nacionais de condenações com as informações do INSS, como explica Adriana Venturini, procuradora-geral Federal da AGU.

“A ideia é que agora a gente consiga fazer parcerias com todas as 27 unidades da federação através do CNJ. E, com o cruzamento dos dados, a gente possibilite que nenhum pagamento previdenciário decorrente de violência doméstica fique sem uma resposta da AGU no sentido de cobrar do agressor o ressarcimento. Porque não deve ficar a responsabilidade para a sociedade”.

A iniciativa busca ainda evitar que o próprio réu figure como beneficiário da pensão por morte, ressalta a representante da AGU.

“Assim que há condenação por feminicídio, o INSS é comunicado e ele evita que o pagamento seja feito se for em benefício do próprio réu. Se for em benefício do filho menor, o pagamento da pensão acontece automaticamente, porque ele não pode ser revitimizado, mas a gente cobra do causador da morte”.

Atualmente, a experiência está presente em 13 unidades da federação. Somente no ano passado, os processos cobraram 113 pensões por morte, com expectativa de recuperação de R$ 25 milhões aos cofres públicos.

Para Adriana Venturini, essa política não se restringe ao ressarcimento financeiro aos cofres públicos, mas dialoga com iniciativas consolidadas de combate à violência de gênero.

A AGU prepara o ajuizamento de dezenas de novas ações regressivas por feminicídio para o próximo mês, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher.

Agência Brasil