Preto no Branco

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Inovação no agronegócio será destaque no Meetup Summit 2026, em Paulo Afonso

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Promovido pelo Sebrae, em parceria com o Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), o encontro reunirá representantes do ecossistema de inovação do Território do São Francisco.

A programação foi pensada para aproximar produtores rurais, empresários, pesquisadores, estudantes e profissionais ligados ao setor, proporcionando uma manhã de troca de experiências, networking e apresentação de soluções aplicáveis à realidade do campo.

Ao longo do encontro, oficinas práticas, palestras e pitches abordarão como ferramentas como inteligência artificial, agricultura de precisão, análise de dados, conectividade rural e tecnologias voltadas à gestão estão transformando as atividades agrícolas e pecuárias. A proposta é mostrar, de forma prática, como a inovação pode contribuir para aumentar a produtividade, reduzir custos, aprimorar processos e estimular práticas mais sustentáveis no agronegócio regional.

Mais do que apresentar novas tecnologias, o Meetup Summit busca estimular uma cultura de inovação entre os diferentes atores da cadeia produtiva, aproximando conhecimento, empreendedorismo e soluções tecnológicas das necessidades enfrentadas no campo.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pela internet.

A iniciativa conta com o apoio da Prefeitura de Paulo Afonso, Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Instituto Federal da Bahia (IFBA), Campus Paulo Afonso, e Banco do Nordeste, por meio do Prodeter.

Serviço

O quê: Meetup Summit 2026 – “O Papel da Inovação no Agronegócio”
Quando: Terça-feira (11)
Horário: 8h30
Onde: Auditório do Sebrae, Travessa dos Navegantes, 84, Centro, Paulo Afonso (BA)
Inscrições gratuitas: clique aqui  

Ascom

“A Venezuela paradisíaca de Nikolas Ferreira”, por João Gilberto Guimarães Sobrinho

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A Venezuela paradisíaca de Nikolas Ferreira Durante anos, uma das imagens mais repetidas no discurso político bolsonarista foi a de que o Brasil estaria a caminho de se transformar em uma “Venezuela”. A comparação funcionou como um dos principais argumentos eleitorais contra o PT: o retorno de Lula ao poder seria, segundo essa narrativa, o primeiro passo para a deterioração econômica, a perda de patrimônio e a ruína do país.

A realidade, entretanto, tem uma curiosa capacidade de contrariar slogans. Enquanto o discurso anunciava a Venezuela, os indicadores brasileiros produziram números que dificilmente combinam com a caricatura de um país em colapso.

E, no meio dessa contradição, aparece um personagem particularmente simbólico: Nikolas Ferreira, um dos mais conhecidos representantes da direita bolsonarista. O deputado acaba de declarar à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 3,9 milhões para as eleições de 2026.

Em 2022, sua declaração registrava R$ 36.820,46. A diferença nominal é de aproximadamente R$ 3,86 milhões, ou um crescimento de 10.488% no patrimônio declarado. É importante fazer a ressalva: esse número não significa que Nikolas tenha colocado R$ 3,9 milhões em dinheiro no bolso.

Parte relevante do patrimônio é um imóvel avaliado em R$ 2,23 milhões, adquirido mediante financiamento, com saldo devedor declarado de R$ 1,72 milhão. O próprio deputado argumenta que o valor integral do imóvel aparece na declaração, mas não corresponde ao seu patrimônio líquido.

Ainda assim, há uma pergunta legítima e jornalisticamente interessante: como alguém que se apresenta como crítico de um modelo econômico supostamente destinado a transformar o Brasil em uma Venezuela acumula patrimônio dessa magnitude justamente no Brasil que, segundo o discurso político que ajudou a difundir, estaria caminhando para o desastre? A pergunta não é uma acusação de irregularidade. Não há, nas fontes consultadas, comprovação de que o crescimento patrimonial de Nikolas seja ilícito.

É uma questão sobre a distância entre retórica política e realidade econômica. O problema da narrativa “o Brasil vai virar uma Venezuela” é que ela pressupunha que determinados indicadores econômicos e sociais caminhariam para uma deterioração semelhante à venezuelana. Mas os números recentes contam uma história diferente. Em 2025, a taxa anual de desemprego brasileira foi de 5,6%, a menor da série histórica da PNAD Contínua iniciada em 2012.

Em comparação com 2024, houve queda de 1 ponto percentual. O número de pessoas desocupadas caiu aproximadamente 1 milhão, para 6,2 milhões. E não foi apenas uma fotografia isolada.

No trimestre encerrado em fevereiro de 2026, a taxa chegou a 5,8%, também recorde para aquele período da série. É claro que desemprego não é sinônimo de prosperidade.

O Brasil continua enfrentando desigualdade, informalidade, juros elevados e uma série de problemas estruturais. Mas existe uma diferença entre reconhecer esses problemas e afirmar que o país está reproduzindo o caminho venezuelano. Uma economia com a menor taxa anual de desemprego da sua série histórica não se encaixa facilmente na narrativa de um país em colapso econômico.

Outro dado curioso aparece no mercado automobilístico. Depois de seis anos consecutivos de alta, o preço médio real dos veículos novos começou a recuar em 2026. Levantamento da Bright Consulting apontou que o preço público médio deflacionado dos veículos leves caiu de R$ 172,5 mil em 2025 para R$ 170 mil em junho de 2026, uma redução real de 1,5%.

No mercado de usados, o movimento foi ainda mais claro: levantamento do Índice Webmotors apontou recuo dos preços dos veículos usados no primeiro semestre de 2026, enquanto os modelos zero quilômetro permaneceram praticamente estáveis. Não significa que o brasileiro esteja comprando carro barato, muito menos que automóveis tenham deixado de pesar no orçamento familiar.

Mas novamente o dado é incompatível com uma narrativa simplista de deterioração generalizada. Aqui existe outra ironia.

A Petrobras atravessou os primeiros anos do governo Lula com resultados bilionários. Em 2023, a companhia registrou lucro líquido de aproximadamente R$ 124,6 bilhões. Em 2024, o lucro caiu fortemente, para R$ 36,6 bilhões.

Portanto, seria incorreto dizer que a Petrobras apresentou crescimento contínuo dos lucros durante todo o governo Lula. Mas em 2025, a estatal voltou a apresentar um resultado extraordinário: R$ 110,1 bilhões, crescimento de aproximadamente 200% em relação a 2024. E o movimento continuou em 2026.

No segundo trimestre deste ano, a Petrobras registrou R$ 52,4 bilhões de lucro líquido, quase o dobro do mesmo período do ano anterior e seu terceiro maior resultado trimestral da história.

A Reuters, contudo, ressalta que esse resultado foi fortemente influenciado pela alta internacional do petróleo associada ao conflito entre Estados Unidos e Irã. Portanto, não pode ser atribuído simplesmente à política econômica do governo brasileiro. Ou seja, a realidade é mais complexa que o slogan.

É justamente aí que o patrimônio de Nikolas Ferreira ganha dimensão simbólica. Em 2022, ele declarou pouco mais de R$ 36 mil em bens. Quatro anos depois, declara R$ 3,9 milhões.

Nesse intervalo, o Brasil não virou a Venezuela anunciada nos discursos eleitorais. Ao contrário: o país registrou desemprego anual mínimo da série histórica, os preços reais dos carros novos começaram a recuar, os usados tiveram queda no primeiro semestre de 2026 e a Petrobras voltou a registrar lucro superior a R$ 100 bilhões em 2025. E Nikolas, justamente nesse Brasil que seus discursos políticos frequentemente apresentam como ameaçado pelo desastre econômico, multiplicou seu patrimônio declarado por mais de cem vezes.

Talvez seja essa a verdadeira ironia do caso. A Venezuela que era anunciada como destino do Brasil não chegou. Mas, aparentemente, o Brasil continuou sendo um lugar suficientemente bom para que um de seus mais combativos críticos acumulasse milhões. E talvez seja necessário inverter a pergunta. Não é mais apenas: “O Brasil vai virar uma Venezuela?” A pergunta agora poderia ser: “Se o Brasil virou a Venezuela que diziam que viraria, por que a vida econômica de alguns de seus mais fervorosos críticos parece contar uma história tão diferente?”

A resposta exige menos propaganda e mais números. E os números, como sempre, são menos convenientes que os discursos.

João Gilberto Guimarães Sobrinho é Cientista Social Formado pela Universidade Federal do Vale do São Francisco, produtor cultural, escritor e editor, colaborador do portal Preto No Branco.

GCM de Juazeiro prende homem no bairro Alagadiço por suspeita de tráfico de drogas

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Na madrugada de segunda-feira (10) uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) de Juazeiro, durante patrulhamento no bairro Alagadiço, identificou um homem que estava com uma mochila nas costas.

Segundo informações da GCM, os agentes deram voz de parada ao suspeito, que teria desobedecido à ordem e empreendido fuga. A equipe iniciou um acompanhamento e conseguiu realizar a abordagem na Avenida Mestre Lula.

Durante a revista, foram encontradas 59 pedras embaladas em invólucros plásticos, com características semelhantes a crack.

Diante da situação, o homem e o material apreendido foram encaminhados à 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Juazeiro, onde foram adotadas as medidas cabíveis.

A ação reforça o compromisso da Gestão Municipal com o fortalecimento da segurança pública e o combate à criminalidade no Município.

Ascom/PMJ

Últimos dias para se inscrever no Festival Nacional de Dança Ballace, que acontecerá em setembro no Vale do São Francisco

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As inscrições para a segunda edição do Festival Nacional de Dança Ballace – Vale do São
Francisco estão abertas somente até o próximo dia 15 de agosto. O evento será realizado
entre os dias 04 e 07 de setembro no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA). A
programação inclui capacitações com professores de renome nacional e mostras
competitivas em diversas modalidades, contemplando participantes do público infantil ao
adulto.

O objetivo do encontro é impulsionar a cena da dança de Juazeiro, Petrolina e cidades
circunvizinhas, promovendo valorização dos artistas, a difusão de conhecimento e a
construção de vínculos entre profissionais da área.

“O festival traz, não só uma chance de mostrar seu trabalho no palco, mas também de
aperfeiçoamento através das aulas e workshops com profissionais da dança renomados em
todo o país, além de oportunidades de bolsa de estudos e possibilidades de alavancar a
carreira!”, pontua Larissa Tosta, bailarina, produtora cultural e diretora artística do Ballace
Vale do São Francisco.

O público-alvo são artistas da dança com idade a partir de 5 anos. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas por meio da plataforma: dancadigital.com/ballacevale26/. O
acesso às sessões das mostras competitivas será por meio de ingresso solidário. Para
confirmar a entrada em cada sessão, é necessário retirar o ingresso na plataforma e, no dia
do evento, entregar 2 kg de alimentos não perecíveis, que serão destinados ao projeto
Juazeiro Sem Fome.

Ballace é um evento consolidado em Camaçari (BA), e desde 2006 desenvolve ações para a
promoção da dança no estado da Bahia. Recentemente, o festival vem expandindo sua
atuação para as cidades do interior com a participação de estudantes, profissionais,
professores, jurados, convidados especiais e amantes da dança. A primeira edição no Vale do São Francisco foi realizada em 2025.

Este projeto foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à
Cultura na Bahia, realizados com recursos do Governo Federal repassados pelo Ministério da Cultura, e executados pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura.

Ascom

Uso de robôs? Perfis sem nenhum seguidor invadem redes com ataques a Jerônimo e elogios a ACM Neto; veja o que diz a legislação

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Um comportamento atípico começou a aparecer em publicações políticas na rede social X, antigo Twitter, nas horas seguintes ao primeiro debate televisionado entre os candidatos ao Governo da Bahia em 2026. Perfis recém-criados, alguns sem qualquer seguidor e com apenas uma publicação registrada, passaram a ocupar áreas de comentários com mensagens de apoio a ACM Neto (União Brasil) e ataques ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).

Os registros analisados mostram uma repetição que chama a atenção. Entre os perfis cujas páginas foram verificadas, quatro apresentam características praticamente idênticas: foram criados em agosto de 2026, têm zero seguidores e indicavam apenas uma publicação no momento da captura das telas. Apesar da ausência de histórico na plataforma, essas contas já participavam de discussões sobre a eleição baiana.

As mensagens seguem uma direção política igualmente semelhante. “ACM Neto ganhou o debate”, “Pra melhorar Bahia tem que ser ACM”, “Vamos Neto, estamos todos com você” e “ACM agora e sempre” aparecem entre os elogios. Em sentido oposto, outras publicações afirmam que “Jerônimo já era” ou que o governador “não fez nada que preste”.

São robôs?

Os indícios são suficientes para levantar a pergunta, mas ainda não permitem uma resposta conclusiva.

Criar uma conta recentemente, possuir zero seguidores ou publicar apenas uma mensagem não transforma automaticamente um usuário em “robô”. Pessoas reais também podem abrir perfis exclusivamente para participar do debate político. Da mesma forma, a repetição de mensagens favoráveis a determinado candidato pode decorrer de militância espontânea.

O que torna o caso relevante é a combinação dos elementos: criação simultânea ou muito recente das contas, ausência de seguidores, inexistência de histórico, rápida entrada no debate eleitoral e concentração das mensagens numa mesma direção política.

Portanto, não há, no material disponível, prova de que essas contas sejam operadas por robôs nem de que tenham qualquer vínculo com ACM Neto, o União Brasil ou sua campanha. Também não foi localizada, nas fontes públicas consultadas, evidência que estabeleça essa conexão. O padrão observado, entretanto, é passível de investigação pela plataforma e, caso haja indícios adicionais, pela Justiça Eleitoral.

Legislação proíbe identidade falsa e manipulação artificial de alcance

A questão ganha relevância jurídica porque a legislação eleitoral brasileira possui regras específicas para impedir a manipulação artificial do debate nas plataformas.

A propaganda eleitoral propriamente dita só começa em 16 de agosto. Até essa data, manifestações de apoio e crítica feitas espontaneamente por pessoas naturais são, em princípio, protegidas pela liberdade de expressão. A própria resolução do TSE afirma que manifestações espontâneas de internautas, inclusive elogios ou críticas a candidatos, não são automaticamente consideradas propaganda eleitoral.

A situação muda se houver estruturas artificiais, financiamento, identidade falsa ou mecanismos destinados a manipular a repercussão.

A Resolução TSE nº 23.610 estabelece expressamente que não é permitida a publicação de conteúdo eleitoral por usuário cadastrado com a intenção de falsear sua identidade. Também proíbe o emprego de ferramentas digitais não disponibilizadas pela própria plataforma para alterar artificialmente o teor ou a repercussão da propaganda.

As regras para 2026 avançaram ainda mais. O novo art. 38-A prevê a possibilidade de remoção de perfil quando ficar comprovado que se trata de usuário falso, apócrifo ou de pessoa inexistente fora do universo digital, incluindo explicitamente “perfil automatizado ou robô”, desde que associado à prática reiterada de crime eleitoral ou à disseminação de fatos considerados pela Justiça Eleitoral notoriamente falsos ou gravemente descontextualizados.

Também há proibição expressa ao impulsionamento pago de propaganda negativa. Conteúdo patrocinado pode ser utilizado para promover a candidatura que o contratou, mas não para ampliar artificialmente ataques contra o adversário. A norma ainda veda sistemas de competição, ranqueamento ou premiação que ofereçam vantagem econômica para que terceiros façam publicações político-eleitorais em seus próprios perfis.

Isso significa que dezenas ou centenas de eleitores reais fazendo comentários espontâneos semelhantes não configuram, por si sós, ilegalidade. Um cenário em que perfis falsos ou automatizados sejam criados, financiados ou coordenados para produzir artificialmente a impressão de apoio popular pode ter consequências jurídicas bastante diferentes.

Marçal e o “campeonato de cortes”

A fronteira entre mobilização digital e manipulação eleitoral já chegou aos tribunais brasileiros. O caso mais recente envolve Pablo Marçal. Na eleição municipal de São Paulo em 2024, sua campanha utilizou os chamados “campeonatos de cortes”, nos quais apoiadores eram estimulados a editar vídeos do candidato e distribuí-los nas redes, com promessa de recompensas associadas ao desempenho das publicações.

Em 5 de agosto deste ano, o TRE-SP manteve, por unanimidade, a inelegibilidade de Marçal até 2032 por uso indevido dos meios de comunicação. O tribunal considerou que a estratégia possibilitou mobilização em larga escala fora dos mecanismos regulares de impulsionamento e dificultou a fiscalização eleitoral. A multa de R$ 420 mil também foi mantida. A defesa ainda pode recorrer ao TSE.

O julgamento contém uma ressalva importante: o TRE-SP afastou, naquele processo, a acusação de abuso de poder econômico porque não houve prova suficiente de que os prêmios anunciados tenham sido efetivamente pagos. Ainda assim, prevaleceu o entendimento de que a estrutura organizada para multiplicar artificialmente a divulgação da candidatura caracterizou uso indevido dos meios de comunicação.

Bolsonaro foi multado por impulsionamento negativo

Na eleição presidencial de 2022, Jair Bolsonaro também foi alvo de processos relacionados ao uso das plataformas. Em setembro de 2023, o TSE condenou Bolsonaro e sua coligação por impulsionamento de propaganda negativa contra Lula durante a campanha. O ex-presidente recebeu multa de R$ 10 mil e a coligação Pelo Bem do Brasil, de R$ 30 mil.

Segundo o processo, dez anúncios patrocinados em mecanismos de busca conduziam os usuários para uma página com conteúdo negativo sobre Lula. O plenário do TSE decidiu por unanimidade que a prática contrariava a regra que permite impulsionamento para beneficiar a própria candidatura, mas veda sua utilização para prejudicar o adversário.

Bolsonaro já havia sido alvo de acusações ainda mais amplas em 2018, relacionadas a supostos disparos em massa de mensagens pelo WhatsApp. Nesse caso, porém, o TSE considerou insuficientes as provas apresentadas para estabelecer a contratação dos disparos pela campanha ou a conexão entre as empresas apontadas e a candidatura.

A jurisprudência formada posteriormente deixou claro que disparos em massa e desinformação podem caracterizar abuso quando houver prova da autoria, do financiamento e da gravidade da conduta.

Tarcísio também foi punido por impulsionamento irregular

Na eleição para o Governo de São Paulo em 2022, a campanha de Tarcísio de Freitas também enfrentou decisões da Justiça Eleitoral relacionadas ao uso de publicidade digital contra adversários.

O TRE-SP multou Tarcísio em R$ 20 mil após a repetição de anúncios patrocinados no Google utilizando referências ao então adversário Rodrigo Garcia. O objetivo era fazer com que buscas relacionadas ao candidato do PSDB direcionassem internautas para páginas da candidatura de Tarcísio. O tribunal considerou o mecanismo uma forma de impulsionamento negativo vedada pela legislação. A campanha informou, à época, que recorreria.

Os casos de Marçal, Bolsonaro e Tarcísio apresentam mecanismos distintos e, portanto, não podem ser equiparados automaticamente ao que está sendo observado agora na Bahia. Eles demonstram, entretanto, que a Justiça Eleitoral vem tratando como juridicamente relevante a utilização de estruturas digitais destinadas a fabricar alcance, remunerar multiplicadores ou impulsionar ataques contra adversários.

Um padrão que merece ser acompanhado

A aparição de vários perfis sem seguidores, criados no mesmo mês da eleição e utilizados praticamente desde o nascimento para elogiar um candidato e atacar outro constitui um sinal de alerta. Ainda é cedo, porém, para classificar essas contas como robôs ou atribuí-las a uma campanha.

A legislação eleitoral de 2026 oferece instrumentos para que, havendo suspeita fundamentada, dados de conexão e registros eletrônicos sejam requisitados judicialmente às plataformas. Ela também permite a atuação contra contas comprovadamente falsas ou automatizadas em situações previstas na resolução.

A questão que os primeiros registros deixam aberta, portanto, é objetiva: há cidadãos reais entrando espontaneamente no debate ou está sendo construída artificialmente uma percepção de apoio popular nas caixas de comentários?

Responder a essa pergunta exigirá acompanhar o comportamento dessas contas nas próximas semanas, e, sobretudo, identificar quem está por trás delas.

 

 

Redação PNB/ Foto de capa: reprodução internet 

Roberto Carlos propõe reconhecimento do “Grau” na Bahia: ” Em lugar adequado e seguro”

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O deputado estadual Roberto Carlos apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), um Projeto de Lei que propõe o reconhecimento do Grau, tecnicamente conhecido como Wheeling ou Stunt, como modalidade esportiva no estado.

A proposta tem como principal objetivo criar condições para que os praticantes possam exercer a modalidade em locais seguros, apropriados e regulamentados, com estrutura, equipamentos de proteção e fiscalização, sem estimular a realização de manobras em vias públicas.

“Não estamos falando em liberar o Grau nas ruas. Pelo contrário. Queremos que quem pratica essa modalidade tenha um lugar adequado e seguro para treinar e competir, afastando essa prática das vias públicas e reduzindo os riscos de acidentes”, afirmou Roberto Carlos.

Reconhecido pela Confederação Brasileira de Motociclismo (CBM), o Wheeling exige equilíbrio, reflexos, preparo físico, controle da motocicleta e dedicação. A proposta também busca incentivar a criação de espaços específicos, conhecidos como “Grauódromos”, para treinamentos, eventos e competições.

Para o deputado, é necessário diferenciar a prática esportiva da infração de trânsito. “Manobras realizadas em vias públicas, colocando em risco o piloto e terceiros, devem continuar sendo coibidas. O que defendemos é o direito de praticar o esporte com responsabilidade, segurança e dentro de um espaço apropriado”, destacou.

Ascom

Saúde, educação, segurança pública e combate ao feminicídio dominam debate entre candidatos ao Governo do Estado realizado pela Band Bahia

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A Band Bahia realizou, na noite deste domingo (9), o debate entre os candidatos ao Governo da Bahia, com a participação de ACM Neto (União Brasil), Jerônimo Rodrigues (PT) e Ronaldo Mansur (PSOL). Mediado pela jornalista Carolina Rosa, o confronto reuniu discussões sobre temas de interesse dos baianos, como saúde, educação, segurança pública, economia, funcionalismo público e combate ao feminicídio.

O debate foi acompanhado pela TV Band, pela Bandnews FM e por mais 35 rádios parceiras em todo o Estado, além do canal da emissora no YouTube, que ultrapassou a marca de 200 mil visualizações e chegou a reunir mais de 30 mil pessoas simultaneamente acompanhando o debate. A transmissão reforçou o interesse do público em acompanhar o confronto de ideias entre os candidatos ao comando do Governo da Bahia.

Pelo segundo ciclo eleitoral consecutivo, a Band Bahia adotou um formato mais dinâmico, com os candidatos se movimentando pelo estúdio e participando de rodadas de confronto direto. A emissora também manteve a Sala Digital, em parceria com o Google, que apresentou, em tempo real, os assuntos mais pesquisados pelos internautas durante o debate. Os candidatos tiveram a oportunidade de responder perguntas relacionadas aos temas que despertaram maior interesse na internet.

O debate foi dividido em três blocos. No primeiro, os candidatos foram apresentados, seguindo ordem definida em sorteio, e responderam a uma pergunta elaborada pela produção de jornalismo da Band sobre o combate ao feminicídio. Na sequência, participaram da primeira rodada de confronto direto.

No segundo bloco, os candidatos responderam perguntas feitas por jornalistas da Band. Maria Lorena Alves questionou Jerônimo Rodrigues sobre segurança pública, diante dos índices de violência registrados na Bahia. Luís Filipe Veloso também abordou o tema da segurança pública com Ronaldo Mansur, desta vez com foco nas demandas da Polícia Militar. Já Victor Pinto perguntou a ACM Neto sobre o funcionalismo público, com destaque para o Planserv. O bloco foi encerrado com uma nova rodada de confronto direto entre os candidatos.

No terceiro e último bloco, as perguntas foram definidas a partir dos temas que registraram maior volume de buscas na internet durante o debate, apresentados pela Sala Digital. Saúde, educação e economia foram os assuntos selecionados.

Ronaldo Mansur respondeu sobre suas propostas para a área da saúde. O segundo tema mais pesquisado foi educação, assunto direcionado a Jerônimo Rodrigues, que apresentou suas prioridades para o setor. Já a economia foi o terceiro tema de maior interesse na internet, com uma pergunta destinada a ACM Neto, que falou sobre seu planejamento para a área.

Ao final do confronto, os três candidatos tiveram espaço para suas considerações finais e responderam por que se consideram preparados para governar a Bahia. Os participantes também avaliaram positivamente a realização do debate promovido pela Band Bahia. Para a diretora de jornalismo, Zuleica Andrade, a Band cumpriu seu papel e deu a largada para a cobertura eleitoral.

Pré-debate

A programação especial começou antes do confronto, com o pré-debate comandado pelos jornalistas Victor Pinto, Luís Filipe Veloso e Maria Lorena Alves. Durante a transmissão, foram apresentados detalhes sobre o funcionamento da Sala Digital, que também pôde ser acompanhada por jornalistas, assessores e convidados dos candidatos presentes nos estúdios da Band Bahia.

Ascom

Missa de Sétimo Dia do engenheiro agrônomo e professor Bebeto será na próxima terça-feira (11), na Catedral de Juazeiro.

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A missa de Sétimo Dia de Alberto Dias de Moraes, carinhosamente conhecido como Bebeto, será na próxima terça-feira (11), às 18h, na Catedral de Juazeiro.

Bebeto, engenheiro agrônomo e professor juazeirense, faleceu no último dia 5 de agosto, após realizar um procedimento cardíaco.

“Uma missa em homenagem ao amor e as memórias que nunca se apagarão. Junte-se a nós para honrar sua memória”, convida a família de Bebeto.

Redação PNB

Passeio Ciclístico do Dia dos Pais reúne famílias e celebra tradição de 26 anos em Juazeiro

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Famílias, amigos e amantes do ciclismo se reuniram na manhã deste domingo (9), em Juazeiro, para celebrar o Dia dos Pais de uma forma saudável, alegre e marcada pela convivência. Promovido pela Prefeitura de Juazeiro, em parceria com a Associação de Desenvolvimento Comunitário do bairro Tabuleiro (ADCT), o tradicional Passeio Ciclístico do Dia dos Pais chegou à sua 26ª edição, reunindo participantes de diferentes idades pelas principais vias da cidade.

Para o pai Jean Santos, que participou do passeio ao lado da filha Ana Cecília, a iniciativa representa uma oportunidade especial de celebrar a data ao lado de quem ama. “Quero agradecer à Associação de Moradores do bairro Tabuleiro e à Prefeitura de Juazeiro por mais um evento. Que isso não morra e que se repita cada dia mais e mais, porque esporte é vida, principalmente ao lado das crianças, dos pais e das pessoas que a gente ama. A comunidade está de parabéns”, destacou.

Morador do bairro Tabuleiro, Paulo José também ressaltou a importância da tradição para a comunidade. “É muito importante estar aqui pedalando em relação ao Dia dos Pais. É uma alegria para a gente, já que o nosso bairro é um bairro carente. Todos os anos tem esse passeio dos pais, a gente passeia, anda, volta para casa e é isso”, afirmou.

O superintendente de Esportes, Gilberto Pacheco, destacou que o passeio promove, além da prática esportiva, um momento de integração entre pais, filhos e a comunidade. “É um dia especial. A Prefeitura de Juazeiro, em parceria com a Associação de Moradores do bairro Tabuleiro, realiza esse passeio ciclístico pelas ruas da cidade, fazendo a festa e lembrando da importância desse dia, promovendo essa confraternização entre pais e filhos. É um projeto importante para nossa cidade, realizado há 26 anos”, afirmou.

A tradição começou no ano 2000, por iniciativa do capitão Roberto, da Polícia Militar, e foi posteriormente abraçada pela comunidade do Tabuleiro. Desde então, o passeio passou a fazer parte do calendário oficial de eventos do município. Para o presidente da Associação de Desenvolvimento Comunitário do bairro Tabuleiro, Sidnei Barbosa, a continuidade da iniciativa demonstra a força da participação comunitária.

“Hoje estamos no 26º Passeio Ciclístico dos Pais, uma parceria da Associação de Desenvolvimento Comunitário com a Prefeitura de Juazeiro. Todos os anos realizamos o evento e cada edição é uma novidade e um momento importante, quando encontramos pais e amigos para participar com a gente. Estamos muito felizes com essa parceria e por esse projeto ter nascido aqui no Tabuleiro”, ressaltou.

Além de incentivar a prática esportiva e proporcionar um momento de lazer e convivência, o evento também teve caráter solidário. No ato da inscrição, os participantes entregaram 1 kg de alimento não perecível, que será destinado ao projeto Juazeiro Sem Fome. O passeio contou ainda com o apoio da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar.

O percurso teve início na Associação de Moradores do bairro Tabuleiro e seguiu pela rotatória em direção ao Marco Zero, Avenida Paulo Rios Campelo, Avenida Flaviano Guimarães, Orla de Juazeiro, Avenida Carmela Dutra, Estádio Adauto Moraes, Travessa da Maravilha, Rua 1 do bairro Alto da Maravilha, Ginásio de Esportes e Avenida Luiz Viana. Os ciclistas retornaram pela Avenida Paulo Rios Campelo até a Associação de Moradores do bairro Tabuleiro, onde aconteceu a confraternização.

Ascom/PMJ