Preto no Branco

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Casa Nova: Tudo pronto para a XV Expo Casa Nova

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(foto: reprodução)

A estrutura da Expo Casa Nova, oficialmente designada como “XV Feira de Caprinos e Ovinos e Agricultura Familiar”, está toda pronta para ser aberta ao produtores e público a partir das 9:00 horas desta sexta-feira, 18 de maio de 2018.

Para Silvio Miguel da Silva, Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Casa Nova, a feira “este ano vai superar todas as anteriores. Temos a presença de inúmeros produtores rurais, a retomada da compra de matrizes, a seca terminou e há uma administração municipal que tem voltado seus olhos e atenção para o interior com a recuperação de estradas, barragens e agudas. Tem tudo para dar certo” – comemora, lembrando que os agentes financeiros, Banco do Brasil e Banco do Nordeste estarão presentes – “Os bancos vão estar lá desde o primeiro dia dispondo-se a financiar os produtores”

Um aspecto que o Presidente destaca é a presença do Agroamigo, programa do Banco do Nordeste, que vai coletar novas propostas de crédito, refinanciamento, negociações e renovação: “O Agroamigo tem dado certo em Casa Nova, com baixa inadimplência e tem sido um instrumento de desenvolvimento da agricultura familiar. A Feira, que vai reunir produtores de todo município, vai dar alavancada nesse programa do Banco do Nordeste”.

A Expo Casa Nova será realizada nos dias 18, 19 e 20, com abertura ao público, palestras, exposições, vendas e comercialização. No dia 18 o Agroamigo realizará uma palestra voltada para as Agricultoras Familiares, sob o tema: A Força da Mulher na Agricultura Familiar.

Além do BNB, o SEBRAE, SENAR, EMBRAPA Semiárido, ADAB, Bahia Pesca e a SEAGRI promoverão oficinas, palestras e encontros durante a Feira.

O Prefeito Wilker Torres, que irá participar da solenidade de abertura, reforça o convite e a importância da Expo Casa Nova: “É um momento único de fortalecimento da nossa agricultura e de valorização e melhoria de nosso rebanho, o maior do Brasil, de acordo com o IBGE. É uma feira para todos os produtores e agricultores familiares”.

A “XV Feira de Caprinos e Ovinos e Agricultura Familiar” é realizada pelo Sindicato dos Produtores Rurais e Prefeitura Municipal com o apoio da FAEB, SENAR, ADAB, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Ministério da Agricultura, Bahia Pesca, EMBRAPA Semiárido, IRPAA, SEBRAE, SEAGRI e as empresas Tavares Agropecuária, JR Pré-moldados, Fazenda Casa Nova, Pau Brasil Motos, Quero Bahia, Real Calçados e JB Confecções.

Ascom/PMCS

LGBTfobia: “É horrível viver com medo de ser a próxima vítima”

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(foto: Preto no Branco)

O dia 17 de maio é, para alguns, mais um dia comum. Mas para a comunidade LGBTT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) é um dia de grande representatividade. Nesta quinta-feira diversas atividades e manifestações para fortalecer o combate a violência contra pessoas por identidade de gênero e/ou orientação sexual estão acontecendo no mundo todo.

Considerado, mundialmente, como o Dia Internacional de Combate à Homofobia, Bifobia e Transfobia, o dia foi instituído para marcar a data em que a homossexualidade foi excluída da Classificação Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), catálogo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 1990.

Mas para os LGBTTs, a exclusão do catálogo e outros direitos conquistados ao longo dos últimos anos ainda não são suficientes para atender aos anseios desse público.

(foto: arquivo pessoal)

Para Mycaella Bezerra, mulher trans, falta, no Brasil, uma lei que puna a LGBTfobia e outra que reconheça a identidade de gênero de travestis e transexuais. A estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) considera a aprovação da nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em 2017 e que proíbe a discussão de gênero nas escolas brasileiras, um retrocesso político.

“Retiraram um dos poucos direitos conquistados. Acredito que é urgente e necessária a discussão de conceitos e termos como “gênero” e “sexualidade” nas escolas. Não se nasce preconceituoso, é algo construído socialmente”, disse a estudante que não esconde seu receio pela violência. “É horrível viver com medo de ser a próxima vítima. Essa é a realidade das pessoas travestis e transexuais no Brasil”, disse Mycaella.

O medo da estudante é reflexo de uma grande problemática social: o ódio e o preconceito contra esse público faz do Brasil, o país que mais mata LGBTs em todo mundo.

De acordo com um relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), entidade que levanta dados sobre assassinatos da população LGBT no Brasil há 38 anos, foram 445 homicídios em 2017. Um aumento de 30% em relação ao ano anterior, que teve 343 casos.

(foto: arquivo pessoal)

Anna França, lésbica e estudante de Jornalismo da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), também tem medo.

“As pessoas precisam entender que não é normal alguém sentir medo por ser o que é, vivendo em vulnerabilidade o tempo inteiro. É muito doloroso saber que muitas de nós estão morrendo a todo o momento no mundo todo”, disse.

Para a estudante, ser lésbica em uma sociedade extremamente LGBTfobica é resistir e lutar contra todo e qualquer preconceito. Ana considera o Dia Internacional de Combate à Homofobia, Bifobia e Transfobia como uma data para lutar contra a invisibilidade.

“É de grande importância o Dia Internacional da LGBTfobia porque precisam nos enxergar e saber que estamos lutando e que nossas vidas importam. Também temos o direito de amar, de sermos vistas, ouvidas e respeitadas”, disse Anna França.

(foto: arquivo pessoal)

Eduardo Rocha, homem trans, acrescenta que deve ser um dia para refletir e repensar conceitos e tabus sobre o tema. Entretanto, para ele, não é um dia para se comemorar.

“Mesmo depois de tantas conquistas a sociedade ainda se fecha para nossa existência e especificidades. Não sou do tipo que comemora muito, mas para mim, enquanto tiver uma pessoa correndo risco de homofobia na rua, é motivo suficiente para continuar a lutar por respeito”, disse.

Eduardo, que é presidente da Associação Sertão LGBT do Vale do São Francisco, também ressaltou o desempenho do núcleo no enfrentamento contra a LGBTfobia em Juazeiro e Petrolina. As principais “armas” usadas pela associação, segundo ele, é o dialogo para o fortalecimento da democracia.

Acreditando na educação como a principal ferramenta para a mudança social, “Dudu”, como é conhecido, atenta para a necessidade de continuar na luta.

“Estamos sempre ocupando espaços de formações para tratar de nossas pautas, na luta pela desconstrução. Acreditamos fortemente que a educação é o caminho para a mudança e o respeito. Quando necessário, vamos ao enfrentamento, mas sempre na base do respeito e esperança. Aproveito o espaço para alertar que mesmo diante de muitas conquistas, ainda há muito que lutar”, disse.

Fragilidade emocional

O preconceito tem se tornado cada vez mais frequente nas relações interpessoais, o que pode gerar como conseqüência a violência psicológica e/ou física. Para Luciandra Pinheiro, psicanalista, em muitos casos, quando não há a aceitação por parte dos pais e familiares mais próximos, gera-se uma fragilidade emocional.

“As consequências disso podem ser devastadoras, desde a perda da autoestima, o surgimento de quadros depressivos e até violência física, culminando inclusive, na perda da vida. São inúmeros os casos de assassinatos e suicídios ocorridos por conta dos efeitos do preconceito”, disse Luciandra.

A psicanalista alerta que é preciso que a família acolha e cumpra com o papel de proteger, aceitar e amar essas pessoas. “É muito triste pensar que na maioria das vezes, o preconceito começa dentro dos núcleos familiares e sendo assim, é impossível não se espalhar pela sociedade como um todo”, completou a psicanalista.

Da Redação por Thiago Santos

Prefeito Paulo Bonfim planeja e alinha andamento de obras com equipe da SEDUR

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(foto: divulgação)

Em reunião realizada com a equipe técnica da Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano (SEDUR) nessa terça-feira (15) na sede da SEDUR, o prefeito Paulo Bomfim discutiu e alinhou as obras da Prefeitura em fase de planejamento e execução em toda a cidade. Durante o encontro, Bomfim reafirmou junto a equipe o compromisso da Prefeitura em otimizar prazos e processos administrativos necessários à concretização de obras, além da captação de recursos para serem investidos em toda a cidade.

“Avançamos muito em menos de um ano e meio de gestão, mas sabemos da importância de otimizar o planejamento e trabalho das secretarias municipais. O resultado se traduz em prazos mais curtos, avaliações técnicas mais rápidas e, sobretudo, a garantia de que a população tem sido a melhor atendida”, disse o prefeito Paulo Bomfim.

Outro ponto ressaltado pelo prefeito foi o avanço com que as obras estão sendo desenvolvidas. “Procuro sempre acompanhar o andamento das obras que acontecem na nossa cidade para garantir o bom andamento, qualidade e principalmente o prazo de entrega. Um dos focos da nossa gestão é anunciar ainda mais novas ordens de serviço voltadas para a urbanização, infraestrutura e melhoria da qualidade de vida do povo de Juazeiro”, ressaltou Paulo Bomfim.

Na oportunidade, o secretário municipal de Obras e Desenvolvimento Urbano Anderson Alves, e a equipe técnica da SEDUR, apresentaram ao prefeito novos projetos que estão em andamento como: construção da nova sede do IPJ, replantio de mudas nativas no Parque Fluvial, novas pavimentações, entre outros. “Além de discutir e alinhar os novos projetos, esse encontro da equipe técnica de obras e o prefeito servem também para avaliarmos o andamento das obras, o que precisa ser melhorado e mudado, para que as obras cheguem o mais rápido para a população e da forma que eles precisam”, pontuou Anderson Alves.

Também estiveram presentes ao encontro, os secretários municipais Cleriston Andrade de Governo, Plínio Amorim de Finanças, Vilmar Ferreira da Chefia de Gabinete e representado o Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE) Adriana Bezerra, além de gestores, engenheiros e assistentes sociais da SEDUR.

Gardennia Garibalde/SEDUR

Confira a programação completa do Intercom Nordeste 2018, que acontece em julho, na UNEB de Juazeiro

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A programação do Intercom Nordeste foi lançada oficialmente e já está disponível através do site do evento. O tema “Desigualdades, Gênero e Comunicação” vai nortear as palestras, painéis, mesas redondas e rodas de conversa que serão realizadas durante todo o congresso.

A Conferência de Abertura será ministrada pela Jornalista Maíra Kubík Taveira Mano, professora adjunta de Teorias Feministas, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia (FFCH/UFBA) e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Interdisciplinares em Mulheres, Gênero e Feminismo (PPGNEIM/UFBA). É pesquisadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher – NEIM, o centro de estudos sobre a mulher e questões de gênero mais antigo do Brasil, sendo criado em maio de 1983.

Outro destaque na programação é a mesa: O legado de Luiz Beltrão para os estudos comunicacionais. Luiz Beltrão que foi pioneiro da pesquisa científica em comunicação no Brasil. Na programação está incluído também o I Encontro de Comunicadores Populares, com participação de profissionais dos movimentos sociais, além de pesquisadores do tema. Outras atividades previstas são os lançamentos de livros e do aplicativo Smart Chico criado pelos professores Drº Luiz Adolfo Paiva e Ms. Cecílio Bastos.

Expocom, uma exposição que tem como objetivo premiar os melhores trabalhos de estudantes de comunicação vai acontecer no durante todo o dia 6 de julho, com a premiação na cerimônia de encerramento no dia 7 de julho.

As inscrições para submissão de trabalhos continuam abertas até o dia 23 de maio e até 18 de junho para ouvintes. O Intercom Nordeste será na Universidade do Estado da Bahia, em Juazeiro, entre os dias 5 e 7 de julho.

Para outras informações sobre o congresso acesse o site www.intercomnordeste2018.com.br ou acesse as redes sociais @intercomne2018 e IntercomNE2018.

NAC-UNEB

CRAS da Malhada da Areia desenvolve atividades alusivas à Semana do Bebê

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(foto: divulgação)

A VIII Semana do Bebê iniciada na última segunda-feira continua realizando diversas atividades no município nas áreas da Saúde, Social e Educação. Nesta quarta-feira (16), a equipe do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS) do bairro Malhada da Areia reuniu dezenas de gestantes para discutir o tema da primeira infância e os cuidados com a gestação.

Profissionais como assistente social, educador social e psicóloga conversaram com as futuras mamães esclarecendo também dúvidas sobre benefícios a que têm direito e garantias no momento do parto, além da troca de experiências. “Temos um público relativamente grande de gestantes no CRAS do bairro, principalmente em se tratando de adolescentes. Conseguimos atrair uma grande quantidade de grávidas para conversamos sobre as dificuldades e também as alegrias pelas quais passam durante essa fase de suas vidas. As informações aqui passadas serão retransmitidas para aquelas que não puderam comparecer”, destacou a psicóloga Morgama Moura.

Durante as atividades, foram relatadas experiências pessoais. A auxiliar de serviços gerais Adriana Oliveira falou sobre ter tido uma gravidez na adolescência. “Filho é um compromisso muito grande e para sempre. O ideal é que a gente possa ter o apoio da família. Tive uma gestação na adolescência, fui rejeitada pela família e se pudesse escolher certamente faria diferente. Hoje sou feliz com a família que construí, mas aconselho aos jovens que estudem e se profissionalizem antes de qualquer coisa”, declarou.

As gestantes aprovaram a iniciativa e aproveitaram o momento de aprendizado. A dona de casa Ângela da Silva, grávida e mãe de dois filhos, falou sobre a oportunidade de obter mais informações. “Gostei muito desse momento, pude tirar minhas dúvidas e aprender com as outras gestantes e com os profissionais do CRAS”, disse.

Durante as atividades, as gestantes aprenderam também sobre Bolsa Gestação, Bolsa Nutris, Cadastro Único e Número de Inscrição Social.

Fabiana Diniz/SEDES

Audiência pública discute sobre racismo institucional e políticas afirmativas nesta quinta-feira (17) em Petrolina

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(foto: divulgação)

Vai ser realizada nesta quinta-feira (17) no auditório da biblioteca da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Campus Centro de Petrolina, uma audiência pública para discutir sobre o racismo institucional. A audiência é aberta à participação de toda a população da região.

Serão discutidas políticas afirmativas e o racismo no ambiente universitário, com foco em três eixos principais: cotas raciais para discentes e servidores; ações de combate ao racismo institucional e a aplicação da Lei N° 10.639/2003, que regula o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira.

A audiência tem o objetivo de coletar as demandas da sociedade civil para o combate ao racismo através da participação do público presente, que poderá apresentar sugestões e opiniões sobre o assunto. As ações propostas durante as discussões irão contribuir para a elaboração do plano de trabalho da CPAA para os próximos meses.

A ideia da realização da audiência surgiu a partir de um episódio de racismo sofrido por um estudante da Univasf no Campus Juazeiro, em novembro do ano passado, durante as ações que marcaram o Novembro Negro na instituição.

O evento é promovido pelo Grupo de Trabalho de Combate ao Racismo Institucional, criado pelo Conselho Universitário (Conuni), em 2018, pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), pela Coordenação de Políticas de Ações Afirmativas (CPAA), pelo Núcleo de Estudos Étnicos e Afro-brasileiros Abdias do Nascimento-Ruth de Souza (Neafrar), ambos da Univasf, em parceria com a Seção Sindical dos Docentes da Univasf (Sindunivasf), o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Juazeiro e Movimentos Antirracistas do Vale.

Da Redação

Petrobras eleva em 1,80% o preço da gasolina e em 0,95% o do diesel

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A Petrobras promoveu o aumento de 0,95% para o preço do diesel e elevou em 1,80% o preço de gasolina comercializados nas refinarias.

Segundo a empresa, o preço do diesel A nas refinarias passará de R$ 2,3082 nesta quinta-feira (17) para R$ 2,3302 nesta sexta-feira (18) – o que significa uma alta de 0,95%. Já o preço da gasolina A nas refinarias passará de R$ 2,0046 para R$ 2,0407 o litro, no mesmo período, o que representa um aumento de 1,80%.

Este é o 4º reajuste já anunciado nesta semana. Na véspera, a companhia elevou em 1,82% o preço da gasolina, e subiu 1,76% o preço do diesel, nas refinarias. A escalada nos preços acontece em meio à disparada nos preços internacionais do petróleo. Nesta quinta, o barril de petróleo Brent superou US$ 80 pela 1ª vez desde novembro de 2014.

G1

Falta trabalho para 27,7 milhões de pessoas, diz IBGE

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(foto: divulgação)

A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui os desempregados, pessoas que gostariam de trabalhar mais e aqueles que desistiram de buscar emprego, bateu recorde no primeiro trimestre, chegando a 24,7%, informou nesta quinta (17) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Ao todo, são 27,7 milhões de pessoas nessas condições. Destes, 13,7 milhões procuraram emprego mas não encontraram. O restante são subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, pessoas que gostariam de trabalhar mas não procuraram emprego ou não estavam disponíveis para trabalhar.

No trimestre, a taxa de desemprego foi de 13,1%, crescimento de 1,3 ponto percentual ante o trimestre anterior, frustrando expectativas de recuperação sustentável do mercado de trabalho.
A taxa de desalento da força de trabalho, que indica as pessoas que desistiram de procurar trabalho, também foi recorde no trimestre, atingindo 4,1% no primeiro trimestre. De acordo com o IBGE, eram 4,6 milhões de pessoas nessa condição, 60,6% deles na região Nordeste.

Os dados divulgados nesta quinta pelo IBGE mostram que o desemprego é mais forte na região Nordeste, onde a taxa chega a 15,9%, e mais fraco no Sul, que tem apenas 8,4% de sua força de trabalho sem emprego.

Entre os estados, a maior taxa é do Amapá (21,5%) e a menor, de Santa Catarina (6,5%).
Em São Paulo, a taxa de desemprego no trimestre foi de 14%, queda de 0,2 ponto percentual com relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Folhapress

Senado aprova Sistema Único de Segurança, e texto vai a sanção

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O Senado concluiu a votação do projeto que cria o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e a Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social. A proposta segue agora para sanção presidencial, pois já passou pela Câmara dos Deputados.

Na manhã desta quarta-feira (16), o projeto foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, após duas sessões de debates e divergências, ocorridas hoje e na semana passada. A principal crítica à proposta foi pela inclusão das políticas de atendimento socioeducativo no novo sistema único.

A discussão sobre o tema se repetiu no plenário, onde senadores defenderam a rejeição desse trecho em separado, alegando que a repressão a crimes cometidos por crianças e adolescentes deve constar menos na pauta de segurança pública e mais no campo dos direitos humanos e assistência social.

Após aprovarem o projeto por maioria simbólica, os parlamentares decidiram manter, por 41 votos a 16, o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) no Susp. Com o objetivo de não alterar o mérito da matéria e fazer com que voltasse à Câmara, o relator do projeto, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), defendeu novamente a aprovação do texto. Segundo Anastasia, os órgãos de segurança atualmente não se coordenam, causando “desperdício de valores” e resultados negativos para a segurança.

O projeto

De autoria do Executivo, a proposta estabelece princípios e diretrizes dos órgãos de segurança e prevê proteção aos direitos humanos e fundamentais; promoção da cidadania e da dignidade do cidadão; resolução pacífica de conflitos; uso proporcional da força; eficiência na prevenção e repressão das infrações penais; eficiência nas ações de prevenção e redução de desastres e participação comunitária.

Entre as principais linhas de ação do sistema estão a unificação dos conteúdos dos cursos de formação e aperfeiçoamento de policiais, a integração dos órgãos e instituições de segurança pública, além do uso de métodos e processos científicos em investigações.

Entre as mudanças de procedimento, o texto estabelece a criação de uma unidade de registro de ocorrência policial, além de procedimentos de apuração e o uso de sistema integrado de informações e dados eletrônicos. O projeto diz ainda que o Ministério da Segurança Pública fixará, anualmente, metas de desempenho e usará indicadores para avaliar os resultados das operações.

O texto institui também o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais e sobre Drogas, que tem a finalidade de armazenar, tratar e integrar informações sobre segurança e defesa social, sistema prisional e execução penal e o enfrentamento do tráfico de drogas ilícitas.

Composição

Segundo o projeto, o Susp será composto pelas Polícias Federal, Rodoviária Federal, Civil e Militar. Também farão parte do sistema o Corpo de Bombeiros Militar e a Força Nacional de Segurança Pública. As guardas municipais poderão colaborar em atividades suplementares de prevenção.

Divergências

Na CCJ, a inclusão do sistema de atendimento socioeducativo foi criticada tanto por oposicionistas quanto por governistas.

“Os princípios e regras gerais sobre a política de atendimento socioeducativa destinados a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas estão consagrados na legislação nacional específica, que dispõe sobre os direitos humanos fundamentais de crianças e adolescentes”, alertou, em referência ao Estatuto da Criança e do Adolescente, a senadora Marta Suplicy (MDB-SP).

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA) também criticou esse ponto. “Ouvi aqui discursos e argumentos no sentido de que o Sinase, incorporando-se a um sistema de segurança pública, vai receber mais recursos. Não é possível que a única forma de receber recursos seja inseri-lo no sistema prisional, no Sistema Único de Segurança Pública”, afirmou Lídice.

“Esse projeto em nada altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, em nada retira as atuais competências, a atual inserção do sistema socioeducativo no âmbito dos estados. Ele tão somente o integra para fins de cooperação e atuação sistêmica dentro de um grande guarda-chuva a ser criado, que será o Sistema Único de Segurança Pública. Aliás, ainda será objeto de regulamentação e, certamente na regulamentação, o Poder Executivo tomará as cautelas devidas com as peculiaridades e as circunstâncias em relação a cada modelo de sistema socioeducativo que é muito amplo”, garantiu Anastasia, em resposta às críticas.

Ao deixar a CCJ, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), descartou a possibilidade de o governo vetar esse ponto do texto. A proposta foi feita pela senadora Simone Tebet (MDB-MS) para tentar resolver o impasse. “Aqui foi falado muito, mas na votação houve uma posição majoritária de quem entende que tem que melhorar a segurança pública e uma posição ideológica, liderada pela bancada no PT e partidos esquerda. O debate é importante. A gente respeita a visão de cada um, mas, na verdade, temos que avançar para melhorar o sistema protetivo, não só dos jovens. A segurança pública no Brasil hoje é um desastre e ela tem que ser modificada”, afirmou Jucá.

Agência Brasil