Preto no Branco

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Começa hoje (5) o I Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco

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Com o objetivo de discutir produções científicas e reunir pessoas interessadas em temas ligados à gestão sustentável do rio São Francisco, será realizado o I Simpósio da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (SBHSF), com ínicio hoje (5)  até quinta-feira(9). O evento acontecerá no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), no Campus Juazeiro (BA). Com o tema central “Integrando o conhecimento científico em defesa do rio”, o simpósio é realizado pela Univasf em parceria com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF).

Quem ainda não fez sua inscrição e tem interesse em participar, pode se inscrever  durante o evento, na Secretaria Geral do Simpósio. O valor da taxa varia para membros e não membros da CBHSF e conforme o grau de escolaridade e o período de inscrição. A programação do simpósio está dividida em cinco eixos temáticos: Dimensão Social e Saúde, Governança, Qualidade da Água, Quantidade da Água, Conservação da Biodiversidade e Recuperação Hidroambiental.

A abertura do simpósio será realizada  a partir das 18h30, e contará com a participação do reitor em exercício da Univasf, Telio Nobre Leite; do coordenador geral do evento e professor da Universidade, Renato Garcia; e do presidente do CBHSF, Anivaldo Miranda. Ainda estará presente o presidente da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), Vladimir Caramori, e representantes das cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE).

Durante o evento, serão realizados debates, apresentações de trabalho, apresentações culturais da Orquestra da Univasf e do Trio Nordestino Pé-de-Serra e visitas técnicas a vinícolas, à Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e ao Lago de Sobradinho. Serão realizadas palestras com temas como políticas públicas, sustentabilidade, geração de renda, entre outros.

Ainda serão apresentadas as palestras “Contributos para estudo dos processos de erosão e transporte de sedimentos em regiões semiáridas”, ministrada em inglês pelo professor Axel Bronstert da Universidade de Potsdam, na Alemanha; e “Experiências do Projeto Innovate”, apresentada pela professora Marianna Siegmund-Schultze da Universidade Técnica de Berlim (TU Berlin). A programação completa e outras informações estão disponíveis no site do SBHSF.

De acordo com Renato Garcia, estarão reunidos no evento pesquisadores de diversas áreas que trabalham com o tema. “São estudos pontuais sobre pesquisas que giram em torno dos eixos temáticos, de pesquisadores de diversas localidades, com o objetivo de realizar uma compilação de dados destas pesquisas, durante o simpósio”, afirma. Garcia ainda destaca a importância desses estudos. “O rio tem múltiplos usos para a energia elétrica, irrigação, lazer, consumo humano e industrial, mas também desgastes e ações negativas sobre ele. O evento visa entender estes diversos impactos”, explica.

DIREITA OU ESQUERDA? Faz diferença? Por Ivânia Freitas

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Um dia desses (antes do golpe) alguém (da ‘direita’) me dizia: “não há mais direita e esquerda no Brasil”. Gastei uns bons dias pensando sobre isso a partir da questão: o que faz um ‘cara’ de direita fazer essa afirmação?

Há uma lógica nessa afirmativa muito interessante para dialogarmos, tendo em vista que estamos em tempos políticos acirrados, onde se demarca efetivamente, um desenho cada dia mais claro da existência desses dois polos – direita e esquerda.

O argumento de que essa ‘divisão’ ou categorização estava superada tomava como base: a) o conjunto de medidas políticas e práticas individuais e coletivas dos partidos e governos de esquerda, que em nada se diferenciavam daquelas tomadas e assumidas pelos partidos de direita. Por exemplo, as práticas de concessão às empresas privadas da gestão de rodovias, como foi feito em parte da Bahia; b) os altos investimentos do governo federal no agronegócio; o superlucro dos bancos privados; c) as políticas educacionais coladas aos princípios do mercado.
Evidentemente há práticas de direita na esquerda. Mas, o que isso quer dizer? O que a priori parece ser uma constatação ruim (e é!) talvez nos lance boas perspectivas interpretativas que cabem bem nesse momento.

Boff nos alertava em um dado momento que há uma crise na esquerda. Eu diria que há uma crise nos partidos de esquerda e não na esquerda.

A esquerda como ‘lugar’ de representação dos oprimidos em busca de emancipação; a esquerda como lugar da luta pela superação do modo de vida abusadamente marcado pelas amplas desigualdades sociais; a esquerda como lócus do pensamento elevado para uma sociedade justa, essa, penso eu, não mudou. Os partidos ou parte de seus membros (ou em sua totalidade) podem ter mudado. Se rendido ou sido vencidos pelos princípios da direita. Afinal, como disse Freire, a semente do opressor também reside no oprimido Ôps! Mas, o que é a direita?

A direita é o outro lado. É o lado dos opressores. Dos que se mantiveram ‘fortes’ pela exploração, pela opressão. Sua base orientadora e que desenha a atuação dos partidos que a conformam é: fortalecer o mercado e manter assim, a divisão de classe; fortalecer o poder político com acordões que desconsideram princípios democráticos e constitucionais, mas que favorecem a política conservadora (a ordem e o progresso); afirmar-se do lado (e apenas dele) do grande empresariado com medidas que enfraquecem o Estado Brasileiro (como as privatizações e não apenas, as concessões) e a precarização das relações de trabalho (fragilizando as políticas trabalhistas, os processos educativos/formativos e as politicas de incentivo ao crédito, etc).

Para a direita, o cidadão é apenas força de trabalho; a criança, futura força de trabalho; os idosos-são peso para a previdência; os movimentos sociais nada mais são do que ‘um bando de gente baderneira’ que merece ser tratado aos chutes e pontapés pelos militares.

A direita é isso e mais um pouco. Mas, havemos de convir, os partidos que a compõem, são muito mais ‘coerentes em seu projeto’ do que os de esquerda têm sido (com o projeto da esquerda).
Com o advento do governo temporário golpista de Temer, as medidas dizem exatamente a quem a direita quer agradar/favorecer. A grande mídia que tem lado (e é o da direita) fala em rombo nas contas públicas para justificar a redução dos investimentos na saúde, educação, em políticas de moradia, etc; e fortalecer a presença do setor privado, minando o patrimônio do Estado Brasileiro.
Contraditoriamente, a base do ‘governo’ aprova um ajuste de 42% nos salários dos juízes e de outras carreiras federais com impacto de bilhões na economia (em crise?).

Para alguns, ser de direita ou de esquerda, especialmente para os que se aproximam da política pela mídia e não pela labuta diária, é uma questão de opção. Eu diria que talvez não. Talvez seja muito mais uma questão de visão de si; de enxergar-se no todo social e perceber-se enquanto sujeito numa relação individual e coletiva onde se encontra e com quem se encontra, a serviço de qual tipo de mundo, de que modelo de sociedade.

O processo de votação do golpeachment revelou o quanto o pensamento de direita avançou no Brasil. Como o lugar do opressor ganhou espaço e sufocou os princípios originais de partidos tradicionais de esquerda ou parte deles, reconfigurando o cenário político drasticamente.

Posições altamente conservadoras ganharam espaço em partidos que historicamente a combateram e a nossa tão jovem democracia ficou exposta. Há uma ofensiva contra as camadas menos favorecidas da população e as vemos serem tocadas com aval de partidos de esquerda que nasceram forjados no combate a estas forças.

O pensamento de direita também alcança parte da população (‘classe média’) para a qual a pobreza é “uma disfunção social, um fenômeno natural, ou até mesmo uma categoria estatística” que não interessa. Influencia parte da própria parcela menos favorecida que, alienada, não percebe quem trabalha contra seus próprios interesses. A direita permanece na sua caminhada e se utiliza de todos os mecanismos que dispõe para se fortalecer e ampliar suas redes.

O que será que há? A esquerda acabou?

Não, a esquerda não acabou. A esquerda permanece viva em partidos que andaram na contradição e precisam se rever sob a pena de perderem sua história, mas, cujas matrizes permanecem à esquerda; em partidos que se mantém firmes, íntegros e corajosos no enfrentamento das forças hegemônicas e conservadoras e se afirmam à esquerda; em partidos que tentam não se perder (mesmo que permanecem fazendo alianças perigosas em nomes das urnas), mas que se mantém (na contradição) à esquerda.

Os princípios da esquerda permanecem vivos, sobretudo, nos movimentos sociais (representativos da classe trabalhadora) que incansavelmente saem em marchas seja no campo ou na cidade; nos sindicatos, associações, nas universidades, nos grupos de jovens, bem como entre os estudantes resistentes e esperançosos que sinalizam inconformidade com a realidade concreta que os absorve.
A direita também permanece viva. Ela está presente nos partidos que sempre a representaram; entranhada nos partidos que um dia estiveram à esquerda e que já não mais se alocam em seus princípios; presentes naqueles que se denominam de ‘centro’ e que são os mais esdrúxulos (pois são oportunistas, cobras disfarçadas à espreita), observando qual lado mais favorece aos seus interesses imediatos e sempre vergonhosos.

Direita e esquerda estão mais que vivas do que nunca e suas distinções são cada dia mais evidentes (para quem tem boa capacidade de enxergar). Os seus princípios também estão reavivados e eles se revelam diuturnamente e de muitas formas.

Nesse ‘limbo’ que vivemos, nesse curto tempo em que o governo golpista assumiu, as distinções ficaram fortemente escancaradas e, ao povo, é dada a oportunidade de comparar e conferir.
Quando o ‘cara de direita’ afirmava que não há mais a distinção direita/esquerda, sob o argumento de que as práticas da direita estavam na esquerda, inconscientemente ele nos dava uma importante dica: A ESQUERDA É DIFERENTE e é por isso que nesse momento precisamos retomar o diálogo sobre os elementos que as distinguem em dois polos tão extremos.

Dos partidos da direita a gente já sabe o que esperar, é o que foi, o que é e o que sempre será. Só avança pra pior.Dos partidos de esquerda a gente espera coerência e coragem para dizer não aos princípios, práticas e projetos que os tornam iguais aos partidos de direita.

Coragem pra fazer uma limpeza ética e romper com a parte podre que estraga todo o cesto.Coragem para construir um novo formato de estruturação de suas propostas e práticas e avançar na ‘busca de relações radicalmente democráticas, de uma política efetivamente popular’ o que exige desagradar às oligarquias politicas e os grandes grupos econômicos que agora, sob o lastro do golpe, se fortalecem e ganham fôlego para enterrar os importantes avanços conquistados em favor da classe trabalhadora que, nestes últimos 13 anos, mesmo com as grandes contradições expostas, a esquerda brasileira conseguiu construir.

Penso que o momento vivido agora dá ao Brasil a possibilidade de sentir (na pele) que DIREITA E ESQUERDA são direções completamente opostas.

Qual direção tomar?
Eu sei a minha e você?

Professora Ivânia Freitas – UNEB- Campus VII – Doutoranda em Educação pela Universidade Federal da Bahia.

Enquete – Emprego Juazeiro

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Juazeirenses opinam sobre dados do Cageb, que colocaram o município na liderança da geração de empregos no país, no mês de abril.

Mais de mil criadores de caprinos e ovinos do norte baiano voltam a ter acesso a assistência técnica e gerencial através do programa bioma caatinga

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Por: Josenaldo Rodrigues

Será iniciado na próxima segunda-feira, 06 de Junho, a segunda etapa do Programa Bioma Caatinga.  O programa de inclusão produtiva da ovinocaprinocultura do semiárido da Bahia surgiu de uma articulação entre o SEBRAE, Banco do Brasil e Fundação Banco do Brasil, com o objetivo de, por meio de análise detalhada da cadeia produtiva de caprino e ovinos, investir coletivamente no desenvolvimento regional sustentável nos municípios de Juazeiro, Curaçá, Uauá, Remanso e Casa Nova.

A primeira fase do programa foi desenvolvida entre Janeiro de 2012 e Janeiro de 2014, quando 1200 produtores rurais de 217 comunidades dos cinco municípios foram assistidos. Nessa segunda fase, 1.054 produtores de 325 comunidades e 186 Micro e Pequenas Empresas serão atendidas e acompanhadas por técnicos do programa durante dez meses.

Os criadores serão orientados a melhorar o manejo do seu rebanho, melhorar as instalações e comercializar seus produtos de forma legal e inspecionada. Os produtores rurais atendidos no programa Bioma Caatinga, também terão acesso a uma linha de crédito, que será disponibilizada pelo Banco do Brasil, para investir na sua empresa rural.

Os técnicos do programa também vão atuar junto aos abatedouros legalizados, frigoríficos e açougues. O objetivo é capacitar os profissionais que atuam na comercialização dos produtos de caprinos e ovinos para melhorar a estrutura das suas instalações e ofereçam produtos de melhor qualidade ao consumidor. Ao todo, 44 profissionais entre técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos, veterinários e zootecnistas desenvolverão as ações do Bioma Caatinga.

O lançamento e início das atividades do programa será no dia 06 de Junho, próxima segunda-feira, no Opara Palace Hotel, que fica na praça da misericórdia, ao lado da antiga Casa de Misericórdia, em Juazeiro, às 8:30. Na oportunidade será servido um delicioso café da manhã aos profissionais da imprensa. Durante o lançamento, o coordenador do Bioma caatinga, Robério Araújo, do SEBRAE, irá apresentar os profissionais que vão trabalhar no programa. O SEBRAE e o Banco do Brasil estarão à disposição da imprensa para entrevistas. Também estarão presentes, os gerentes das cinco agências do Banco do Brasil dos municípios onde o trabalho será desenvolvido e os representantes de instituições parceiras que fazem parte do comitê gestor do programa.

O coordenador do Bioma Caatinga, Robério Araújo, destacou a importância do programa para melhorar o negócio da carne de bode e carneiro na região. “Conseguimos implementar um novo modelo de orientação técnica e gerencial, pautado na busca por competitividade das empresas que compõem o negócio da caprinocultura e ovinocultura aqui na região, estamos esperançosos que possamos manter a nossa tradição de produção e consumo da carne de bode, contudo elevá-la a condição legal como diferencial competitivo e não apenas de sua saída do mercado clandestino” concluiu Robério.

Idoso vítima de maus tratos ganha uma vida nova

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Seu Lourival, o idoso que sofria maus tratos em Juazeiro -BA, ganhou uma nova vida no Abrigo Pedras Preciosas, em Sobradinho. Veja nesta reportagem um homem bem diferente daquele resgatado pela equipe do PNB. Brincalhão, contente e já fazendo planos.

Joaquim Neto faz balanço das ações à frente do SAAE

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Um dia antes da sua desincompatibilização para inicio da pré-campanha a prefeito de Juazeiro pelo PCdoB, o diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE, Joaquim Neto, participou dos programas Palavra de Mulher (Rádio Cidade), Sem Fronteiras (Rádio Juazeiro) e Geraldo José (Transrio) fazendo um balanço da sua gestão à frente da autarquia.

Joaquim Neto lembrou que quando esse governo assumiu, em 2009, o SAAE estava à beira de um colapso, com fornecedores em atraso, aviso de corte da energia elétrica, frota sucateada e faltando água com frequência na maioria dos bairros da cidade. “Temos a consciência de que ainda falta muito a ser feito, mas os investimentos realizados nesses sete anos de gestão transformaram a realidade do órgão”, disse o diretor, enumerando diversas obras na sede e no interior do município que, segundo ele, democratizou a distribuição de água e melhorou consideravelmente a coleta de esgoto.

“É claro que devo isso à equipe do SAAE, que me recebeu em 2010 de braços abertos e contribuiu para que chegássemos a esse resultado”. Neto lembrou que foi implantada uma nova adutora de 400 milímetros, adquiridos19 novos filtros, colocados mais de 98 mil metros de redes e ramais, levando a mais de 23 mil novas ligações de água na sede e no interior de Juazeiro. Além disso, foi renovada a frota de veículos que hoje conta com 23 carros, sendo oito caminhões hidrojateadores. Do total são 11 veículos atuando no interior, na manutenção das 15 adutoras instaladas nos sistemas de abastecimento de água através dos mais de 200 poços tubulares, nas instalações de novas bombas e na manutenção nos sistemas que utilizam cata-ventos.

“O desafio do SAAE agora é concluir o saneamento da cidade, obra que esteve paralisada por muitos anos, mas que essa gestão assumiu e está com frente de serviços em diversos bairros, com a construção de 20 estações elevatórias, emissários, redes condominiais e ligações domiciliares, além da ampliação da estação de tratamento de esgoto, que até o final do ano deixará Juazeiro com 95% de área saneada”, relatou.

Neto falou ainda da identificação que tem com o homem do campo, anunciou uma extensão de rede da Lagoa do Boi ao Juá, que vai beneficiar mais de 40 famílias e destacou a implantação do Programa Água Doce, que consiste em poço, dessalinizador, ficheiro, reservatórios e tanque de contenção, que vai possibilitar a 15 comunidades do interior, água para o consumo humano, dessedentação animal, pequenas plantações e criação de peixes.

Emocionado, Joaquim Neto revelou que deixa o SAAE com o sentimento do dever cumprido, porém com a vontade de ter feito muito mais. “Me identifiquei muito com o serviço público à frente do SAAE e, assim como o prefeito Isaac Carvalho fez na prefeitura o maior volume de obras que Juazeiro já viu, comprovei que, a partir de uma gestão transparente e a vontade de trabalhar é possível sim, gerenciar os recursos públicos com responsabilidade e eficiência”, pontuou.

Joaquim Neto assegurou que jamais teve a intenção de pleitear o cargo do Executivo, porém, como seu nome surgiu naturalmente, se coloca à disposição do grupo e do partido, na certeza de que está preparado para mais esse desafio. “O projeto liderado pelo prefeito Isaac transpôs limites e é reconhecido hoje em todo o norte baiano. Sinto-me honrado em fazer parte deste grupo e do PCdoB, um partido histórico, forjado nas lutas sociais em favor da Democracia e dos menos favorecidos. Estou na região há 28 anos, como profissional na área agrônoma e como produtor rural e me senti muito honrado em ter sido contemplado recentemente com o titulo de cidadão juazeirense, um reconhecimento que reputo ao trabalho realizado à frente do SAAE”, concluiu.

Por: Antonio Pedro/SAAE