Preto no Branco

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Prazo para vistoria de transporte público complementar e individual de Petrolina é prorrogado

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(foto: reprodução/internet)

O prazo para que os veículos que compõem o sistema local de transporte público complementar e individual de passageiros realizem a vistoria anual obrigatória foi prorrogada em Petrolina. As vistorias são importantes para que os passageiros saibam identificar o profissional regular, aumentando a segurança no trânsito.

De acordo com a Autarquia Municipal de Mobilidade de Petrolina (AMMPLA), os veículos de transporte complementar, escolar, táxi, mototáxi, de fretamento e de turismo poderão realizar a vistoria até o dia 11 de maio.

Os responsáveis pelos veículos devem acessar o site https://ammpla.interage.in/publico e informar o número do Termo de Permissão (TP) e o CPF ou CNPJ do proprietário. Em seguida, os condutores deverão enviar os seguintes documentos digitalizados: cópias dos documentos pessoais, comprovante de residência, Certificado de Registro de Veículo (CRV), certidão negativa de antecedentes criminais dos estados da Bahia e Pernambuco, certidão de nada consta da habilitação, e a comprovação dos cursos de especialização.

A depender da categoria do veículo, outros documentos poderão ser requisitados. Ao final, um boleto para pagamento das taxas será gerado, e o responsável saberá a data para comparecer no Sest/Senat, no bairro KM 2, para fazer as vistorias.

Confira a programação completa:

Transportes complementares, táxi, fretamento e turismos – até 11 de maio/ 02 de julho a 01 de agosto/ 01 de outubro até 30 de novembro;
Mototaxistas – até 11 maio:
Categoria Escolar – até 11 de maio; 15 de junho a 156de julho, e finaliza de 01 de outubro até 130 de outubro.

Da Redação

Juazeirense apresenta terceiro reforço para Série C do Brasileirão

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(foto: reprodução/Facebook)

A Sociedade Desportiva Juazeirense anunciou o seu terceiro reforço para a temporada 2018 no Campeonato Brasileiro da Série C. José Genilson, o ‘Nem’, é mais um atleta que jogou pelo Cancão na Série D de 2017, e que está de volta ao time baiano. Além dele, Juninho Tardelli e Carlinhos Rodeadouro também estão de volta à Juazeirense.

Natural de Pesqueira, no Pernambuco, o lateral-direito tem 26 anos e iniciou sua carreira em 2011, jogando pelo Araripina, time da cidade pernambucana que leva o mesmo nome, mas já passou por outros clubes como Vitória da Conquista, da Bahia, e América, do Rio Grande do Norte, time que estava desde novembro de 2017.

De volta ao Cancão de Fogo, o jogador já projeta caminhos maiores. “Minha passagem pelo América foi curta, mas proveitosa na minha carreira. Graças a Deus estou de volta a Juazeirense, que sempre foi minha casa, e onde tive passagens maravilhosas. Agora é dar continuidade nessa história para colocarmos o clube na Série B”, disse ao site da Juazeirense.

Nem também destacou sua versatilidade para atuar como meia, caso seja opção de Zaluar. “Independente da posição, sou um lateral de origem. Mas tenho a facilidade de me adaptar a outras posições, como a de meia-atacante. Vou dar meu melhor em busca da minha titularidade. Vou trabalhar duro para buscar meu espaço”, comentou.

Brasileiro Série C

A estreia do Cancão no Campeonato Brasileiro da Série C já esta marcada. No calendário divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Juazeirense fará a sua primeira partida na competição nacional no dia 14 de abril (sábado), em jogo que acontece às 18h30 no Adauto Moraes. Jogando pelo Grupo A, a partida será contra o Confiança, de Sergipe.

Confira o cronograma das nove primeiras partidas do Cancão na Série C:

1ª rodada – Juazeirense x Confiança (SE) – 14/04 – 18h30
2ª rodada – ABC (RN) x Juazeirense – 22/04 – 16h
3ª rodada – Juazeirense x Remo (PA ) – 29/04 – 19h
4ª rodada – Juazeirense x Globo (RN) – 05/05 – 18h30
5ª rodada – Atlético (AC) x Juazeirense – 13/05 – 19h
6ª rodada – Juazeirense x Náutico (PE) – 20/05 – 19h
7ª rodada – Salgueiro (PE) x Juazeirense – 27/05 – 16h
8ª rodada – Santa Cruz (PE) x Juazeirense – 02/06 – 19h
9ª rodada – Juazeirense x Botafogo (PB) – 09/06 – 18h30

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Da Redação

Acompanhe os trabalhos da SESP para esta quinta-feira (12) em Juazeiro

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(foto: divulgação)

A Secretaria de Serviços Públicos (SESP) informa à população juazeirense a programação dos trabalhos relacionados à iluminação e limpeza dos espaços públicos para esta quinta-feira (12).

As equipes de mutirão de limpeza estão nos bairros São Geraldo, Tabuleiro e Residencial Dr. Humberto Pereira; as equipes de varrição atendem hoje Área Central; Alagadiço; Alto da Maravilha; Área do Terminal Urbano; Antônio Guilhermino; Santo Antônio; Dom Thomaz; Avenidas Adolfo Viana, Santos Dumont, Flaviano Guimarães e Paulo Afonso.

Em relação à iluminação pública os bairros atendidos serão Centenário, Castelo Branco, João Paulo II, Dom Thomaz, Santo Antônio, Malhada da Areia, Piranga II, Monte Castelo, Alto do Alencar, Cajueiro, Sol Nascente, Centro e no interior, Assentamento Fonte Viva – distrito de Maniçoba. Qualquer solicitação de atendimento deve ser realizada pelo telefone (74) 3612 5411, e é necessário que a pessoa forneça o endereço completo e o número do telefone para que possa ser realizado o registro de protocolo.

Ascom/SESP

Prefeitura de Juazeiro convoca aprovados em processos seletivos da AMA e da SEAD para entrega de documentos

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A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Gestão de Pessoas (SEGESP) está convocando os aprovados nos processos seletivos da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA) e da Secretaria de Administração (SEAD), para entrega de documentos para fins de contratação.

Os candidatos convocados devem entregar a documentação solicitada especificamente em cada edital no Auditório da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU), localizada na rua 15 de julho, nº 32, centro de Juazeiro, nas datas e horários determinados nos editais. Os convocados devem respeitar os prazos determinados. Outras informações nos editais ou através do telefone (74) 3612-5674.

O não comparecimento do candidato no prazo estipulado para admissão, terá como consequência, a sua exclusão do certame. A contratação se dará através de contrato por prazo determinado, com duração de até 12 meses.

Convocação da AMA

Convocação da SEAD

Da Redação

Preços dos produtos comercializados no Mercado do produtor nesta quinta-feira (12)

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Quem pretende fazer as compras nesta quinta-feira (12) no Mercado do Produtor, em Juazeiro vai encontrar o quilo da cebola pera por R$2,60; o quilo do quiabo sai por R$ 1,80; o quilo do pimentão é vendido por R$ 1,67; o quilo da acerola custa R$ 1,90 e o quilo da batata doce está sendo vendida por R$ 1,29.

Os preços são resultado de uma pesquisa diária feita no comércio atacadista do entreposto municipal.

O Mercado do Produtor de Juazeiro funciona de segunda a sexta-feira (das 2h da manhã ás 22h da noite e aos sábados até às 17h).

Confira a cotação completa

Ascom/AMA

Samu de Petrolina está com poucas ambulâncias disponíveis para atendimentos

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(foto: reprodução/internet)

A Secretaria de Saúde de Petrolina enviou uma nota informando que o número de ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (SAMU) disponíveis para o atendimento da população, está reduzido. A motivação, segundo a nota, é que devido a grande quantidade de ocorrências no final de semana, as macas ficaram retidas nos hospitais.

NOTA

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (SAMU) informa à população que se encontra com os serviços reduzidos, pois, as macas das ambulâncias saíram para ocorrências e ficaram retidas com pacientes nos hospitais da cidade.

Durante o fim de semana, as ocorrências, sobretudo acidentes, aumentam bastante, e, com isso, acontece a retenção de macas pelos hospitais, impedindo que as ambulâncias se desloquem do SAMU para atender aos chamados da população.

Da Redação

Cumprindo mandado de prisão, PC prende professor por estelionato

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(foto: divulgação)

Atendendo a um mandado de prisão expedido pelo Juiz Rodrigo Marques Silva Lima, da 6ª Vara Criminal de João Pessoa-PB, foi preso nesta quarta-feira (11), em Juazeiro, o professor Otoniel Alves Gondim. A ação foi movida por Policiais Civis da cidade, de posse da ordem de serviço expedida pelo delegado titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR).

O custodiado foi apresentado a autoridade policial e após ser expedida a guia de lesões corporais, o preso foi encaminhado para audiência de custódia.

De acordo com informações dos familiares do custodiado, que também é escritor e compositor, este processo data do ano de 2001, quando o mesmo adquiriu material para implantação de um cursinho pré-vestibular em João Pessoa, na Paraíba. Por não quitar alguns pagamentos do referido material, a empresa credora entrou com processo acusando o professor de estelionato.

O processo teve andamento e em seguida Otoniel Gondim se mudou para Campina Grande, ainda na Paraíba, onde continuou respondendo aos trâmites da justiça paraibana. Mas, ao retornar para Juazeiro, onde residem os familiares, Otoniel não fez a comunicação ao Poder Judiciário e o processo correu à revelia, resultando na sua prisão expedida pelo Titular da 6ª Vara Criminal de João Pessoa-PB, cumprido pela Polícia Civil de Juazeiro nesta quarta-feira.

 

A família já está em entendimento com a justiça para tentar resolver o impasse.

Da Redação

Bahia é o estado com maior aumento da desigualdade salarial no país, diz IBGE

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Talvez você não se recorde da canção Xibom Bombom, lançada em 1999 pela banda As Meninas, que foi sucesso no Brasil inteiro. O trecho ‘onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre. E o motivo todo mundo já conhece: é que o de cima sobe e o de baixo desce’ pode resumir a situação salarial da Bahia. O estado foi o que mais cresceu no Brasil na desigualdade nos salários entre 2016 e 2017, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE explica que esse crescimento foi provocado pelo forte aumento verificado nos rendimentos dos que ganham mais. O movimento foi em sentido contrário ao do país como um todo – onde a distância entre os que ganham mais e os que ganham menos se manteve relativamente estável no período, com uma pequena redução.

De um ano para o outro, o salário médio real (descontada a inflação) da metade dos trabalhadores que ganhavam menos na Bahia caiu de R$ 472 para R$ 444 (-5,9%), enquanto o rendimento médio de trabalho dos 10% de trabalhadores com maiores salários aumentou 31,7%, passando de R$ 5.946 para R$ 7.833.

A redução do salário médio da metade dos trabalhadores baianos que ganhavam menos (-5,9%) foi a 4ª maior entre os 27 estados brasileiros (-5,9%) e mais profunda que a média do país (-2,5%, de R$ 773 para R$ 754). No outro extremo, o aumento dos que já ganhavam mais no estado (+31,7%) foi o maior do país, onde, em média, os 10% de trabalhadores com maiores salários também tiveram uma queda no rendimento (-3,0%, de R$ 9.526 para R$ 9.242).

Assim, de 2016 para 2017, na Bahia, a distância entre o 10% de trabalhadores com os maiores rendimentos e a metade dos trabalhadores com menores rendimentos teve o maior aumento do país: cresceu 40%, enquanto, na média nacional, houve uma relativa estabilidade marcada por uma pequena redução de -0,50%.

Em 2017, na Bahia, os 10% de trabalhadores com maiores rendimentos ganhavam, em média, 18 vezes o salário da metade dos trabalhadores que ganhavam menos. Essa diferença havia sido de 13 vezes em 2016. No país como um todo, a distância permaneceu em 12 vezes de um ano para o outro.

Rendimento
Com aumento entre os que ganham mais, Bahia tem maior crescimento no rendimento de trabalho do país entre 2016 e 2017. O incremento no rendimento de trabalho dos que já ganhavam mais, entre 2016 e 2017, levou a um aumento de 13,1% no rendimento médio mensal efetivamente recebido pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade que trabalhavam, na Bahia: de R$ 1.397 para R$ 1.508. Foi o maior aumento percentual entre os estados, empatado com o verificado na Paraíba.

No país como um todo, o rendimento médio de trabalho efetivamente recebido caiu 2%, de R$ 2.223 para R$ 2.178. Dentre os estados, as maiores quedas ocorreram no Rio Grande do Norte (- 12,5%), em Sergipe (-9,9%) e Pernambuco (-9,9%). Entretanto, esse aumento salarial (+13,1%) na Bahia foi fortemente concentrado nos 10% de trabalhadores que ganhavam mais (+31,7%), enquanto os 90% restantes tiveram queda média de 0,9% nos seus rendimentos (de R$ 892 para R$ 884).

Embora tenha aumentado, o salário médio na Bahia, em 2017 (R$ 1.508), além de continuar abaixo da média do país (R$ 2.178), era o 8º mais baixo entre os estados – em 2016, o estado tinha o 4º menor rendimento médio de trabalho do país. No ano passado, Distrito Federal (R$ 4.065), São Paulo (R$ 2.820) e Rio Grande do Sul (R$ 2.404) tinham os maiores salários médios do país, sendo que o Rio Grande do Sul superou o Rio de Janeiro, 3º maior rendimento em 2016 e 6ª posição em 2017.

Além de concentrado nas fatias da população que já tinham os maiores salários, o aumento do rendimento efetivamente recebido por todos os trabalhos, entre 2016 e 2017, na Bahia, foi maior para os homens (+17,2%) do que para as mulheres (+6,2%); para os brancos (+38,7%) do que para os pardos (+5,7%) e pretos (-1,6%); e para as pessoas de 60 anos ou mais (idosos) que ainda trabalhavam (+46,9%) do que para as demais faixas etárias tradicionalmente associadas ao mercado de trabalho, como pessoas entre 25 e 29 anos (+21,2%), 30 a 39 anos (+9,2%) e 40 a 49 anos (+17,5%).

Estado passa a líder no ranking de desigualdade salarial, segundo o Índice de Gini
O aumento da desigualdade nos rendimentos de trabalho na Bahia, entre 2016 e 2017, é retratado também pelo Índice de Gini, que vai de 0 a 1 e mede a desigualdade numa distribuição qualquer, sendo mais desigual quanto mais próximo de 1.

No ano passado, o estado teve o maior Índice de Gini (ou a maior desigualdade) do país para os rendimentos de trabalho efetivamente recebidos: 0,599, com um aumento frente a 2016 (quando havia sido de 0,537) e acima da média nacional, que foi de 0,524 em 2017 e 0,525 em 2016 – ou seja, manteve-se estável com uma leve tendência de queda.

Essa pequena variação para baixo no Índice de Gini nacional foi resultado do movimento da região Sudeste, onde houve uma redução da desigualdade nos rendimentos de trabalho, e o Gini foi de 0,520 em 2016, para 0,510 em 2017. Nas demais regiões, o índice variou para cima. Os estados com menores desigualdades entre os rendimentos de trabalho, em 2017, foram Santa Catarina (0,408), Rondônia (0,438) e Mato Grosso (0,446).

Mesmo com aumento de 7,6% (de R$ 803 para R$ 864), rendimento domiciliar per capita na Bahia não chega ao salário mínimo em 2017. O aumento nos rendimentos de trabalho na Bahia foi o principal responsável pelo crescimento de 7,6% no rendimento mensal real domiciliar per capita no estado (soma de todos os rendimentos do domicílio dividida pelo total de pessoas que moram nele), que passou de R$ 803 em 2016 para R$
864 em 2017.

Foi o quarto maior aumento no rendimento domiciliar per capita entre os estados, bem acima da média nacional (-1,1%, de R$ 1.285 para 1.271). Mas, mesmo com essa variação positiva, no ano passado, o rendimento domiciliar per capita na Bahia ainda estava 32,0% abaixo da média do país, era menor que o salário mínimo no ano (R$ 937) e ficava em 17º lugar entre os 27 estados (em 2016, havia sido o 20º).

O rendimento de trabalho representava quase 70% do rendimento domiciliar per capita na Bahia (69,5%), menos do que a média nacional (73,8%), mas teve um aumento de participação em relação a 2016 (67,5%). Por outro lado, os rendimentos de outras fontes (aposentadoria e pensão; aluguel e arrendamento; pensão alimentícia; doação e mesada de não morador; e outros rendimentos, que incluem programas sociais e investimentos como poupança e ações) reduziram um pouco sua participação no rendimento domiciliar per capita dos baianos: de 32,5% para 30,5%.

Tanto no Brasil quanto na Bahia, dentre os rendimentos de outras fontes, que não o trabalho, o mais importante é o de aposentadorias e pensões, que representa cerca de 1/5 do rendimento médio domiciliar per capita tanto no país (19,4%) quanto no estado (20,5%).

Em seguida vêm os chamados outros rendimentos, que representam 6,3% do rendimento domiciliar per capita na Bahia – quase o dobro da média nacional (3,3%) e a terceira maior participação do país, abaixo apenas de Maranhão (8,0%) e Alagoas (6,6%). Em 2017, Bahia passa a ter a 3ª maior desigualdade no rendimento domiciliar per capita.

Assim como ocorreu com o rendimento de trabalho, a Bahia também teve um dos maiores crescimentos na desigualdade da renda domiciliar per capita, entre 2016 e 2017, no país. Isso porque o aumento desse rendimento se concentrou fortemente nas residências que já tinham as maiores rendas, caindo naquelas com menores rendas.

Renda
Nos 10% de domicílios com maiores rendimentos no estado, a renda per capita aumentou 21,2%, passando de R$ 3.485 em 2016 para R$ 4.225 em 2017; em quase todas as demais faixas de rendimento, houve recuos. Assim, em 2017, a renda por morador nas residências com 10% maiores rendimentos (R$ 4.225) era 19 vezes aquela da metade dos domicílios com menores rendimentos (R$ 224, 8,2% menor que a de 2016, R$ 244). Em 2016, a distância entre os 10% de domicílios com maior rendimentos per capita e a metade das residência com menores rendimentos per capita era de 14 vezes – ou seja, em um ano, essa diferença cresceu 32,1%.

Foi o maior crescimento na desigualdade do rendimento domiciliar per capita do país. Em média, no Brasil os rendimentos dos 10% de domicílios com maior renda eram 14 vezes os da metade dos domicílios com menor renda e permaneceu estável entre 2016 e 2017.

Na Bahia, em 2017, os 10% da população com maiores rendas domiciliares per capita detinham quase metade (48,9%) da massa de rendimento médio mensal domiciliar per capita do estado (soma de todos esse rendimentos), que era de R$ 13,231 bilhões. Por outro lado, a metade dos baianos com menores rendas per capita se apropriavam de pouco mais de 10% da massa desse rendimento (13,0%).

Em 2016, os percentuais de apropriação da massa de rendimento domiciliar per capita eram, respectivamente de 43,4% para os 10% com maiores rendimentos e de 15,2% para a metade da população com menores rendas domiciliares per capita.

O aumento da desigualdade no rendimento domiciliar per capita também se evidencia no Índice de Gini, que, na Bahia, teve o maior aumento do país entre 2016 e 2017, passando de 0,548 para 0,599, enquanto, no Brasil como um todo, manteve-se estável em 0,549.

O maior do Índice de Gini na Bahia fez o estado passar do 9º para o 3º lugar no ranking nacional de desigualdade de renda domiciliar per capita, abaixo apenas de Amazonas (0,604) e Distrito Federal (0,602). Os estados menos desiguais no que diz respeito à renda domiciliar são Santa Catarina (0,421), Rondônia (0,455) e Mato Grosso (0,469).

Correio da Bahia

Reajuste do Bolsa Família pode ser anunciado em abril ou maio, diz novo ministro

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O novo ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, disse que o reajuste do programa Bolsa Família ainda não foi definido, mas que pode ser anunciado em maio ou ainda este mês: “as propostas estão colocadas, há uma discussão ainda dentro do governo para definição dos percentuais, da forma de fazer esse reajuste e acredito que ainda em abril ou maio teremos essa definição e o anúncio do reajuste do Bolsa”.

Beltrame tomou posse hoje (10) como chefe da pasta, no lugar de Osmar Terra. O antigo ministro chegou a dizer que o reajuste seria anunciado em março, o que acabou não ocorrendo. Beltrame acrescentou que o governo pensa em um reajuste maior que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“Estamos trabalhando com percentuais acima do IPCA, que é 2,95%, não temos ainda uma definição. Construímos vários cenários para apresentar ao presidente temer e à equipe econômica e em breve acredito que tenhamos uma definição”. Em junho de 2016, o governo – com Temer ainda como interino na presidência – reajustou o programa em 12,5%.

Agência Brasil