Preto no Branco

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Campanha em prol de pessoas em situação de vulnerabilidade social está arrecadando alimentos em Petrolina

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(foto: reprodução/internet)

Com o objetivo de promover uma corrente de solidariedade em favor dos que mais precisam e que estejam em situação de vulnerabilidade social, foi iniciada na cidade de Petrolina, a campanha ‘Partilha’. A iniciativa é da Secretaria de Educação (SEDU) da cidade.

Os interessados em colaborar com a campanha devem deixar suas doações no prédio da SEDU, que fica localizado no 2º andar do Centro de Convenções, no centro de Petrolina. Os alimentos doados serão entregues aos beneficiários durante a celebração de Páscoa.

A campanha ‘Partilha’ segue até o dia 28 de março.

Da Redação

Contribuintes de Petrolina têm até hoje para emitir carnê do IPTU com 15% de desconto

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imagem ilustrativa (foto: reprodução/internet)

Termina nesta segunda-feira (12), o prazo para efetuar o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com desconto de 15% sobre o valor total, em Petrolina. Terão direito ao benefício os contribuintes que quitarem o tributo municipal em cota única, emitindo o boleto através do site da Prefeitura Municipal (http://www.petrolina.pe.gov.br/new/).

O pagamento deverá ser efetuado em uma das agências bancárias cadastradas e os descontos têm validade apenas para os contribuintes adimplentes até dezembro de 2017.

Há também a opção de pagar em cota única, com o desconto de 10%, entre os dias 11 de março e 10 de abril. O IPTU ainda poderá ser parcelado em até oito vezes, vencendo a 1ª em 10.04 e as demais parcelas em vencimento 30 dias após esta data, com o valor mínimo da parcela de R$ 49,02.

A verba é destinada a serviços referentes de saúde, educação e outros.

Da Redação

UNEB de Juazeiro lamenta falecimento de servidora e suspende atividades nesta segunda-feira

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(foto: divulgação)

Em nota, o Departamento de Ciências Humanas (DCH) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) campus III/Juazeiro lamentou o falecimento da servidora Valdecy Gonçalves de Sales, ocorrido neste domingo (11).

‘Val’, como era conhecida, trabalhou na UNEB por 25 anos. Em virtude do falecimento, o DCH comunica ao alunos e demais funcionários que as atividades no departamento da instituição estão suspensas nesta segunda-feira (12).

Nota

É difícil expressar nossos sentimentos, por tantos anos de convívio, pela surpresa da triste notícia, mas aceitamos que este é o mistério da vida. E por isso, apenas pedimos a Deus que neste momento de luto ilumine nossos corações e conforte amigos e familiares de Valdecy, sobretudo seu filho Lucas Sales Aguiar.

O corpo de Valdecy está sendo velado no SAF de Juazeiro, sala 04, o sepultamento será às 16h no cemitério da cidade.

A direção do Departamento de Ciências Humanas informa ainda a suspensão das atividades administrativas e acadêmicas durante este dia, 12/03.

A Direção

Da Redação

Estudantes baianos têm até hoje para se inscrever no programa ‘Partiu Estágio’; confira as vagas para Juazeiro

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Programas do Governo para jovens Na foto: Rodrigo Espírito Santo, egresso do programa Mais Futuro, trabalha na Procuradoria Administrativa da Procuradoria Geral do Estado Foto: Carol Garcia/GOVBA

(foto: divulgação/Carol Garcia-GOVBA)

Termina nesta segunda-feira (12), o prazo para inscrições para o Partiu Estágio, programa que oferece oportunidades de estágio a universitários residentes na Bahia e regularmente matriculados em cursos presenciais de instituições estaduais, federais e privadas com sede no estado. Há vagas para diversas cidades da região.

Em Juazeiro, por exemplo, estão sendo ofertadas vagas para os cursos de Administração (8), Engenharia Agronômica (4), Engenharia Agrícola e Ambiental (1), Direito (2), Agronomia (1), Psicologia (1), Comunicação Social (1), Pedagogia (11), Ciências Contábeis (2), Secretariado Executivo (2), Serviço Social (1).

Na região também há oportunidades nas cidades de IrecêSenhor do Bonfim Jacobina.

De acordo com a Secretaria da Administração (Saeb), ao todo, estão sendo ofertadas 2.702 vagas em diversos órgãos da administração pública estadual, como a ADAB, AGERBA, IBAMETRO, SEFAZ e UNEB.

Inscrições

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pela internet, através do site do programa, http://www.programaestagio.saeb.ba.gov.br.

Estão aptos a se inscrever no edital os universitários residentes na Bahia e regularmente matriculados em cursos presenciais de instituições estaduais, federais e privadas com sede no estado. É necessário ainda que o universitário tenha idade mínima de 16 anos e que tenha cumprido pelo menos 50% do curso de formação.

Os estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e que tenham estudado todo o ensino médio em escola pública ou com bolsa integral na rede privada têm prioridade do processo seletivo.

Clique e confira o edital completo

Da Redação

Trabalhadores dos Correios entram em greve hoje

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(foto: reprodução)

Os trabalhadores dos Correios entram em greve hoje (12) em todo o Brasil, por tempo indeterminado. O principal motivo da paralisação é evitar mudanças no plano de saúde dos funcionários, que envolvem a cobrança de mensalidades do titular e de dependentes.

A categoria cruza os braços no mesmo dia em que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) começa julgamento referente ao plano de saúde, depois de trabalhadores e empresa terem, sem sucesso, tentado chegar a um acordo sobre a questão.

Segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (FENTECT), a direção da empresa quer que os funcionários arquem com mensalidades do plano, assim como a retirada de dependentes. Além disso, afirma, o benefício poderá ser reajustado conforme a idade, chegando a mensalidades acima de R$ 900,00.

A greve também servirá para protestar contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), a terceirização na área de tratamento, a privatização da empresa, suspensão das férias dos trabalhadores, extinção do diferencial de mercado e a redução do salário da área administrativa. A categoria defende ainda a contratação de novos funcionários via concurso público e o fim dos planos de demissão.

Apesar de a paralisação estar marcada para começar amanhã, os funcionários que trabalham de madrugada já entram em greve a partir das 22h deste domingo.

Estadão

Pesquisa: notícias falsas circulam 70% mais do que as verdadeiras na internet

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Notícias consideradas falsas se espalham mais facilmente na internet do que textos verdadeiros. A conclusão foi de um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), instituição de ensino reconhecida mundialmente pela qualidade de cursos de ciências exatas e de áreas vinculadas à tecnologia.

Os pesquisadores Soroush Vosoughi, Deb Roy e Sinan Aral analisaram 126 mil mensagens (não apenas notícias jornalísticas) divulgadas na rede social Twitter entre 2006 e 2017. No total, 3 milhões de pessoas publicaram ou compartilharam essas histórias 4,5 milhões de vezes. O caráter verdadeiro ou falso dos conteúdos foi definido a partir de análises realizadas por seis instituições profissionais de checagem de fatos.

Os autores estimaram que uma mensagem falsa tem 70% mais chances de ser retransmitida (retuitada, no jargão da rede social) do que uma verdadeira. As principais mensagens falsas analisadas chegaram a ser disseminadas com profundidade oito vezes maior do que as verdadeiras. O conceito de profundidade foi usado pelos autores para medir a difusão por meio dos retuítes (quando um usuário compartilha aquela publicação em sua rede).

O alcance também é maior. Enquanto os conteúdos verdadeiros em geral chegam a 1.000 pessoas, as principais mensagens falsas são lidas por até 100.000 pessoas. Esse aspecto faz com que a própria dinâmica de “viralização” seja mais potente, uma vez que a difusão é “pessoa a pessoa”, e não por meio de menos fontes com mais seguidores (como matérias verdadeiras de contas de grandes veículos na Internet).

Motivos

Os pesquisadores investigaram o perfil dos usuários para saber se estaria aí o motivo do problema. Mas, para sua própria surpresa, descobriram que os promotores desses conteúdos não são aqueles com maior número de seguidores ou mais ativos. Ao contrário, em geral são pessoas com menos seguidores, que seguem menos pessoas, com pouca frequência no uso e com menos tempo na rede social.

Uma explicação apresentada no estudo seria a novidade das mensagens. As publicações falsas mais compartilhadas eram mais recentes do que as verdadeiras. Outra motivação destacada pelos autores foi a reação emocional provocada pelas mensagens. Analisando uma amostra de tuítes, perceberam que elas geravam mais sentimentos de surpresa e desgosto, enquanto os conteúdos verdadeiros inspiravam tristeza e confiança.

Política no centro

A pesquisa também examinou a disseminação por assunto. As mensagens sobre política circulam mais e mais rapidamente que as de outras temáticas. Esses tipos de conteúdos obtiveram um alto alcance (mais de 20 mil pessoas) três vezes mais rápido que as publicações de outros assuntos. Também ganharam visibilidade os tuítes sobre as chamadas “lendas urbanas” e sobre ciência.

“Conteúdos falsos circularam significantemente mais rapidamente, mais longe e mais profundamente do que os verdadeiros em todas as categorias de informação. E esses efeitos foram mais presentes nas notícias falsas sobre política do que naquelas sobre terrorismo, desastres naturais, lendas urbanas e finanças”, constaram os autores.

Robôs

Os autores também examinaram a participação de robôs (bots, no jargão utilizado por especialistas) na disseminação dessas notícias. Diferentemente de teses apresentadas em outros estudos, os robôs avaliados compartilharam mensagens falsas e verdadeiras com a mesma intensidade. “Notícias falsas se espalham mais do que as corretas porque humanos, e não robôs, são mais suscetíveis a divulgá-las”, sugere o artigo.

Agência Brasil

Após 1 ano, transposição do São Francisco já retira 1 milhão do colapso

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Foi aos 45 minutos do segundo tempo. Após seis anos de seca, o açude Boqueirão, única fonte de abastecimento de Campina Grande (PB), registrava apenas 2,9% de sua capacidade —o nível mais baixo desde a inauguração, em 1957, pelo então presidente Juscelino Kubitschek.

“Só tinha água duas vezes por semana. Enchia uns bocados de baldinho, porque não podia comprar a caixa-d’água”, lembra a pensionista Teresinha Peres, 77. “E cheirava horrível, tinha um mau gosto.”

À beira do abismo, a ansiedade dos campinenses era enorme quando a água do São Francisco chegou ao Boqueirão, em 18 de abril de 2017. Levou 38 dias para encher os 110 km de leito seco do rio Paraíba entre o açude e o final do canal da transposição do Eixo Leste, inaugurado um ano atrás.

Não havia plano B. “É quase impossível imaginar o atendimento de Campina Grande com carro-pipa”, diz Ronaldo Meneses, gerente regional da Cagepa (Companhia de Água e Esgotos da Paraíba). “Teria sido o caos. A transposição chegou no momento do quase colapso.”

O impacto foi rápido. No fim de agosto, mesmo sem chuvas, o açude Boqueirão saiu do volume morto (8,2%), encerrando 33 meses e 19 dias de racionamento, o mais longo da história campinense, e agora tem 15,8% da capacidade.

Hoje, a terceira maior cidade do semiárido (410 mil habitantes) e outros 32 municípios da Paraíba e de Pernambuco estão com o abastecimento de água normalizado, beneficiando 1 milhão de pessoas, segundo o Ministério da Integração Nacional.

Além de água todo dia, Peres elogia a pressão forte e o gosto doce. Já o balde maior ganhou outra função. “Agora, está com as bonequinhas da minha neta.”

Mas nem todos foram beneficiados. Por falta de encanamento ou por estarem fora do alcance do Boqueirão, algumas comunidades rurais e cidades menores da região mantêm a dura rotina da seca. É o caso de Puxinanã, a 16 km de Campina Grande.

“A água é um sacrifício”, diz a agricultora Jéssica Silva, 18, que mora no sítio do pai, com oito irmãos e 11 sobrinhos, além do próprio filho. A 3 km dali, uma linha invisível os separa da água do São Francisco. “Vem da bica, pelos telhados [captação da chuva]. Quando a seca bate, a gente tem de comprar de carro-pipa”, afirma Jéssica, ao lado da cisterna, que armazena água para toda a família e os animais.

Puxinanã não receberá água do São Francisco. O município integrará outro sistema, a barragem de Camará, que tem níveis baixos desde o seu rompimento, em 2004, e atualmente passa por reformas, segundo a Cagepa.

A expectativa agora é com a conclusão do Eixo Norte, que levará água a Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. Deve ser entregue no segundo semestre, um atraso de seis anos. Ao todo, o Pisf (Projeto de Integração do São Francisco) custará R$ 9,6 bilhões aos cofres públicos, o dobro do previsto inicialmente pelo então governo do presidente Lula (PT).

ÁREA RURAL
No campo, o impacto tem sido menor. Com o abastecimento urbano prioritário e a captação no São Francisco abaixo da cota máxima por causa da baixa vazão, a irrigação está restrita a 0,5 hectare por agricultor, o equivalente a meio campo de futebol.

Segundo levantamento feito em novembro pela ANA (Agência Nacional de Águas), há 340 hectares irrigados pela transposição na Paraíba, de um total máximo de 500 hectares permitidos hoje.

Mesmo com o tamanho reduzido, muitos estão satisfeitos com a água doce do São Francisco, que substituiu os poços salobros. Está um paraíso, melhorou 100%”, diz o produtor de pimentão Jair Macedo, 45, de Barra de São Miguel (PB). Não é figura de linguagem: antes, o agricultor colhia metade das 500 caixas de pimentão que produz a cada 15 dias, usando um sistema de gotejamento. “A fruta é muito melhor, quase não tem desperdício.”

Para a colheita, Macedo emprega dez pessoas, a uma diária de R$ 50. A produção é embarcada num caminhão e vendida no Recife. Ele diz que a renda é suficiente para sustentar mulher e filho único.

Os beneficiados pela irrigação são a minoria. Para os produtores mais distantes da água do São Francisco, o alto custo e os desafios logísticos para instalar uma bomba e quilômetros de mangueira inviabilizam o acesso.

“Se eles botassem um chafariz do São Francisco aqui, as coisas ficariam boas”, diz o agricultor Inaldo de Souza, de Sumé (PB). Seus 110 hectares, usados principalmente para criar bode, estão a cerca de 3 km do rio Paraíba.

Ele diz que nunca foi orientado sobre como a transposição funciona. Para a casa, compra água de carro-pipa, enquanto os animais matam a sede com o líquido salobro e sujo de um poço artesiano.

Na avaliação de Salomão Medeiros, diretor do Insa (Instituto Nacional do Semiárido), a água do São Francisco, por ter alto custo, precisa ter um destino nobre —termo que, para ele, ainda precisa ser mais bem discutido.

Ele ressalta que o abastecimento urbano, prioritário, não separa domicílios de grandes fábricas (o parque industrial da região inclui a produção de Havaianas).

“E a produção de alimentos, a sobrevivência dessas pessoas?”, diz diretor do Insa, ligado ao Ministério da Ciência com sede em Campina Grande. “Você já ouviu falar que a água cessa para agricultura, mas você já ouviu falar que cessa para uma indústria?”

O superintendente de Regulação da ANA, Rodrigo Flecha, afirma que o Eixo Leste ainda funciona em fase de pré-operacional —ou seja, os agricultores, por ora, não pagam pela água.

O impacto só poderá ser avaliado no longo prazo, com ajustes ao longo do caminho para os diversos usos, diz. “É preciso entender o Pisf não como um projeto imediatista, mas que vai se estruturando. E, à medida que isso ocorrer, dará segurança hídrica e mudará o panorama socioeconômico do semiárido brasileiro.”

IMPACTO AMBIENTAL
Uma das principais polêmicas da transposição, o impacto no rio São Francisco tem sido mínimo até agora, segundo a ANA (Agência Nacional de Águas) e pesquisadores da Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco), instituição responsável pelo monitoramento ambiental da região.

“Do nosso ponto de vista, o impacto é insignificante em relação ao benefício que a transposição traz”, afirma o superintendente de regulação da ANA, Rodrigo Flecha.

Até 2025, o Pisf (Projeto de Integração do Rio São Francisco) tem autorização da ANA para bombear 26,4 m³ por segundo, para abastecimento humano e usos difusos. Na semana retrasada, a vazão do rio em Morpará (BA), que fica antes da captação, era de cerca de 1.500 m³ por segundo.

A ANA também é responsável por gerar indicadores técnicos e por aprovar planos de gestão estadual, entre outras atribuições. Responsável pelo acompanhamento da fauna e da flora no entorno da transposição, a Univasf tampouco detectou impactos negativos significativos no rio São Francisco após um ano de funcionamento do eixo leste.

Já nos açudes e no rio Paraíba, que receberam a água da transposição, os pesquisadores registraram o aumento de peixes, incluindo a chegada de espécies do rio São Francisco —em formas larvais e juvenis, eles conseguem sobreviver à força das estações de bombeamento.

Apenas no açude Areias (PE), o primeiro da transposição, as espécies pularam de 5, em 2015, para 14 neste ano.O monitoramento também apontou a melhoria da qualidade da água dos açudes, que abastecem tanto cidades próximas como mais distantes, por meio de carros-pipa. “A água do São Francisco reduziu a salinidade, com reflexos na quantidade e na diversidade de insetos aquáticos”, afirma a bióloga Vera Uhde, do Cemafauna (Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga).

Uma preocupação para o futuro é o aumento do desmatamento na área de influência do canal, explica o biólogo Renato Rodrigues, coordenador do Nema (Núcleo de Ecologia e Monitoramento Ambiental), que acompanha a fauna numa área pouco maior do que o estado da Paraíba.

Ele compara o impacto do canal ao de uma estrada: ambas as obras têm área construída pequena, mas movimentam a economia, com impactos ambientais. “Essa água pode gerar pressões diferentes de propriedades privadas ao redor, e isso aumenta o desmatamento”, diz o biólogo, ressaltando que o problema não foi detectado até agora.

Durante as obras, o programa administrado pela Univasf resgatou cerca de 145 mil animais, dos quais 127 mil retornaram à natureza. Houve também o plantio de 220 mil mudas ao longo da faixa de 200 metros em volta do canal. Para mitigar o impacto da obra, a Univasfpropôs a criação de uma unidade de conservação estadual na região da Serra do Livramento (PE) com aproximadamente 30 mil hectares.

O processo, porém, ainda está em estágio inicial. Entre os agricultores vizinhos à captação do Eixo Leste, em Petrolândia (PE), tampouco há relatos de alterações no São Francisco provocadas pela transposição.

Para Valdir de Santana, 47, o atual nível baixo do rio é resultado de sete anos de seca, e não da estação de bombeamento a poucos quilômetros de sua propriedade, onde planta melão e uva irrigados.“Transposição é melhor do que barragem”, diz. “A barragem gera energia, mas e o coitado que está morrendo de sede lá no centro da caatinga?”.

Folhapres

Agricultores têm até o fim de março para cadastrar projeto de eletrificação de poços tubulares em Petrolina

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(foto: divulgação/Jonas Santos)

O prazo para que os agricultores de Petrolina efetuem o cadastro  de poços tubulares com vazão acima de 500 litros/hora para eletrificação segue até o fim desse mês. O cadastro está sendo efetuado na sede da Secretaria de Desenvolvimento Rural.

O agricultor interessado em fazer o cadastramento deve se apresentar munido dos documentos: cópia e a original do CPF, RG escritura da terra ou INCRA, número do telefone e número do poste mais próximo da residência (barramento).

O procedimento já foi realizado em alguns distritos da cidade.

A iniciativa visa utilizar a energia elétrica para o bombeamento de água, possibilitando a irrigação de pequenas áreas da zona rural do município.

O cadastramento está sendo realizado na Secretaria de Desenvolvimento Rural, que fica localizada na Avenida Honorato Viana, nº 948, bairro Gercino Coelho, próximo à UPA, das 07h às 13h e das 15h às 17h.

Da Redação

Sorteio da Mega-Sena pode pagar R$ 45 milhões neste sábado

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(foto: reprodução/internet)

Acontece neste sábado (10) mais um sorteio da Mega-Sena, que de acordo com a Caixa Econômica Federal deve pagar R$ 15 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio vai ser realizado na cidade de Palmeira dos Índios (AL), às 20h (horário de Brasília).

No último sorteio, que aconteceu na última quarta (07), foram sorteadas as dezenas 02 – 36 – 46 – 48 – 57 – 60. Ninguém acertou as dezenas, e o prêmio acumulou.

Não é tão fácil ser um dos milionários contemplados com a Mega Sena. A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Por exemplo, quem opta pela aposta simples com seis dezenas, tem a chance de 1 em 50.063.860. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, segundo a Caixa Econômica Federal.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) pelo valor mínimo de R$ 3,50, em qualquer lotérica do país.

Da Redação