Preto no Branco

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Retrocesso: Caixas eletrônicos do Banco do Brasil da Avenida da Integração, em Petrolina, serão desativados, denuncia sindicato

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Após informação de que os caixas da agência do Banco do Brasil localizada na Avenida da Integração, em Petrolina, serão desativados a partir do dia 18 de agosto, o Sindicato dos Bancários manifestou indignação contra a medida alegando que haverá prejuízos tanto para os clientes quanto os trabalhadores da instituição.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, representantes da entidade afirmam que o fechamento representa um retrocesso no atendimento à população, já que os correntistas da agência terão que buscar o BB do Centro da cidade para fazer suas transações bancárias.

O Sindicato dos Bancários também alertou para o impacto da medida sobre os bancários, prevendo que, com o encerramento dos caixas eletrônicos, poderá haver extinção de funções como a de tesoureiro e de caixas, reduzindo postos de trabalho e alterando a estrutura da unidade.

A entidade considera a decisão do banco como uma falta de respeito aos profissionais bancários e conclamou a categoria para uma mobilização.

Redação PNB

“Assistência Farmacêutica em ação” fortalece qualificação das equipes da Saúde em Sobradinho

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A Prefeitura de Sobradinho, por meio da Secretaria de Saúde (SMS), realizou no último sábado (25), no Colégio Municipal 24 de Fevereiro, o evento “Assistência Farmacêutica em Ação”, reunindo farmacêuticos, atendentes de farmácia e profissionais do setor administrativo para um momento de alinhamento, capacitação e fortalecimento das políticas públicas voltadas à assistência farmacêutica no município.

Com o tema “Cuidar de pessoas, promover saúde, transformar vidas”, a iniciativa teve como objetivo preparar as equipes para os novos desafios da Assistência Farmacêutica, reforçando a importância do atendimento humanizado, da segurança no uso racional de medicamentos e da integração entre os profissionais da rede municipal de saúde.

A abertura oficial do evento foi conduzida pela Secretária Municipal de Saúde, Josefa Moreira Cruz, que destacou o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais e a melhoria contínua dos serviços prestados à população.

“A Assistência Farmacêutica desempenha um papel estratégico dentro da rede pública de saúde, garantindo que os medicamentos sejam disponibilizados de forma segura, eficiente e responsável. Nesse contexto, investir na qualificação permanente dos profissionais significa fortalecer o atendimento à população e ampliar a qualidade dos serviços oferecidos pelo município. Também quero agradecer ao prefeito Cleivynho Sampaio pelo compromisso e pelos investimentos que vêm fortalecendo a saúde pública em Sobradinho. O apoio da gestão municipal tem sido fundamental para ampliarmos a qualidade dos serviços e investirmos na capacitação dos nossos profissionais. Quando a administração acredita na saúde, quem ganha é toda a população,” finalizou a secretária.

Programação

Os participantes acompanharam duas importantes capacitações. A primeira foi ministrada pelo farmacêutico Vinícius Bezerra, abordando o tema “Atendimento Humanizado na Farmácia: Acolhimento e Cuidado ao Paciente”. Em seguida, a farmacêutica Thaiara Fonseca apresentou a palestra “Assistência Farmacêutica no SUS: Componentes, Financiamento, Sistemas Utilizados e Acesso à Integralidade do Tratamento”, proporcionando atualização técnica sobre os principais processos que norteiam a assistência farmacêutica no Sistema Único de Saúde.

O encontro também contou com espaço para esclarecimento de dúvidas, discussão entre os profissionais, entrega de certificados e encerramento das atividades, consolidando um ambiente de troca de experiências e fortalecimento do trabalho em equipe.

Ascom/PMS

 

Julho Amarelo: “Evoluem de forma silenciosa”, alerta Secretário de Saúde de Juazeiro durante Dia D de mobilização contra as hepatites virais

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A Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro (Sesau), por meio da Vigilância em Saúde e do Centro de Informação em IST/HIV/Aids e Hepatites Virais (CIDHA), realizou nesta terça-feira (28), na Praça São Tiago Maior, o Dia D da campanha Julho Amarelo, voltada à prevenção, conscientização e diagnóstico precoce das hepatites virais. A ação ofertou gratuitamente testes rápidos e orientações à população, fortalecendo o acesso ao diagnóstico e às estratégias de prevenção.

Ao longo da mobilização, foram assistidas 92 pessoas, com a realização de 368 testes rápidos, sendo 92 para HIV, 92 para hepatite C (HCV), com um resultado positivo, 92 para hepatite B (HBsAg) e 92 para sífilis, com dois resultados positivos. Além da testagem, a equipe distribuiu preservativos masculinos e femininos, lubrificantes e autotestes para HIV, ampliando o acesso à prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

O secretário de Saúde de Juazeiro, Helder Coutinho, destacou que iniciativas como essa são fundamentais para fortalecer a prevenção e garantir o cuidado à população.

“Campanhas como o Julho Amarelo reforçam a importância da prevenção, da testagem e do tratamento precoce. Muitas vezes, as hepatites virais evoluem de forma silenciosa, e identificar a doença no início faz toda a diferença para evitar complicações e interromper a transmissão. Nosso compromisso é ampliar o acesso aos serviços de saúde e incentivar a população a cuidar da própria saúde”, ressaltou o secretário.

Quem participou da ação também aprovou a iniciativa. A auxiliar de serviços gerais Luciana Santos, de 48 anos, aproveitou a oportunidade para realizar os testes rápidos e elogiou o atendimento. “Achei muito importante trazer esse serviço para um local de fácil acesso. Fui bem atendida, tirei minhas dúvidas e saio mais tranquila. Essas ações aproximam a saúde da população e incentivam as pessoas a se cuidarem”, afirmou.

Além do Dia D, a campanha Julho Amarelo promoveu, durante todo o mês, ações educativas e de qualificação dos profissionais da rede municipal. Médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas da Atenção Primária e da Rede Hospitalar participaram de capacitações sobre hepatites virais, além de treinamentos voltados à descentralização da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). As atividades também contaram com parcerias junto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), à Feijoada de Ogum e ao Programa Protagonismo 60+, ampliando o alcance das orientações em saúde.

A Sesau reforça que os testes rápidos para hepatites virais permanecem disponíveis gratuitamente em todas as Unidades de Saúde da Família (USFs) do município e também no CIDHA, localizado na Avenida Carmela Dutra, nº 700, bairro Angari. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 16h30.

As hepatites B e C, principais focos da campanha, podem evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, o diagnóstico precoce e o início oportuno do tratamento são fundamentais para reduzir complicações, interromper a transmissão e promover mais qualidade de vida para a população.

Ascom PMJ/Sesau

Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais alerta para prevenção

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O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado nesta terça (28), é o ponto alto da campanha nacional Julho Amarelo, destinada a promover a conscientização da população sobre a prevenção, diagnóstico e tratamento dessas doenças. O mês foi instituído no Brasil em 2019, pela Lei nº 13.802/2019.

As hepatites virais causam uma inflamação aguda ou crônica do fígado. Elas são classificadas pelo tipo de vírus: A, B, C, D (Delta) e E. No Brasil, as hepatites mais encontradas são as causadas pelos vírus A, B e C.

A doença, na maioria das vezes, avança sem demonstrar sintomas por longos períodos. Em muitos pacientes, os sintomas são confundidos com problemas comuns do dia a dia, como fadiga, mal-estar geral e perda de apetite.

O doutor em Hepatologia pela Universidade de São Paulo (USP), diretor da Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) e da Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), Adriano Moraes, detalha que, somente em fases mais avançadas, podem surgir sinais como pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras, dor abdominal e coceira.

“O fígado sofre em silêncio. A maioria das hepatites e doenças hepáticas não causa dor nem sintomas no início. O fígado tem uma grande reserva funcional e isso explica porque ele pode sofrer inflamação por muitos anos sem produzir sintomas evidentes”, explicou o hepatologista.

As hepatites virais podem se tornar crônicas e causar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado. No caso da hepatite B, o risco de câncer ocorre predominantemente em pacientes com cirrose.

“Esses pacientes tendem a ter maior mortalidade devido à descompensação da doença, além de boa parte desses pacientes vir a necessitar de um transplante de fígado”, detalha Adriano Moraes.

Prevenção

O alerta anual do Julho Amarelo é para realização do diagnóstico e do tratamento precoces das hepatites virais, reduzindo a inflamação e os riscos de cirrose e câncer de fígado. Os pacientes não-tratados podem evoluir em 30% a 40% para cronicidade e suas complicações ao longo da vida, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia.

A SBH afirma à Agência Brasil que apoia e incentiva a campanha de conscientização de forma descentralizada em todo o território nacional e estimula seus médicos associados a realizarem ações diretamente em seus municípios. Além disso, a sociedade médica diz que atua como uma fonte de informação e orientação de saúde para o público geral.

As principais recomendações da sociedade científica são prevenção por meio da vacinação; testagem e cuidados comportamentais e de higiene.

A imunização varia de acordo com o tipo do vírus. A vacinação contra hepatite B é recomendada para todas as pessoas, especialmente profissionais de saúde, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pessoas que convivem com o HIV, renais crônicos e imunodeprimidos, de uma forma geral.

Já a vacina da hepatite A está indicada em crianças, homens que fazem sexo com homens e viajantes para áreas endêmicas.

O médico Adriano Moraes enfatiza que é preciso evitar o compartilhamento de itens pessoais e perfurocortantes e fazer uso contínuo de preservativos, especialmente para proteção sexual contra hepatite B.

“Deve-se orientar uso de preservativos na prevenção da hepatite B e nunca compartilhar agulhas, seringas, alicates de unha, lâminas de barbear e escovas de dentes.”

Outra medida considerada fundamental pela entidade é a testagem para a detecção precoce das infecções virais. “Toda pessoa deve ser testada pelo menos uma vez para as hepatites B e C, especialmente, as pessoas acima dos 40 anos”, explica o especialista.

Além disso, o hepatologista defende a testagem rápida para as hepatites B e C para públicos prioritários.

“Pessoas que já utilizaram drogas injetáveis ou inaladas, pessoas que convivem com o HIV, homens que fazem sexo com homens, pessoas com múltiplos parceiros sexuais, pacientes privados de liberdade, gestantes, parceiros sexuais de pessoas com hepatite B ou C, pessoas em hemodiálise, profissionais expostos a sangue, pessoas com tatuagens e piercing e pessoas com alterações persistentes em enzimas hepáticas, por exemplo”, listou.

Gestantes

Como as hepatites B e C podem ser transmitidas da gestante para o filho durante a gravidez ou no momento do parto, a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) aponta o diagnóstico precoce, por meio de exames de sangue incluídos na rotina do pré-natal, representa uma das principais estratégias para prevenir complicações.

O presidente da Comissão Nacional Especializada em Doenças Infectocontagiosas da Febrasgo, o ginecologista Regis Kreitchmann, esclarece queidentificar precocemente a presença do vírus permite adotar medidas capazes de proteger tanto a gestante quanto o recém-nascido.

“São exames simples, rápidos e acessíveis. Quanto mais cedo a infecção for identificada, maiores são as possibilidades de proteger a mãe e evitar a transmissão para o bebê”, ressalta o médico.

“O grande problema da transmissão vertical é que o bebê contaminado tem uma chance muito maior de desenvolver hepatite crônica, o que pode comprometer sua saúde no futuro. Por isso, prevenir essa transmissão é uma prioridade da assistência pré-natal”, afirmou o Dr. Regis Kreitchmann.

Entre as hepatites que podem acometer a gestação, apenas a hepatite B possui vacina.

Principais desafios

A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) cita alguns dos principais gargalos no acesso ao tratamento:

  • a baixa cobertura vacinal: mesmo com a vacina contra a hepatite B disponível gratuitamente no SUS, a adesão da população continua abaixo do ideal;
  • a taxa baixa de diagnóstico;
  • o acesso limitado a exames;
  • a demora no encaminhamento de pacientes diagnosticados para um médico especialista;
  • a distância dos centros de referência no tratamento das hepatites virais;
  • as desigualdades regionais entre estados e municípios;
  • o abandono de atendimento, pela dificuldade de manter o acompanhamento contínuo de pacientes já diagnosticados, com destaque para a população privada de liberdade e usuários de drogas ilícitas.

Segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2025 do Ministério da Saúde, o Brasil confirmou 826.292 casos entre 2000 e 2024.

Destes, a hepatite C respondeu por 41,5% das notificações nacionais, 342.328 casos; seguida pela hepatite B (36,6%, ou 302.351 casos) e pela hepatite A (21,2%, 174.977 ocorrências).

Os demais registros do boletim são: 4.722 casos (0,6%) de hepatite D e 1.914 (0,1%) causados pelo vírus E.

No período descrito, a Região Nordeste concentrou a maior proporção das infecções pelo vírus A (29,2%). Na Região Sudeste, foram verificadas as maiores proporções dos vírus B e C, com 34,0% e 57,7%, respectivamente; enquanto na Região Sul foram 30,9% e 27,0%. Por sua vez, a Região Norte acumula 72,4% do total de casos de hepatite D (ou Delta).

No período de 2000 a 2024, foram identificados no Brasil, pelo Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), 49.999 óbitos por causas básicas e 45.959 óbitos por causas associadas às hepatites virais dos tipos A, B, C e D.

Desses óbitos, 1,5% foram relacionados à hepatite viral A; 22,0%, à hepatite B; 75,3%, à hepatite C; e 0,9%, à hepatite D.

Sobre as hepatites A, B, C e E

Cada tipo de hepatite tem suas próprias formas de transmissão, sintomas e tratamentos.

As hepatites A e E, geralmente, são transmitidas por meio de alimentos ou água contaminados, via conhecida como fecal/oral, e mais raramente pela via sanguínea. Ressalta-se, entretanto, o aumento do número de casos de hepatites A por meio de práticas sexuais que viabilizam o contato fecal oral.

Por sua vez, as infecções dos tipos B, C e D são transmitidas pelo contato com fluidos corporais infectados, como sangue, incluindo relações sexuais desprotegidas e, também da mãe para o filho, durante a gestação.

Para mais informações, o Ministério da Saúde disponibiliza o Guia para Eliminação das Hepatites Virais, documento com diretrizes e estratégias que visam à erradicação das hepatites virais no Brasil até 2030.

Agência Brasil

Larga vantagem: Lula e Raquel Lyra lideram pesquisa da Quaest em Pernambuco

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Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28, em Pernambuco, aponta o Presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) com larga margem de vantagem em relação ao segundo colocado, o Senador Flávio Bolsonaro (PL).

Lula aparece com 55% das intenções de votos na pesquisa estimulada, contra 21% de Flávio Bolsonaro.

O levantamento também mostra como está a disputa para o governo de Pernambuco. Raquel Lyra (PSD) pontua 43% das intenções de voto e João Campos (PSB) aparece com 37% no 1º turno.

A ultrapassagem da governadora, candidata à reeleição, sobre o ex-prefeito do Recife, acontece no momento em que a aprovação da governadora segue em crescente. Em comparação com a última pesquisa realizada em abril, pelo mesmo instituto, a aprovação de Lyra subiu de 62% para 68%. No mesmo período, a desaprovação da gestão caiu de 35% para 23%.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 26 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-09649/2026.

 

Redação PNB, com informações Quaest/G1 

 

Servidor da GCM de Juazeiro não teve qualquer participação na morte ocorrida no Camelódromo, conclui Polícia Civil

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A Polícia Civil da Bahia concluiu o inquérito que apurou a autoria das agressões que resultaram na morte de um homem nas proximidades do Camelódromo 2, em Juazeiro. O caso ocorreu no dia 7 de julho.

De acordo com a investigação, foi constatado que o servidor da Guarda Civil Municipal de Juazeiro, inspetor GCM Walter Pimentel, não teve qualquer participação no ocorrido. Em depoimento, o autor das agressões confessou os fatos e alegou ter agido em legítima defesa, afirmando ainda que o servidor da GCM não estava presente no local no momento da ocorrência.

O inquérito também aponta que as imagens das câmeras de segurança registraram a ação e não identificam a presença do servidor no local dos fatos.

A Guarda Civil Municipal de Juazeiro reafirma seu compromisso com a promoção da paz, da ordem pública e do bem-estar da população, pautando sua atuação na legalidade, na ética e no respeito aos direitos dos cidadãos. A instituição não compactua com qualquer prática de violência ou conduta incompatível com os princípios que norteiam o serviço público.

Ascom/PMJ

Pesquisa aponta lacuna entre conhecimento e uso de PrEP contra o HIV

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Uma pesquisa realizada com usuários do aplicativo de relacionamentos Grindr em 10 países alertou nesta segunda-feira (27) que mesmo o elevado conhecimento sobre a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) como forma de prevenção ao HIV ainda não se traduz em um uso equivalente dessa forma de proteção. Essa distância indica que o acesso à prevenção é o maior desafio, concluem os pesquisadores.Segundo o relatório Closing the Gap (Fechando a Lacuna, em português), no Brasil, 72% dos usuários que participaram da pesquisa declararam conhecer a PrEP, mas somente 28% utilizavam o método. Quando a referência é a PrEP sob demanda, embora 65% saibam o que é, apenas 13% já fizeram o uso.

Os números foram divulgados pela iniciativa Grindr for Equality, mantida pelo aplicativo para ações sociais, de saúde e direitos humanos.

Embora o Brasil seja o país com a maior distância entre o percentual que conhece e o percentual que usa a PrEP, o estudo mostrou que, independentemente do nível de conhecimento ser alto ou baixo, a disparidade entre teoria e prática é relevante.

No Reino Unido, que registrou o maior nível de conhecimento ​(79%), o uso dessa forma de prevenção chegava a 35%. Já na Índia, onde o conhecimento sobre a PrEP de uso diário era de apenas 28%, o menor índice entre os países pesquisados, os entrevistados relataram o uso em somente 7% dos questionários.

“Uma em cada quatro pessoas relatou não utilizar nenhuma das ferramentas de prevenção listadas. As taxas de uso da PrEP sob demanda foram consistentemente inferiores às da PrEP de uso diário em todos os países”, informou a pesquisa, que ouviu 18.287 usuários do aplicativo.

O que é PrEP?

A Profilaxia Pré-Exposição é uma forma de prevenção em que os antirretrovirais são ingeridos antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV.

Para pessoas em situação de vulnerabilidade ao vírus, é indicada a PrEP diária, que consiste na ingestão dos comprimidos de forma contínua, todos os dias, o que mantém o corpo sempre preparado para um possível contato.

Já a PrEP sob demanda somente é indicada para quando a pessoa conseguir antecipar que haverá risco de exposição ao HIV e tiver tempo de se preparar, já que devem ser utilizados comprimidos antes e depois da relação sexual.

Apesar de eficaz, o uso da PrEP não permite dispensar a camisinha, uma vez que o preservativo também protege contra outras infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis e as hepatites B e C.

Acesso à PrEP

A conclusão do estudo do Grindr é que “o conhecimento sobre a PrEP é alto, mas ainda existe uma grande distância entre conhecer e utilizar a prevenção”.

Os pesquisadores observaram que, atualmente, o principal desafio não é a conscientização, mas o acesso, em um cenário de redução do financiamento internacional destinado à resposta ao HIV.

O relatório apontou ainda que fechar a lacuna na prevenção exige ações que envolvam todo o sistema, desde organizações de base comunitária e agentes de implementação até ministérios da Saúde, financiadores, prestadores de serviços, empresas farmacêuticas e pesquisadores.

“Nenhum ator consegue alcançar esse objetivo sozinho. A criminalização, o estigma, a discriminação e o fechamento de espaços comunitários não são apenas um pano de fundo para a saúde LGBTQ+, são seus determinantes sociais e estruturais, que definem quem tem acesso à prevenção, quem busca atendimento e quem acaba totalmente excluído”, pontuou.

No anúncio do estudo, o Grindr for Equality se comprometeu a conectar 10 milhões de pessoas LGBTQ+ à prevenção do HIV até 2028, iniciativa que será implementada em mais de 50 países.

Conferência Internacional sobre AIDS

A divulgação do relatório inédito faz parte da programação da 26ª edição da Conferência Internacional sobre AIDS, realizada neste ano no Rio de Janeiro, entre 27 e 31 de julho.

É a primeira vez que a principal conferência sobre prevenção ao HIV e tratamento da AIDS ocorre no Brasil.

O encontro reúne líderes comunitários, pesquisadores, formuladores de políticas públicas, financiadores, parceiros de saúde pública e inovadores digitais de 23 países.

Agência Brasil

“Juá Literária: fantasia em tempos de escassez de imaginação”, por Ally Vianna

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Pela terceira vez seguida, o livro mais vendido do Brasil é um devocional. Café com Deus Pai, do pastor Junior Rostirola, já soma dez milhões de exemplares e virou também o maior podcast do país no Spotify. Ao lado dele, no topo do ranking de 2025 levantado pela PublishNews, está Bobbie Goods (um livro de colorir). Cabe aqui um julgamento, mesmo sabendo que é um terreno delicado… a ficção, do jeito que ocupou o centro da vida cultural de gerações inteiras, está morrendo (pelo menos como hábito de massa) e não por falta de pessoas escrevendo. Itamar Vieira Junior publicou Torto Arado, levou o Prêmio LeYa, o Jabuti, o Oceanos, virou leitura obrigatória em vestibular, foi traduzido mundo afora. Mesmo assim, seu nome não chega perto de nenhuma lista de mais vendidos.

Quem passou dos vinte e cinco anos lembra do que era esperar um livro. As livrarias abriam à meia-noite para o lançamento de Harry Potter e a Ordem da Fênix, tinham crianças fantasiadas de bruxos na fila, adultos pedindo folga no trabalho para pegar o exemplar reservado e até pessoas terminando de ler em vinte e quatro horas só para não ser a última do grupo a saber o destino de Sirius Black. Uma geração antes, o mesmo acontecia com As Crônicas de Nárnia, onde, a criança que atravessava o guarda-roupa junto com Lúcia passava dias seguintes batendo com os nós dos dedos no fundo de armários comuns, só para checar, como uma crença coletiva, sustentada durante meses (às vezes anos) entre um volume e o seguinte.

Em dezembro de 2024, o Dicionário Oxford elegeu “brain rot” (“cérebro apodrecido”, em tradução livre) como a palavra do ano. O termo teve um crescimento de 230% no uso ao longo do ano e passou a ser utilizado para descrever os efeitos do consumo excessivo de conteúdos curtos, repetitivos e fragmentados na internet, associados à redução da capacidade de concentração, do pensamento crítico e da criatividade.

O fenômeno é representado por conteúdos como Skibidi Toilet (série de vídeos em que privadas com cabeças humanas enfrentam personagens com televisores no lugar da cabeça) em narrativas sem lógica ou continuidade. Esses vídeos se tornaram populares entre a Geração Alpha (grupo formado por crianças nascidas a partir de 2010). Marcados pelo absurdo, pela repetição e pelo ritmo acelerado, esses conteúdos são apontados por pesquisadores como exemplos da lógica do brainrot, que privilegia estímulos imediatos em detrimento da atenção, da interpretação e da compreensão de narrativas mais complexas.

Diante desse cenário de fragmentação, é fácil acreditar que a imaginação profunda foi engolida por um algoritmo, afinal, sensação de desconexão é brutal. Se a mente infantil é bombardeada pelo absurdo a cada cinco segundos, como ela vai construir seu próprio mundo interior? Penso nisso porque cresci imerso no próprio folclore nordestino. Foi meu pai quem sempre fez questão disso e me ensinou a parar e ouvir quando alguém começa uma história, mesmo sem saber ainda pra onde ela vai dar.

Por isso, na segunda edição do Festival Juá Literária, entre os dias 20 e 25 de julho, na Orla Nova, fui como quem reconhece, e o que reconheci ali foi, antes de tudo, um profundo sentimento de resgate. A feira era um ato de resistência, ao afirmar a cultura local como pilar, o festival ofereceu às crianças exatamente o que lhes tem sido roubado… uma imersão real na fantasia. Havia ali a construção de um universo imagético poderoso, por ser genuinamente nosso.

O tema deste ano era “Palavras que navegam pelo tempo”. O festival homenageou cinquenta escritores juazeirenses, entre póstumos, clássicos e contemporâneos, e abriu espaço para trinta autores do Vale do São Francisco lançarem seus livros no Cais da Palavra. Passei pela tenda Juazinha e vi o bonequeiro Sebastião Simão encenando “A Princesa e o Dragão” pra uma plateia de crianças sentadas no chão, em silêncio. Vi a Carreta Literária levando cordel e sanfona pelas ruas.

Nenhuma dessas cenas competia com o Skibidi Toilet. Não precisava. Essa distância se encurta quando percebemos que o encantamento ganha força quando nos vemos representados na narrativa. Vi Daniel Munduruku, autor indígena, dividindo programação com cantadores de cordel, e entendi ali uma coisa que meu pai sempre soube, mas que eu levei anos pra formula… contar história pra criança na nossa terra era (e continua sendo), um jeito de dizer “isso aqui é seu” antes que qualquer outra coisa chegue primeiro.

Não sei se o Brasil vai voltar a fazer fila de livraria à meia-noite. Mas em Juazeiro, quase cem mil pessoas atravessaram a Orla Nova atrás de uma história para ouvir. E em algum canto do Centro de Cultura João Gilberto, uma criança de sete anos estava ali, de boca aberta, vendo uma princesa lutar com um dragão feito de pano e madeira. O Juá Literária pode, como qualquer política cultural, ser aperfeiçoado. Mas é difícil sair dali sem a impressão de que investir na imaginação continua sendo uma das formas mais poderosas de preservar uma cultura.

Por Ally Vianna, estudante de jornalismo, colaborador do PNB

Após audiência de custódia, acusado de importunação sexual em academia de Ferira de Santana será transferido para presídio

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Acusado de importunação sexual em Feira de Santana (BA), Pedro Henrique Sales, 21 anos continuará preso, após passar por audiência de custódia realizada na tarde desta segunda-feira (27). Ele vai ser transferido ao Conjunto Penal de Feira de Santana.

Pedro Henrique, estudante de educação física, foi flagrado se masturbando em uma academia de um condomínio  no bairro SIM, no domingo (19) enquanto observava uma vizinha que fazia exercícios no local.

De acordo com a investigação, ao perceber que havia sido filmado pela vítima, ele fugiu do local.

O jovem foi localizado e preso na última sexta-feira (24), em uma construção na cidade de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).

 

Com a repercussão do caso, o irmão gêmeo de Pedro Henrique Sales teve que se afastar do trabalho, após ser confundido com o acusado. A informação foi confirmada pela delegada Lorena Almeida, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), responsável pelo caso.

“Agora que o irmão já foi encontrado e não há nenhuma comprovação de que ele vá responder criminalmente em relação aos fatos, ele deve retornar às atividades. A população também não deve procurá-lo nem hostilizá-lo, porque ele não está respondendo pelo fato”, disse a delegada.

Redação PNB, com informações BNews