Preto no Branco

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74ª CIPM/Rural intensifica segurança na Festa do Colono do NH-2, em Itamotinga, Juazeiro; motocicletas irregulares e paredão foram apreendidos

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Policiais da 74ª CIPM/Rural realizaram na última sexta-feira (24), dia que antecedeu a Festa do Colono do NH-2, em Itamotinga, Juazeiro, uma Operação Policial no Povoado NH-2 para coibir direção perigosa em via pública por motoqueiros.

Para garantir a segurança dos participantes, a 74ª CIPM/Rural empregou 3 viaturas, motocicletas do Grupamento Carcará e da Companhia Independente de Polícia Rodoviária (CIPRv/Juazeiro), reforçando a presença policial durante toda a programação e promovendo ações preventivas voltadas à preservação da ordem pública e à tranquilidade da população.

Como resultado da ação, foram apreendidas oito motocicletas por irregularidades e apreendido um som tipo paredão.

A Polícia Militar seguiu com o policiamento reforçado durante o evento, que aconteceu até o sábado (25), reafirmando seu compromisso com a segurança da comunidade e com a promoção de um ambiente seguro para moradores e visitantes.

Redação PNB, com informações Ascom 74ª CIPM/Rural

Bahia registra maior número de mortes em acidentes com motociclistas em rodovias federais do país, aponta PRF

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Viaturas PRF

A Bahia liderou o número de mortes em acidentes que envolveram motocicletas nas rodovias federais brasileiras durante o primeiro semestre deste ano. Os dados foram divulgados  pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a corporação, entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 886 acidentes com motocicletas nas rodovias federais que cortam o estado.

Desse total, 374 ocorrências foram classificadas como graves, deixando 1.021 pessoas feridas e provocando 97 mortes, o maior número de óbitos registrado entre todas as unidades da Federação nesse tipo de ocorrência no período.

BR-324 E BR-116

Ainda segundo a PRF, as rodovias com maior incidência de acidentes com motociclistas são a BR-324, que contabilizou 260 ocorrências, e a BR-116, com 198 registros.

FEIRA E SIMÕES FILHO
Os acidentes se concentram, principalmente, em trechos urbanos e de grande fluxo de veículos, como o Anel de Contorno de Feira de Santana e o segmento da BR-324 entre Salvador e Simões Filho.

DIA DO MOTOCICLISTA
Por conta do Dia do Motociclista, celebrado na próxima segunda-feira (27), a PRF realizará uma operação especial voltada à fiscalização e à educação para o trânsito nas rodovias federais da Bahia.

Durante a ação, os policiais irão intensificar a fiscalização de infrações que aumentam o risco de acidentes, como excesso de velocidade, ultrapassagens em locais proibidos, condução sem a habilitação adequada, irregularidades na documentação do veículo, ausência ou uso inadequado do capacete e de outros equipamentos de segurança obrigatórios.

Além das fiscalizações, as equipes também promoverão ações educativas com o objetivo de orientar motociclistas sobre práticas seguras de condução e contribuir para a redução do número de acidentes e vítimas nas rodovias federais.

 

Bahia Notícias

Bahia: Encontro Estudantil da Rede Estadual ganha novas datas

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O cronograma do Encontro Estudantil da Rede Estadual ganhou novas datas. Agora, a publicação do resultado com a seleção e classificação dos projetos será no dia 31 de agosto. Já a etapa de seleção dos encontros interterritoriais vai acontecer entre setembro e novembro.

Serão, ao todo, cinco encontros interterritoriais : de 23 e 24 de setembro: NTE 10 – Sertão do São Francisco (Juazeiro); 4 e 5 de outubro: NTE 26 – Região Metropolitana de Salvador (Salvador); 11 e 12 de outubro: NTE 19 – Portal do Sertão (Feira de Santana); 21 e 22 de outubro: NTE 20 – Sudoeste Baiano (Vitória da Conquista); e 26 e 28 de outubro: NTE 5 – Litoral Sul (Ilhéus).

O resultado final dos encontros será divulgado em 26 de novembro. As alterações foram publicadas na edição desta sexta-feira (24) do Diário Oficial do Estado (DOE).

Com o tema “Conectando conhecimentos com educação e justiça social”, o Encontro Estudantil reúne produções nas áreas de Ciência, Tecnologia, Cultura, Empreendedorismo Social e Inovação. A participação é aberta a estudantes do Ensino Fundamental II, Ensino Médio, da Educação Profissional e Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de escolas indígenas, quilombolas, do campo, Escolas da Família Agrícola (EFA) e Casas Familiares Rurais (CFR), sempre com orientação de professores da rede estadual.

O evento de encerramento, que reúne 10 mil pessoas na Arena Fonte Nova, está programado para ocorrer em dezembro.

 

SEC/BA

Reforma tributária impulsiona doações de imóveis a herdeiros; famílias se antecipam para evitar novas regras

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A Reforma Tributária promulgada em dezembro de 2023 provocou um aumento no número de doações de imóveis em todo o país. Segundo o Colégio Notarial do Brasil (CNB), em 2025, foram registradas 185.861 escrituras públicas – um crescimento de 59% em comparação aos 116.225 atos formalizados em 2020.

Para especialistas, a “corrida” aos cartórios e à plataforma digital do CNB, o e-notariado, reflete uma crescente busca das famílias para antecipar a transferência de patrimônio, antes da entrada em vigor das novas regras do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

O ITCMD é um imposto que os estados e o Distrito Federal cobram sobre a herança e a doação de bens ou direitos patrimoniais. Cada unidade federativa tem autonomia para definir seus próprios prazos e taxas.

Com a gradual entrada em vigor da Reforma Tributária, quanto maior for o valor do bem maior será o percentual das alíquotas do ITCMD, podendo chegar ao máximo de 8%.

A título de exemplo, no Distrito Federal, o governo distrital cobra uma alíquota progressiva de 4% a 6% para heranças e doações, independentemente do valor do patrimônio transmitido. Em São Paulo, há dois projetos de lei em discussão na Assembleia Legislativa: um que reduz a alíquota progressiva atualmente cobrada no estado, limitando-a ao máximo de 4%, e outro que institui o teto de 8%.

Além disso, conforme o texto da Emenda nº 132/2023, que institui a Reforma Tributária, a base de cálculo do imposto passará a ser o valor de mercado do imóvel ou bem, e não mais seu valor patrimonial – geralmente, mais baixo.

“A expectativa é que esse volume de doações continue crescendo e, portanto, também as lavraturas de escrituras”, declarou, em nota, o presidente do CNB, Eduardo Calais.

Ainda segundo a entidade, que representa os mais de 9 mil notários e tabeliães do Brasil, o registro de escrituras públicas de doações de imóveis começou a aumentar já em 2020, antes mesmo da Reforma Tributária ser promulgada, mas se intensificou nos últimos anos, até atingir, em 2025, o maior número da série histórica.

“Nos últimos meses, é nítido o aumento na procura de clientes que buscam antecipar sua sucessão patrimonial, seja por meio de doações diretas a descendentes, seja pela integralização de ativos em holdings familiares”, acrescentou, na mesma nota, Joanna Oliveira Rezende Barbosa, especialista em planejamento patrimonial.

Para os especialistas, há muitas famílias acompanhando a movimentação legislativa nos estados e no Distrito Federal para decidir se antecipam as doações em vida, e como fazê-las. Até porque, conforme já estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mudanças na cobrança do imposto precisam ser previamente aprovadas e regulamentadas pelo poder local.

Doações exigem cautela

Por outro lado, o advogado Matheus Bertolo Piconez alerta que agir impulsivamente pode gerar uma série de problemas, inclusive familiares.

Por exemplo: se os pais antecipam a doação para o(s) filho(s) do único imóvel que possuem, sem estabelecer seu direito de, enquanto vivos, continuarem morando ou se beneficiando da renda gerada pelo bem, passarão a depender da boa vontade do(s) herdeiro(s).

“A antecipação faz sentido quando vem acompanhada de planejamento completo, não como uma corrida de última hora”, acrescentou o advogado.

Piconez destaca a importância de o interessado também definir os termos gerais do acordo de transmissão do bem e verificar se dispõe dos recursos financeiros necessários para honrar despesas imediatas, já que a doação de um imóvel ou patrimônio não elimina a obrigação de pagar o ITCMD e outras despesas.

Presidente da seção do Colégio Notarial do Brasil no Distrito Federal, Geraldo Felipe de Souto destaca que, além de poderem registrar as escrituras remotamente, por meio da plataforma e-notariado, é possível realizar o planejamento sucessório sem abrir mão do pleno controle patrimonial. Uma das opções mais adotadas para isto é a chamada doação com reserva de usufruto.

“A Reforma Tributária trouxe urgência para conversas que muitas famílias ainda não tinham tido. Planejar a sucessão patrimonial deixou de ser algo para o futuro e passou a ser uma decisão do presente”, comentou Souto, garantindo que os cartórios de notas estão prontos para orientar cada família sobre as melhores alternativas para cada caso.

Agência Brasil

Eleições 2026: Pesquisa Datafolha aponta Lula na dianteira em todos os cenários; saiba como é feita uma pesquisa eleitoral

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Nesta sexta-feira (24) foi divulgada a Pesquisa Datafolha pelo site do jornal “Folha de S.Paulo”, apontando que o Presidente Lula (PT) tem 48% das intenções de voto no 2º turno, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL). No cenário de 1º turno, Lula lidera com 40%, e Flávio tem 32%. No segundo turno, Lula: 48% e Flávio Bolsonaro, aponta o levantamento.

O Datafolha entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 22 e 24 de julho, segundo dados informados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Sempre que um instituto lança uma pesquisa eleitoral, as reações de desconfiança se manifestam. Quem não sabe como é elaborada uma pesquisa eleitoral pode torcer o nariz e até contestar os dados. Muitas vezes a paixão pelo candidato, que não está pontuando bem, ou a aversão ao que está liderando, leva o eleitor a rebater, criticar e desqualificar a pesquisa.

A desconfiança é natural, mas saiba que existe ciência e método por trás das pesquisas, de modo que, mesmo consultando apenas um pequeno percentual da população brasileira, seus resultados sejam próximos da real intenção de voto do eleitorado.

Como funciona a pesquisa eleitoral no Brasil?

Pesquisa eleitoral é um trabalho em que uma instituição indaga aos eleitores, em um determinado momento, sobre qual seria sua opção de voto para determinados cargos públicos eletivos.

Não é o poder público que conduz as pesquisas eleitorais, e sim empresas especializadas (entenda adiante, no tópico “Quem faz as pesquisas eleitorais?”).

Mas existe um controle e regramento a ser seguido.

Por exemplo, até cinco dias antes da divulgação, essas empresas devem enviar à Justiça Eleitoral as seguintes informações:

  • Quem contratou a pesquisa
  • Nome de quem pagou pela realização do trabalho
  • Cópia da nota fiscal
  • Valor e origem dos recursos
  • Metodologia e período de realização da pesquisa
  • Plano amostral
  • Ponderações estatísticas
  • Intervalo de confiança e margem de erro
  • Sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados
  • Questionário aplicado.

Além disso, a Justiça Eleitoral não realiza qualquer controle prévio sobre o resultado das pesquisas e tampouco gerencia ou cuida de sua divulgação.

Para saber como funciona a pesquisa eleitoral, você deve entender quais são as suas etapas.

Uma pesquisa padrão segue as fases que explicamos a seguir.

Encomenda

As pesquisas eleitorais não são um serviço gratuito.

As empresas especializadas executam o trabalho a um preço, a partir de uma encomenda.

Isto é, há uma terceira parte, interessada nas informações da pesquisa, que demanda a execução do trabalho.

As pesquisas mais conhecidas, que você está acostumado a ver nos jornais e televisão, são encomendadas pelos próprios veículos de imprensa, como a TV Globo e o jornal O Estado de S.Paulo.

Outro veículo conhecido, a Folha de S.Paulo, encomenda as pesquisas eleitorais de uma empresa do mesmo grupo, o instituto de pesquisas Datafolha.

O que nem todo mundo sabe é que as pesquisas eleitorais também podem ser encomendadas pelos próprios partidos políticos e muito tempo antes das eleições.

Assim, os resultados podem gerar insights valiosos para o planejamento de suas estratégias eleitorais.

Esses são os cenários mais comuns, mas qualquer parte interessada (como instituições financeiras, think tanks, empresários e organizações não governamentais, por exemplo) pode encomendar uma pesquisa.

Como dito antes, as informações sobre a pesquisa devem ser enviadas à Justiça Eleitoral, inclusive quem a encomendou.

E isso pode ser consultado por qualquer um no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

2. Escolha dos entrevistados

Essa é, talvez, a parte mais importante para assegurar a confiabilidade da pesquisa.

Tudo depende da utilização de uma boa amostragem (o grupo de pessoas que representará toda a população).

O que ocorre é que a amostragem deve ser fiel às características do grupo maior que ela está representando.

No caso das pesquisas eleitorais, esse grupo maior é a população brasileira apta a votar.

Se a amostragem deve ser uma reprodução em menor escala do universo a ser representado, isso quer dizer que o instituto de pesquisa precisa, antes de mais nada, considerar as estatísticas do IBGE sobre as características daquele grupo.

As variáveis básicas que costumam ser consideradas são:

  • Gênero
  • Idade
  • Escolaridade
  • Nível de renda.

Se X% dos eleitores é de determinada faixa etária, por exemplo, a amostragem deve reproduzir esse percentual, pois há diferenças relevantes nas intenções de voto de brasileiros de diferentes idades.

A localidade também influencia.

Pesquisas de abrangência nacional são mais confiáveis, especialmente as que distribuem as entrevistas entre eleitores de capital e interior, proporcionalmente ao universo dos eleitores.

Resumindo: quanto mais variáveis, melhor.

Isso não vai garantir um resultado 100% preciso (entenda adiante, no tópico “As pesquisas eleitorais têm margem de erro?”), mas é fundamental para que a pesquisa seja confiável.

Veja como exemplo o plano amostral da pesquisa divulgada em 7 de abril de 2022 pelo Datafolha — para o cargo de governador do Rio de Janeiro —, baseado em dados do IBGE:

  • Extrato: população com 16 anos ou mais, residentes da capital, região metropolitana e interior
  • Sexo masculino: 46%
  • Sexo feminino: 54%
  • 16 a 24 anos: 15%
  • 25 a 34 anos: 17%
  • 35 a 44 anos: 19%
  • 45 a 59 anos: 25%
  • 60 anos ou mais: 24%
  • Até nível médio completo ou incompleto (inclui os sem escolaridade e analfabetos): 75%
  • Nível superior: 25%.
  • Até 2 salários mínimos: 43%
  • Mais de 2 salários mínimos: 52%
  • Não souberam ou recusaram a resposta sobre nível de renda: 5%.

Feito o plano amostral, é hora de entrevistar de fato os eleitores.

Nessa etapa, o método utilizado varia de acordo com o instituto de pesquisa.

A principal diferença é o lugar onde a entrevista é feita.

Algumas empresas (como o Ibope) fazem entrevistas domiciliares, de acordo com os setores censitários definidos pelo IBGE nos censos.

Outras (como o Datafolha) usam o método de pontos de fluxo, que mapeia alguns locais da cidade para os entrevistadores abordarem as pessoas aleatoriamente (sem deixar de respeitar os percentuais traçados no plano amostral).

Mais adiante, no tópico “Como as entrevistas são feitas?”, explicamos mais detalhes sobre a realização das entrevistas.

4. Checagem

sistema interno de controle, verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do trabalho de campo também varia de acordo com a empresa que realiza a pesquisa.

Como destacamos antes, os dados sobre esse sistema estão entre as informações que o instituto de pesquisa deve enviar para a Justiça Eleitoral.

A título de exemplo, na pesquisa para o governo do Rio de Janeiro, que mencionamos anteriormente, o Datafolha informa que são checados pelo menos 30% dos questionários de cada entrevistador.

Essa checagem pode ser no próprio local, feita por supervisores de campo, ou mais tarde, por telefone — o entrevistado recebe uma ligação de um funcionário do instituto para conferir se suas respostas batem com o que o entrevistador registrou.

Havendo incongruência entre o que o entrevistador registrou e as informações obtidas na checagem, todas as entrevistas conduzidas por aquele funcionário são descartadas.

5. Resultados

Depois de consultadas milhares de pessoas, você pode pensar que a consolidação desses números dá um trabalhão.

Na realidade, o passo seguinte é muito simples, pois as empresas que realizam as pesquisas têm sistemas informatizados que, uma vez concluídas as entrevistas, calculam os resultados rapidamente e de maneira automatizada.

No Datafolha, por exemplo, os entrevistadores utilizam tablets e registram as respostas em um questionário eletrônico, facilitando a etapa de consolidação dos dados.

6. Registro

Antes do sistema consolidar os dados e a pesquisa ser dada como encerrada, há uma última etapa com interferência humana: um estatístico responsável revisa os dados para se certificar de que estão de acordo com o plano amostral.

Depois disso, aí sim está tudo certo para o registro das informações na Justiça Eleitoral (informando os dados que mencionamos antes) e, no mínimo cinco dias depois, para a divulgação da pesquisa.

Quem faz as pesquisas eleitorais?

Depois de entender como funciona a pesquisa eleitoral, você pode estar se perguntando sobre o responsável pela sua realização.

Então, vamos esclarecer.

Quem realiza as pesquisas eleitorais no Brasil são empresas conhecidas como institutos de pesquisa, entre os quais os mais conhecidos são Ibope e Datafolha.

Profissionais autônomos também podem realizar pesquisas eleitorais, desde que tenham um registro de pessoa jurídica e apresentem um estatístico responsável.

Qualquer empresa ou pessoa precisa estar cadastrada no sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle) para realizar seu trabalho legalmente.

Um levantamento do Projeto Comprova, divulgado em março de 2022 no site da CNN, identificou 1.550 registros de empresas ou pessoas aptas a realizar pesquisas eleitorais no Brasil.

Como as entrevistas são feitas?

As principais pesquisas eleitorais costumam incluir uma pergunta espontânea e outra estimulada.

  • Espontânea: pergunta-se em quem o entrevistado votaria para tal cargo, mas sem dar alternativas de opções de voto. Essa pesquisa ajuda a medir o conhecimento e lembrança prévios dos eleitores em relação aos candidatos.
  • Estimulada: na pesquisa estimulada, o entrevistado escolhe sua opção de voto entre as alternativas impostas pelo entrevistador. Serve para medir a força dos candidatos em determinados cenários de confronto.

O exemplo mais comum de pergunta espontânea (que deve ser questionada primeiro) é: “se as eleições fossem hoje, em quem você votaria para [cargo em disputa]?”.

Depois vem a estimulada: “se as eleições fossem hoje e os candidatos fossem esses, em quem você votaria?”.

Além dessas questões, é comum perguntar aos entrevistados sobre as opções que rejeitam: “em qual desses candidatos você não votaria de jeito nenhum?”.

Enquanto as candidaturas não são oficializadas no TSE, a escolha dos candidatos citados nas perguntas estimuladas fica a critério das empresas que executam a pesquisa.

Gostou de saber como são feitas as pesquisas eleitorais? Continue por aqui, ainda tem mais!

Quais os tipos de pesquisas eleitorais?

Esta é mais uma questão importante para entender como funciona a pesquisa eleitoral.

As pesquisas eleitorais mais divulgadas e conhecidas são quantitativas: todos os entrevistados respondem a questões objetivas, ficando fácil quantificar a preferência ou rejeição por cada candidato, além dos votos brancos e nulos.

Mas também podem ser feitas pesquisas qualitativas, geralmente encomendadas por políticos e partidos para gerar insights sobre temas de campanha, propostas, discurso e construção da imagem dos candidatos.

Pessoalmente

Além desse tipo de classificação, podemos distinguir as pesquisas pelos métodos de abordagem dos eleitores.

Como dito antes, os dois principais são:

  • Entrevistas domiciliares: os entrevistadores vão até as residências dos entrevistados, em um planejamento que segue os setores censitários definidos pelo IBGE.
  • Pontos de fluxo: os entrevistadores abordam as pessoas aleatoriamente — porém seguindo as metas do plano amostral — em locais predeterminados nas cidades.

Os principais institutos de pesquisa, que usam os métodos mais eficazes, só usam o telefone para checar as informações registradas pelo entrevistador.

Nunca para realizar a entrevista principal.

A explicação é que boa parte da população não possui telefone fixo, o que afetaria a aleatoriedade que as pesquisas devem buscar.

Virtualmente

Pelo mesmo motivo, uma boa pesquisa não inclui entrevistas por meios virtuais, pois isso excluiria da amostragem pessoas sem conexão à internet ou sem a capacidade de usar as ferramentas online de comunicação (que é o caso de muitos idosos).

Mesmo assim, é fácil encontrar em sites e perfis de redes sociais enquetes perguntando a intenção de voto dos usuários.

Essas enquetes não devem ser consideradas pesquisas eleitorais, conforme explicaremos melhor no tópico a seguir.

Enquete eleitoral e pesquisa são as mesmas coisas?

A resposta curta e direta é: não. Enquete eleitoral e pesquisa eleitoral são coisas bem diferentes.

Você já entendeu como funciona a pesquisa eleitoral, mas não custa repetir.

Ela é planejada para replicar estatisticamente o perfil do grupo maior que representa.

E toda a metodologia das entrevistas é pensada para eliminar o máximo possível os vieses (erros sistemáticos).

Por exemplo, o entrevistador não deve ler os nomes dos candidatos, e sim mostrá-los em uma disposição circular, semelhante a uma pizza, em vez de uma ordem em formato de lista, que poderia indicar uma sequência.

Já as enquetes não são feitas com a preocupação estatística de selecionar uma amostragem fiel ao universo que irá representar e sem métodos pensados para eliminar os vieses.

Se uma página do Facebook fizer um levantamento do tipo, o resultado indicará apenas as intenções de voto daquele grupo específico que se prontificou, espontaneamente, a responder.

Sem contar que a realização de enquete de intenção de voto em época de campanha eleitoral é vedada pelo TSE.

O órgão define as enquetes da seguinte maneira, segundo a Resolução Nº 23.600:

“Entende-se por enquete ou sondagem o levantamento de opiniões sem plano amostral, que dependa da participação espontânea do interessado, e que não utilize método científico para sua realização, quando apresentados resultados que possibilitem ao eleitor inferir a ordem dos candidatos na disputa.”

As pesquisas eleitorais têm margem de erro?

Sim. A margem de erro é uma das informações que os institutos de pesquisa devem enviar ao TSE antes da divulgação da pesquisa.

Também chamada de intervalo de confiança, trata-se de uma previsão da diferença possível entre os resultados apresentados pela pesquisa e a realidade das intenções de votos do eleitorado.

Por exemplo, se a pesquisa apontou que a intenção de voto para tal candidato é de 22% e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, isso quer dizer que o instituto de pesquisa considera natural que a intenção de voto do universo representado para aquele candidato esteja entre 18% e 24%.

As últimas pesquisas são divulgadas alguns dias antes do pleito.

Ou seja, ainda há um intervalo para que a intenção de votos dos eleitores se transforme, e isso não é considerado na margem de erro.

Na maioria dos anos eleitorais, porém, os últimos resultados costumam ser bastante aproximados em relação aos votos computados.

A margem de erro é calculada com o desvio padrão da população, tamanho da amostra e grau de confiança nos resultados.

Perguntas frequentes sobre como funciona a pesquisa eleitoral

Como são feitas as pesquisas eleitorais?

Veículos de comunicação e partidos políticos contratam institutos de pesquisa, que entrevistam eleitores pessoalmente questionando sobre suas intenções de voto. O processo respeita uma metodologia estatística e envolve um plano amostral para reproduzir fielmente as características da população representada.

Quanto custa uma pesquisa eleitoral?

valor varia bastante de acordo com o que cada instituto eleitoral cobra e com as dimensões da pesquisa. Exemplos: uma pesquisa de abrangência nacional da Datafolha, divulgada em 25 de outubro de 2018, custou R$ 384.608. No mesmo pleito, o Ibope declarou o valor de R$ 143.399,01 para uma pesquisa divulgada em 28 de outubro.

Qual o tipo de amostragem utilizada em pesquisas eleitorais?

A amostragem seleciona os indivíduos entrevistados de maneira aleatória. No Brasil, o tipo mais usado é a amostragem aleatória estratificada, em que os entrevistados são classificados por renda, idade, escolaridade e gênero.

Conclusão

Esperamos que este conteúdo tenha ajudado você a entender como funciona a pesquisa eleitoral no Brasil.

Como estamos falando de um país grande e muito diverso, é importante que os institutos de pesquisa, empresas responsáveis por executar as pesquisas, sejam rigorosos no planejamento do trabalho.

Diferentemente de enquetes que você pode encontrar e votar em sites e redes sociais, as pesquisas eleitorais envolvem uma metodologia estatística para que seus resultados reflitam de forma fidedigna a intenção de voto da população brasileira.

Afinal, os resultados podem interferir no jogo político, graças a comportamentos como o voto útil — quando o eleitor deixa de votar no candidato de sua preferência porque considera que ele não tem chances de vencer ou chegar ao segundo turno.

Por essas e outras, os principais veículos de comunicação do país devem dar ênfase às pesquisas com maior amostragem e melhor plano amostral, que costumam ter resultados mais confiáveis.

Redação PNB, com informações site Fia Business School

Após casos de arrombamentos e furtos no centro comercial de Juazeiro, GCM inicia “Operação Pronta Resposta”

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Após casos de arrombamentos e furtos na área central de Juazeiro, a Secretaria de Segurança Cidadã, por meio da Guarda Civil Municipal (GCM), deu início a “Operação Pronta Resposta, iniciativa que intensifica o patrulhamento preventivo no centro, com foco na prevenção e inibição de crimes, especialmente, contra estabelecimentos comerciais e equipamentos públicos. Na noite da última quinta-feira (23) as equipes já estavam nas ruas.

De acordo com o secretário de Segurança Cidadã, Adegivaldo Mota, a operação será estendida para outros pontos do município, reforçando as ações de segurança e ampliando a presença da Guarda Civil Municipal nas áreas de maior circulação.

“Essa operação foi planejada em razão da necessidade de reforçar a presença operacional da GCM na região comercial, buscando reduzir as oportunidades para a prática de crimes patrimoniais por meio da ocupação estratégica dos espaços públicos. Vamos seguir intensificando as ações em todo o município para ampliar a sensação de segurança da nossa população”, destacou o secretário.

Durante a operação, as guarnições realizaram patrulhamento dinâmico, incursões e abordagens preventivas em pontos estratégicos, utilizando o fator surpresa como ferramenta de dissuasão à criminalidade. Os deslocamentos ocorreram de forma contínua pelos principais corredores comerciais, abrangendo, sempre que necessário, o Camelódromo, o Terminal Urbano e outros locais definidos pelo supervisor de plantão, conforme a análise situacional e as demandas operacionais.

A presença ostensiva das equipes teve como finalidade inibir a atuação de indivíduos envolvidos em práticas criminosas, ampliar a capacidade de pronta resposta diante de situações suspeitas, prevenir arrombamentos e furtos no comércio e em espaços públicos, além de fortalecer a sensação de segurança entre comerciantes, trabalhadores, moradores e frequentadores da área central de Juazeiro.

A “Operação Pronta Resposta” integra o conjunto de ações permanentes desenvolvidas pela Secretaria de Segurança Cidadã para fortalecer o policiamento preventivo e garantir mais tranquilidade à população, por meio de uma atuação estratégica e integrada da Guarda Civil Municipal.

 

Ascom

Juá Literária reforça segurança com sistema de câmeras de reconhecimento facial

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Consolidada como o maior festival literário do interior do Nordeste, a Juá Literária conta, nesta edição, com um esquema especial de segurança para garantir tranquilidade ao público durante a realização das mais de 180 atividades e dos grandes shows que integram a programação.

Como parte do planejamento do evento, foram instaladas câmeras de monitoramento com tecnologia de reconhecimento facial em todos os espaços do circuito. O sistema reforça a segurança e contribui para o acompanhamento em tempo real da movimentação do público, proporcionando um ambiente mais seguro para visitantes, expositores e equipes de trabalho.

Além da tecnologia, o festival conta com a atuação integrada das forças de segurança. As entradas dos espaços são monitoradas por equipes de segurança privada, enquanto o esquema operacional inclui policiamento ostensivo nas áreas externas, controle de acesso e a presença de agentes da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal em todos os ambientes da programação.

Outro importante reforço é a atuação do Grupamento de Bombeiros Civis Municipais de Juazeiro, que participa desde a fase de planejamento do evento. A equipe realizou vistorias preventivas na estrutura, verificando extintores, hidrantes e rotas de fuga, além de acompanhar a organização das saídas de emergência. Durante o festival, os bombeiros permanecem de prontidão para orientar o público na prevenção de acidentes, prestar primeiros socorros, quando necessário, e atuar no controle de princípios de incêndio.

O gerente do Grupamento de Bombeiros Civis Municipais de Juazeiro, Cláudio dos Santos, destacou o trabalho desenvolvido pela equipe durante a realização do festival.

“Nossa equipe participa desde o planejamento da Juá Literária, realizando orientações técnicas e vistorias preventivas. Durante o evento, seguimos atuando para garantir a segurança do público, oferecendo suporte em todas as áreas e contribuindo para que o festival aconteça de forma organizada e segura”, afirmou.

A Juá Literária integra o Calendário Nacional de Festivais Literários do Ministério da Cultura e faz parte das comemorações pelos 148 anos de emancipação política de Juazeiro. Com acesso gratuito, o festival oferece uma programação diversificada, voltada para públicos de todas as idades, reunindo literatura, arte, cultura, música e atividades formativas.

Ascom

Quinto dia da Juá Literária reúne literatura, protagonismo estudantil e multidão na Orla II

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Do lançamento de livros escritos por estudantes ao encontro entre música e poesia na Orla II, o quinto dia da Juá Literária transformou Juazeiro em um grande palco da cultura nesta sexta-feira (24). Realizado pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Educação (Seduc), o festival reuniu milhares de pessoas em uma programação que percorreu diferentes espaços da cidade.

Na FLIJUA, a literatura foi a protagonista com o lançamento do livro “Histórias que Curam”, da escritora Andrezza Monteiro, além do lançamento das obras produzidas por estudantes da Educação Infantil e da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede municipal, dentro do projeto “Escrevendo Meu Livro”. A iniciativa incentiva a leitura, a escrita e o protagonismo estudantil, proporcionando aos alunos a experiência de se tornarem autores publicados. A emoção tomou conta dos estudantes, familiares e educadores.

Na Tenda das Palavras, no Centro de Cultura João Gilberto, a programação começou com a a Mesa Literatura Antirracista, com Bárbara Carine, promoveu reflexões sobre representatividade e combate ao racismo por meio da literatura. Encerrando as atividades do espaço. Depois seguiu mesa com a escritora Aline Bei participou da Mesa Histórias e Letras, com mediação de Pok Ribeiro. E terminou com a Conversa & Canção, reunindo Marcelo Jeneci e Maurício Pacheco em um diálogo sobre música, arte e criação.

Na Carreta Literária, estudantes da Escola Santa Inês apresentaram a performance Boato do Ribeirinho. A Cordelaria recebeu o cordelista Claudio Barris; o espaço Embarcações da Poesia contou com apresentações de Fabia Quele, Pok Ribeiro e Mariana Guimarães; a Lotação Literária recebeu espetáculo teatral;

No Cais da Palavra, a Mesa Literária 02 reuniu Keren Priscila da Silva, autora de Hibisco; Jocélia Fonseca, de Magia Negra; e Ramon Raniere, autor de Cartografia do Não-Dito. Na sequência, a Mesa Literária 03 contou com as participações de Renata Linhares, Pablo Luan Silva, Adzamara Amaral, Thiago Alves Dias e Luiz Neves Castro, em uma conversa sobre literatura, memória e identidade. O espaço também recebeu apresentação musical de Mariano Carvalho. Para as crianças, o Espaço Juazinha encerrou a programação infantil com o show da Canastra Real.

Quando a noite chegou à Orla II, a literatura encontrou a música no Espaço Canções do Rio. O cantor e sanfoneiro Ivan Greg abriu a programação com clássicos da música nordestina. Em seguida, a juazeirense Josyara apresentou o espetáculo AVIA Acústico e ressaltou a importância de iniciativas que valorizam a produção artística local. “É um evento gratuito que incentiva a leitura e a música autoral. Isso mostra que as pessoas gostam de arte. Ver esse público reunido para um show como esse reforça que ações como essa precisam continuar acontecendo”, afirmou.

Encerrando o quinto dia da Juá Literária, Adriana Calcanhotto levou milhares de pessoas à Orla II com a turnê Voz e Violão. Admiradora da obra de João Gilberto, a cantora destacou a emoção de cantar na cidade onde nasceu o artista e comemorou a participação do público. “Foi muito bonito cantar em Juazeiro, terra de João Gilberto. Ver as pessoas cantando comigo tornou esse encontro ainda mais especial”, disse.

Na plateia, a visitante Erica Portugal, de Santa Cruz Cabrália (BA), definiu o festival como “um encontro de poesia, literatura, música e sabores” e elogiou a gastronomia, o artesanato e a valorização da cultura regional. Para a professora Maria Helena, assistir às apresentações às margens do Rio São Francisco tornou a experiência ainda mais marcante. “O Juá Literária mostra como a cultura pode ocupar os espaços públicos e aproximar as pessoas da leitura e da música.”

A programação da Juá Literária continua neste sábado (25), com feira de livros, mesas literárias, oficinas, contação de histórias, debates e apresentações culturais gratuitas.

Ascom/PMJ

“Farmar aura”: a nova moda que traduz o raso, o tosco e normaliza a imbecilidade, por Sibelle Fonseca

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A nova moda que tomou conta das redes sociais, principalmente entre crianças e adolescentes, resume bem o momento que a gente vive. Aparecer a todo custo, ainda que se expondo ao ridículo, “pagando mico” em eventos sem propósito, só para postar, entrar na onda e engajar.

Sim, “farmar aura” virou uma febre entre os jovens que inventam movimentos estranhos, fazem gestos aleatórios ou situações bizarras em público e em encontros de rua na tentativa de a admiração alheia. Uma espécie de competição para ver quem chama mais atenção.
O termo une o conceito de “farmar” (acumular pontos de jogos) com “aura” (carisma ou presença). A palavra “farmar” vem dos videogames de coletar recursos repetidamente, e “aura” virou a “vibe” ou o estilo de alguém.
O comportamento vem gerando debates entre especialistas do comportamento e críticas de internautas, que consideram o comportamento como desprovido de finalidade, fútil, vazio, e, como diriam eles, os jovens, “sem noção”.

Em Juazeiro, já está agendada uma competição do tipo, segundo uma mãe de adolescente que nos procurou para relatar sua preocupação com a tendência: “Meu filho pediu para ir a um evento desses que já estão divulgando na internet para acontecer na orla da cidade. Perguntei o que teria lá e ele disse: ‘não sei, mãe, mas todo mundo vai’. Eu fiquei  preocupada”, contou uma mãe à nossa reportagem.

E talvez a preocupação faça mesmo sentido, pois o que se vê é uma geração sendo empurrada para uma vitrine permanente, onde vale mais a imagem do que a experiência.

Não importa mais aprender, estudar, trocar, crescer. Importa postar. Importa mostrar que estava lá, mesmo que este “lá” não signifique absolutamente nada além de um grande vazio de propósito. E é justamente esse vazio que preocupa. Esse vazio tem adoecido a juventude.

Mas essa conta não é só dos jovens. Tem muito pai, muita mãe e até educador fazendo vista grossa, ou até incentivando esse tipo de comportamento, como se fosse inofensivo. Não é.

As redes sociais trouxeram avanços, conectaram pessoas, abriram portas. Mas também escancararam uma perda de senso crítico. Parece que o ridículo deixou de ser limite. Tudo vale por alguns segundos de atenção.

No fim, “farmar aura” não é só uma moda bizarra. É um retrato de uma geração que está sendo ensinada a viver de aparência e de uma sociedade que, muitas vezes, está aplaudindo a imbecilidade de camarote.

E é justamente aí que mora o problema.

A chamada “aura”, nesse contexto, não passa de uma forma inflada por curtidas,  visualizações e validação efêmera. Jovens estão sendo conduzidos a acreditar que pertencimento se compra com exposição, que identidade se constrói com filtros, que relevância se mede em engajamento.

“Todo mundo vai”, “Vou para ganhar engajamento”, “Meus amigos vão”, argumentam os interessados em aparecer nesses lugares.

Mas aparecer para quê? Mostrar o quê?

Lembro da minha adolescência quando eu dizia a minha mãe: “Todo mundo faz, todo mundo vai”. De pronto e sabiamente ela respondia: “Você não é todo mundo”, uma lição que trouxe para a vida. Assim eu também aprendi a lidar com as frustrações, coisa que a nova geração não tem conseguido.

“Cresça e apareça” era também uma valiosa orientação dos meus pais. Crescer com os livros, com o conhecimento, com vivências produtivas, ainda que negativas.

Mas isso está fora de moda. O que vale hoje em dia é aparecer não importa como.

Vamos combinar que eventos para “farmar aura” não estimulam cultura ou conhecimento, não formam consciência crítica, somente atraem jovens em busca de pertencimento instantâneo. Uma geração que, em vez de viver experiências significativas, é incentivada a encenar qualquer coisa para ganhar likes.

A manipulação dos jovens não é uma responsabilidade exclusiva deles.

Há uma permissividade preocupante por parte de muitos pais e responsáveis, que não apenas aceitam, sem qualquer orientação, e muitas vezes até incentivam esse comportamento, seja por desconhecimento, seja por conivência com a lógica das redes. Educadores também enfrentam o desafio de competir com um universo digital que valoriza o imediato, o raso, o descartável.

O que estamos assistindo é mais do que uma moda. É a normalização do vazio como estilo de vida. Da imbecilidade.

“Farmar aura”, no fim das contas, é isso: tentar preencher com imagem um espaço que deveria ser ocupado por essência.

E talvez a pergunta mais urgente não seja “o que é farmar aura?”, mas sim: que legado estamos deixando para as futuras gerações? Não venham me dizer que isso é coisa de adolescente mesmo. Não é não. Outrora, a juventude era protagonista de movimentos revolucionários. Era vanguardista, criativa, engajada (noutro sentido).

Ando assombrada com o rumo que o mundo tem tomado. Aliás, assombrada com a falta de rumo.

“Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos”, já antevia Nelson Rodrigues. Parece que ele estava certo!

Por Sibelle Fonseca/ Imagem IA