Preto no Branco

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Mostra cênica do Núcleo Biruta de Teatro vai acontecer neste domingo, no CEU das Águas

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A Praça CEU das Águas, em Petrolina, Sertão de Pernambuco, vai receber neste domingo (03), às 19h, a Mostra do Núcleo Biruta de Teatro. O projeto de formação teatral, mantido pela Cia Biruta de Teatro no bairro Rio Corrente, tem apoio da Prefeitura de Petrolina e incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura. A entrada é gratuita e as apresentações contam com interpretação em Libras.

Durante o evento, o público vai poder conferir a apresentação de diferentes cenas construídas pelos jovens atores durante o curso. As produções abordam temas como raça, acessibilidade, bullying e gênero. “A temática desse ano gira em torno de opressões e preconceitos, atravessadas pelas experiências de cada aluno. São cenas curtas, com temas trazidos por eles, que propõem além da experimentação cênica, um momento de troca e de partilha”, conta a atriz da Cia Biruta e coordenadora do projeto, Camila Rodrigues.

Núcleo Biruta de Teatro

Executado há oito anos pela Cia Biruta, o projeto vem facilitando o acesso e o contato mais próximo da periferia com o trabalho artístico teatral. Ao longo dessa trajetória foi possível montar espetáculos como ‘A Insurreição do Amor’ (2015), ‘Ponto Poético’ (2016), o premiado ‘Processo Medusa’ (2017), ‘Corpo Fechado’ (2019) e ‘Registro da Humanidade’ (2021). Este último um experimento cênico digital, criado a partir das provocações e reflexões trazidas pelos integrantes do Núcleo durante o processo de estudos e investigação poética que foi realizado de modo virtual.

Serviço

O quê: Mostra do Núcleo Biruta de Teatro

Quando: 03 de dezembro (domingo), às 19h

Onde: CEU das Águas (Bairro Rio Corrente – Petrolina/PE)

Entrada gratuita

Classificação: Livre

Ascom

Governo reconhece situação de emergência em Maceió

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O governo federal autorizou o reconhecimento do estado de situação de emergência em Maceió pelos danos causados (foto) em razão do afundamento de uma mina de exploração de sal-gema da Braskem. O reconhecimento deve ser publicado ainda hoje (1º) no Diário Oficial da União. Existe o receio por parte dos órgãos de Defesa Civil de que estrutura entre em colapso a qualquer momento.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) disse que está acompanhando a situação na capital alagoana, que sofreu, nos últimos dias, seguidos abalos sísmicos causados por atividades de mineração da Braskem.

Segundo a pasta, o ministro Waldez Góes participou nesta sexta-feira (1º) de uma reunião com uma equipe da Defesa Civil Nacional, que está no local. O objetivo do encontro foi apresentar as informações levantadas pela equipe e traçar – em parceria com as defesas civis estadual e municipal – uma estratégia para atender a população afetada.

“A Defesa Civil Nacional e o Gade (Grupo de Apoio a Desastres) já monitoram a situação do lugar há muito tempo. Por determinação do presidente Lula e do presidente em exercício, Geraldo Alckmin, estamos com todo o nosso aparato de prontidão para auxiliar Alagoas em caso de necessidade”, informou Waldez Góes. “Iremos reconhecer ainda nesta sexta-feira a situação de emergência na cidade de Maceió e também repassaremos os recursos necessários para apoio à população”, destacou o ministro.

Abalos sísmicos

A situação é mais grave nos bairros de Mutange, Pinheiro e Bebedouro, que sofreram nos últimos abalos sísmicos devido à movimentação da cavidade de uma das minas da Braskem. Ontem (30), a prefeitura de Maceió decretou situação de emergência por 180 dias por causa do iminente colapso da mina 18, que pode provocar o afundamento do solo em vários bairros. A área já está desocupada e a circulação de embarcações da população está restrita na região da Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange.

A Defesa Civil de Maceió informou que a última medição apontou que a movimentação vertical acumulada na área é de 1,42 metro e a velocidade vertical é de 2,6 centímetros por hora.

Em nota, a Braskem disse que continua mobilizada e monitorando a situação da mina 18, tomando as medidas cabíveis para minimização do impacto de possíveis ocorrências e que a área está isolada desde terça-feira (28). A empresa ressalta que a região está desabitada desde 2020.

“Referido monitoramento, com equipamentos de última geração, foi implementado para garantir a detecção de qualquer movimentação no solo da região e viabilizar o acompanhamento pelas autoridades e a adoção de medidas preventivas como as que estão sendo adotadas no presente momento”, disse a empresa.

Monitoramento

Ainda de acordo com a Braskem, os dados atuais de monitoramento demonstram que a acomodação do solo segue concentrada na área dessa mina e que essa acomodação poderá ocorrer de forma gradual até a estabilização ou de maneira abrupta.

Das 35 cavidades exploradas pela empresa, nove receberam a recomendação da Agência Nacional de Mineração (ANM) de preenchimento com areia. Dessas, cinco tiveram o preenchimento concluído, em outras três os trabalhos estão em andamento e uma já está pressurizada, indicando não ser mais necessário o preenchimento com areia. Além dessas, em outras cinco cavidades, foi confirmado o status de autopreenchimento.

“As demais 21 cavidades estão sendo tamponadas e/ou monitoradas, sendo que – em sete delas – o trabalho já foi concluído. As atividades para preenchimento da cavidade 18 estavam em andamento e foram suspensas preventivamente devido à movimentação atípica no solo”, finalizou informe da Braskem.

Agência Brasil

Concurso Público Unificado será realizado em 180 cidades em 2024; provas serão aplicadas em março do ano que vem

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O Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) será aplicado em 180 cidades, conforme lista divulgada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. As provas serão realizadas em março de 2024.  Dos municípios selecionados, 39 cidades estão na região Norte, 54 no Nordeste, 20 na região Centro-oeste, 44 no Sudeste e 23 no Sul.

De acordo com o ministério, a seleção foi feita a partir dos seguintes critérios: tamanho da população (mais de 100 mil habitantes), raio de influência na região e facilidade de acesso. Caso o município não tenha estrutura suficiente para a realização do concurso, os exames serão aplicados em cidades próximas.

“Fica mais fácil e mais barato para as pessoas fazerem a prova perto de suas casas. Além disso, pagando apenas uma inscrição os candidatos concorrem a vagas de vários órgãos públicos”, ressaltou o secretário de Gestão de Pessoas do ministério, José Celso Cardoso, em publicação da pasta.

Conhecido como Enem dos concursos, o primeiro concurso público unificado visa preencher 6.640 vagas para servidores federais e será aplicado pela Fundação Cesgranrio.

Veja a distribuição por regiões: 

Região Norte – 39 municípios
– dois no Acre
– nove no Amazonas
– três no Amapá
– 16 no Pará
– quatro em Rondônia
– dois em Roraima
– três no Tocantins

Região Nordeste – 54 municípios
–  dois em Alagoas
–  16 na Bahia
–  seis no Ceará
–  nove no Maranhão
–  quatro na Paraíba
–  cinco em Pernambuco
–  sete no Piauí
–  três no Rio Grande do Norte
–  dois em Sergipe

Região Centro-Oeste – 20 municípios
– oito em Goiás
– quatro em Mato Grosso do Sul
– sete em Mato Grosso
– um no Distrito Federal

Região Sudeste – 44 municípios
– quatro no Espírito Santo
– 24 em Minas Gerais
– quatro no Rio de Janeiro
– 12 em São Paulo

Região Sul – 23 municípios
– oito no Paraná
– nove no Rio Grande do Sul
– seis em Santa Catarina

Agência Brasil

Há uma semana sem aulas por falta de pessoal para os serviços gerais, alunos do EJA do Colégio Municipal Helena Celestino, Juazeiro, protestam: “Falta de respeito”

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Uma aluna do curso de Educação de Jovens e Adultos- EJA, do Colégio Municipal Helena Celestino Magalhães, no bairro Castelo branco, em Juazeiro, em contato com o PNB, nesta sexta-feira (1) cobrou a regularização das aulas que foram suspensas desde a última segunda-feira (27), por falta de pessoal do setor de limpeza, relatou a aluna.

“Nós alunos, que estudamos no noturno do Helena Celestino, não aguentamos mais ficar sem aulas. Desde a última segunda-feira que estamos sem ir à escola, porque não tem ninguém da limpeza. O ano já está acabando. Como vamos passar sem aula, vivendo essa situação? Isso é uma falta de respeito com nós, alunos,” cobrou a estudante.

Em um comunicado enviado pela aluna, a gestão escolar avisa que ainda está problemas no noturno, no que se refere a ausência de Auxiliares de Serviços Gerais e merendeira de atestado.

“Até sexta (1) não haverá aula presencial e as atividades serão postadas no grupo”, diz o comunicado.

Encaminhamos a reclamação para a Secretaria de Educação de Juazeiro, mas, até o momento, não obtivemos resposta.

Redação PNB  

APLB Sindicato em Juazeiro alerta os trabalhadores em educação sobre pagamento do plano da Unimed 

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A direção da APLB Sindicato em Juazeiro está preocupada com a situação dos repasses da UNIMED por parte do município que não aconteceu mais uma vez. Os trabalhadores em educação que receberam seus contracheques deste mês devem observar com atenção que os salários vieram com valores diferentes porque não houve desconto dos planos de saúde, na proporção que deveriam vir por conta dos descontos da margem consignável.

O diretor da APLB Sindicato Gilmar Nery informa a todos os profissionais que, além do débito deste mês, já existe um outro débito no valor de R$ 20 mil referente ao mês passado, e que já está comprometido. A situação atual deixa a APLB sem ter como pagar o plano da Unimed e, com isso, pode perder o plano, pois não há de onde tirar dinheiro para esses pagamentos.

“Tomamos um empréstimo de R$ 12 mil para cobrir e não temos mais como fazer. Os trabalhadores em educação devem se dirigir até a sede da APLB Sindicato para efetuar o pagamento até o dia 10 de Dezembro. É importante que todos observem que os valores referentes ao plano não foram descontados. Estamos entrando em contato com todos e a relação dessas pessoas estará disponível em mural da APLB. O plano Unimed da APLB Sindicato está comprometido por conta disso mais uma vez. Enviamos um ofício à prefeitura pedindo ao secretário para resolver, mas até o momento não foi resolvido. Por esse motivo, pedimos encarecidamente que todos procurem a APLB Sindicato e efetuem esse pagamento com urgência, sob pena de cancelamento do plano”, explica Gilmar Nery.

Ascom/APLB 

 

Usuária da UBS do Mussambê, em Juazeiro, cobra conclusão da reforma da unidade e SEASU diz que “foram necessários alguns ajustes no projeto”

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Uma usuária da Unidade Básica de Saúde do Mussambê, em Juazeiro, procurou o PNB para cobrar conclusão da reforma das instalações da UBS e reclamou de outras precariedades na instituição de saúde.

“Um descaso essa reforma que até hoje nunca foi concluída, porque dizem que não tem material. Tem mais de três meses que a prefeitura não leva água para os funcionários e nem o gás pra fazer o café e o almoço dos que moram longe da unidade de saúde. A recepção não tem nem um ventilador que preste pra funcionar, faltando um melhor conforto pra atender as pessoas. Tem um ventilador quebrado em cima de uma carteira. Não tem nem cadeiras para os funcionários, pois todas estão quebradas,” relatou.

Procurada pelo PNB, “a Secretária de Saúde de Juazeiro informou que “foram necessários alguns ajustes no projeto para a reforma da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Mussambê, no bairro Santo Antônio. Um novo mobiliário já está incluso para a conclusão da requalificação da unidade. A Sesau informa também que nesta quinta-feira, 30 de novembro, a unidade foi abastecida com água.”

Redação PNB

Agrovale doa valor das inscrições da II Corrida no Canavial para abrigo de idosos

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Os 64 idosos da casa de repouso Cantinho do Aconchego, em Petrolina – PE, tiveram uma manhã de muita alegria e emoção nesta sexta-feira (1º). Um grupo de representantes da Agrovale antecipou as festividades natalinas, entregando à direção da entidade, uma doação de R$ 14.008.50, valor arrecadado com as inscrições da II Corrida no Canavial, que marcou as comemorações dos 51 anos da empresa, no último dia 5 de novembro, em Juazeiro-BA, com a participação de 700 atletas.

Segundo a diretora do Cantinho, Edivânia do Nascimento, o valor doado chega em muito boa hora e será empregado na cobertura de despesas e manutenção da instituição filantrópica, que sobrevive da contribuição voluntária de pessoas e empresas do Vale do São Francisco.

“No ano passado, a Agrovale iluminou o nosso Natal com a doação de todo valor arrecadado com as inscrições da primeira edição da Corrida no Canavial. Agora, a felicidade foi maior ainda com a doação de mais do dobro do valor. Agradecemos a esta empresa benfeitora pela ajuda financeira e por compartilhar carinho e amor com cada um dos nossos idosos“, pontuou a diretora bastante emocionada.

Edivânia do Nascimento, acrescentou ainda, que o espaço continua recebendo doações em dinheiro, visando a construção de uma sede própria, através do Pix 23075437/0001-90. O Cantinho do Aconchego existe desde 2015 e necessita diariamente de fralda geriátrica, leite, produtos de limpeza, itens de alimentação básica – entre outros produtos. As doações podem ser feitas na própria instituição, em qualquer dia da semana. Os horários de visita são de segunda a sexta-feira, das 15h às 16h, e sábados e domingos, das 14h às 15h30. O endereço é a Rua Padre Valeriano, 07, bairro Palhinhas, em Petrolina; e o contato, (87) 9 8830-1127.

A Agrovale foi representada, durante a entrega dos recursos, pela gerente Administrativo e Financeiro,Juliana Alves; o gerente de Recursos Humanos, Joaquim D’Carli; a analista Administrativo, Andrea Karla e o gestor de Processos Organizacionais, Higino Canuto.

CLAS Comunicação & Marketing

Será na próxima terça-feira (5), em Itamotinga, Audiência Pública referente ao Estudo de Impacto Ambiental, do empreendimento Mina Vermelhos; INEMA convida população para o evento

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Acontecerá na próxima terça-feira (5), Audiência Pública referente ao Estudo de Impacto Ambiental – EIA, e respectivo Relatório de Impacto Ambiental – RIMA, do empreendimento Mina Vermelhos, de titularidade da EroBrasil Caraíba, localizado na Fazenda Lealdade, Distrito de Itamotinga, em Juazeiro.

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – INEMA convida a comunidade a participar da Audiência Pública, marcada para às 09 horas, na Sede da Comissão de Acompanhamento do Empreendimento de Vermelhos (CAEV), localizada na Comunidade de Vermelhos dos Costa, em Itamotinga.

Redação PNB

 

“O Estatuto da Terra e nossa Casa Comum”, por Roberto Malvezzi (Gogó)

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Hoje, quando utilizamos a expressão “terra”, precisamos saber do que estamos falando. Se é “Terra”, com T maiúsculo, estamos falando de nosso planeta, nossa Pachamama, ou como diz Papa Francisco, da nossa Casa Comum. É um nome próprio que designa o planeta que habitamos.

Se falamos em “terra”, com t minúsculo, podemos estar falando dos territórios indígenas, quilombolas, ou de qualquer outra comunidade tradicional que costuma utilizar suas terras de forma comunitária.

Ou então, ainda de forma minúscula, pode significar aquele pedaço de chão que é utilizado para alguma finalidade, para produzir um cultivo de arroz, feijão, mandioca, soja, ou qualquer outra atividade agrícola. A terra ainda pode ser pública ou privada, caso pertença à União, ou à uma propriedade privada.

Porém, quando falamos no Estatuto da Terra, estamos falando de uma lei brasileira de 1964, elaborada durante o Regime Militar Brasileiro, que estabelece as regras para a apropriação e uso da terra no Brasil (Lei nº 4.504 de 30 de novembro de 1964). Tinha e tem o propósito de fazer uma reforma agrária e ordenar a política agrícola, onde a terra seja utilizada para produzir bens essenciais a todo povo brasileiro, cumprindo uma função social. Claro que esse último princípio se refere à Doutrina Social da Igreja que preconiza o bem comum acima da propriedade privada.

Ainda mais, propõe que, ao usar a terra, sejam conservados os recursos naturais: “c) assegura a conservação dos recursos naturais” (art. 2º, §1º, “c”, do Estatuto da Terra). Então, ainda que de forma embrionária, o próprio Estatuto da Terra já previa a necessidade de pensar e praticar um uso da terra que fosse de forma sustentável. Hoje em dia não se pode falar do uso dos “recursos naturais”, seja o solo, seja a água, seja a biodiversidade, sem que se pense de forma orgânica a interação de tudo com o todo.

O fato é que a Reforma Agrária nunca veio, a não ser quando os movimentos organizados a conquistaram pela força de suas organizações e lutas. Movimentos da sociedade civil hoje lutam por uma agroecologia adequada a cada bioma, por alimentos limpos e sadios, pela democratização da terra, da água e da biodiversidade. Ainda mais, comunidades inteiras buscam o reconhecimento de seus territórios como um lugar de vida, de cultura, muito além de um espaço de produção. Nesse caso, a constituição brasileira de 1988 reconheceu esses direitos e é por eles que comunidade indígenas, quilombolas e outras tradicionais tem feito suas lutas.

Para completar, voltemos à Terra, nossa Casa Comum, que ao modo de dizer de James Lovelock, também precisa de seus espaços para produzir seu próprio metabolismo. Então, nem toda a terra da Terra está disponível para o ser humano. Estamos aprendendo essa realidade a cada dia, a cada aumento da temperatura, a cada tragédia socioambiental que as comunidades já enfrentam.

Talvez esteja na hora de um novo Estatuto da Terra.

Roberto Malvezzi (Gogó)