Preto no Branco

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Vitória dos povos indígenas: Por 9 votos a 2, Supremo invalida tese do marco temporal

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Brasília (DF), 21/09/2023, Sessão do STF sobre a tese do marco temporal. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

 

Por votos 9 votos a 2, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas. A decisão foi obtida nesta quinta-feira (21), após a 11ª sessão para julgar o caso.Pela decisão, fica invalidada a tese, que é defendida por proprietários de terras. Antes do resultado conhecido hoje, as decisões da Justiça poderiam fixar que os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

O último voto da sessão foi proferido pela presidente da Corte, ministra Rosa Weber.

Segundo a ministra, a Constituição garante que as terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas são habitadas em caráter permanente e fazem parte de seu patrimônio cultural, não cabendo a limitação de um marco temporal.

“Eu afasto a tese do marco temporal, acompanhando na íntegra do voto do ministro Fachin [relator], reafirmando que a jurisprudência da Corte Interamericana dos Direitos Humanos aponta para posse tradicional como fator para reconhecer aos indígenas o direito as suas terras”, declarou a ministra.

O resultado do julgamento foi obtido com os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Luiz Fux e Gilmar Mendes. Nunes Marques e André Mendonça se manifestaram a favor do marco temporal.

Na quarta-feira (27), próxima sessão de julgamento, os ministros vão definir outras questões acerca desse tema.

Entre os pontos que serão debatidos está a possibilidade de indenização a particulares que adquiriram terras de “boa-fé”. Pelo entendimento, a indenização por benfeitorias e pela terra nua valeria para proprietários que receberam do governo títulos de terras que deveriam ser consideradas como áreas indígenas.

O processo que motivou a discussão trata da disputa pela posse da Terra Indígena (TI) Ibirama, em Santa Catarina. A área é habitada pelos povos Xokleng, Kaingang e Guarani, e a posse de parte da terra é questionada pela procuradoria do estado.

Agência Brasil

Após delação de Mauro Cid sobre reunião de Bolsonaro com cúpula militar para avaliar golpe, defesa do ex-presidente se manifesta

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Em um dos depoimentos que compõem a delação premiada firmada entre Mauro Cid e a Polícia Federal (PF), o tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), revelou que o ex-presidente se encontrou com a cúpula militar, logo após a derrota no segundo turno das eleições de 2022, para avaliar um golpe no país. A informação é do colunista Aguirre Talento, do UOL.

De acordo com o relato de Cid, Bolsonaro recebeu das mãos do assessor Filipe Martins uma minuta de decreto para convocar novas eleições, que incluía a prisão de adversários.

Ainda de acordo com o UOL, Bolsonaro teria submetido o teor do documento em conversa com militares de alta patente, e o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, se manifestou favorável ao plano golpista durante as conversas de bastidores, mas não houve adesão do Alto Comando das Forças Armadas.

Mauro Cid contou aos investigadores que esteve presente nas duas reuniões, ou seja, na que o documento foi entregue e na de Jair Bolsonaro com os militares.

Os investigadores suspeitam que essas articulações resultaram nos atos golpistas do 8 de janeiro

Após divulgação do conteúdo da delação premiada de Mauro Cid, nesta quinta-feira (21), a defesa de Jair Bolsonaro (PL) se manifestou e afirmou que ele “jamais tomou qualquer atitude que afrontasse os limites e garantias estabelecidas pela Constituição e, via de efeito, o Estado Democrático de Direito”.

“A defesa do Presidente Jair Bolsonaro, diante das notícias veiculadas pela mídia na data de hoje sobre o suposto conteúdo de uma colaboração premiada, esclarece que: 1. Durante todo o seu governo jamais compactuou com qualquer movimento ou projeto que não tivesse respaldo em lei, ou seja, sempre jogou dentro das quatro linhas da Constituição Federal”.

Ainda na nota divulgada à imprensa, os advogados de Bolsonaro defenderam que pretendem adotar “medidas judiciais cabíveis contra toda e qualquer manifestação caluniosa, que porventura extrapolem [sic] o conteúdo de uma colaboração que corre em segredo de Justiça, e que a defesa sequer ainda teve acesso”.

Redação PNB

Repúdio: Conselho de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa LGBT de Juazeiro emite nota contra votação na Câmara dos Deputados em desfavor ao casamento homoafetivo no Brasil

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O Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa LGBT de Juazeiro-BA -enviou ao PNB uma nota de repúdio contra votação na Câmara dos Deputados em desfavor ao casamento homoafetivo no Brasil.

Nesta terça-feira (19), a Câmara dos Deputados adiou para a próxima quarta-feira (27), a votação do Projeto de Lei 580/2007, que põe fim ao casamento homoafetivo.

Confira nota do CMPDLGBT de Juazeiro

O Conselho Municipal de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa LGBT de Juazeiro-BA – CMPDLGBT vem, por meio deste, manifestar repúdio à pauta LGBTfóbica proposta pela Câmara dos Deputados que busca incluir no artigo 1521 do Código Civil brasileiro o trecho:

“Nos termos constitucionais, nenhuma relação entre pessoas do mesmo sexo pode equiparar-se ao casamento ou entidade familiar”.

Ressalte-se que a referida proposta foi colocada à discussão pelo deputado federal que se autointitula “Pastor Eurico”, candidato do Partido Liberal – PL, e trata-se de uma inquestionável ofensiva de um projeto fundamentalista, autoritário e segregacionista do partido que por 4 anos deteve a presidência do Brasil e em todo esse período orquestrou ataques aos direitos e demais conquistas das pessoas LGBTQIAPN+ deste país. Também, que o referido deputado ao analisar as 8 propostas que tramitam na Câmara sobre o tema, considerou apenas aquelas que desfavoreciam as pessoas não heterocisnormativas em seu direito de constituir família. Sendo assim, tal fato caracteriza e expõe claramente a parcialidade da pauta.

O casamento civil homoafetivo é uma importante conquista do segmento LGBTQIAPN+ na medida em que permite-lhe criar, manter e fortalecer vínculos afetivos na forma de variados modelos de instituições familiares, sendo o afeto justificável por si só, e que – em regra – também serve como rede de apoio e proteção mútua a todos aqueles que a ela pertencem.

Para o referido segmento é fundamental que este direito seja-lhe seguro e certo, dado que é justamente a ausência da aceitação e proteção familiar um dos principais fatores que os coloca em situação de vulnerabilidade (econômica, habitacional, afetiva, moral, etc.).

Observe-se que considerar apenas as famílias heterocisnormativas para fins de políticas públicas é um retrocesso sem precedentes à promoção de um projeto de país equânime, plural e livre de discriminação.

Este Conselho afirma-se aqui como uma instância de proteção, vigilância e potencialização dos direitos de todas as pessoas (independentemente de identidade de gênero, orientação sexual, sexo biológico e expressão de gênero) construirem e reconstruirem laços, afetos, amores, famílias em todas as suas formas, sendo a diversidade um patrimônio a ser protegido e fomentado.

Repudiamos toda iniciativa administrativa, judicial, extra-judicial, parlamentar, etc. que coloque em risco a cidadania das pessoas LGBTQIAPN+, conclamando a sociedade brasileira, instituições, associações, coletivos, pessoas independentes – entre outros – à não conivência com estas práticas discriminatórias que tem por objetivo único a negativa do direito de existir com liberdade plena das pessoas LGBTQIAPN+.

Que possamos celebrar matrimônio, acessar o mercado de trabalho e instituições de ensino, doar sangue, ser chamados(as)(es) pelo pronome de autoidentificação, acolhidos(as)(Es) pela família, expressar os nossos afetos com segurança e, por fim, que não haja nenhum direito a menos.

Assinam esta nota de repúdio:

Andrey Anthonny C.R.M. Cuz – Presidente do CMPDLGBT
Manuella Tyler Medrado
Conselheiro do CMPDLGBT+
Alanna Kelly S. Bezerra – Conselheira do CMPDLGBT+
Greice Kelly Fonseca Alves – 1° Secretária do CMPDLGBT+
Fabrizio Alex Fatel Da Silva – Conselheiro do CMDLGBT+
William da Cunha Oliveira – Conselheiro do CMPDLGBT+Suzimeire Alcântara da Silva – Suplente da 1° Secretária do CMPDLGBT

Redação PNB

Justiça acata denúncia e Nikolas Ferreira vira réu por transfobia contra uma estudante de 14 anos

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O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) acatou a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), acusado de transfobia, através de um vídeo publicado em junho do ano passado.

No vídeo, o parlamentar critica a presença de uma aluna transexual, de 14 anos, em um banheiro feminino de uma escola na capital mineira.

As vereadoras Iza Lourença e Bella Gonçalves, ambas do PSOL, entraram com uma denúncia por LGBTFobia e violação do artigo 17 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral do menor de idade, abrangendo a preservação da imagem e da identidade.

Nesta quinta-feira (21), a juíza Kenea Marcia Damato de Moura Gomes, da 5ª Vara Criminal da Comarca de Belo Horizonte, julgou procedente a manifestação do MPMG.

“Recebo a denúncia e não se vislumbra nenhuma hipótese de rejeição”, disse a magistrada em trecho disponível nos autos do processo.

O Ministério Público havia solicitado, inicialmente, que o deputado fosse investigado.

“Ao expor a pessoa através de um canal do YouTube, com mais de 230.000 visualizações, deslegitimando sua identidade, negando-se a tratá-la de acordo com o gênero e nome correspondente e pretendendo coibir a utilização do banheiro de acordo com o gênero que melhor lhe representa, o acusado causou irreparável dano à sua autoestima e identidade, querendo fazê-la crer que a sociedade não a reconhece em seu gênero autodeclarado, que ignora sua narrativa de gênero e que a denomina de forma que não condiz com suas vivência”, alegaram os promotores Mário Konichi Júnior, Josely Ramos Pontes e Mônica Sofia da Silva.

Redação PNB

APLB Sindicato em Juazeiro realiza assembleia para tratar da certificação e eleição de gestores, coordenadores e vice coordenadores

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A APLB Sindicato em Juazeiro realizou nesta quinta-feira (21) uma assembleia com gestores, coordenadores e vice coordenadores pedagógicos, além daqueles que precisam passar pela certificação e concorrer à eleição de gestor. Essa certificação está atrasada com mais de um ano, porque deveria acontecer desde de 2022. Caso não seja realizada a certificação até o dia 30 de Setembro, o município de Juazeiro poderá perder do VAAR (Valor Aluno Por Resultado) anual em torno de R$ 6 milhões.
“Esse é um valor muito significativo e vamos descumprir uma das metas do PME (Plano Municipal de Educação) que é a eleição para gestores e vice gestores que é um processo democrático nas escolas públicas. Por isso, cobramos da Secretaria de Educação do município e já estávamos programando uma manifestação em frente à SEDUC, mas ela se predispôs a comparecer à assembleia que foi realizada hoje. Os representantes da prefeitura explicaram todo o trâmite do que está acontecendo neste momento para que o edital seja publicado até o dia 30/09”, informa o diretor da APLB Sindicato em Juazeiro, Gilmar Nery.
Ele diz ainda que a assembleia contou com a presença de vários gestores que lotaram o auditório e a SEDUC foi representada pela professora Williani Cunha, que é superintendente de ensino, a professora Alexandrina Araújo que é superintendente de gestão e Ariovaldo da Secretaria de Administração, que é da secretaria de administração no setor de licitação.
“A assembleia foi muito concorrida e saímos com todas as perguntas respondidas e as dúvidas sanadas. O importante agora é aguardar para que dia 30 o edital para eleição de gestores e coordenadores pedagógicos seja publicado e com as datas da certificação do Revalida (para aqueles que já são certificados) e da eleição”, completou Gilmar.
Ascom/APLB

“Nos enrolaram, como sempre fizeram”: Seduc descumpre promessa de pagar o serviço do transporte escolar de Juazeiro e motoristas ameaçam parar as atividades a partir de segunda-feira (25)

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Motoristas do transporte escolar, em Juazeiro, voltam a ameaçar uma paralisação do serviço, a partir da próxima segunda-feira (25).

Em um comunicado enviado ao PNB nesta quinta-feira (21), eles dizem que a suspensão do serviço será “devido a questões financeiras que afetam diretamente a operação dos transportes.”

“Prezada comunidade, Informamos que a partir de segunda-feira, dia 25 de setembro de 2023, os serviços de transporte escolar em Juazeiro, Bahia, ficarão temporariamente paralisados. Esta decisão foi tomada devido a questões financeiras que afetam diretamente a operação dos transportes. Ficaremos atentos às atualizações e comunicaremos a todos assim que os serviços de transporte escolar forem normalizados. Atenciosamente, Transporte escolar de Juazeiro Bahia,” diz o comunicado.

Na última sexta-feira (15), alegando atraso nos pagamentos pela Secretaria Municipal de Educação e Juventude, eles anunciaram que iriam paralisar as atividades, por tempo indeterminado, a partir da segunda-feira (18), mas resolveram suspender a paralisação, após promessa da Seduc de regularizar a situação financeira, contaram ao PNB.

“Deram a previsão que na terça, 19, pagariam. Porém, mais uma semana se passou e nos enrolaram, como sempre fizeram. A Seduc nunca que fez o repasse para a empresa. Amanhã, sexta, 22 não dá pra pagar a todos os transportadores. Sábado e domingo não pagam,” disse um motorista.

Na semana passada, com a ameaça da paralisação, o PNB ouviu a Secretaria de Educação e Juventude. O órgão admitiu o atraso nos pagamentos e garantiu que estava adotando “todas as medidas necessárias para regularizar os repasses em aberto o mais breve possível”.

Redação PNB

 

Secretaria de Saúde de Juazeiro se manifesta sobre críticas da Presidente do Sintrab-Saúde ao PL do executivo que trata do piso da enfermagem

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A Secretaria de Saúde de Juazeiro se manifestou sobre o desabafo da presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais da Saúde de Juazeiro-BA – Sintrab/Saúde, Telma Marineide, que fez duras críticas ao Projeto de Lei do executivo que regulamenta o pagamento do piso remuneratório dos servidores municipais ocupantes dos cargos de enfermeiro, técnico de enfermagem, e auxiliar de enfermagem.

O PL foi enviado e aprovado pela Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (20) pelos vereadores da situação e sancionado hoje (21) pela Prefeita Suzana Ramos.

De acordo com Telma Marineide, o projeto não foi discutido com a categoria e não contempla a classe. A presidente do Sintrab-Saúde também afirmou que o PL, descumpre as leis, prejudicando os servidores que atuam na área da enfermagem. Ela também criticou o atual Secretário de Saúde, o médico Allan Jones, e ressaltou ainda que toda a categoria da enfermagem de Juazeiro está revoltada e decepcionada com a gestão municipal.

Em resposta, a Secretaria de Saúde de Juazeiro (Sesau) disse que “O projeto de Lei de autoria do Executivo Municipal em nenhum parágrafo trata o piso da enfermagem como gratificação conforme destacou o texto. A lei municipal tem por base a lei federal e seus dispositivos legais”.

E que o “projeto de lei não exclui os efetivos, porém, a Lei Federal 14.434/22 determinou que as informações de vencimentos base deveriam ser encaminhadas com todas as evoluções de carreira (PCCR) e gratificações. Com o cálculo feito pelo próprio Ministério da Saúde, os profissionais que já tivessem rendimentos igual ou maior que o piso aprovado, não receberiam a complementação financeira. Porém, foi permitida uma retificação na informação dos dados para os valores iniciais de carreira desses profissionais e a Sesau aguarda resposta do Ministério da saúde. Desse modo, a Secretaria de Saúde tem buscado todas as formas de contemplar a todos da categoria de enfermagem, mas ressalta que, a lei é federal e o recurso para a complementação do piso também é federal, enviado via Ministério da Saúde para cada profissional. O projeto de lei municipal está em total acordo com a Lei 14.434/22, a Emenda Constitucional 124/22 e 127/22.”

A Sesau concluiu dizendo que “com o projeto aprovado na Câmara Municipal e sancionado pela Executivo, 337 profissionais terão a complementação financeira do piso que será pago a estes profissionais até segunda-feira, dia 25 de setembro de 2023.”

PL

A prefeita Suzana Ramos sancionou nesta quinta-feira (21), a Lei nº 3.145/2023 que regulamenta o pagamento do piso remuneratório dos servidores municipais ocupantes dos cargos de enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem e parteiras, de autoria do Executivo Municipal e aprovado na Câmara de Vereadores de Juazeiro nesta quarta-feira (20) em sessão extraordinária.

O Piso Nacional da Enfermagem foi instituído pela Lei nº 14.434/2022, que prevê o valor mínimo de R$ 4.750,00 para os enfermeiros, R$ 3.325,00 para os técnicos de enfermagem e R$ 2.375,00 para auxiliares de enfermagem e parteiras com carga horária correspondente a 44 horas semanais.

A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Saúde (Sesau) garante que “está cumprindo o que foi preconizado pelo governo federal por meio do Ministério da Saúde: o repasse da complementação financeira para que os profissionais tenham seus direitos garantidos.”

De acordo com o secretário de Saúde Allan Jones, o município tem hoje 666 profissionais de enfermagem atuando em diversos setores de saúde, e mais da metade serão contemplados com a complementação que será paga até a próxima segunda-feira, dia 25 de setembro.

“Os valores já estão em conta e foram calculados pelo Ministério da Saúde após o município enviar todas as informações de vencimentos de cada servidor. São 4 parcelas de uma só vez, referentes a maio, junho, julho e agosto, pagos diretamente a cada servidor contemplado, por CPF”, informou.

Veja críticas da presidente do Sintrab/Saúde:

“Decepcionados com tanta perversidade e egoísmo”: Em um desabafo, Presidente do Sintrab-Saúde critica duramente o PL do executivo de Juazeiro que trata do piso da enfermagem

Redação PNB

Maioria do STF vota contra tese sobre marco temporal

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A maioria dos ministros Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (21) julgar inconstitucional a tese do marco temporal para demarcação de terras indígenas.

O placar de 6 votos a 2 foi obtido após 11 sessões de julgamento. A sessão continua para a tomados dos votos de mais três ministros.

Pela tese, defendida por proprietários de terras, os indígenas somente teriam direito às terras que estavam em sua posse no dia 5 de outubro de 1988, data da promulgação da Constituição Federal, ou que estavam em disputa judicial na época.

Até o momento, os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e Luiz Fux se manifestaram contra a tese. Nunes Marques e André Mendonça se manifestaram a favor. Faltam os votos dos ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, além da presidente, ministra Rosa Weber.

Apesar da maioria formada contra o marco temporal, os ministros ainda vão analisar o alcance da decisão. Pela corrente aberta com o voto de Moraes, particulares que adquiriram terras de “boa-fé” podem pedir indenização pelas benfeitorias e pela terra nua. A decisão valeria para proprietários que receberam do governo títulos de terras que deveriam ser consideradas como áreas indígenas.

A possibilidade de indenização aos proprietários por parte do governo é criticada pelo movimento indigenista.

Valexport completa três décadas e meia comemorando os 128 anos de Petrolina

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Presente na história de sucesso da agricultura irrigada do Vale do São Francisco, a Associação dos Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), completa três décadas e meia, neste mês de setembro, em meio às comemorações dos 128 anos de emancipação política de Petrolina.

Para marcar a data, a entidade, que responde pela produção, preparação, transporte, armazenamento, comercialização, exportação e promoção de produtos hortigranjeiros no Brasil e no exterior, elaborou uma programação que vem movimentando o Vale desde o início do mês, com destaque para a visita do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

De acordo com o diretor Institucional da Valexport, Caio Coelho, a ideia é entrar no clima das comemorações do aniversário, compartilhando o desenvolvimento e os avanços da ‘Terra dos Impossíveis’. “Nestes 35 anos promovemos iniciativas que hoje permitem ao Vale responder por 90% e 99,9% das exportações do país de manga e uva respectivamente”, ressaltou. O diretor destacou ainda, que em 2023, a Associação deu passos significativos a exemplo da exportação de mangas para a Coreia do Sul, realização do XIII Workshop internacional da National Mango Board no Vale do São Francisco e a visita de um grupo de diplomatas dos Países Baixos.

Com uma memória marcada por muitas lutas e conquistas, o presidente da Valexport, José Gualberto de Almeida, lembrou de algumas iniciativas bem avaliadas nestes 35 anos. “No ano passado, conseguimos a aprovação da portaria nº 458, que dispensa a indicação de validade em embalagens de vegetais frescos, evitando desperdício de alimentos em todo país”, frisou.

O presidente acrescentou ainda, a implantação do Laboratório de Solos e Plantas de Petrolina (LASP), considerado um dos melhores do país; o funcionamento de sistemas de certificação de qualidade (Produção Integrada de Frutas (PIF), Globalgap e Eurep–Gap; o grande projeto de Uvas sem Semente e da conquista da Indicação Geográfica de Procedência da Uva e da Manga do Vale do São Francisco, além do apoio ao enoturismo, da obtenção da Indicação de Procedência para os Vinhos do Vale do São Francisco e do Programa de controle das moscas das frutas. “Para chegarmos aos 35 anos de existência, fomos movidos por sonhos e parcerias. Petrolina nos ajuda a superar obstáculos, ajudando muita gente a construir seus sonhos também “, concluiu.

CLAS