Preto no Branco

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Agrovale completa 51 anos gerando crescimento econômico e social para o Vale do São Francisco

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A Agrovale completa 51 anos nesta terça-feira (19), e para marcar a data, a empresa que começou em 1980, de forma pioneira com a primeira colheita de cana-de-açúcar irrigada no semiárido nordestino, realizou um momento festivo em reconhecimento aos que ajudaram a construir a história da maior produtora de açúcar, etanol e bioeletricidade da Bahia.

As comemorações começaram ao meio-dia no restaurante com um almoço de confraternização. A agroindústria sucroenergética atualmente emprega 4.700 funcionários, tem 17.500 hectares irrigados e mantém 52% de toda sua área territorial com a vegetação nativa preservada.

“Temos muito a comemorar. Superar meio século de história e ocupar a liderança de mercado é resultado de investimentos em pessoas, tecnologia, estrutura e de muita seriedade”, ressaltou o vice-presidente da Agrovale, Denisson Flores. Referência em desenvolvimento com sustentabilidade ambiental, a Agrovale também teve seus 51 anos lembrados, através de projetos socioambientais, a exemplo do Viveiro de Mudas Nativas e de Doação da Palhada a pequenos agricultores para ração animal. Um dos exemplos mais significativos da visão empreendedora da empresa é o apoio à ações beneficentes, culturais, esportivas, educacionais e de responsabilidade social. No segmento educacional, o destaque vai para o trabalho com as escolas municipais Mandacaru, Caxangá e EMEI Adelaide. São atendidas cerca de 895 alunos da Educação Infantil (de 2 a 5 anos) e alunos do 1º ao 9⁰ ano do Ensino Fundamental I e II, incluindo o EJA (Educação de Jovens e Adultos) e mais três turmas do Ensino Médio (anexo do Colégio Agostinho Muniz).

Durante o aniversário foram rememoradas ainda conquistas no setor bioenergético nacional, como o prêmio MasterCana Brasil 2020 na categoria ‘Usina do Ano – Preservação Ambiental’ e a Certificação de Título Verde (‘Green Bond’), obtida em 2021.O selo Abrinq de ‘Empresa Amiga da Criança’, obtido em 2022 pelo 22º ano consecutivo, é outro exemplo da responsabilidade social da agroindústria, que também foi reconhecida em 2022, pelo Governo da Bahia, com o prêmio ‘Empresa Amiga do Esporte’ através do programa Fazatleta.

No encerramento das festividades, Denisson Flores concluiu anunciando que a expectativa para a safra 2023 é de produzir 1,9 milhão de toneladas de cana-de-açúcar que serão transformadas em 150 mil toneladas de açúcar, 56 milhões de litros de etanol, gerando ainda 50 MW de energia. No ano em que completa 51 anos, a empresa também espera evitar emissões atmosféricas da ordem de 75 mil toneladas de CO2eq, somente com a produção do etanol, seguindo a metodologia RenovaBio.

CLAS Comunicação & Marketing

Votação sobre fim do casamento homoafetivo é adiada na Comissão da Família da Câmara

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Foi adiada a sessão desta terça-feira (19), na Câmara dos Deputados, que votaria o Projeto de Lei 580/2007, pondo fim ao casamento homoafetivo.

Em uma sessão marcada  por tumultos e debates acalorados, a base aliada do governo conseguiu fazer um acordo com a oposição e adiar a votação que poderia representar um retrocesso para a sociedade, em especial para a comunidade LGBTQIA+.

A votação, que estava prevista para ocorrer na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados, está agendada para a próxima quarta-feira (27).

O principal argumento para o adiamento da sessão foi a recente aprovação, no dia 12 de setembro, de uma audiência pública sobre o tema, autorizada pelo presidente da Comissão, o deputado Fernando Rodolfo (PL-PE). A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) expressou a necessidade de discutir o assunto antes de levá-lo à votação.

“A matéria será votada, presidente. Pedimos apenas que o assunto possa ser discutido antes de ir adiante. Te faço esse apelo.”

A audiência pública foi então marcada para a próxima terça-feira (26), com base no acordo entre os membros do colegiado.

A solicitação da audiência pública foi feita por meio de requerimento apresentado pelo Pastor Henrique Vieira (PSol-RJ) em 5 de setembro. O requerimento foi aprovado por unanimidade pelos membros do colegiado, o que determinaria a realização da audiência antes da votação do PL 580/2007. Este projeto foi resgatado pelo partido do presidente da Comissão, Pastor Eurico (PL-PE).

Redação PNB

 

“Tem gente passando necessidade”: Atraso de 4 meses no pagamento dos salários afeta famílias de trabalhadores da Promatre, em Juazeiro

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Na luta para receberem os salários atrasados há 4 meses, funcionários do Hospital Promatre, em Juazeiro, passam por sérias dificuldades financeiras e o problema já problema afeta suas famílias.

Um familiar de uma trabalhadora enviou ao PNB um desabafo, expressando sua revolta com a situação e relatando que o atraso afetou o orçamento doméstico. Além disso, ele denuncia o tratamento hostil que os funcionários vem recebendo dos gestores da instituição hospitalar. Segundo ele, alguns funcionários receberam seus salários e outros estão “a ver navios” e ainda são alvos de piadas.

“Pelo amor de Deus nos ajude. Minha esposa trabalha naquela bendita Promatre. São 4 meses sem receber e ainda ter que assistir os “mais favorecidos” receberem na sua frente e  ficar a ver navios. Pessoas como as técnicas, enfermeiras que precisam, não ganham tanto e que sustentam suas famílias, a minha esposa é uma delas. Já não come direito, não dorme, não me trata bem, vem passando por momentos difíceis lá dentro. Eles não tratam bem os funcionários, jogam piadas. Estou há 4 meses pagando as contas da minha esposa e tendo que destampar um buraco para cobrir outro. Injustiça esse é o nome, enquanto diretores, administradores e os demais lá de cima já receberam, estão curtindo férias e gozando da cara dos funcionários, falam que vão emprestar dinheiro a juros numa tentativa de tirar sarro dos que não receberam ainda,” contou.

O familiar concluiu: “Tem gente passando necessidade. Um absurdo, inaceitável. Eles depositam quantias que não pagam nem um aluguel e ironizam falando que o restante vai cair quando Deus quiser. Quatro salários atrasados, sofrendo, e ainda ter que escutar piada de financeiro, de quem deveria está lutando, trabalhando para acertar as contas, ” analisou.

A Promatre não tem respondido nossas solicitações por uma nota de esclarecimento sobre a situação.

Novamente estamos encaminhando a denúncia para a Gerência do Trabalho e Emprego, em Juazeiro.

No dia 16 de agosto, nós enviamos as reclamações para a Gerência do Trabalho e Emprego em Juazeiro. Em resposta ao Portal Preto No Branco, o órgão informou que “a demanda já se encontra em fase de programação para fiscalização, recebendo, a seu tempo, a devida prioridade, ponderando a gravidade da situação denunciada”.

Confira nota na íntegra:

Com relação às denúncias apresentadas por trabalhadores do Hospital Pro Matre de Juazeiro referentes a atrasos de salários e outras questões de natureza trabalhista, informamos que a demanda já se encontra em fase de programação para fiscalização, recebendo, a seu tempo, a devida prioridade, ponderando a gravidade da situação denunciada.

Reforçamos que, nos últimos cinco anos, o Hospital Pro Matre de Juazeiro tem passado por reiterados procedimentos de ação fiscal que resultaram na lavratura de vinte e sete autos de infração relativos a atrasos de salários, pagamento de férias, décimo terceiro salário, verbas rescisórias, saúde e segurança no trabalho entre outros; além da lavratura de documentos fiscais referentes a não recolhimentos ao FGTS que totalizaram quase quatro milhões de reais em débito notificado.

Destacamos ainda que a competência da Auditoria-Fiscal do Ministério do Trabalho exaure-se na aplicação das sanções administrativas quando o empregador não providencia as devidas regularizações, não dispondo de qualquer meio para ingressar na esfera patrimonial do fiscalizado e compelir o cumprimento das obrigações; situação em que devem ser acionados outros órgãos que integram o sistema de proteção ao trabalhador, como Sindicatos e Ministério Público do Trabalho, competentes para representação judicial.

Permanecemos à disposição para qualquer esclarecimento.

Edésia Barros/ Gerente Regional do Trabalho em Juazeiro/BA
Cynthia Carvalho/ Chefe do Setor de Fiscalização do Trabalho em Juazeiro/BA

Redação PNB

 

Julgamento do quarto réu do 8 de janeiro será em plenário virtual

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o julgamento do quarto réu pelos atos golpistas de 8 de janeiro será realizado pelo plenário virtual da Corte. A análise do caso foi incluída na pauta da sessão virtual que será realizada entre 26 de setembro e 2 de outubro.

Os ministros vão julgar Moacir José dos Santos, de Foz do Iguaçu (PR). No dia dos atos, ele foi preso pela Polícia Militar no Palácio do Planalto. Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de cinco crimes e responde ao processo em liberdade.

Pela modalidade virtual, os ministros inserem os votos no sistema eletrônico e não há deliberação presencial. O julgamento é aberto com o voto do relator. Em seguida, os demais ministros passam a votar até o horário limite estabelecido pelo sistema. Antes do julgamento, os advogados incluem vídeos com a gravação da sustentação oral.

O pedido para julgar o caso no plenário virtual foi feito pelo relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, e aceito pela presidente do Supremo, ministra Rosa Weber.

O objetivo da mudança é acelerar os julgamentos dos réus. Cerca de 200 réus ainda devem ser julgados pela Corte.

Em outros 1,1 mil processos, Moraes autorizou a PGR, no mês passado, a propor acordos de não persecução penal.

A decisão vale para os casos de acusados que estavam no acampamento montado no quartel do Exército, em Brasília, no dia 8 de janeiro. Quem participou da depredação de prédios públicos não terá o benefício avaliado.

Na semana passada, em duas sessões presenciais, o STF condenou os três primeiros réus pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, com uso de substância inflamável. As penas variaram de 14 anos a 17 anos, além de multa.

Agência Brasil

Sindsemp se reúne com enfermeiros do município para debater demandas de trabalho e a construção de uma valorização financeira para a categoria

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Com o objetivo de manter o diálogo e buscar melhorias nas condições de trabalho dos enfermeiros, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Petrolina (Sindsemp) esteve reunido na manhã desta segunda-feira (18) com os profissionais, a fim de debater demandas de trabalho e a construção de uma valorização financeira para a categoria. Participaram do momento, o presidente do Sindsemp, Walber Lins; a enfermeira e diretora de política sindical, Ruth Viviane Novaes, além da diretora de atenção básica do município, Fabíola Salvador.Durante o encontro, os servidores fizeram algumas reivindicações referentes à rotina de trabalho e preceptoria sem remuneração garantida pela instituição educacional. Outra situação abordada pelos profissionais foi a hora extra paga erroneamente para funcionários que participam de ações aos fins de semana, que não está de acordo com o cálculo do estatuto do servidor.Durante a reunião, os profissionais discutiram possíveis alternativas para melhorar os proventos da categoria, onde algumas delas já constam na campanha salarial e serão cobradas com mais efetividade.As deliberações definidas em reunião serão formalizadas à gestão em breve pelo Sindsemp.Para a diretora de política sindical do Sindsemp, Ruth Viviane, o encontro foi muito importante para dialogar com os servidores e saber o que eles têm a dizer também. É um momento de escuta para que se possa lutar pelos direitos e necessidades desses profissionais.“Eu avalio como importante esse momento de ouvir os anseios da categoria para juntos construirmos uma pauta de reivindicações a serem discutidas com o executivo, visando melhorias na valorização do profissional e nas condições de trabalho como um todo”, destaca.

Assessoria de Comunicação do Sindsemp 

Cia Biruta de Teatro vai estrear nova temporada de Chico e Flor neste sábado

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Para celebrar seus 15 anos, a Cia Biruta de Teatro vai estrear, neste sábado (23), no Teatro Dona Amélia, em Petrolina (PE), mais uma temporada do premiado espetáculo “Chico e Flor contra os monstros da Ilha do Fogo”. A peça, que conta um pouco das lendas que permeiam o imaginário do povo ribeirinho, será apresentada nos dias 23 e 24 de setembro, às 17h.

Em cena, Antônio Veronaldo e Camila Rodrigues, dão vida a Chico e Flor, dois aventureiros em uma viagem fantástica pelas lendas do rio São Francisco. “Na dramaturgia, apresentamos as lendas do Rio São Francisco como mote para estabelecer o jogo cênico e desenvolver uma poética ribeirinha a partir de imagens e referências sobre as tradições orais em torno da Ilha do Fogo, localizada em Petrolina (PE). Buscamos, através desse imaginário, dialogar com temas atuais, fazendo referências simbólicas à degradação do rio e ao desenvolvimento não sustentável”, conta Antônio Veronaldo, que também assina a dramaturgia e direção da produção teatral.

A retomada do espetáculo faz parte das comemorações de 15 anos do grupo teatral. “Chico e Flor é um marco na nossa carreira por dois motivos, primeiro ele delimita o espaço em que a gente começa a falar sobre nós, sobre a região, sobre o rio e sobre tudo o que nos complementa como parte desse povo ribeirinho daqui. Além disso, vem  o reconhecimento e a aceitação do espetáculo, tanto das críticas, quanto dos prêmios que nós recebemos com ele”, pontua Veronaldo.

O Espetáculo

 “Chico e Flor contra os monstros da Ilha do Fogo” narra a história do barqueiro Chico, que viaja pelo rio São Francisco a procura da sua família, e da corajosa Flor, sua companheira de aventuras. A peça apresenta a poética de vivência com o Rio e o seu entorno, a partir das lendas ribeirinhas e de uma narrativa de aventura e superação que tem como pano de fundo a relação que o ser humano estabelece com a cultura e a natureza, fundamentada na criação de elementos fantásticos e mágicos como modos de explicação, elaboração e transformação de mundo.

Prêmios

Desde a sua estreia, em maio de 2015, o espetáculo vem participando de festivais relevantes para a cena artística voltada para as crianças, tanto na cidade e no estado, quanto fora dele. Entre os principais eventos e premiações do espetáculo estão o Prêmio Pernalonga de Teatro 2018; 11º Festival Nacional de Teatro Infantil de Feira de Santana – Fenatifs (Bahia, 2018); a III Mostra Internacional de Teatro da Paraíba (Sousa, 2017); o 23º Festival Janeiro de Grandes Espetáculos (Festival Internacional de Artes Cênicas de Pernambuco, Recife – PE, 2017), no qual foi indicado a 7 prêmios e ganhou  3 (melhor trilha sonora, melhor iluminação e melhor atriz); o II Festival de Teatro Wellington Monteclaro (Juazeiro – BA, 2017), onde foi premiado na categoria de melhor atriz e escolhido o segundo melhor espetáculo.

Serviço:

Quando: 23 (sáb) e 24 (dom) de setembro

Horário: às 17h

Onde: No Teatro Dona Amélia

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)

Classificação: Livre

FICHA TÉCNICA

Direção e dramaturgia: Antônio Veronaldo

Concepção de cenário, bonecos e formas animadas: Antônio Veronaldo

Elenco: Antônio Veronaldo e Camila Rodrigues

Criação de trilha sonora e efeitos de sonoplastia: Moesio Belfort e Carlos Hiury

Execução de sonoplastia: Leticia Rodrigues

Execução de iluminação: Déborah Harummy

Concepção de luz: Carlos Tiago Alves Novais

Criação e ajustes de figurinos e adereços: Leticia Rodrigues e Paulo Júnior

Concepção de cenário: Uriel Bezerra

Concepção e confecção de adereços: Fernando Barros

Confecção de figurino: Maria Rodrigues e Arlete Regina Rodrigues

Confecção de cenário: Nelson Santos Souza, Cristiane Crispim, Hassol e Joana Crispim

Confecção de boneco: Marlus Daniel

Confecção de bonecos de sombra: Antônio Veronaldo

Confecção das espadas: Antonio Veronaldo, Juliene Moura e Paulo Junior

Ascom

Em dois meses, bancos renegociam R$ 13 bilhões em dívidas do Desenrola

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Em dois meses, os bancos brasileiros renegociaram 1,9 milhão de contratos de dívidas do Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, o Desenrola Brasil. A informação é da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e foi divulgada nesta segunda-feira.Segundo a federação, a repactuação de dívidas por meio do programa atingiu R$ 13,2 bilhões até este momento, exclusivamente pela Faixa 2.

A Faixa 2 abrange as renegociações de débitos com bancos para quem tem renda de até R$ 20 mil sem limite de valor de dívidas, o que permite o refinanciamento de imóveis e de veículos, por exemplo. Os devedores poderão acionar diretamente as instituições bancárias para negociá-las.

Desde que foi implantado, informou a Febraban, cerca de 1,46 milhão de clientes bancários foram beneficiados com o programa.

Ainda de acordo com a federação, as instituições financeiras limparam o nome de cerca de 6 milhões de clientes que tinham dívidas bancárias de até R$ 100.

O Desenrola Brasil, informou o Ministério da Fazenda, tem o potencial de beneficiar até 70 milhões de pessoas. A adesão ao programa vai até o dia 31 de dezembro.

Agência Brasil

Comissão da Câmara pode votar hoje PL que proíbe união homoafetiva; comunidade LGBTI+ diz que projeto é inconstitucional e ataca cidadania

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A Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados marcou para esta terça-feira (19) a votação de projeto de lei (PL) que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A articulação dos parlamentares para aprovar o PL gerou reação da comunidade LGBTI+ no Brasil, que considera a medida inconstitucional e um ataque à cidadania.  Em 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) equiparou as relações entre pessoas do mesmo sexo às uniões estáveis entre homens e mulheres, reconhecendo, assim, a união homoafetiva como núcleo familiar. Em 2013, o Conselho Nacional da Justiça (CNJ) determinou que todos os cartórios do país realizassem casamentos homoafetivos.

Já o texto prestes a ser analisado na Comissão da Câmara pretende incluir no Artigo 1.521 do Código Civil o seguinte trecho: “Nos termos constitucionais, nenhuma relação entre pessoas do mesmo sexo pode equiparar-se ao casamento ou a entidade familiar.”  Atualmente, o Artigo 1.521 enumera os casos em que o casamento não é permitido, como nos casos de união de pais com filhos ou de pessoas já casadas.

Na justificativa, o relator do texto, deputado federal Pastor Eurico (PL-PE), afirmou que o casamento “representa uma realidade objetiva e atemporal, que tem como ponto de partida e finalidade a procriação, o que exclui a união entre pessoas do mesmo sexo”.

Ao defender a aprovação do projeto, o relator citou o parágrafo 3º do Artigo 226 da Constituição que diz que, “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”. Com isso, o relator Pastor Eurico afirma que “resta claro que a própria Constituição mitiga a possibilidade de casamento ou união entre pessoas do mesmo sexo”.

O parlamentar pernambucano ainda criticou a decisão do STF que reconheceu a união homoafetiva. “Mais uma vez, a Corte Constitucional brasileira usurpou a competência do Congresso Nacional, exercendo atividade legiferante incompatível com suas funções típicas”, argumentou.

A tentativa de aprovar um projeto para proibir o casamento homoafetivo foi duramente criticada por organizações de direitos humanos e da comunidade LGBTI+.

O presidente da Aliança Nacional LGBTI+, Toni Reis, um dos autores da ação que originou a decisão do STF a favor do casamento homoafetivo, acredita que o projeto não deve prosperar no Congresso Nacional. A iniciativa “gera discurso de ódio porque eles não querem que nós existamos como cidadãos e cidadãs”, afirma Reis.

Sobre o argumento usado pelo relator, Toni Reis lembrou que o Supremo considerou que os artigos 3º e 5º da Constituição se sobressaem ao Artigo 226.

“Esse Artigo 226 está contradizendo o Artigo 5º, que diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Então, o Supremo se ateve ao Artigo 5ª que é uma cláusula pétrea”, afirmou. As cláusulas pétreas são os artigos da Constituição que não podem ser alterados nem mesmo por proposta de emenda à Constituição (PEC).

Toni Reis acrescentou que o projeto é um ataque à cidadania no Brasil. O também presidente da Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas (Abrafh) lembrou ainda que será lançada nesta terça-feira a Frente Parlamentar Mista por cidadania e direitos LGBTI+ no Congresso Nacional com o apoio de 262 deputados ou senadores. “O reconhecimento do casamento homoafetivo é um caminho sem volta”, concluiu.

O Grupo Estruturação – LGBT+ de Brasília convocou um ato de repúdio contra o projeto de lei para hoje, às 11h, em frente ao anexo II da Câmara dos Deputados. O presidente do grupo, Michel Platini, ressalta a importância da manutenção do direito. “Com o reconhecimento das uniões homoafetivas, a população LGBT+ passou a ter acesso aos direitos civis, que agora estão sob ameaça. É fundamental que a sociedade brasileira compreenda a relevância dessas conquistas e se una para proteger os direitos e a dignidade de todos os seus cidadãos, independentemente da orientação sexual.”

Agência Brasil

MEC pede à Unisa esclarecimento sobre vídeo em que alunos simulam masturbação coletiva

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Ministério da Educação notificou nesta segunda-feira (18) a Unisa (Universidade Santo Amaro) para que a instituição preste esclarecimentos sobre um vídeo em que alunos que aparecem correndo nus e com a mão no pênis. A universidade tem 15 dias para responder ao MEC.

O episódio teria acontecido em abril deste ano, em São Carlos (a 216 km da capital paulista), e o vídeo viralizou neste fim de semana.

Os alunos estariam assistindo ao jogo da seleção feminina da universidade contra o Centro Universitário São Camilo e como forma da celebração tiraram a roupa. Em outro vídeo, é possível ver eles correndo pela quadra. Em redes sociais, há comentários de que os estudantes estivariam fazendo uma “masturbação coletiva”. Além da qualidade baixa dos vídeos, os alunos aparecem com os rostos pintados, o que dificulta a identificação.

Além das informações em relação ao episódio, o MEC pediu à Unisa quais são as punições previstas em seu regimento, caso sejam confirmados os fatos.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirmou que, assim que tomou conhecimento dos fatos, iniciou a apuração do episódio. O órgão explica que, segundo informações colhidas até o momento, os estudantes do time de futsal masculino invadiram a quadra e passaram a desfilar nus logo após o time para o qual torciam vencer uma partida de vôlei feminino contra outra instituição.

“Nos vídeos que circulam na internet, é possível ver o grupo mostrar as genitálias e, na sequência, fazer atos obscenos voltados para a quadra”, diz a pasta, que explica que a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Carlos já iniciou as investigações para o total esclarecimento dos fatos.

A pasta também afirma que a Polícia Civil enviará requisições às universidades envolvidas e à Secretaria de Esportes da Prefeitura Municipal de São Carlos.

A atlética da Unisa informou, por meio de nota divulgada nas redes sociais, que as imagens não são contemporâneas e que não representam “princípios e valores da atlética”.

A presidente da atlética, Vittoria Carmona, informou à reportagem que após o episódio, em abril, foi realizada uma assembleia antes de outra competição universitária, o Intermed, e foi avisado que caso algum aluno “viesse a ter uma postura deste cunho, seria expulso da competição”.

“Esta medida não precisou ser tomada pois isso não aconteceu na Intermed 2023 [a competição aconteceu em setembro]”, afirmou Carmona.

A reportagem também tentou contato com a Unisa, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. A faculdade possui três campus em São Paulo, um localizado em Guarulhos, Interlagos, Santo Amaro e Santa Cecília. A mensalidade para a faculdade de medicina custa, em 2023, R$ 10.821,00.

Já Centro Universitário São Camilo afirma que o episódio aconteceu em um evento esportivo chamado Calomed.

“Os alunos da Unisa, saindo vitoriosos, segundo relatos coletados, comemoraram correndo desnudos pela quadra. Não foi registrada, naquele momento, nenhuma observação por parte das nossas alunas referente à importunação sexual”, declarou a universidade, que afirmou apoiar todos os alunos e que não compactua com quaisquer atos que possam atentar contra o pudor e os bons costumes.

Após a repercussão do episódio, o Ministério das Mulheres lamentou o episódio no X (antigo Twitter). A pasta relatou que romper com séculos de uma cultura misógina é uma tarefa constante que exige um olhar atento para todos os tipos de violências de gênero.

“Atitudes como a dos alunos de Medicina, da Unisa, jamais podem ser normalizadas -elas devem ser combatidas com o rigor da lei”, disse a pasta. “Vamos seguir trabalhando para que as universidades sejam espaços seguros, livres de violência.”

A UNE (União Nacional dos Estudantes) disse que são absurdas as cenas dos alunos de medicina da Unisa dos jogos universitários.

“Esses estudantes precisam ser responsabilizados pelos crimes cometidos em uma conduta inaceitável durante um jogo de vôlei feminino”, afirmou a organização.

BNews