Preto no Branco

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Valeixo confirma denúncia de Moro sobre interferência de Bolsonaro na PF

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O delegado Maurício Valeixo, ex-chefe da Polícia Federal, confirmou, durante depoimento prestado na manhã desta segunda-feira (11), na sede da corporação em Curitiba, que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tentou interferir na atuação do órgão.

Segundo Valeixo, Bolsonaro lhe disse que não tinha nada “contra a sua pessoa”, mas queria um diretor-geral com quem tivesse mais “afinidade”.

De acordo com reportagem do Estadão, a oitiva do homem de confiança do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro no inquérito sobre suposta interferência do presidente na PF teve início às 10h10 e ainda não terminou.

O depoimento de Valeixo foi agendado para a manhã desta segunda, após determinação do ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator da investigação que apura as acusações feitas por Moro a Bolsonaro quando anunciou sua saída do governo.

Agência Brasil

Divergência: Secretaria Estadual de saúde informa óbito de um homem de 40 anos, em Juazeiro; município não confirma informação

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Em novo boletim epidemiológico, a Secretaria de Saúde da Bahia informou o registro de 5.774 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19), em todo estado, com 1.418 pacientes recuperados e 204 óbitos. 4.152 pessoas permanecem monitoradas pela vigilância epidemiológica e com sintomas da Covid-19, o que são chamados de casos ativos.

Ainda de acordo com o boletim, 10.864 casos foram descartados e existem 20.313 notificações. Até o momento, 641 profissionais de saúde tiveram diagnóstico positivo para Covid-19. Estes dados representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA), em conjunto com os Cievs municipais.

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) contabiliza 204 mortes pelo novo coronavírus em 37 municípios. Estes números contabilizam todos os registros de janeiro até as 12 horas desta segunda (11). As últimas notificações seguem abaixo:

Segundo informações da Sesab, o 203° óbito foi de um homem de 40 anos, residente em Juazeiro, que estava internado em um hospital público da cidade e morreu no último sábado (9). Ele tinha histórico de doença respiratória crônica.

Com esta morte, Juazeiro registaria três óbitos por Covid 19. No entanto, a Secretaria Municipal de Saúde, em boletim desta segunda-feira, informou dois óbitos pela doença, sendo de um idoso de 61 anos, no início do mês de abril, e de outro paciente, de 70 anos, internado no dia 15 do mês passado no Hospital Regional.

“No boletim desta segunda-feira (11), a Secretaria da Saúde informa que registra o segundo óbito pela COVID 19 em Juazeiro. O paciente estava internado no Hospital Regional de Juazeiro, era o único do município com a COVID 19 que estava internado na UTI da unidade. Este foi o 8º caso positivo divulgado no dia 19 de abril. O paciente estava internado desde a notificação no dia 15 de abril. Trata-se de um paciente do sexo masculino, 70 anos e que já tinha comorbidades: era hipertenso, etilista e fumante. Além disso, já fazia o uso de oxigênio antes de ser internado”, informou o boletim.

Com o desencontro nas informações, o PNB entrou em contato com a assessoria da Secretaria Municipal de Saúde que afirmou que “este caso de um homem de 40 anos não consta nos dados de Juazeiro. Os casos de Juazeiro são descritos em nossos boletins”.

Já a Secretaria Estadual de Saúde, também contactada pelo PNB, confirmou que o paciente era residente em Juazeiro. A assessoria ficou de checar a informação.

“Vamos investigar, se houver algo errado, corrigiremos”

204° óbito no Estado da Bahia foi de um homem de 76 anos, residente em Salvador, com histórico de doença cardiovascular crônica. O paciente estava internado em um hospital público na capital, vindo a falecer ontem (10).

Da Redação

Em entrevista, Rui Costa afirma que ano letivo não será cancelado

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Nesta segunda-feira (11), o governador Rui Costa afirmou que ainda não é possível determinar quando as aulas dos colégios estaduais serão retomadas, mas adiantou que o retorno pode ser em junho. Ele garantiu que o ano letivo não será cancelado por conta da pandemia do novo coronavírus.

“Infelizmente não é possível hoje afirmar a data em que voltaremos às aulas. Já está claro que não será mais neste mês de maio. Vamos monitorar para ver o comportamento da doença até o final do mês para a gente vê se é possível enxergar alguma possibilidade, se é possível voltar em junho”, avaliou.

O governador também assegurou que as aulas só voltarão a normalidade quando houver condições de segurança sanitária e destacou que a covid-19 não atinge somente idosos.

“Temos perdido pessoas jovens. Na sexta-feira perdemos um jovem de 29 anos em Salvador, sem nenhum relato anterior de outras doenças, perdemos em Ipiaú, um jovem que trabalhava no hospital de lá, de 26 anos, que também não tinha relatos de outras doenças, além da obesidade. Não é fato de que a doença alcança exclusivamente pessoas idosas, e não podes colocar nenhuma pessoa em risco. A medida de retorno será adotada, e quando for adotada será com uso obrigatório de máscara, higienização forte da entrada na escola, treinamento e rotina de prevenção dentro das escolas, porque teremos que conviver com o vírus por pelo menos um não até sair a vacina”, explicou.

Da Redação

Novo Coronavírus: Mais de 100 médicos e mais de 300 profissionais de enfermagem estão infectados na Bahia

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A Bahia registra mais de 600 casos confirmados de Covid 19 em profissionais de saúde, entre estes são 117  médicos, 166 técnicos de enfermagem e 141 enfermeiros, que também receberam diagnóstico positivo para a doença. Todos estão afastados de suas atividades.

Na manhã deste domingo, o médico Ramon Barbosa, de 43 anos, que atuava na linha de frente contra o novo coronavírus na cidade de Jequié, no Sudoeste do estado, foi a óbito, com suspeita da doença. Ele trabalhava no  centro de atendimento e triagem do coronavírus do Hospital São Vicente e também no hospital Prado Valadares .

No dia 20 de abril, o médico Gilmar Calazans Lima, 55 anos, também morreu vítima do novo coronavírus. O profissional era hipertenso e diabético e fez uso das drogas hidroxicloroquina e azitromicina, por 4 dias, para tratar a doença. Ele morreu 45 minutos depois de dar entrada na emergência do Hospital da Costa do Cacau, em Ilhéus, com um quadro de parada cardiorrespiratória.

De acordo com dados da Sesab, também foram registrados casos da Covid 19 em outros profissionais de saúde: outros (121 casos); assistente social (27); fisioterapeuta (26); nutricionista (9); farmacêutico (9); agente comunitário de saúde (7); dentista (5); fonoaudiólogo (4); psicólogo (3); bioquímico (2); agente de combate a endemias (2); técnico de raio x (1); auxiliar de radiologia (1).

Confira tabela:

Por conta da alta elevação nos números, a Secretaria da Saúde informou que a partir desta semana, os profissionais de todas as unidades públicas deverão ser testados regularmente em intervalos de 14 a 21 dias.

A covid-19 já infectou mais de cinco mil pessoas e matou mais de 200 no território baiano.

Da Redação

Iniciada em Juazeiro terceira etapa da campanha de vacinação contra Influenza

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Foi iniciada nesta segunda-feira (11), em Juazeiro, a terceira etapa da campanha de vacinação contra Influenza. Nesta fase, estão sendo vacinadas crianças de seis meses a menores de seis anos e pessoas com deficiência.

O autônomo Mário Alves aproveitou o pouco movimento na Unidade Básica de Saúde de seu bairro para levar o seu filho de 1 ano para ser imunizado. Para ele, que mantém o cartão de vacinação do filho sempre atualizado, “é mais uma maneira de se prevenir contra vários vírus da gripe e preservar a saúde do meu filho que ainda é muito pequeno. A vacina, junto com hábitos de higiene ajudam a mantê-lo saudável”, afirmou. Para o mototaxista Clebson Gonçalves que também levou a filha ao posto de saúde, a vacinação é essencial para preservar a saúde das crianças. “Todo ano trago ela para vacinar porque acho que é nossa responsabilidade enquanto pais. É uma demonstração de cuidado e de amor aos nossos filhos”, disse.

De acordo com o superintendente de Atenção Básica, Gilberto Libório, “todas as pessoas que estiverem incluídas nos grupos prioritários podem procurar as unidades de saúde do município que serão vacinadas. É essencial nesse momento de pandemia que vivenciamos que as nossas metas sejam alcançadas e o maior número de pessoas seja imunizada. Importante lembrar também que, a vacina contra influenza não protege contra o coronavírus, mas auxilia os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico da gripe, uma vez que os sintomas são parecidos”, ressaltou.

As Unidades Básicas de Saúde na sede funcionam nos dois turnos e na zona rural e a vacinação acontece no período da manhã. Para imunização é necessário apresentar documento oficial com foto, cartão do SUS, caderneta de vacinação. Caso não disponha desta última, os profissionais da unidade farão outro cartão. A terceira etapa foi dividida em duas fases, sendo a primeira iniciada nesta segunda-feira e a outra com início previsto para 18 de maio seguindo até 05 de junho. Esta será destinada aos adultos de 55 a 59 anos e professores da rede pública e privada.

Por Fabiana Diniz/SESAU

Coronavírus: por que países liderados por mulheres se destacam no combate à pandemia?

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Da Nova Zelândia à Alemanha, Taiwan ou Noruega, alguns países liderados por mulheres estão vendo relativamente menos mortes pela covid-19.

E estas lideranças estão sendo elogiadas na mídia e nas redes sociais por suas atitudes, bem como pelas medidas que introduziram em face da atual crise global de saúde.

Um artigo recente da colunista Avivah Wittenberg-Cox na revista Forbes as considerou “exemplos de verdadeira liderança”.

“As mulheres estão se colocando à frente para mostrar ao mundo como gerenciar um caminho confuso para a nossa família humana”, escreveu.

As mulheres representam 70% dos profissionais de saúde em todo o mundo. Já no mundo político, em 2018, elas eram apenas dez dos 153 chefes de Estado eleitos, de acordo com a União Interparlamentar.

Apenas um quarto dos membros dos Parlamentos do mundo são mulheres.

Embora também haja outros fatores sociais e econômicos que favoreçam estes países no enfrentamento à pandemia, analistas acreditam que as trajetórias sociais das mulheres — e não qualquer condicionamento biológico — tornem sua conduta como líderes também diferentes. Entenda o porquê.

A primeiro-ministra da Islândia, Katrín Jakobsdóttir, apostou logo cedo em testar massivamente sua população.

Apesar da pequena população, de 360 mil habitantes, a Islândia evitou a complacência: medidas contra a covid-19, como a proibição de reuniões de 20 pessoas ou mais, foram tomadas no final de janeiro, antes mesmo do registro do primeiro caso da doença.

Até 20 de abril, nove pessoas haviam morrido da infecção pelo novo coronavírus na Islândia.

Já em Taiwan, que oficialmente faz parte da China, mas, na prática, funciona (ainda) como um país soberano, a presidente Tsai Ing-wen criou imediatamente um centro de controle de epidemias e tomou medidas para rastrear infecções.

Taiwan também aumentou a produção de equipamentos de proteção individual (EPI), como máscaras. Até agora, registrou apenas seis mortes entre seus 24 milhões de habitantes.

Enquanto isso, na Nova Zelândia, a primeira-ministra, Jacinda Ardern, adotou uma posição difícil diante da covid-19. Em vez de “achatar a curva” dos casos, como muitos países estavam buscando fazer, a abordagem de Ardern foi mais contundente, para eliminar a curva.

país impôs uma série de duras medidas quando as mortes no país por covid-19 eram apenas seis — em 20 de abril, elas totalizavam 12.

Mas, além de ter mulheres como líderes, esses países que estão respondendo melhor à crise têm outras coisas em comum. Todos são economias desenvolvidas, com um sistema de assistência social estabelecido e alta pontuação na maioria dos indicadores de desenvolvimento humano.

São países que também tendem a ter sistemas de saúde fortes, mais preparados para lidar com emergências.

Mas qual é a parcela do papel das lideranças mulheres no relativo sucesso destes países no combate ao coronavírus?

‘Tem tudo a ver com diversidade’

A maneira como essas líderes eleitas praticam política desempenha um papel, dizem analistas.

“Não acho que as mulheres tenham um estilo de liderança diferente do dos homens. Mas quando elas estão representadas em posições de liderança, isso traz diversidade à tomada de decisões”, diz Geeta Rao Gupta, diretora executiva do Programa 3D para Meninas e Mulheres e membro sênior da Fundação das Nações Unidas.

“Isso traz melhores decisões, porque você tem a visão tanto de homens quanto de mulheres”, disse ela à BBC.

É um contraste com a postura explosiva e a negação a fatos científicos adotadas por alguns de seus colegas do gênero masculino, como os presidentes dos EUA e Brasil, Donald Trump e Jair Bolsonaro.

Rosie Campbell, diretora do Instituto Global para Liderança Feminina no King’s College London, concorda que “os estilos de liderança não são inerentes a homens e mulheres”.

“Mas, devido à forma como somos socializados, é mais aceitável que as mulheres sejam líderes mais empáticas e colaborativas. E infelizmente há mais homens que se enquadram na categoria narcisista e hipercompetitiva”, diz Campbell.

Ela acredita que essa característica na liderança masculina “foi exacerbada pela tendência populista na política”.

A política ‘ultramacho’

Populistas apostam em “mensagens simplistas” para ter apoio, explica Campbell à BBC — e isso muitas vezes determinou a abordagem escolhida para gerenciar a pandemia.

Líderes políticos nos EUA, Brasil, Israel e Hungria, para citar alguns países, tentaram, em algumas ocasiões, colocar a culpa de seus problemas em causas externas — como apontar para estrangeiros “importando” a doença, como indicou Trump.

“Trump e Bolsonaro estão optando por assumir uma personalidade ultramacho. Não é codificado em sua biologia que eles tenham que se comportar assim, mas estão optando por fazê-lo”, diz Campbell.

“As mulheres são consideravelmente menos propensas a estar na direita radical populista. Existem algumas exceções notáveis, como Marine Le Pen [na França].”

“Mas, no geral, é algo associado a uma política muito individualista e machista.”

As respostas à crise da covid-19 foram obviamente diversas, em parte devido às realidades socioeconômicas de cada país e à disponibilidade de recursos — aspectos nos quais o gênero pode não ter influência.

Portanto, líderes homens que não se encaixam no estereótipo descrito por Campbell também estão vendo relativamente menos mortes em seus países.

Na Coreia do Sul, o tratamento da crise pelo presidente Moon Jae-in sustentou a vitória esmagadora de seu partido nas últimas eleições parlamentares, realizadas em 15 de abril.

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, também tem recebido elogios por gerenciar com sucesso a crise e manter as taxas de mortalidade relativamente baixas — 114 óbitos até 20 de abril, para uma população de cerca de 11 milhões. Em comparação, a Itália, com uma população de 60 milhões, sofreu 22 mil mortes.

A Grécia está passando pela crise priorizando o aconselhamento científico e tendo adotado medidas precoces de distanciamento social — antes que suas primeiras mortes fossem registradas.

E, por outro lado, há países liderados por mulheres em situação delicada diante do avanço rápido do vírus.

Por exemplo, a primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, conseguiu liderar a contenção do surto em um dos países mais populosos do mundo. Mas há preocupações com a capacidade limitada de testagem, além de que os profissionais de saúde de Bangladesh denunciam cada vez mais estar em risco devido à falta de equipamentos de proteção individual.

Decisões difíceis

Para deter a covid-19, os líderes precisam tomar decisões difíceis, como bloquear atividades econômicas.

Mas essas escolhas têm um alto custo político no curto prazo, que é “o oposto do que os líderes populistas querem”, diz a professora Campbell.

Por outro lado, algumas líderes conquistaram a opinião pública ao falar de maneira aberta e transparente sobre os desafios que seus países enfrentam.

Angela Merkel, da Alemanha, anunciou rapidamente que a covid-19 era uma ameaça “muito séria”. Em números absolutos, seu país criou o maior esquema de testagem, rastreamento e isolamento da Europa. Mais de 4,6 mil pessoas morreram de covid-19 na Alemanha, que tem uma população de 83 milhões.

Na Noruega e na Dinamarca, as abordagens de suas primeiras-ministras as diferenciaram de alguns de seus colegas homens propensos a bravatas.

Tanto a primeira-ministra norueguesa, Erna Solberg, quanto sua colega dinamarquesa, Mette Frederiksen, realizaram pronunciamentos específicos para crianças.

Jacinda Ardern, da Nova Zelândia, também tentou amenizar as preocupações dos pequenos sobre se a Páscoa, celebrada pelos cristãos este mês, seria interrompida por medidas de bloqueio. Ardern disse que o tradicional coelhinho da Páscoa era considerado um “trabalhador essencial” e teria permissão para entregar ovos de chocolate diretamente às casas.

Campbell analisa: “Falar sobre o coelhinho da Páscoa teria sido considerado ridículo para um líder de um país no passado. Mas ter mais mulheres na política está nos fazendo pensar mais sobre como a política afeta as crianças”.

Ao abordar diretamente as preocupações dos cidadãos mais novos, os líderes políticos estão reconhecendo que a pandemia global está afetando a saúde mental de todas as faixas etárias, diz Campbell.

‘Decisões melhores’

Geeta Rao Gupta, que também é presidente do conselho consultivo do WomenLift Health, um programa da Fundação Bill e Melinda Gates que visa aumentar a liderança feminina no setor de saúde, pede que mais mulheres sejam colocadas em posições de liderança.

Ela defende que isso melhoraria a tomada de decisões.

“Decisões relevantes seriam tomadas considerando mais segmentos da sociedade, não apenas alguns.”

“Porque, como mulheres, elas [líderes] experimentaram a vida em papéis e responsabilidades que são afetadas socialmente pelo gênero. Assim, suas perspectivas e decisões provavelmente serão afetadas por essas experiências”.

Gupta adverte sobre os possíveis diferentes impactos sociais e econômicos da covid-19 sobre homens e mulheres. A violência doméstica contra elas já tem aumentando em várias partes do mundo. Elas estão mais vulneráveis ao aumento da pobreza e pode haver uma reversão às tentativas recentes — e tímidas, em muitos casos — para diminuir a diferença salarial entre os gêneros.

“Estamos recuando”, diz ela. “A menos que a resposta à pandemia considere isso como fator (questões de gênero), haverá uma exacerbação dos problemas existentes.”

BBC News Brasil

Juazeiro registra segundo óbito por COVID 19, mais sete casos positivos da doença e outras seis curas clínicas

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No boletim desta segunda-feira (11), a Secretaria da Saúde informa que registra o segundo óbito pela COVID 19 em Juazeiro. O paciente estava internado no Hospital Regional de Juazeiro, era o único do município com a COVID 19 que estava internado na UTI da unidade. Este foi o 8º caso positivo divulgado no dia 19 de abril.

O paciente estava internado desde a notificação no dia 15 de abril. Trata-se de um paciente do sexo masculino, 70 anos e que já tinha comorbidades: era hipertenso, etilista e fumante. Além disso, já fazia o uso de oxigênio antes de ser internado.

Mais sete casos foram diagnosticados com a doença. São seis mulheres, com idades de 22 a 57 anos e um homem de 28 anos em deste quantitativo, quatro são profissionais de saúde. Os resultados foram cinco por meio de teste rápido e dois por exame laboratorial.  A SESAU registra ainda a recuperação de mais seis pacientes, com isso, agora o município registra 17 curas clínicas.

Para o novo coronavírus estão notificadas 337 pessoas e, deste quantitativo, 173 exames já foram descartados por testarem negativo para a COVID 19 e outros 125 estão em análise ou aguardando para fazer o teste. Juazeiro tem o registro de dois óbitos pela doença.  A SESAU informa que mais de 180 testes rápidos já foram usados para testar pacientes. A secretaria informa ainda que os pacientes só são submetidos à testagem rápida a partir do 10º dia de sintoma gripal.

Para o H1N1, os dados permanecem como na última atualização, sendo 73 notificações com confirmação de 18 casos, incluindo dois óbitos. Os demais pacientes positivos para H1N1 estão todos em domicílio e sem gravidade, uma vez que existe tratamento para tal. Estão em investigação 28 exames e outros 27 já foram descartados.

A secretaria permanece testando e monitorando pacientes de acordo com as diretrizes e normas técnicas do Governo do Estado da Bahia e do Ministério da Saúde, por isso o aumento considerável nas notificações para a doença. Qualquer dúvida referente a estas doenças a população pode tirar através do WhatsApp (74) 99819- 3089 em horário comercial e dias úteis de segunda a sexta-feira.

Débora Sousa/SESAU

Mais uma hostilidade à imprensa: Apoiadores de Bolsonaro reviram lixo do Alvorada para atacar jornalistas

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Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reviraram o lixo em frente à sala de imprensa do Palácio da Alvorada na manhã deste domingo (10) para atacar jornalistas que faziam plantão no local.

Diante da sala onde trabalham os repórteres diariamente, em meio aos simpatizantes do presidente, dois homens passaram a mexer nas notas fiscais nos lixos para ler os nomes dos profissionais.

Eles reviraram embalagens de um serviço de entrega de comida ao lado de uma lixeira cheia do dia anterior. O material não havia sido recolhido até as 10h deste domingo e estava organizado em sacos de papel, até ser revirado pelos apoiadores com camisetas onde se lia “direita raiz”.​

Dois homens gravaram então um vídeo atacando a imprensa. Um outro homem acompanhou o ato dos bolsonaristas. A Folha estava presente e gravou em áudio parte das críticas.

“Não tem o nome da pessoa aqui [na nota fiscal]. Mas, enfim, querendo ou não, isso é um descaso com o meu dinheiro, com o seu dinheiro, é um descaso com o nosso patrimônio porque isso tudo aqui é sustentando com o dinheiro dos nossos impostos.”

“E eles não valorizam, não têm capacidade sequer para zelar pela higiene e pela limpeza. E é por isso que quando falam que esta mídia é porca, suja, é nos dois sentidos. Eu pensei que era só em um, mas é literalmente também”, disse um dos homens, não identificado pela reportagem.

A lixeira revirada fica em frente à sala onde jornalistas ficam diariamente de plantão à espera do presidente, que costuma falar com apoiadores e repórteres, quando sai e chega à residência oficial. Para ter acesso ao local, é preciso passar por um portal de detecção de metal e por um scanner para, só então, ter acesso à área restrita.

Durante a gravação do vídeo, não houve nenhuma abordagem aos apoiadores por parte da segurança do Palácio da Alvorada, a cargo do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

Quando os apoiadores se deslocaram então para o local onde geralmente interagem com o presidente, um agente de segurança foi até os jornalistas para saber o que havia ocorrido. Em seguida, o agente foi até a área dos apoiadores e retornou informando que o vídeo havia sido apagado. Instantes depois, os três homens foram embora.

Procurada para comentar o episódio, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República informou que deve se manifestar em nota.​

Hostilidade à imprensa se tornou algo recorrente na cobertura diante do Palácio da Alvorada, incentivados pelo comportamento do presidente, que, na terça-feira (5), mandou repórteres calarem a boca.

Repórteres e militantes são obrigados a entrar e sair na área reservada pelo mesmo local. Na quarta-feira (6), um homem filmou repórteres enquanto os profissionais, apesar de credenciados pela Presidência, forneciam o número do CPF para ingressar na área reservada.

Na sexta-feira (8), jornalistas foram xingados em frente à sala de imprensa. No o último dia (3), profissionais de imprensa foram agredidos verbal e fisicamente por manifestantes em frente ao Palácio do Planalto.

Petrolina inicia terceira fase da vacinação contra gripe na próxima segunda-feira 11

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A Prefeitura de Petrolina inicia nesta segunda-feira (11) a terceira fase da campanha de vacinação contra a gripe, com ampliação do público-alvo. A partir da próxima semana, poderão se vacinar crianças de seis meses a menores de 6 anos, pessoas com deficiência, gestantes e puérperas (mulheres que tiveram filho nos últimos 45 dias).

Idosos, pessoas com doenças crônicas e outros públicos que fazem parte das etapas anteriores e que não se vacinaram, também podem procurar os postos de saúde nessa próxima fase da campanha.

O Ministério da Saúde atualizou o cronograma da vacinação. Essa terceira e última fase ocorreria inicialmente entre 9 e 22 de maio, mas agora será de 11 de maio a 5 de junho, dividida em duas etapas, com cancelamento do Dia D de mobilização nacional que aconteceria neste sábado (9). No próximo dia 18 de maio começa a vacinação dos demais grupos prioritários – adultos de 55 a 59 anos e professores.

Para a imunização é necessário levar o cartão de vacina (se tiver) e também o cartão do SUS. Os postos de saúde atendem das 7h às 17h na zona urbana e das 7h às 13h na zona rural. É importante destacar que a vacina contra a gripe não protege contra o coronavírus, mas é aliada porque ajuda no diagnóstico, descartando casos de gripes e chamando a atenção dos profissionais de saúde para investigar infecção pelo coronavírus.

Ascom Prefeitura de Petrolina