Preto no Branco

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Após registrar primeiro óbito, Sesab recomenda cremação em casos de óbitos por coronavírus

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Após notificada a primeira morte por coronavírus na Bahia, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) recomendou, em documento que, em caso de óbito, deve ser feita a cremação do corpo, segundo as recomendações da Anvisa.

Ainda conforme as recomendações da Sesab, os casos suspeitos ou confirmados devem ser notificados em plataforma específica https://redcap.saude.gov.br/surveys/?s=3PRKP3CAJ3. Além disso, a ocorrência do óbito deve ser informada à vigilância epidemiológica do município.

Até a 11 horas deste domingo (19), a Bahia registrou 147 casos confirmados e 1.380 descartados laboratorialmente.

Confira aqui o documento

Da Redação

Em meio a pandemia, Bolsonaro faz giro por comércio em Brasília

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Em meio à pandemia do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) saiu na manhã deste domingo (29) de sua residência oficial, o Palácio do Alvorada, em Brasília, para visitar pontos de comércio local e o Hospital das Forças Armadas (HFA).

O comboio presidencial passou por lojas na Asa Norte, no Sudoeste e em Ceilândia. Bolsonaro falou com funcionários de um posto de combustível, de uma farmácia e de um mercado e com vendedores.

Depois, passou pelo HFA e em seguida dirigiu-se a Ceilândia, cidade satélite de Brasília.

Em Ceilândia, Bolsonaro conversou com um assador de churrasco em espetinhos e defendeu sua visão de o comércio ficar aberto.

“Eu defendo que você trabalhe. Lógico, quem é de idade fica em casa. Às vezes, o remédio demais vira veneno”, afirmou.

Números do Coronavírus e H1N1, em Juazeiro e na Bahia

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Segundo dados da Secretaria de Saúde do estado, a Bahia registra 147 casos confirmados de coronavírus (Covid-19), um óbito e 1.380 casos descartados laboratorialmente. Estes números contabilizam todos os registros de janeiro até as 11 horas deste domingo (29).

Os municípios com casos positivos são estes: Alagoinhas (1); Barreiras (1); Brumado (1); Camaçari (1); Canarana (1); Conceição do Jacuípe (1); Conde (1); Feira de Santana (9); Ilhéus (2); Itabuna (2); Itagibá (1); Itamaraju (1); Itororó (1); Jequié (1); Juazeiro (2); Lauro de Freitas (11); Pojuca (1); Porto Seguro (10); Prado (3); Salvador (94, sendo três importados); São Domingos (1) e Teixeira de Freitas (1).

Em Juazeiro, neste domingo (29), a Secretaria da Saúde de Juazeiro informou que o município possui 52 notificações, sendo 13 casos confirmados para H1N1 incluindo dois óbitos, 22 casos estão em investigação e 17 casos suspeitos de H1N1 já foram descartados.

Para o coronavírus, o município registra 21 notificações, sendo 13 casos suspeitos descartados, seis estão em análise pelo Laboratório Central (LACEN) em Salvador, dois casos confirmados e nenhum óbito.

Da Redação

Ministro da Economia diz que é possível manter restrição de circulação por mais tempo

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O ministro Paulo Guedes afirmou que os ministérios da Economia e da Saúde não possuem informações técnicas que permitam dizer que já chegou o momento de relaxar as medidas de restrição de circulação para combater o coronavírus no país. Para ele, é possível manter a quarentena por mais tempo se algumas atividades básicas de abastecimento de alimentos e produtos médicos estiverem funcionando.

Guedes participou neste sábado (28) de videoconferência com representantes da XP Investimentos que questionaram o ministro, por exemplo, sobre boatos de que deixaria o governo e sobre qual seria o tempo necessário de quarentena, questão que gerou polêmica após as últimas manifestações do presidente da República.

“Quando é que é o isolamento ótimo? Eu não me arrisco em assuntos de saúde. Não é a minha especialidade. Você me perguntou se já há um entendimento entre o Ministério da Economia e da Saúde sobre a questão. Não temos conhecimento de saúde para saber se o isolamento deve ser de duas ou três semanas, se isso quebra a onda, ou dois ou três meses”, afirmou Guedes, que também negou estar demissionário, afirmou não estar doente e disse ter ficado sumido nesta semana por conta do ritmo intenso de reuniões sobre medidas econômicas.

“Eu sei a partir de quando a coisa começa a desorganizar no setor produtivo. Se nós conseguirmos manter alguns corredores abertos, a safra agrícola escoando, os caminhoneiros trafegando, os supermercados e farmácias, as coisas essenciais, se conseguirmos manter essa oxigenação do sistema econômico, pode até alongar um pouco o isolamento. Se for total, o fôlego é mais curto.”

Segundo o ministro, pode haver um momento em que os custos do isolamento total seja uma catástrofe econômica. Se, por outro lado, passasse do isolamento horizontal para o vertical, mantendo principalmente serviços básicos e infraestrutura, seria possível manter algumas restrições por mais tempo sem que a economia “degringole”.

Guedes afirmou que a briga política em torno da questão -gerada após o presidente da República atacar os governadores- mostra que não há um acordo das autoridades sobre a questão.

“Nós sabíamos, estávamos claramente a favor do isolamento no início, ninguém tinha dúvida disso. Num primeiro momento o isolamento é importante. Agora, se for um isolamento longo demais é uma catástrofe econômica. Se for curto demais, é uma catástrofe de saúde pública.”

O ministro afirmou que o tempo de restrição exigido pelas questões de saúde será, provavelmente, maior que o tempo que as empresas podem aguentar. Pesquisa da XP apresentada ao ministro mostrou que 60% das empresas consultadas disseram que não conseguem ficar paradas por um período de 30 a 60 dias.

“Se precisa de três meses, do ponto de vista de saúde, e do ponto de vista econômico depois de dois meses todo mundo vai abrir o bico, quer dizer que o [fim do] lockdown tem de começar um pouco antes do que a Saúde acha e um pouco depois, talvez, do que a Economia pense.”

O ministro afirmou que o país conseguiu “furar a primeira onda” e “achatar a curva” de aumento de casos, mas que há uma segunda onda que são os impactos econômicos da crise atual. Guedes disse, no entanto, que é necessário tomar cuidado para que não se caia na armadilha de liberar todas as atividades diante de uma possível queda nos índices de contaminação, diante do risco de que a volta das circulação de pessoas provoque um novo aumento de casos.

Questionado sobre o tempo que o governo precisa para viabilizar medidas de ajuda a empresas e trabalhadores informais, como a liberação de R$ 600 para pessoas de baixa renda e dinheiro para financiar a folha de pagamento, Guedes afirmou que em até duas semanas tudo precisa estar no lugar ou o governo terá falhado na execução dessas ações.

“A família chegou no final do mês agora, talvez ainda receba esse último salário, mas o próximo a gente não sabe. As empresas funcionaram até cinco, dez dias atrás, mas no mês que vem a gente não sabe. Então no mês que vem já tem de estar tudo no lugar. Senão nós falhamos no desafio da execução.”

O ministro estimou o pacote total de ajuda em quase R$ 800 bilhões e afirmou que o governo irá efetivamente injetar o equivalente a 8% do PIB (Produto Interno Bruto) na economia, percentual que já inclui medidas ainda não anunciadas.

Folhapress

rício Carpinejar

Há outros pássaros cantando na janela, por Fabrício Carpinejar

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Para conservar a esperança, temos que defender os ouvidos, não somente escutar os grasnidos de urubus e corvos. Há outros pássaros cantando lá fora e dentro de nossa memória.

Precisamos revezar a audição com o curió, o canário, o sabiá, o pardal, o rouxinol, o mateiro, o pintassilgo pelas janelas de nossa alma. Todo amigo é uma ave cantando diferente.

Que usemos o tempo sozinhos para melhorarmos as nossas relações, corrigirmos as omissões e os lapsos pelo excesso de trabalho, dedicarmos com mais afinco à educação de nossas crianças, revisando os seus desenhos e jogando juntos algum tabuleiro da infância.

Como disse padre Fábio de Melo, não estamos isolados, mas protegidos.

A proteção é ninho aquecido de afeto, uma chance de reabastecimento emocional para retornarmos à labuta mais convictos de nossas aspirações.

Cuidar dos ouvidos é evitar o bombardeio pessimista da atualidade. Não ser alienado, mas alternar os fatos tristes com ações edificantes no nosso cotidiano.

Não permanecer exclusivamente no celular assistindo e partilhando vídeos apocalípticos, soma de infectados e mortos, numa contagem regressiva até chegar a um familiar ou a um conhecido.

Que retiremos o pânico da pandemia. Não há como ser feliz sob ameaça constante.

O jeito de apequenar o medo é procurar interagir com as melodias caras de nossa vida: a voz dos pais, dos filhos, da esposa, dos amigos. Fazer perguntas de como eles nos enxergam, se estamos sendo presentes ou não. Ouça como os demais o percebem, é importante o ponto de vista externo para construir a nossa imagem.

Aproveite a quarentena para autocrítica, para o trabalho permanente de se aperfeiçoar, de ser gentil sem segundas intenções.

Gargalhe com bobagens, faça mais piadas e memes com aqueles que estão próximos.

Regue as plantas e reorganize as roupas no armário, para voltar a vestir as peças que andam esquecidas pela pressa.

Como não há como ir para o salão, por que não brincar de manicure e cabeleireiro com o pessoal de casa?

Ler um livro para soltar a âncora da realidade imediata e viajar para distintas épocas e contextos.

Improvisar um karaokê com a playlist preferida.

Cozinhar receitas da vó, para recuperar sabores perdidos.

Não se sentir culpado por se divertir. Especialmente isso. Não sofrer de modo desnecessário é respeitar quem está realmente sofrendo.

Ocupar a imaginação positivamente, combatendo premonições assustadoras é o remédio para a saúde mental.

Não se prender ao “se”, abolir o “se” do vocabulário, não penar por antecipação.

Palavras amáveis são fáceis e ficam para sempre. O canto dos pássaros é o nosso despertador interior.

Fabrício Carpinejar

Jornal Zero Hora

Justiça suspende campanha publicitária do Governo Federal contra isolamento social

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A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou a suspensão da campanha publicitária do Governo Federal, “O Brasil Não Pode Parar”, que incentivava o fim do isolamento social como estratégia de combate à Covid-19.

O argumento juíza federal Laura Bastos Carvalho, que acatou pedido foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), é a de que a propaganda põe em risco o direito constitucional da população à saúde, além de levar a rede de hospitais e postos a um colapso com a superlotação de contaminados.

O Governo já havia contratado, sem licitação, a iComunicação, pelo valor de R$ 4,8 milhões. A empresa ficaria responsável não só por esta peça publicitária, mas pela operação digital do Palácio do Planalto.

A ordem determina que “a União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha ‘O Brasil não pode parar’, ou qualquer outra que sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento no campo da epidemiologia e da saúde pública”.

Caso o Governo não cumpra a determinação, foi determinado o pagamento de uma multa de R$ 100 mil.

De acordo com a juíza, não há evidências científicas que comprovem a eficiência do fim do isolamento social para o enfrentamento do novo coronavírus, e que, portanto, fazer uma campanha publicitária neste sentido pode trazer “danos irreparáveis à população”.

BNews

Morre primeiro infectado com Covid-19 na Bahia

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Morreu na noite de ontem (28), a primeira vítima fatal do Coronavírus na Bahia. Um idoso, que estava internado no Hospital da Bahia, em estado grave. Seu estado de saúde era grave desde o início da internação. Ele estava entubado e não resistiu.

Da Redação

São Paulo registra mais duas mortes por coronavírus; número de óbitos sobe para 86

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Dois homens morreram, neste sábado (28), com coronavírus, em São Paulo, subindo o número de óbitos no estado para 86. Antes das confirmações, o Ministério da Saúde informou que havia 84 mortes pelo coronavírus em São Paulo.

Segundo a publicação do G1, um dos pacientes era um jovem, de 26 anos, que estava internado no Hospital Santa Cruz, desde o dia 23 de março, com problemas respiratórios. A outra vítima do Covid-19 é um aluno da USP, de 56 anos.

Ainda neste sábado, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte confirmou o primeiro óbito pelo Covid-19 no estado. Se trata de um professor universitário de 61 anos, com histórico de diabetes. No Brasil, são confirmadas até o momento 117 mortes.

Agência Brasil

Mandetta cobra Bolsonaro: ‘Estamos prontos para caminhões levando corpos?’

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apresentou possíveis cenários no Brasil para a pandemia do novo coronavírus, durante reunião com ministros e o presidente da República, Jair Bolsonaro, neste sábado (28). De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, advertiu Bolsonaro: não se trata de uma “gripezinha”.

“Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?”, questionou Mandetta, que ainda traçou um paralelo: a morte de mil pessoas no país é equivalente à queda de quatro aviões comerciais de grande porte.

De acordo com o jornal, o ministro pediu a Bolsonaro que crie “um ambiente favorável” para um pacto entre governo federal, estados, municípios e setor privado, em busca de uma ação conjunta contra o coronavírus. O pedido teria como objetivo unificar regras e medidas, colocando critérios científicos sempre como prioridade no controle do contágio.

Mandetta teria sugerido ainda a criação de uma central de pessoal e equipamento para possibilitar o remanejamento rápido de leitos, respiradores, médicos e enfermeiros entre estados. Além disso, pediu para que Bolsonaro não menospreze a gravidade da situação em manifestações públicas, admitindo a possibilidade de criticá-lo na resposta. O presidente, segundo o jornal, rebateu e falou que iria demitir o ministro nesse caso.

Corre nos bastidores a possibilidade de Mandetta deixar o cargo, mas segundo o jornal, ele não irá pedir demissão em meio à crise, mas admitiu deixar o ministério ao fim da pandemia se for o caso. Comprometeu-se, por outro lado, a não capitalizar politicamente em caso de sucesso, alegando não ter ambições políticas ou reivindicar posição de destaque.