Preto no Branco

26679 POSTS 18 COMENTÁRIOS

Sobradinho: Cadastrados no Program Municipal do Leite participam de palestra sobre o Bolsa Família

0

Com o objetivo de promover o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional para as crianças e idosos do município, a Prefeitura de Sobradinho, através da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social- SEADS, em parceria Departamento do Programa Bolsa Família e Cad Único, realizou mais uma ação de entrega do Programa do Leite, para as famílias cadastradas.

Na ocasião, os beneficiários assistiram a uma palestra ministrada pela Coordenadora do Programa Bolsa Família e Cad Único, Polliana Cássia Pacheco, que abordou sobre o 13º salário do Programa Bolsa Família e as condicionalidades para o recebimento do beneficio.

“Desde o dia 14 de outubro estamos realizando os trabalhos de operação cadastral. Aproveitamos este momento para esclarecer as famílias sobre a necessidade de atualizarem seus dados, na sede do CRAS, para que tenham acesso ao abono. O prazo normal de revisão é até dia 18 de novembro, e caso os presentes na lista não compareçam, o abono será suspenso ou bloqueado”, explicou a coordenadora.

Polliana Pacheco também falou sobre a importância do Cad Único, que garante o acesso aos demais programas oferecidos na esfera Federal, Estadual e Municipal.

Ascom PMS

Semaurb interrompe eventos na zona rural sem autorização para garantir o sossego público

0

 

Na última sexta-feira (01) a Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB) realizou em conjunto com a 74º Companhia Independente da Polícia Militar da Bahia operação de combate à poluição sonora e perturbação do sossego público no distrito de Maniçoba e nos povoados de Jatobá, Conchas e Maniçoba Velha.

Durante a visita a fiscalização orientou os proprietários dos estabelecimentos sobre as leis municipais de ordem e sossego público. Durante a abordagem foi constatada a execução de um evento no povoado de Conchas que acontecia sem autorização municipal, já no povoado de Pontal em Itamotinga um estabelecimento foi autuado por funcionar sem alvará e promover perturbação do sossego público. Os dois tiveram suas atividades encerradas.

A SEMAURB ressalta que qualquer evento precisa de prévia solicitação à secretaria e as solicitações podem ser entregues na segunda e na terça-feira. A partir da quarta são realizadas visitas aos locais dos eventos para verificar qual o impacto para a vizinhança e testes sonoros. Todos esses cuidados são para resguardar o sossego dos demais moradores.

O alvará de funcionamento tem a finalidade de resguardar que o espaço foi vistoriado e tem todos os índices de segurança para receber público em caso de bares e espaços para festas. Já na área de alimentos deve resguardar também a segurança alimentícia, uma vez que para estes estabelecimentos ocorre a vistoria também da Vigilância Sanitária.

Para o secretário da SEMAURB, Jadosn Barros, o trabalho de ordenamento é necessário para maior segurança na cidade. “Quando trabalhamos o ordenamento urbano estamos intensificando o preventivo e o educativo. Os estabelecimentos que funcionam sem alvará estão sendo notificados e autuados para regularização, este ato é importante para termos a certeza que o espaço está com as medidas legais em dia, estão seguindo as normas para manter o espaço seguro. Também intensificamos, junto à PM, as fiscalizações quanto à perturbação proporcionada para assegurar o sossego da população”, concluiu.

O telefone para denúncias e reclamações da SEMAURB é o (74) 3612 3581 ou a população pode procurar a sede da secretaria que fica na Rua Oscar Ribeiro, s/n, Centro. No período noturno e durante os finais de semana a população pode ligar para o 190 da Polícia Militar para denunciar perturbação do sossego público na sede e nos distritos de Juazeiro.

Débora Sousa/SEMAURB

Secretaria de Bolsonaro divulga nota de repúdio à TV Globo: “Foco em promover discórdia”

0

 

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgou uma nota de repúdio à TV Globo, nesta segunda-feira (04), após divulgação de matéria que associava o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao assassinado da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ).

“É lamentável que a TV Globo considere motivo de comemoração a veiculação de matéria que, sob o verniz de jornalismo imparcial, somente leva desinformação aos brasileiros. Caso a emissora tivesse realmente pautado seu trabalho pela imparcialidade, rigor na apuração e profundidade de investigação, não teria levado ao ar matéria tão frágil do ponto de vista jornalístico”, diz um trecho do comunicado, que considera a divulgação da matéria um caso de “perseguição” ao presidente.

A Secom citou também que se a emissora fizesse bom jornalismo, investigaria e publicaria, por exemplo, a participação da emissora em supostos pagamentos de propina a dirigentes da Fifa para compra de direitos de transmissão da Copa do Mundo.

“É evidente o foco da emissora em promover discórdias e enfraquecer o governo, enquanto outros fatos notórios positivos do país são silenciados, pois não interessam aos cofres da empresa”, criticou.

Agência Brasil

“Eu achava que ele não seria eleito”, diz Ney Matogrosso sobre Bolsonaro

0

Em entrevista à BBC News Brasil, em Londres, concedida na última sexta-feira, Ney Matogrosso, 78 anos, falou de ditadura militar no Brasil, de política e classificou o comportamento de Jair Boslonaro de autoritário.

BBC News Brasil – Muita gente gosta de fazer comparação do Brasil com outros países e outros rejeitam, porque cada um tem sua história. Você acha que o Brasil tem o que aprender com exemplos no exterior?

Ney Matogrosso – Estamos voltando para uma era, talvez, de subdesenvolvido. Tudo de bom que a gente tinha aprendido foi desaprendido. Estamos em um retrocesso assustador no Brasil, em todos os sentidos. Saúde, educação, tecnologia, ciência, para falar de poucas coisas. Tá muito estranho.

BBC News Brasil – Você costuma dizer que o Brasil está mais careta do que era antes…

Ney Matogrosso – Sim. O que provocou esse retrocesso, nesse sentido, foi a Aids. Porque havia uma liberdade comportamental no Brasil. Vou fazer uma comparação: na Alemanha, as pessoas tomam banho nuas nas lagoas – homens, mulheres, crianças – e nessa época eu via, numa praia ao lado do Arpoador, as aeromoças de voos internacionais faziam topless e trocavam de roupa na frente de todo mundo e ninguém se assustava. Era uma coisa normal. Até que veio a ditadura e a ditadura cortou. Isso eles foram em cima. Se continuasse naquela batida, não sei onde estaríamos. Talvez mais avançados que a Alemanha nesse sentido. Porque (o brasileiro) é um povo bonito, gostoso, e que gosta de se exibir. A Aids que cortou, foi o grande obstáculo. Imagina, mexeu com a sexualidade das pessoas.

BBC News Brasil – Você é cobrado por mais protagonismo no movimento gay. Tem declarações suas de que existe uma coisa muito ligada ao consumo. Explica isso…

Ney Matogrosso – Olha, primeiro que ninguém pode me cobrar isso. Eles dizem que eu não carrego a bandeira. A bandeira sou eu. Ou não sou? Eu sou a bandeira, eu não preciso carregar uma. A minha maneira de pensar, de me comunicar, de me apresentar. Eu sou a bandeira. Parem de me cobrar isso porque isso não tem fundamento. Quando falo isso da coisa capitalista, eu digo que as paradas gays – na verdade, não é nem as paradas gays, mas a aceitação maior dos gays no país – e agora há um retrocesso nisso também -, mas era assim. Gay é fonte de renda, é uma coisa internacional que se aponta para o Brasil, que sempre foi uma meca. Eu morei no Rio de Janeiro na década de 1950 e já era meca. No verão, gays do mundo inteiro se dirigiam para o Rio de Janeiro.

BBC News Brasil – E como isso está mudando?

Ney Matogrosso – Está mudando porque temos um presidente que acha que pode determinar a sexualidade das pessoas. Isso é uma tolice, porque não adianta querer reprimir. As pessoas continuarão nascendo. E isso não é uma questão de opção, isso você não escolhe ser – a não ser que ele ache um meio de determinar os que vão nascer e os que não vão nascer. Fora isso, não tem como controlar isso.

BBC News Brasil – Sobre a sua relação com a ditadura, você diz que não foi mais atacado porque falava menos de política e mais de uma questão de costumes.

Ney Matogrosso – Eu não falava, a verdade é essa. Eu nunca falei ‘abaixo a ditadura’. Porque chegamos em um momento no Brasil que ou você pegava em uma metralhadora ou você ‘desbundava’. Eu era do desbunde, que eles odiavam tanto quanto quem tinha arma. Eu era o louco, que tomava ácido, fumava maconha, cabelo grande, hippie. Eles odiavam. Eu fui preso uma vez na Lapa porque eu era cabeludo e minha calça era apertada. E aí eles me revistaram, acharam dinheiro no meu bolso. Pouco. E eles disseram: ‘você não tem vergonha de andar só com esse dinheiro no bolso?’. E eu disse ‘não, porque com esse dinheiro eu chego em casa’. Aí prenderam eu, um bicheiro e uma puta. O bicheiro disse que tinha pago o comandante da polícia do Rio de Janeiro R$ 20 mil, foi solto imediatamente. A puta chorou, chorou, chorou, soltaram. E eu quei a noite inteira lá. Eles me ameaçaram, de me jogar para os presos fazerem de mim o que quisessem. Foi a única vez que eu usei o fato de o meu pai ser militar. Eu disse ‘tudo bem, vocês vão fazer o que quiserem, só que o meu pai é militar e ele vai dar falta de mim’. Mentira, porque meu pai estava em Mato Grosso e eu no Rio de Janeiro. ‘Ele vai dar falta e me procurar e vocês vão ter que se explicar para eles, são eles que mandam no Brasil neste momento’. Aí, de manhã, eles me perguntaram se eu queria dar o telefone de alguém, era o telefone de uma amiga que o namorado era almirante da
Marinha e ele foi lá me tirar. Por nada. Porque eu não tinha dinheiro no bolso.

BBC News Brasil – E qual é a sua pior lembrança da ditadura militar?

Ney Matogrosso – Quando eu morava em Brasília, quando a ditadura se instalou. Muitos amigos desapareceram. Uma que eu conhecia, no dia em que o Castello Branco, primeiro presidente da ditadura, foi na Escola Parque, ela puxou uma vaia pra ele e ela desapareceu. Quando apareceu, tinham cortado o bico dos seios dela. Muito escroto, né?

BBC News Brasil – Teve uma declaração sobre projetos culturais, do presidente Jair Bolsonaro, em que ele falava o seguinte: ‘Com dinheiro público não veremos mais certos tipos de obra por aí. Mas isso não é censura. Isso é preservar os valores cristãos. É tratar com respeito a nossa juventude. É reconhecer a família como uma unidade familiar’. De que forma…

Ney Matogrosso – É censura. Você pode colocar limite de idade para assistir um filme. Se em princípio você não quer que aquilo seja feito, é censura. Para o cinema, existe faixa etária. Há sempre muita reação a essas coisas que o presidente faz. Existem reações de todas as partes e muitas vezes ele retrocede nas ideias dele.

BBC News Brasil – Um ano antes de o presidente Jair Bolsonaro ser eleito, você disse que acreditava que ele não seria eleito e…

Ney Matogrosso – Eu achava que ele não seria eleito. Eu nunca pensei que o Brasil desse esse passo.

BBC News Brasil – E por que deu? O que o brasileiro quis dizer quando o elegeu?

Ney Matogrosso – Eu acho que existia uma enorme insatisfação, ouso dizer que foi um voto de raiva contra o PT. E o (ex) presidente Lula poderia ter apoiado Ciro Gomes, que é o candidato que no segundo turno venceria o Jair Bolsonaro, mas o Lula não apoiou. Acho que foi uma coisa muito errada. Ele abriu caminho para isso que chegar no que está.

BBC News Brasil – Você é um ex-eleitor do PT…

Ney Matogrosso – Votei muitas vezes. Desde a primeira vez que o Lula se candidatou, eu votei. Mas aí, quando chegou o Mensalão, eu saí fora. Eu disse ‘não, não, não’. Não posso concordar com isso.

BBC News Brasil – Em 2015, você disse que o então juiz Sergio Moro estava fazendo um bom trabalho e “dignicando a Justiça”. Como você avalia o trabalho do hoje ministro Sergio Moro?

Ney Matogrosso – Hoje eu não sei. Não quero julgar ele. Ele deu uma entrevista dizendo que aceitou porque achava que tudo que ele tinha feito na Lava Jato estava correndo risco. Era uma justicativa plausível até então. Agora ele é um ornamento dentro da História, infelizmente. Ele já não determina mais a coisa da Justiça no Brasil. Ele é o ministro da Justiça, mas não é da Lava Jato.

BBC News Brasil – Do lado das pessoas da esquerda, que dizem que o ex-presidente Lula é um preso político e que o impeachment da expresidente Dilma foi um golpe? O que você acha?

Ney Matogrosso – Eu não sei te dizer, porque o governo dela foi absurdamente estranho. Na véspera da eleição, ela falou que tudo que o oponente faria era errado e que ela não faria nada. No dia que ela se elegeu, tudo que ela disse que não faria, ela fez. Aí cou totalmente desacreditada e a coisa foi se desmoronando. Mas vamos car falando de política, desse povo?

BBC News Brasil – É um assunto desagradável?

Ney Matogrosso – É, eu não sou envolvido diretamente. Sou um espectador. Eu vou lá, coloco meu voto em quem eu quero, mas não sou envolvido com isso. Tanto que essa questão de direita, esquerda, eu não entro nisso. Eu tenho amigos que pensam diferente de mim e eu não deixo de ser amigo deles. Eu não votei no presidente Bolsonaro, mas tenho amigos que votaram nele e nem por isso eu vou enforcar o amigo. Eu acho que as pessoas têm direito, até de errar.

Entrevista realizada pela BBC News Brasil

Alexandre Frota divulga novo áudio onde Bolsonaro mostra descontentamento

0

O deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) voltou a divulgar áudio de uma conversa com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Dessa vez o conteúdo diz respeito às negociações envolvendo uma reforma da Lei Rouanet. De acordo com o parlamentar, o diálogo envolve uma das promessas que Bolsonaro fez durante a campanha presidencial.

“Bolsonaro mostra seu desconhecimento com sua equipe me liga para pedir ajuda. Era a hora de reformar a Rouanet, promessa de campanha. Mas depois que entreguei todo material de pesquisa e informações eles usaram com outras pessoas todo o nosso trabalho. Para minha surpresa”, escreveu o deputado.

Frota assumiu um posicionamento de opositor ao presidente após deixar o PSL. Na semana passada, ele divulgou um vídeo que mostra o presidente dizendo que quer “continuar transando” com o parlamentar.

BNews

Entenda por que a ação de Bolsonaro no caso Marielle caracteriza obstrução de justiça, por Joaquim de Carvalho

0

 

Na avaliação de três profissionais do direito — dois advogados criminalistas e um dos juristas mais respeitados na disciplina de processo penal –, Jair Bolsonaro cometeu, em tese, crime de obstrução de justiça, ao se apropriar de prova que poderia ser usada em investigação criminal.

“Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha”, disse Bolsonaro, hoje, a jornalistas.

“Isso tem um nome, apenas um: OBSTRUÇÃO DE JUSTIÇA”, escreveu o advogado criminalista Augusto de Arruda Botelho, fundador do Instituto de Defesa do Direito de Defesa.

O jurista Afrânio Silva Jardim também se manifestou:

Sim, ele já sabia. E quem contou que já sabia foi o próprio Bolsonaro, que teve encontro com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, em 9 de outubro, três semanas antes do caso se tornar público. Em relação à citação de seu nome no inquérito que apura a morte de Marielle Franco, o que Bolsonaro fez nesse tempo?

Não se sabe. O que se tornou público é que ele teve um encontro extenso num fim de semana com seu advogado, com pauta não divulgada, e o síndico do condomínio em que tem casa entregou à Polícia e ao Ministério Público cópia do que seriam os registros de áudio da portaria, de um ano e sete meses atrás.

Agora, Bolsonaro diz que também tinha se apropriado desses registros. Quando fez isso? Não contou, mas não é crível que, depois de ser informado privilegiadamente de que poderia ser investigado, tivesse ficado de braços cruzados. Os registros de áudio permaneceram em poder do MP e da Polícia sem passar por análise pericial até o dia em que a reportagem do Jornal Nacional foi publicada.

No dia seguinte, então, houve uma perícia, que teria sido muito rápida e se limitado ao confronto da voz de Ronnie Lessa. Não houve perícia para saber se, no conjunto, os registros de áudio sofreram adulteração. Ou seja, mesmo sendo a voz de Ronnie Lessa, esta poderia se referir a outra chamada, não especificamente ao do comparsa Élcio de Queiroz, naquela tarde de 14 de março do ano passado.

A prova se tornou imprestável com a declaração de Bolsonaro de que se apropriou dos registros.

Ouvido pelo DCM, o criminalista Fernando Fernandes explicou que a situação é grave:

“A investigação deve acessar prova sem alterações, e assim apropriar-se de prova pode constituir uma forma de obstruir a investigação. A medida para preservar a colheita deveria ser judicial e de espelhamento. Caso tenha ocorrido cópia sem os cuidados periciais ocorreu interferência na prova e isso é grave e inadmissível, podendo configurar abuso que em um investigado acarretaria prisão preventiva.”

Com Dias Toffoli calado até o momento, embora tenha sido um dos primeiros a tomar conhecimento de que Bolsonaro havia sido envolvido no caso, não se deve esperar medida tão dura quanto a prisão de Bolsonaro. Mas, fosse outro o réu, já se estaria discutindo, concretamente, a adoção de uma previdência como esta.

Fernando Fernandes explica que Bolsonaro poderia ter tomado providência para se proteger e, ao mesmo tempo, não correr o risco de ser acusado de obstrução de justiça:

“O presidente ou quem quer que seja poderia ter requerido uma medida de antecipação de prova para o espelhamento e preservação. A medida de acessar exige hoje a apreensão dos computadores e perícia. Se o acesso tenha gerado possibilidade de anulação do estado natural da prova, pode ter ocorrido motivos que em réu comum geraria uma prisão preventiva”.

Afrânio Silva Jardim complementa:

“Ninguém pode se apropriar de elementos de prova de qualquer crime. Cabe à polícia arrecadar e apreender tudo o que possa interessar à prova da existência material de uma infração penal, bem como tudo o que possa permitir a elucidação de sua autoria ou participação (artigo 6, incs. II, III e VII do Cod.Proc.Penal). Na melhor das hipóteses, o ex-capitão deveria entregar, imediatamente, o material à Polícia Civil do E.R.J, ou ao Ministério Público, acompanhado de testemunhas.

Por fim, afirma:

“Esta conduta confessada é uma afronta ao nosso sistema de investigação policial e um verdadeiro desrespeito ao Ministério Público do E.R.J. Torna quase que imprestável qualquer perícia oficial no material tirado pelo então suspeito.”

Desde que o caso se tornou público, Bolsonaro tem se comportado como se estivesse acima da lei e, portanto, com a certeza da impunidade. Hoje, além de declarar que se apropriou de prova, revelou que está conduzindo a investigação da Polícia Federal sobre o inquérito solicitado à Procuradoria Geral da República por seu ministro da Justiça, Sergio Moro.

“A Polícia Federal, com assessoramento do MP Federal lá da seção do Rio de Janeiro, vamos ouvir o porteiro, vamos ouvir aí o delegado também, delegado que é muito amiguinho do governador, logicamente gostaríamos também que o governador participasse.”

Veja o vídeo abaixo e confira que ele disse mesmo: “Vamos ouvir o porteiro” e “vamos ouvir o delegado”.

Bolsonaro poderia ser enquadrado por obstrução de justiça, usurpação das funções da Polícia e do Judiciário e também por intimidar testemunha e um agente público.

É um escândalo, mas, no Brasil de 2019, há uma família no centro do poder que acredita que pode tudo.

Até quando?

DCM

“É uma parada sem previsão de volta”, diz Samuel Rosa anunciando o fim do Skank

0

Em entrevista à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, cantor Samuel Rosa fez uma revelação que deixou muita gente surpresa. Ele anunciou o fim da banda Skank, após 30 anos de trajetória no rock brasileiro.

“É uma parada sem previsão de volta. Ainda tenho pretensão de voltar a tocar com o Skank. Vislumbro isso lá na frente. Só que de uma outra forma, em outra circunstância, em algum projeto pontual. Mas, neste momento, para mim, a melhor forma de me surpreender e de surpreender as pessoas é fora do Skank”, explicou o músico.

Sem deixar claro se a decisão foi tomada em conjunto, Samuel disse ainda que a convivência com o grupo não deve ser por força de contrato, mas por desejo.

“Cara, são 30 anos tocando com as mesmas pessoas! Já fiz de tudo lá. Está na hora de brincar um pouco, sabe? Se uma pessoa quer sair, o que acontece? A convivência é por opção, não por contrato”.

Sem deixar claro se a decisão foi tomada em conjunto, ele aconselhou a outros representantes do rock nacional, a também “voarem”

“Eu poderia ser linchado pelo outros integrantes, mas se o Dinho [Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial] e o Rogério [Flausino, vocalista do Jota Quest] estivessem na minha frente, eu sugeriria também para eles um voo”, finalizou.

A última turnê do grupo está prevista para o próximo ano e será em comemoração às três décadas do grupo.

Da Redação

Jair Bolsonaro mandou e Fabrício Queiroz joga celular fora

0

 

Segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro mandou o ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, jogar seu celular fora e comprar uma nova linha.

Um emissário do chefe do Executivo teria passado a recomendação, que foi cumprida à risca.

Queiroz é investigado pelo Ministério Público do Rio por suposta “rachadinha”, prática em que servidores comissionados devolvem parte dos salários.

Apesar de a família presidencial alegar não ter mais contato com o ex-policial, uma recente reportagem do “O Globo” denunciou que Queiroz continua fazendo parte das decisões no Legislativo, quando o assunto é nomeação de cargos.

“Tem mais de 500 cargos, cara, lá na Câmara e no Senado. Pode indicar para qualquer comissão ou, alguma coisa, sem vincular a eles (família Bolsonaro) em nada […] 20 continho aí para gente caía bem pra c**”, diz o ex-policial na gravação.

Ha oito meses Queiroz foi exonerado do gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele esteve no gabinete do parlamentar entre 2007 e 2018 e, quando conseguiu empregar sete parentes próximos na casa.

Da Redação

Caso Marielle: peritos do RJ contestam laudo do MP que analisou áudio do condomínio de Bolsonaro

0

 

O Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Rio de Janeiro apontou problemas no laudo do Ministério Público (MP) do estado que contradisse a versão do porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) possui uma casa. No local, também vivia o policial militar reformado Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes.

De acordo com o MP, a gravação do interfone da portaria aponta que Ronnie, e não Bolsonaro, como havia dito o porteiro, liberou a entrada de Élcio de Queiroz, que também é apontado como suspeito de envolvimento no crime.

No entanto, para os peritos que se manifestaram através de nota nesta sexta-feira (1º), o laudo feito por técnicos do MP não tem “comprovação científica”.

Segundo o Sindperj, a Perícia Técnica Oficial, que conta com peritos especializados, da Polícia Civil não foi acionada para avaliar o material.

“Lamentamos que um evento de grande importância criminal para o país, que envolveu até o Presidente da República, venha a ser apresentado sem o devido processo de comprovação científica. Uma prova técnica robusta e incontestável só pode ser produzida com respeito à cadeia de custódia e com a devida Perícia Oficial da mídia original e do equipamento original no qual foi gravada”, diz um trecho da nota.

BNews