Preto no Branco

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Inscrições para Processo Seletivo Simplificado terminam nesta sexta-feira

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Terminam nesta sexta-feira (1º/11) as inscrições para o Processo Seletivo Público Simplificado realizado para atender à necessidade excepcional de manutenção dos serviços essenciais da Autarquia Municipal de Abastecimento – AMA e do Instituto Previdenciário de Juazeiro – IPJ. As inscrições podem ser feitas através dos endereços eletrônicos http://ama2019.juazeiro.ba.gov.br e http://ipj2019.juazeiro.ba.gov.br.

Após a inscrição online, o candidato deverá levar o formulário de inscrição impresso e já preenchido, com todos os documentos comprobatórios em envelope devidamente lacrado, até o Quartel da Guarda Municipal de Juazeiro, localizado na Orla II, s/n (antigo prédio do IFBA). A entrega dos documentos pode ser feita até o dia 04/11, nos horários das 8h às 17h.

O secretário de Gestão de Pessoas, Vilmar Ferreira, chama a atenção dos candidatos para o processo de entrega dos documentos. “É preciso lembrar que não basta apenas fazer a inscrição online, mas também procurar nossa equipe e entregar toda a documentação solicitada no edital e todos os certificados e comprovações descritas no currículo. Só serão validadas as experiências profissionais e cursos, que tiverem comprovações. No Edital dispõe sobre a quantidade máxima de pontos que o candidato pode auferir, lembrando que a comprovação é através da Carteira de Trabalho.

Ascom/PMJ

Adélio Bispo pede à Justiça para trocar advogados por defensores públicos federais

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Preso por esfaquear Jair Bolsonaro (PSL), Adélio Bispo de Oliveira pediu à Justiça que seus atuais advogados sejam destituídos e que ele passe a ser representado pela DPU (Defensoria Pública da União). Adélio é defendido desde a tentativa de assassinato, em setembro de 2018, pelo escritório do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que está na mira de investigação da Polícia Federal para apurar quem o contratou ou paga seus honorários, tema sempre explorado por Bolsonaro.

As eventuais conexões dos advogados são a peça que falta no inquérito em que a PF busca responder se houve mandantes, comparsas ou financiadores do ataque ao então candidato a presidente da República, durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG). Como a Folha de S.Paulo mostrou em setembro, Adélio já vinha se queixando da falta de contato com Zanone. Em uma carta à família, que mora em Montes Claros (MG), o esfaqueador afirmou que pediria ajuda à Defensoria Pública da União para ser transferido para uma prisão mais perto dos parentes.

A Justiça ainda não decidiu se o autor do crime, que está na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), pode fazer a alteração na defesa. Os advogados foram notificados e terão que se pronunciar. Zanone disse à reportagem que esteve com o cliente há “uns dois meses” e que, na ocasião, ele não relatou vontade de dispensar seus serviços. “Eu fiquei sabendo [do pedido], mas não me manifestei ainda. Eu sou o curador dele”, afirmou o advogado.

Como curador, Zanone é o representante legal de Adélio, que foi considerado pela Justiça inimputável, por ter insanidade mental. O escritório dos advogados particulares, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi alvo de buscas da PF em dezembro de 2018. Em março, atendendo a uma reivindicação da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a Justiça cancelou o pedido de quebra de sigilo de Zanone e mandou suspender a perícia que seria feita nos celulares, computadores e documentos recolhidos no local.

O caso ainda está pendente de decisão. O TRF-1 (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região começou a analisar o tema, mas o julgamento foi interrompido no início deste mês. A palavra final deverá ficar com o STF (Supremo Tribunal Federal). Os magistrados debatem a legalidade de uma eventual inspeção nos materiais. Para a OAB, vasculhar as informações do advogado violaria o sigilo profissional dele, garantido pela Constituição.

Zanone sustenta que foi procurado por uma pessoa de uma igreja evangélica frequentada por Adélio que lhe entregou R$ 5.000 em dinheiro em seu escritório e lhe pediu para assumir a causa. Segundo o defensor, essa pessoa desapareceu e não fez mais pagamentos. Agentes ligados à apuração dizem, reservadamente, que a hipótese mais provável é que o advogado tenha entrado no caso para aproveitar a visibilidade que a história lhe daria.

Adélio fez o pedido de mudança na defesa em uma carta de próprio punho datada de 23 de setembro. O documento em que solicita a assistência gratuita foi anexado ao processo em 17 de outubro. Segundo a Justiça Federal, em 22 de outubro foi determinada a intimação dos advogados constituídos por Adélio, “para ciência dos termos da expressa manifestação de vontade do réu”. No requerimento, ele pede a assistência da Defensoria Pública da União na ação penal originária, que corre em Juiz de Fora.

Adélio já é atendido pela Defensoria Pública da União desde junho, mas o órgão governamental não atua diretamente no processo judicial dele. O papel dos defensores é auxiliá-lo em questões relacionadas ao cumprimento da medida de segurança. Eles têm encontros semanais ou quinzenais com o interno e são responsáveis por encaminhar, por exemplo, pedidos ligados ao dia a dia na cadeia, como troca de colchão ou reclamações sobre a comida.

Adélio tem recusado o tratamento psiquiátrico que deveria fazer no local. A rejeição a medicamentos e a sessões com psicólogos são características de quadros como o dele. O autor recebeu um diagnóstico de transtorno delirante persistente, mas não admite ter doença mental e, por isso, repele o auxílio. O autor da facada fala ainda que a penitenciária federal foi construída pela maçonaria, organização que ele acredita persegui-lo, e descreve o espaço como “um lugar de maldições”, onde há “satanismo maçom”.

A saída dele do SPF (Sistema Penitenciário Federal) também é discutida, mas a Justiça e os atuais advogados consideram importante mantê-lo em um presídio de segurança máxima para proteger sua integridade física e também por seu grau de periculosidade. O algoz de Bolsonaro ficará preso por tempo indeterminado, mas deve passar por uma nova avaliação de saúde mental três anos depois da sentença, ou seja, em junho de 2022. Sua permanência no sistema federal tem que ser renovada anualmente.

Na sentença do caso, o juiz Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora, determinou que Adélio cumpra medida de segurança, que tecnicamente não é uma pena. Ele recebeu a chamada absolvição imprópria (é comprovadamente autor do crime, mas não pode ser responsabilizado). O processo foi encerrado em julho sem que houvesse contestação. A defesa de Bolsonaro decidiu não entrar com recurso, sob a justificativa de que Adélio foi apenas uma peça na realização do ataque. As investigações da PF, contudo, descartaram até agora a participação de terceiros e concluíram que o criminoso agiu sozinho.

O interno passa os dias em uma cela individual de cerca de 9 m². Ele nunca recebeu visitas dos parentes, que afirmam não ter condições financeiras para viajar de Montes Claros, no norte de Minas, a Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Os familiares se queixam também de dificuldade na comunicação com os advogados do caso e afirmam que só sabem informações do preso pela televisão. Desde a semana passada, eles enfrentavam dificuldade para avisar Adélio da morte de uma cunhada dele, Maria Inês. Na terça-feira (29), a notícia finalmente chegou ao preso, após a intervenção de um membro da Defensoria Pública da União, que transmitiu o recado a uma assistente social da penitenciária. Segundo relatos, Adélio ficou triste.

Folhapress

Declaração de Eduardo Bolsonaro é repudiada por políticos e pela OAB

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Políticos e entidades da sociedade civil repudiaram nesta quinta-feira (31) a declaração do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) quanto a possibilidade de o governo se utilizar de um novo AI-5, caso a esquerda radicalize. Bolsonaro deu a  seguinte declaração: “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália, alguma resposta vai ter que ser dada” ,em entrevista ao canal da jornalista Leda Nagle.

Veja as repercussões a fala do filho de presidente:

Ordem dos Advogados do Brasil: “É gravíssima a manifestação do deputado, que é líder do partido do presidente da República. É uma afronta à Constituição, ao Estado democrático de direito e um flerte inaceitável com exemplos fascistas e com um passado de arbítrio, censura à imprensa, tortura e falta de liberdade.”

Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal: “Tempos mais do que estranhos quando há essa tentativa de esgarçamento da democracia. Ventos que querem levar ares democráticos (…) Péssimo. O presidente e familiares precisam ter mais temperança.”

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados: “O Brasil é um Estado Democrático de Direito e retornou à normalidade institucional desde 15 de março de 1985, quando a ditadura militar foi encerrada com a posse de um governo civil. Eduardo Bolsonaro, que exerce o mandato de deputado federal para o qual foi eleito pelo povo de São Paulo, ao tomar posse jurou respeitar a Constituição de 1988. Foi essa Constituição, a mais longeva Carta Magna brasileira, que fez o país reencontrar sua normalidade institucional e democrática. A Carta de 88 abomina, criminaliza e tem instrumentos para punir quaisquer grupos ou cidadãos que atentem contra seus princípios – e atos institucionais atentam contra os princípios e os fundamentos de nossa Constituição. O Brasil é uma democracia. Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas como toda a indignação possível pelas instituições brasileiras. A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras. Ninguém está imune a isso. O Brasil jamais regressará aos anos de chumbo.”

Maria do Rosário (PT-RS), deputada federal: “Está claro que este foi escalado para tirar o foco dos outros que vizinham com o escritório do crime e milicianos do Rio. Ele não fala por seu mandato pífio. Ameaça o país e a própria Câmara dos Deputados que integra em nome da Presidência da República. Não adianta ficar de desculpinhas depois.”

Agência Brasil

MP-RJ ignorou eventual adulteração em sistema de gravação em portaria de Bolsonaro

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A perícia feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro nas gravações da portaria do condomínio do presidente Jair Bolsonaro não avaliou a possibilidade de algum arquivo ter sido apagado ou renomeado antes de entregue às autoridades, aponta documento apresentado à Justiça.

Foi com base nessa análise que a Promotoria classificou como falsa a menção ao presidente feita pelo porteiro do condomínio Vivendas da Barra. As promotoras envolvidas no caso afirmam que foi o policial militar aposentado Ronnie Lessa, acusado de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL), quem autorizou a entrada de Élcio Queiroz, ex-policial militar também envolvido no crime.

Documento entregue à Justiça mostra ainda que as bases da perícia foram feitas à toque de caixa na quarta-feira (30), antes da entrevista coletiva sobre o caso. O Ministério Público não se manifestou sobre as lacunas da perícia.

Reportagem do Jornal Nacional de terça-feira (29) apontou que um porteiro (cujo nome não foi revelado) deu depoimento dizendo que, no dia do assassinato de Marielle, Élcio Queiroz afirmou na portaria do condomínio que iria à casa de Bolsonaro, na época deputado federal.

Pelo depoimento do porteiro apresentado pela emissora, ao interfonar para a casa de Bolsonaro, um homem com a mesma voz do presidente teria atendido e autorizado a entrada. O suspeito, no entanto, teria ido a outra casa dentro do condomínio.

O funcionário relatou ter interfonado uma segunda vez para a casa de Bolsonaro, tendo sido atendido pela mesma pessoa, que afirmou saber que a casa 66 era o real destino do visitante. A planilha manuscrita de controle de entrada de visitantes, apreendida no dia 5 de outubro, registra a entrada de Élcio para a casa 58, do presidente.

Nesta quarta, a promotora Simone Sibilio afirmou que a investigação teve acesso à planilha da portaria do condomínio e às gravações do interfone e que ficou comprovado que a informação dada pelo porteiro não procede.

Segundo a Promotoria, há registro de interfone para a casa 65 (enquanto a casa de Bolsonaro é a de número 58), e a entrada de Élcio foi autorizada pelo morador do imóvel, Ronnie Lessa.

A mídia com a gravação foi entregue à Polícia Civil no dia 7 de outubro pelo síndico do condomínio. Nela constavam arquivos referentes aos mês de janeiro, fevereiro e março.

A entrega ocorreu dois dias depois de policiais terem feito busca e apreensão na portaria do Vivendas da Barra em busca da planilha de controle de entrada de visitantes.

No mesmo dia 7, o porteiro foi ouvido -ele foi reinterrogado dois dias depois, reafirmando o relato inicial, envolvendo Bolsonaro.

O único objetivo da análise nos arquivos entregues pelo síndico foi confirmar se é de Ronnie Lessa a voz que autoriza a entrada do ex-policial militar Élcio Queiroz.

Os peritos usaram como base de comparação o interrogatório do PM aposentado dado à Justiça no caso Marielle no dia 4 de outubro.

Os questionamentos das promotoras aos peritos não incluem perguntas sobre a possibilidade de algum arquivo ter sido apagado ou renomeado. O nome do arquivo é que indica qual casa recebeu a ligação da portaria -o arquivo que apresenta o anúncio de Élcio a Lessa tem o trecho B65, indicando ter como destino a casa 65.

O documento também indica que os técnicos não tiveram acesso ao computador de onde os dados foram retirados.

O presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Leandro Cerqueira, afirmou que, sem acesso à máquina em que os arquivos foram gravados, não é possível identificar se um arquivo foi apagado ou renomeado.

“A edição pura e simples, se cortou alguma coisa, dá pra fazer [apenas com a cópia]. O arquivo pode não estar editado, mas pode ter sido trocado. Tem ‘n’ coisas que aí não é a perícia no áudio, é a perícia da informática. Para ver se não foi alterada a data ou qualquer outra coisa nesse sentido, tem que ter acesso ao equipamento original. A perícia vai lá, faz um espelho, e pericia o espelho, para garantir a idoneidade da prova”, afirmou.

A perícia do Ministério Público também foi alvo de críticas da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais.

“É temerário o possível arquivamento de uma notícia de fato sem que tenha havido a solicitação do devido exame pericial oficial. Isso abre espaço para que tome conta do debate uma guerra de versões e opiniões, distantes da materialidade dos fatos”, afirma a nota do presidente da associação, Marcos Camargo.

Os papéis da Justiça apontam ainda que as promotoras do caso só enviaram nesta quarta ao setor técnico as questões a serem respondidas sobre as gravações. O Ministério Público declara ter tido acesso aos arquivos no dia 15 de outubro.

O Ministério Público disse também não ser possível confirmar ainda nem mesmo se a gravação registrada na portaria é do mesmo porteiro que prestou depoimento.

Os autos da Justiça também não fazem menção a arquivos do circuito interno de TV do condomínio, para corroborar a versão de que Élcio entrou apenas uma vez no local naquele dia.

Na entrevista desta quarta, as promotoras julgaram que a perícia realizada é suficiente para considerar falsa a declaração do porteiro, de que o acusado teve a entrada liberada no condomínio por uma pessoa que estava na casa de Bolsonaro.

A Promotoria não citou hipóteses que possam explicar por que houve anotação incorreta do número da casa, bem como os depoimentos do funcionário do condomínio. Disse, apenas, que isso pode ter ocorrido por vários motivos e que eles serão apurados.

“Todas as pessoas que prestam falso testemunho podem ser processadas. […] O porquê do porteiro ter dado esse depoimento será investigado. Se ele mentiu, se equivocou ou esqueceu”, disse Simone Sibilio.

De acordo com o Ministério Público, a planilha de entrada no condomínio não foi apreendida no dia da prisão de Lessa e Queiroz, em março. A promotora Carmen Carvalho afirmou que a polícia não recolheu o material porque não havia registro de entrada para a casa 65.

“A busca era direcionada ao Lessa e não havia entrada para a casa 65 [na planilha]”, disse Carvalho.
Sibilio afirmou que a polícia não sabia em março que havia um sistema de gravações entre a portaria e os moradores.

“Gravação não é comum. Nem moradores sabiam que existia”, disse.

A planilha só se tornou alvo da investigação em outubro quando peritos conseguiram acessar dados do celular de Lessa. O aparelho foi apreendido em março, no dia da prisão, mas estava bloqueado por senhas.
Ao conseguir desbloquear o celular, os investigadores notaram que a mulher de Lessa enviou para o marido, em janeiro, uma foto da planilha de entrada do condomínio, que indicava acesso à casa 58.

O envio foi feito em 22 de janeiro, dois dias antes de Lessa e Queiroz serem ouvidos na Delegacia de Homicídios sobre o assassinato -na ocasião, eles estavam soltos, ainda sob investigação.

Com base nesse indício, a polícia realizou a busca e apreensão dos documentos no dia 5 de outubro.
O Ministério Público não se manifestou sobre as lacunas na perícia dos arquivos entregues pelo condomínio.

Folhapress

Até Bolsonaro, Taokey? Presidente desautoriza filho e diz que Eduardo “está sonhando” sobre AI-5

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Na saída do Palácio do Alvorada, nesta quinta-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) desautorizou declaração do seu filho Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) de que, caso a esquerda radicalize, uma resposta pode ser um novo AI-5.

No posicionamento do pai presidente, após a repercussão negativa da fala do deputado, Jair Bolsonaro afirmou que qualquer um que fale em AI-5 neste momento no país “está sonhando” e pediu que o posicionamento seja cobrado não dele, mas de seu filho.

O presidente pediu para esquecer a possibilidade de reedição da medida da ditadura militar (1964-1985).

“Quem quer que seja que fale em AI-5 está sonhando. Está sonhando, está sonhando. Não quero nem ver notícia nesse sentido aí”, disse o presidente. “Cobrem dele”, afirmou Bolsonaro, referindo-se ao filho.

“O AI-5 existia no passado, existia em outra Constituição. Não existe mais. Esquece”, afirmou.

A afirmação de Eduardo foi feita em entrevista à jornalista Leda Nagle realizada na segunda (28) e publicada nesta quinta (31) no canal dela no YouTube.

“Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, afirmou o parlamentar, filho do presidente Jair Bolsonaro.

 

Com informações, Agência Brasil 

Olha ela aí: Promotora de coletiva sobre suposto envolvimento do presidente no caso Marielle fez campanha para Bolsonaro em 2018

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Lembra da promotora do Ministério Público do Rio de Janeiro que tomou conta da coletiva sobre o caso Marielle Franco, nesta quarta-feira (30)? A que afirmou, peremptoriamente, que era falso o depoimento do porteiro que associou o nome de Jair Bolsonaro ao de um dos suspeitos de ter participado da morte de Marielle?

Ela é Carmen Eliza Bastos de Carvalho, eleitora de Bolsonaro, e pessoa ativa na campanha para elegê-lo presidente,  em 2018.

No seu perfil no Instagram, Carmen publicou imagens comemorando a posse de Bolsonaro, além de aparecer em fotos da época da campanha eleitoral usando uma camisa do seu candidato.

Também no seu perfil, existe uma foto com o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL), ao lado do deputado federal Daniel Silveira (PSL), aquele que quebrou uma placa com o nome de Marielle, durante a campanha eleitoral de 2018.

Carmem protagonizou a coletiva de ontem, quando o MP revelou que o depoimento do porteiro que associou o nome do presidente Jair Bolsonaro à morte de Marielle, foi “equivocado”. As coletivas anteriores sobre o caso Marielle, era conduzidas pelas promotoras Simone Sibilio, coordenadora do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e Letícia Petriz.

Carmem Eliza participou ontem, pela primeira vez, de uma coletiva com a imprensa sobre o assassinato da vereadora e de seu motorista.

Da Redação 

Eduardo Bolsonaro ameaça a democracia com “um novo AI-5”; E o que foi o AI-5?

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse em entrevista à jornalista Leda Nagle, publicada nesta quinta (31), que se a esquerda brasileira “radicalizar”, uma resposta pode ser “via um novo AI-5”.

“Se a esquerda radicalizar esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, afirmou o parlamentar, filho do presidente Jair Bolsonaro.

Uma ameaça gravíssima a democracia, que chocou até os aliados do deputado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou as declarações de Eduardo Bolsonaro

“O Brasil é uma democracia. Manifestações como a do senhor Eduardo Bolsonaro são repugnantes, do ponto de vista democrático, e têm de ser repelidas como toda a indignação possível pelas instituições brasileiras. A apologia reiterada a instrumentos da ditadura é passível de punição pelas ferramentas que detêm as instituições democráticas brasileiras. Ninguém está imune a isso. O Brasil jamais regressará aos anos de chumbo”, disse Maia, em nota enviada à imprensa.

O que foi o AI-5?

O Ato Institucional nº 5, conhecido usualmente como AI-5, foi um decreto emitido pela Ditadura Militar durante o governo de Artur da Costa e Silva no dia 13 de dezembro de 1968. O AI-5 é entendido como o marco que inaugurou o período mais sombrio da ditadura e que concluiu uma transição que instaurou de fato um período ditatorial no Brasil.

O AI-5 não deve ser interpretado como um “golpe dentro do golpe”, isto é, não deve ser visto como resultado de uma queda de braços nos meios militares que levou um grupo vitorioso a endurecer o regime. Ele deve ser enxergado como o resultado final de um processo que foi implantando o autoritarismo no Brasil pouco a pouco no período entre 1964 e 1968. Foi a conclusão de um processo que visava a governar o Brasil de maneira autoritária em longo prazo.

O AI-5, na visão das historiadoras Lilia Schwarcz e Heloísa Starling, “era uma ferramenta de intimidação pelo medo, não tinha prazo de vigência e seria empregado pela ditadura contra a oposição e a discordância. Já o historiador Kenneth P. Serbin fala que, por meio do AI-5, as forças de segurança do governo tiveram carta branca para ampliar a campanha de perseguição e repressão contra a esquerda revolucionária, oposição democrática e Igreja.

Esse ato institucional foi apresentado à população brasileira em cadeia nacional de rádio e foi lido pelo Ministro da Justiça, Luís Antônio da Gama e Silva. Contava com doze artigos e trazia mudanças radicais para o Brasil. Por meio desse decreto, foi proibida a garantia de habeas corpus em casos de crimes políticos.

Também decretou o fechamento do Congresso Nacional, pela primeira vez desde 1937, e autorizava o presidente a decretar estado de sítio por tempo indeterminado, demitir pessoas do serviço público, cassar mandatos, confiscar bens privados e intervir em todos os estados e municípios.

Por meio do AI-5, a Ditadura Militar iniciou o seu período mais rígido, e a censura aos meios de comunicação e a tortura como prática dos agentes do governo consolidaram-se como ações comuns da Ditadura Militar.

Contexto histórico

O AI-5 foi decretado em 13 de dezembro de 1968. Esse ano para a história do Brasil e do mundo ficou marcado por grande mobilização popular. O movimento estudantil juntou-se contra o regime a partir de março daquele ano e, no fim desse mês, o estudante Edson Luis de Lima Souto foi morto pela polícia em um protesto realizado no Rio de Janeiro.

A morte de Edson Luis sensibilizou o país e deu força para o movimento estudantil. O enterro do estudante contou com a presença de mais de 60 mil pessoas| e, a partir desse momento, novas manifestações estudantis aconteceram. Em junho, houve violentos confrontos da polícia contra os estudantes que reivindicavam o fim da ditadura.

Em junho de 1968, ainda aconteceu a Passeata dos Cem Mil, que mobilizou 100 mil pessoas nas ruas do Rio de Janeiro e contou com a presença de artistas e intelectuais. Em julho, a ditadura proibiu a realização de manifestações e, em agosto, começou a intervir diretamente nas universidades públicas. A ditadura agia para acabar com a força do movimento estudantil, e muitos dos estudantes, acuados, optaram por ingressar na luta armada.

A oposição ao regime não acontecia somente por meio dos estudantes, mas também por intermédio da luta armada. Em razão da implantação da ditadura e da perseguição à oposição, determinados grupos da sociedade ingressaram na luta armada como forma de combater a ditadura. Um dos grandes nomes da luta armada que se engajaram contra a ditadura foi Carlos Marighella, que reivindicou a autoria de um atentado contra o Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, por exemplo.

Além do movimento estudantil e da luta armada, a ditadura também teve de lidar com a oposição do movimento operário, que, em 1968, engajou-se contra a ditadura por causa de todas as perdas que os trabalhadores tiveram com a política de arrocho social implantada por esse regime a partir de 1964. Houve grandes mobilizações de trabalhadores em Contagem (Minas Gerais) e Osasco (São Paulo). Percebe-se, portanto, que 1968 foi um ano intenso na história brasileira, e a oposição contra a Ditadura Militar ganhou força em diversas frentes.

Estopim para o AI-5

O estopim para que a Ditadura Militar implantasse o AI-5 em nosso país aconteceu com o discurso do deputado Márcio Moreira Alves, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O discurso do deputado emedebista aconteceu em 3 de setembro de 1968 e, na ocasião, duros ataques foram feitos à ditadura.

Márcio Moreira discursou contra a violência cometida pelos militares, convocou a população a boicotar os desfiles de 7 de setembro e questionou quando o Exército deixaria de ser um “valhacouto de torturadores”. O discurso foi realizado com o Plenário vazio, mas enfureceu os militares.

O Exército exigiu uma punição ao deputado da oposição, mas a Câmara dos Deputados recusou-se a punir Márcio Moreira. Essa derrota mostrou que a oposição contra a ditadura ganhava força até nos meios políticos. Com isso, o Conselho de Segurança Nacional organizou uma reunião conhecida como “missa negra”.

Durante a missa negra, o vice-presidente, Pedro Aleixo, procurou convencer os militares a não impor o AI-5 e apenas estabelecer estado de sítio. A proposta de Pedro Aleixo foi rejeitada, e o AI-5 foi anunciado no dia citado, 13 de dezembro de 1968.

O AI-5 foi a resposta do regime militar para toda a crise que a Ditadura Militar enfrentava em 1968. Em razão das mobilizações de estudantes, operários, artistas e intelectuais, somadas à luta armada e à oposição de políticos às ordens do governo, a cúpula militar reuniu-se para endurecer o regime. Sendo assim, como já salientado, o AI-5 não foi um “golpe dentro do golpe”, mas uma resposta pensada dos militares para as tentativas da sociedade brasileira de resistir contra a ditadura.

Consequências do AI-5

O AI-5 deu ao presidente o direito de promover inúmeras ações arbitrárias e reforçou a censura e a tortura como práticas da ditadura. Além disso, como efeito imediato desse ato|4|:

  • 500 pessoas perderam seus direitos políticos;
  • 5 juízes de instância, 95 deputados e 4 senadores perderam seus mandatos.

Outro reflexo imediato do AI-5 foi que personalidades influentes da política brasileira, como Carlos Lacerda e Juscelino Kubitschek, foram presos por ordem dos militares. Além disso, intelectuais e artistas passaram a ser mais perseguidos, e 66 professores universitários foram demitidos|5|.

Revogação do AI-5

O AI-5 foi revogado dez anos depois durante o governo de Ernesto Geisel. A revogação do AI-5 aconteceu com a Emenda Constitucional nº 11, de 13 de outubro de 1978. No entanto, essa emenda só entrou em vigor a partir do 1º de janeiro de 1979 e foi parte do processo de abertura política conduzida durante o Governo Geisel.

Brasil Escola, por Daniel Neves/Graduado em História

Após fala sobre AI-5, oposição vai apresentar notícia-crime no STF contra Eduardo Bolsonaro

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Partidos de oposição vão apresentar uma notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por sua declaração sobre a possibilidade de um “novo AI-5”. O grupo também vai procurar o Conselho de Ética da Câmara.

De acordo com a Coluna do Estadão desta quinta-feira (31), o grupo formado por PSOL, PT, PSB, PDT e PCdoB – até o momento, já que outras legendas estão sendo consultadas – vai alegar quebra de decoro parlamentar.

Em entrevista à jornalista Leda Nagle, no Youtube, o filho do presidente da República falou sobre medidas drásticas, como o ato institucional mais agressivo utilizado durante ditadura militar, caso haja no Brasil protestos como os que estão acontecendo no Chile.

Agência Brasil

SAAE de Sobradinho atesta qualidade da água ofertada a comunidade do Novo São Gonçalo

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Em visita a comunidade de Novo São Gonçalo, zona rural do município de Sobradinho, o químico responsável do SAAE, Carlos Alves, acompanhou de perto as condições da água ofertada aos moradores.

Durante a visita, foram colhidas amostras de três locais diferentes para análise (duas residências e uma escola), com o objetivo de averiguar se houve alterações e impertinências quanto a qualidade da água distribuída a população.

O fornecimento de água para a localidade é realizado através da jusante, um ponto de captação, a partir da barragem de Sobradinho, tendo como manancial o Rio São Francisco. A água que chega na Estação de Tratamento é filtrada de forma ascendente, segue para o reservatório suspenso de água tratada, e em seguida recebe o cloro e passa a ser distribuída para a comunidade.

Todo processo atende a Portaria de consolidação PRC nº 05, de 28 de setembro de 2017, anexo XX do Ministério da Saúde, que estabelece o padrão de qualidade da água, considerando sua potabilidade.

“Acompanhei de perto todo o processo até a chegada da água à comunidade de Novo São Gonçalo. Coletamos amostras de água dos locais visitados, e com base nisso, asseguramos aos moradores que está sendo fornecida uma água limpa e de qualidade, tanto para consumo humano como para produção, atendendo assim o padrão de potabilidade estabelecido pela portaria nº 05 de 28 de setembro de 2017″, afirmou Carlos Alves.

Ascom SAAE/Sobradinho