Preto no Branco

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Ciro se transformou numa farsa piorada de si mesmo, por Carlos Fernandes

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Talvez tenha sido eu, em toda a mídia progressista, quem mais tentou avisar sobre a natureza política – e de certa forma, pessoal – do então candidato a presidente nas eleições de 2018, Ciro Gomes.

Por diversas vezes alertei sobre seu temperamento explosivo, seu viés autoritário, seu posicionamento machista, seu caráter intolerante e, pior do que tudo, seu DNA protofascista forjado nos tempos em que despontava como jovem promessa no PDS, o partido que aglutinou boa parte da escória da ditadura militar brasileira.

Derrotado miseravelmente no primeiro turno, não demorou para que sua verdadeira face, mantida semioculta sabe-se lá a qual custo, se mostrasse de vez sem qualquer maquiagem de ocasião.

Oficialmente eliminado da campanha, sua primeira decisão fez jus aos mais convictos dos covardes: fugir.

Abandonando o seu país e com ele, inclusive, todos aqueles que de boa-fé tinham dado sua confiança, flanou alegremente pela cidade-luz enquanto todos os democratas desse país lutavam diuturnamente contra um inimigo comum.

Ciro se refestelava.

Uma vez de volta, nova decepção para aqueles que ainda acreditavam numa suposta aura de estadista. Como um Pôncio Pilatos da era moderna, Ciro simplesmente lavou as mãos frente a disputa entre a democracia e a barbárie.

Daí para frente, foi só ladeira abaixo.

Esculhambou com antigos aliados, difamou partidos políticos, menosprezou lideranças sociais e, na sua peculiar educação no uso da língua portuguesa, chegou a chamar de “bosta” um religioso e intelectual da envergadura de Leonardo Boff.

Ciro Gomes nunca foi tão ele.

Mas eis que na sua cavalgada tresloucada de ódio e rancor, outros terrenos pouco explorados na sua trajetória política foram abertamente desbravados.

Sem sequer se ruborescer, atacou de forma vil dois dos mais importantes sites na luta e resistência pela retomada da democracia desse país: DCM e Brasil 247.

As mentiras e calúnias que regurgitou desavergonhadamente sobre dois grandes jornalistas com décadas de experiência na imprensa brasileira, Kiko Nogueira e Paulo Moreira Leite, mais do que a básica busca de reparação judicial, mereceu repúdio generalizado de órgãos e colegas que se sentiram, com toda justiça, igualmente atacados.

E aqui é preciso atentarmos aos que silenciaram sobre esse caso. Simplesmente não são melhores do que aqueles que atacam a imprensa livre.

Omissos à parte, o fato é que Ciro Gomes vai incluindo ornamentos novos a sua imagem já desgastada.

Intencional ou não, é uma espécie de tentativa desesperada de se manter em evidência quando cada vez mais perde o respeito de um lado a outro do espectro político.

Na sua mania de grandeza e autoridade, finge-se de gigante enquanto gente comum precisa olhar para baixo para enxergá-lo.

Quase dá pena.

O que estamos presenciando com um político que poderia ter construído o seu lugar ao sol na história democrática desse país, é basicamente a concretização do pior destino que um político poderia ter: se tornar uma versão pior daquilo que já representa.

DCM

Família de novo presidente do Incra possui terras improdutivas e dívidas trabalhistas

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Após a demissão do general João Carlos Jesus Corrêa, o novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão responsável pela promoção da reforma agrária em terras improdutivas, foi nomeado na quarta-feira (16). Trata-se do economista Geraldo José da Câmara Ferreira de Melo Filho, dono de fazendas de gado e herdeiro de uma das maiores fortunas do Rio Grande do Norte.

O novo presidente do Incra é filho de Geraldo Melo e Ednólia Melo. De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a família Melo tem cerca de 17 mil hectares de terras no estado – parte desta área está improdutiva há décadas, desde a falência das usinas de cana-de-açúcar por má-gestão.

Nessas áreas improdutivas, há cinco acampamentos do movimento, que reivindica a destinação das terras dos Melo para a reforma agrária – algo que depende diretamente da atuação do Incra, hoje sob o comando do herdeiro dos latifundiários.

“O recém-nomeado presidente do Incra é a cara desse governo. É latifundiário, é escravocrata e que criminaliza a luta social. Ele rasga a Constituição e os direitos dos trabalhadores. Cabe a nós organizar, resistir e lutar pela reforma agrária”, explica Alexandre Conceição, da coordenação nacional do MST.

A família Melo é recorrentemente ligada a casos de corrupção e escândalos. Em 2017, foram presos Jerônimo Melo e Daniel Melo – irmão e sobrinho do novo presidente do Incra –, durante a operação Cidade Luz, do Ministério Público do Rio Grande do Norte, que investigou pagamento de propina na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos de Natal.

A matriarca, Ednólia Melo, foi prefeita de Ceará-Mirim (RN), região onde estão boa parte das propriedades da família. Ela foi condenada e teve que pagar uma indenização de R$ 76 mil por improbidade administrativa. A ex-prefeita não prestou conta dos recursos que deveriam ter sido usados no programa de combate à fome do município.

O pai do presidente nomeado para o Incra, Geraldo Melo, foi vice-governador do Estado, entre 1979 e 1983, filiado à Arena e depois ao PDS. Também foi governador, entre 1987 e 1991, já pelo PMDB, e senador, de 1995 a 2003, pelo PSDB.

A fortuna de Geraldo Melo começou um pouco antes do golpe militar de 1964, quando ele saiu da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), órgão que deveria promover ações de fomento no Nordeste, e, junto com outros colegas, criou a Administração Industrial e Planejamento (Adiplam).

No começo dos anos 1970, após uma crise no setor, a empresa assumiu o controle acionário das Usinas São Francisco Açúcar e Álcool S/A e Ilha Bela S/A.

Reforma agrária
Nessas terras, atualmente, o MST mantém nessas áreas os acampamentos Tatiane Lindolfo, Mariele Comuna, Chico Santa, Irmã Dorytty, Luiz Gonzaga, Cicero Pedro, Florestan Fernandes, Resistência Camponesa, Margarida Alves, Jaciele, Nova Esperança, Marielle Franco e Marcos Aurélio.

“Essas usinas têm dívidas com a Receita Federal, têm dívidas com o Estado, têm dívidas trabalhistas imensas porque nunca pagou ninguém. São áreas que o governo poderia desapropriar pelo valor das dívidas, sem precisar pagar os usineiros, e promover a reforma agrária”, afirma Conceição, da coordenação do MST.

Para Gerson Justino, da direção regional do MST no Rio Grande do Norte, as perspectivas não são boas após a nomeação de um pecuarista e latifundiário para o comando do Incra. Principalmente por conta do poder político e econômico da família Melo na região, onde é tensa a questão das terras onde estão os acampamentos dos sem-terra. “Inclusive ameaçam as famílias com jagunços”, acrescenta.

O Brasil de Fato entrou em contato com o Incra pedindo um posicionamento do novo presidente, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.

DCM

TJ-BA cassa liminar que obrigava Detran a realizar duas inspeções anuais em veículos

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O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador Gesivaldo Britto, determinou que o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) deve realizar apenas uma inspeção veicular a cada ano. A medida faz cessar os efeitos da liminar que obrigava o órgão a realizar dois procedimentos anuais.

O pedido foi feito pela Procuradoria do Detran-BA no âmbito da ação movida pela Associação dos Organismos de Inspeção na Bahia (ABO). A liminar cassada havia sido concedida pela 8ª Vara da Fazenda Pública de Salvador e, de acordo com o Departamento de Trânsito, representa interesses de empresas credenciadas para exercer a atividade específica de inspeção.

O Detran ainda declarou que a liminar causa grave lesão à ordem econômica, já que, segundo o órgão, viola a segurança jurídica nacional e usurpa competência do Denatran e resoluções do Contran, além de desobedecer recomendação do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Na decisão, o presidente do TJ-BA afirmou que a liminar “causa grave lesão à ordem pública, por vício na forma de atribuição ao estabelecer certificações de inspeção veicular na Bahia”. Para o desembargador, o posicionamento da 8ª Vara é “manifestamente contrária ao ordenamento jurídico, configura lesão à ordem pública, estando presentes os requisitos para a suspensividade perseguida”.

BNews

Sobradinho: Prefeitura e Banco do Brasil reúnem agricultores e piscicultores para apresentar linhas de crédito

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Com o objetivo de fortalecer a piscicultura e a agricultura familiar, a Prefeitura de Sobradinho através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, em parceria com o Conselho de Desenvolvimento Sustentável do Banco do Brasil e empresa GEOTEC, realizou nesta sexta-feira (18), no Plenário da Câmara de Vereadores, uma reunião para que produtores rurais do município tomassem conhecimento das linhas de crédito que o banco oferece para o setor.

O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Leneíldo Monteiro fez a abertura do encontro e falou dos avanços conquistados pelos pequenos produtores do município.

“O prefeito Luiz Vicente por entender as dificuldades de financiamento enfrentadas pelos produtores locais, está buscando consolidar parcerias com várias entidades que oferecem suporte ao pequeno produtor, como é o caso do Bahia Pesca, do SAJUC, do IRPAA, da Colônia de Pescadores, do Banco do Brasil, entre outras. A gestão também conta com o apoio do poder Legislativo na aprovação de importantes projetos como a Lei de implantação do Serviço de Inspeção Municipal que busca o fortalecimento da produção no campo em nossa cidade”, destacou o secretário.

O Assessor de Agronegócios do Banco do Brasil , Waldez Murilo Teles de Mendonça, apresentou dados e orientações técnicas para aquisição das linhas de crédito.

“É considerado um cuidado fundamental a contratação de uma empresa de assistência técnica, tanto para realizar o levantamento de informações necessárias para o cadastro junto à instituição financeira, bem como a elaboração de um projeto técnico-financeiro do empreendimento. Além disso, a assistência técnica pode, ao longo do processo, solicitar junto ao agente financeiro, o acionamento de mitigadores de risco ou a abertura de processo de alongamento de dívidas mediante laudos específicos”, explicou

O representante da empresa GEOTEC, Fancelito Cunha Souza, elencou pontos essenciais para que o produtor esteja apto a ter acesso ao financiamento.

“Os principais cuidados que devem ser tomados pelo produtor são: documentação comprobatória em ordem e sem restrições, não apresentar restrições no sistema financeiro, capacidade de pagamento, não apresentar restrições de cunho ambiental ou trabalhista. Vale ressaltar ainda que o Crédito Rural não pode ser usado para financiar dívidas ou atividades deficitárias ou outra atividade que não seja fim para o qual foi contratado para que não se cometa desvio de finalidade”, Esclareceu Francelito.

Ascom PMS

Univasf: Começa segunda(21)primeiro debate com candidatos inscritos para a Consulta Eleitoral Informal para o Reitorado 2020-2024

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Serão realizados a partir da próxima semana os debates com os candidatos inscritos para a Consulta Eleitoral Informal para o Reitorado 2020-2024, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). O primeiro acontecerá na segunda-feira (21), no Campus Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI). O debate será realizado no auditório do campus, às 18h, e é aberto à participação de toda a comunidade acadêmica e externa.

No total, serão realizados três debates durante a campanha eleitoral para o Reitorado 2020-2024, um em cada estado onde a Univasf possui campus. O segundo acontecerá no Campus Ciências Agrárias (CCA), em Petrolina (PE), às 9h, no dia 24 de outubro. E o debate final será no Campus Juazeiro (BA), em 29 de outubro, com transmissão ao vivo pela TV Caatinga, a partir das 16h.

Mais informações estão disponíveis no site da Consulta Eleitoral Informal (CEI) 2019.

Cronograma:

21/10/2019 – Debate 1: Auditório do Campus Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI), a partir das 18h

24/10/2019 – Debate 2: Núcleo Temático 2, no Campus Ciências Agrárias (CCA), em Petrolina (PE), a partir das 9h

29/10/2019 – Debate 3: Complexo Multieventos, no Campus Juazeiro (BA), a partir das 16h.

Ascom

Deputada denuncia homem armado que diz que vai estuprá-la e afogá-la: “Não queremos outra Marielle”

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A deputada estadual Isa Penna (PSOL-SP) está recebendo ameaças de morte. Mais do que xingamentos e grosserias de quem discorda de sua atuação parlamentar – ao que, como não poderia deixar de ser, já está acostumada – o que vem recebendo atualmente a psolista está muitos tons acima.

Uma coisa é ser ofendida por radicais de direita com os mais variados xingamentos. “Outra coisa é receber mensagens de pessoas que já sabemos que possuem armas dizendo que vão me estuprar e me afogar em uma banheira, junto com uma foto segurando um revólver”, explica a deputada, que registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil após o recebimento das ameaças.

E o que despertou a ira dos agressores contra Isa Penna? Resposta: um poema.

No último dia 2, a deputada recitou “Sou puta, sou mulher” (leia a íntegra ao fim desta reportagem), da poeta Helena Ferreira, no plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo. Enquanto lia, foi interrompida por Valéria Bolsonaro (PSL), repreendida pelo presidente da Casa, Cauê Macris (PSDB), e ainda ouviu, de Douglas Garcia (PSL), que seria denunciada no Conselho de Ética por falar palavrão na tribuna.

Depois disso, parlamentares, jornalistas e “influenciadores”da extrema direita em geral passaram a hostilizar Isa Penna nas redes sociais.

O passo seguinte foram as ameaças de morte. Leia, abaixo, os principais trechos da entrevista que Isa Penna concedeu ao DCM nesta sexta-feira(18).

Diário do Centro do Mundo – A senhora é constantemente hostilizada nas redes sociais. Por que decidiu lavrar um boletim de ocorrência desta vez?

Deputada estadual Isa Penna – Uma coisa é ser ofendida por radicais de direita com os mais variados xingamentos. Outra coisa é receber mensagens de pessoas que já sabemos que possuem armas dizendo que vão me estuprar e me afogar em uma banheira, junto com uma foto segurando um revólver.

DCM – A senhora teme pela própria vida?

I.P. – Sempre soube que receberia ameaças e hostilidades. O estado patriarcal brasileiro foi criado com base na violência, desde a submissão dos povos indígenas até hoje, com a violência policial em manifestações populares, por exemplo. Então, sabia que não seria diferente com uma deputada mulher, jovem (28 anos) e feminista. Então, temos coragem para enfrentar o que for necessário, mas também ninguém quer outra Marielle (Marielle Franco, vereadora carioca do PSOL assassinada no ano passado). Até por respeito e em nome dela, é preciso combater esse tipo de violência.

DCM – Após a leitura do poema, muitas figuras de expressão da direita foram às redes sociais para hostilizá-la. A senhora acredito que este tipo de postura incentiva o envio de ameaças como a que está recebendo?

I.P. – Sem dúvida. As pessoas se sentem autorizadas a dar um passo a mais, seguir os exemplos. Mas não vão nos intimidar.

DCM – O poema lido na tribuna, embora seja forte, contundente e sem floreamentos, não traz nenhuma ofensa ao parlamento paulista ou a quem quer que seja. Apesar disso, a senhora foi denunciada ao Conselho de Ética da Assembleia Legislativa por ter lido. O que leva a este tipo de reação?

I.P. – O machismo e a hipocrisia. A gente sabe que muitos dos que criticam, inclusive muitos dos políticos que criticam, são clientes da prostituição, pagam pelos seus serviços. Mas o que não pode é escancarar essa realidade na tribuna da Assembleia. Hipocrisia é o que os move.


Sou puta, sou mulher (Helena Ferreira)

Quando uso a boca vermelha

Meu salto agulha
E meu vestido preto.
Sou puta
Mordo no final do beijo
Não fico reprimindo desejo
E nem me escondo na aparência de menina.
Sou uma puta de primeira

Pego ônibus debaixo de chuva
Não dependo de salário de macho
E compro a pílula no final do mês.
Sou uma puta com P maiúsculo
Dispenso o compromisso
Opto pela independência
Não morro de amor
Acordo sozinha
Cresço sozinha
Vivo na minha
Bebo em um bar de esquina
Vomito no chão da cozinha.
Sou uma putinha

Passo a noite em seus braços
Mas não me prendo no laço
Que você quer me prender.
Sou puta
Você tem o meu corpo
Porque eu quis te dar
E quando essa noite acabar
Eu não vou te pertencer
E se de mim você falar
Eu não vou me importar
Porque um homem que não me faz gozar
Nunca terá meu endereço.
E não é gozo de buceta
É gozo de alma
É gozo de vida
É me fazer sentir amada
Valorizada
E merecida
E se de puta você me chamar
Eu vou agradecer.

Porque a puta aqui foi criada
Por uma puta brasileira
Que ralava pra sustentar os filhos
E sofria de racismo na feira
Foi espancada e desmerecida
E mesmo sofrida
Sorria o dia inteiro
Uma puta mulher ela foi
E puta também eu quero ser.
Porque ser mulher independente
Resolvida
Segura
Divertida
Colorida
E verdadeira
Assusta os homens
E os machos
Faz acontecer um alvoroço.
Onde já se viu mulher com voz?
Tem que ser prendada e educada
E se por acaso for “amada”
Tem direito de ser morta pelo parceiro
Cachorra adestrada pelo povo brasileiro
Sai pelada na revista
Excita
Dança
Bate uma
Cai de boca
Mama ele e os amigos
E depois vai ser encontrada num bueiro
Num beco
Estuprada
Porque tava de batom vermelho
Tava pedindo
Foi merecido
E se foi crime “passional”
Pobre do rapaz
Apaixonado estragou a própria vida.

Por isso que eu sou puta
Porque sou forte
Sou guerreira
Não sou reprimida
Nem calada
Sou feminista
Sou revoltada
Indignada
E sou rotulada assim
Como PUTA!
Então que eu seja puta
E não menos do que isso.

DCM

Juazeiro: Cidadão questiona construção de quiosque em espaço público e pergunta: “quem vai explorar?”

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Uma construção em frente ao Hospital da Unimed, Rua do Paraíso, em Juazeiro, chamou atenção de um leitor do Preto No Branco, que pediu para não ser identificado.

Segundo ele, trata-se de um quiosque para venda de lanches, construído no espaço público, o que aguçou a sua curiosidade de cidadão.

” O uso do espaço público para um comércio particular, pode? Quem está construindo? Com que recurso? E quem será o contemplado para explorar o quiosque”? questionou.

Ainda de acordo com ele, um familiar de um aliado da gestão municipal, que preferimos não divulgar o nome, será o dono do estabelecimento.

O PNB procurou a Semaurb, Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano, responsável pelo uso do solo, que informou se tratar de “um termo de permissão de uso, não podendo o permissionário vender ou realizar qualquer intervenção sem o conhecimento e autorização do município”.

O órgão também afirmou que não se trata de uma construção irregular, pois “Todo o processo foi acompanhado pelo corpo técnico da secretaria para assegurar que não haja obstrução do passeio público pós-conclusão da intervenção”.

Como a nota não respondeu as questões do leitor, indagamos : Sobre o dono. Qual o critério para concessão? Qual o processo? Quem arca com a construção? O permissionário paga alguma espécie de comodato?

A representante do órgão, informou apenas que desconhecia o nome do permissionário e que “quanto a obra, sim, as melhorias são arcadas pelo permissionário, mas como está na nota, o mesmo não pode fazer nenhuma intervenção sem aprovação do município.

Ela informou também que “trata-se de um ato administrativo, discricionário, precário, prescindindo de procedimento licitatório, adstrita a lei 8666/1993” e afirmou que houve processo de licitação para permissionário do espaço.

Solicitamos o edital de licitação para uso do espaço, que não foi apresentado até o momento, e aguardamos um retorno da secretaria responsável.

Nota na íntegra:

SEMAURB esclarece autorização para uso de solo em Juazeiro A Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB) informa que se trata de um termo de permissão de uso, não podendo o permissionário vender ou realizar qualquer intervenção sem o conhecimento e autorização do município. Com isso, se trata de um ato administrativo, discricionário, precário, prescindindo de procedimento licitatório, adstrita a lei 8666/1993. Todo o processo foi acompanhado pelo corpo técnico da secretaria para assegurar que não haja obstrução do passeio público pós conclusão da intervenção.

Da Redação

PSL suspende cinco deputados da ala bolsonarista e aumenta poder de ala bivarista

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A guerra entre bivaristas e bolsonaristas continua a todo vapor no PSL. Cinco deputados bolsonaristas foram suspensos das atividades partidárias, nesta sexta-feira (18). São eles: Carlos Jordy (RJ), Ale Silva (MG), Bibo Nunes (RS), Carla Zambelli e Filipe Barros (PR).

A decisão foi tomada durante uma  convenção da sigla, em Brasília. O evento marcou também a eleição de 52 pessoas para o diretório nacional que passou a ter 153 membros. Dos novos eleitos, a maioria é alinhada a Luciano Bivar, presidente do partido.

BNews

Em Petrolina, SESI promove a 9ª edição dos ‘Melhores do Crawl’

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O Serviço Social da Indústria – SESI está com inscrições abertas até o dia (24) deste mês para a 9ª edição do ‘Melhores do Crawl’, em Petrolina/PE. A competição, que promete movimentar o segmento de natação regional, será realizada no sábado (26) e terá início a partir das 7h30, no parque aquático da instituição, com uma sequência de provas que vai da categoria Mini – Mirim até a Master. Na categoria Adulto, as disputas começam às 15h, com as provas Master A e B e Absoluto.

O evento, aberto aos atletas do Vale do São Francisco e região, vai premiar com medalhas os três primeiros vencedores de cada categoria e com troféus as equipes que somarem mais pontos ao final da competição.

De acordo com o coordenador de Atividades Física do SESI Petrolina, Helbert Santana, esta competição estimula a vida saudável, conscientiza a comunidade a adotar melhores hábitos. “Essa competição, além da interação entre os atletas, promove disputas saudáveis entre as agremiações da modalidade na região. É importante também como teste para os atletas que disputam competições estaduais”, pontuou.

A inscrição custa R$15 e pode ser feita no SESI Petrolina, em frente ao Parque Municipal Josefa Coelho, 01, Centro. Mais informações pelo telefone: (87) 3861-1369, com os professores Edvaldo Gomes e Josué Ribeiro.

Clas