Preto no Branco

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Sepultado na tarde de hoje (5) o corpo do irreverente e querido professor Anselmo Gomes

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Foi sepultado na tarde desta quarta-feira (5), no cemitério de Petrolina, o corpo do professor Anselmo Gomes, que morreu na noite de ontem, vítima de um câncer.

Professor, poeta, compositor, advogado, escritor, estudioso e amante da obra de Luiz Gonzaga, Anselmo Gomes era uma referência da intelectualidade petrolinense.

Ele atuou como professor na Universidade de Pernambuco (UPE) e também na Escola Paul Harris, em Petrolina, onde deixou uma marca de irreverência e criatividade na forma de trabalhar os conteúdos.

O Professor Anselmo chegava a dar aulas de Filosofia no cemitério da cidade, para falar de vida e morte, por exemplo.

E foi filosofando que, no leito do hospital onde estava internado desde o dia 23 de outubro, ele escreveu: “Quanto mais declina meu estado de saúde, maior inspiração encontro como atitude. Enquanto vivo estiver e meu cérebro se iluminar, não pararei de escrever. Goste ou não quem gostar, minha meta é fazer o mundo brilhar. Quando morre um poeta-pensador, o mundo fica gemendo de dor. Na verdade, todos nós iremos morrer; só não sabemos quando isso irá acontecer. Quando falece um escritor, ele deixa imenso legado de beleza, de amor”.

O PNB lamenta a morte do mestre e se solidariza com sua família.

Da Redação

Juazeiro tem novembro mais tranquilo dos últimos seis anos

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Os índices de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) do mês de novembro no município de Juazeiro – BA têm menor quantitativo dos últimos seis anos, foram cinco homicídios contra a média de onze entre os anos de 2013 e 2017, conforme tabela abaixo.

O aumento do policiamento ostensivo, emprego de policiamento calculado através de estudo da mancha criminal, estratégias de inteligência e empenho dos policiais, entre outros, são as causas da diminuição dos CVLI no município, esclarece o coronel Anselmo Bispo, comandante do Policiamento da Região Norte.

Para ele, ainda, o objetivo da Polícia Militar da Bahia é que um dia não existam atentados contra a vida das pessoas, no entanto, a redução de tais crimes denotam o esforço das PMs em proporcionar Segurança Pública de qualidade para a sociedade.

Ascom CPRN

Bolsonaro é pressionado a rebaixar status do Ministério dos Direitos Humanos

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O presidente eleito Jair Bolsonaro concede entrevista à imprensa no CCBB.
O presidente eleito Jair Bolsonaro concede entrevista à imprensa no CCBB.

De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, auxiliares do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), tentam convencê-lo a tirar o status de ministério da pasta de Direitos Humanos.

O grupo argumenta que é preciso zelar pelo discurso de enxugamento da máquina. Pela proposta, o ministério deveria se tornar uma secretaria especial.

Da Redação

Fraude com CPF viabilizou disparo de mensagens de WhatsApp na eleição

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Relato e documentos apresentados à Justiça do Trabalho e obtidos pela Folha detalham o submundo do envio de mensagens em massa pelo WhatsApp que se instalou no Brasil durante as eleições deste ano.

Uma rede de empresas recorreu ao uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular e garantir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos.

Entre as agências envolvidas no esquema está a Yacows. Especializada em marketing digital, ela prestou serviços a vários políticos e foi subcontratada pela AM4, produtora que trabalhou para a campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

A Folha falou diversas vezes com o autor da ação, Hans River do Rio Nascimento, ex-funcionário de uma dessas empresas. Nas primeiras conversas, ocorridas a partir de 19 de novembro e sempre gravadas, ele disse que não sabia quais campanhas se valeram da fraude, mas reafirmou o conteúdo dos autos e respondeu a perguntas feitas pela reportagem.

No dia 25, ele mudou de ideia após fazer acordo com a antiga empregadora, registrado no processo. “Pensei melhor, estou pedindo pra você retirar tudo que falei até agora, não contem mais comigo”, disse, em mensagem de texto. Três dias antes, a Folha havia procurado a Yacows para solicitar esclarecimentos.

As conversas gravadas e a ação que Nascimento move acrescentam detalhes ao esquema revelado pela Folha em outubro, quando reportagem mostrou que empresários pagaram para impulsionar mensagens anti-PT na disputa eleitoral.

Após a publicação da reportagem, o WhatsApp bloqueou as contas ligadas às quatro agências de mídia citadas pela Folha por fazerem disparos em massa: Quickmobile, Croc Services, SMS Market e Yacows.

Nascimento descreve a atuação de três agências coligadas: Yacows, Deep Marketing e Kiplix, que funcionam no mesmo endereço em Santana (zona norte de São Paulo) e pertencem aos irmãos Lindolfo Alves Neto e Flávia Alves. Nascimento esteve empregado pela Kiplix de 9 de agosto a 29 de setembro com salário de R$ 1.500.

Segundo seu relato, as empresas cadastraram celulares com nomes, CPFs e datas de nascimento de pessoas que ignoravam o uso de seus dados. Ele enviou à reportagem uma relação de 10 mil nomes de pessoas nascidas de 1932 a 1953 (de 65 a 86 anos) que, afirma, era distribuída pela Yacows aos operadores de disparos de mensagens.

Nascimento afirma que os dados utilizados sem autorização eram parte importante do esquema.

A lei exige o cadastro de CPFs existentes para liberar o uso de um chip. Como o WhatsApp trava números que enviam grande volume de mensagens para barrar spam, as agências precisavam de chips suficientes para substituir os que fossem bloqueados e manter a operação.

Ainda segundo Nascimento, a linha de produção de mensagens funcionou ininterruptamente na campanha.

As condições a que alega ter sido submetido —ele diz não ter sido registrado, não ter feito pausa para almoço e não ter recebido horas extras— levaram-no a ajuizar ação trabalhista contra a Kiplix.

Ele anexou ao processo fotos e trocas de mensagens entre funcionários e os donos das empresas nas quais discutem a operação antes do primeiro turno.

Em uma das mensagens compartilhadas com a Folha por Nascimento, um supervisor diz a todos os funcionários que eles devem trabalhar no final de semana: “Campanha de GOV iniciando!”. Nenhum candidato a governador declarou ao Tribunal Superior Eleitoral despesas com essas agências.

Nascimento apresentou à Folha fotos de salas cheias de computadores ligados a diversos celulares e chipeiras —equipamento que usa o chip de celular para emular o WhatsApp e fazer os disparos— além de caixas com chips.

Uma vez ativados com os dados usurpados, os chips eram usados em plataformas de disparos em massa no WhatsApp. “Cerca de 99% do que fazíamos eram campanhas políticas e 1% era para a Jequiti [marca de cosméticos]”, disse Nascimento à Folha.

A Deep Marketing prestou serviços, entre outros candidatos, para Henrique Meirelles (MDB), que disputou a Presidência e declarou pagamento de R$ 2 milhões à empresa por “criação e inclusão de páginas da internet”. A Kiplix trabalhou para a AM4, agência à qual Jair Bolsonaro declarou ao TSE pagamento de R$ 650 mil.

Em trocas de mensagens, funcionários e donos das agências discutem o aumento do volume de trabalho na campanha eleitoral.

“Daqui até o primeiro turno das eleições teremos trabalho nos finais de semana. E extra de madrugada liberado”, diz a pessoa identificada como Lindolfo Alves em uma mensagem.

“Inclusive os que folgariam na segunda também devem vir”, diz um número identificado como de Flávia Alves, irmã e sócia de Lindolfo, em uma das conversas anexada no processo.

Outra mensagem em nome de Flávia, de 5 de outubro, antevéspera do primeiro turno, diz: “Pessoas, reta final final das eleições, amanhã trabalhamos cada turno em seu horário, liberado hora extra, principalmente de sábado para domingo.”

Segundo Nascimento, ele e vários de seus colegas chegaram a trabalhar 16 horas seguidas para dar conta dos disparos encomendados pelas campanhas. “Muita gente dormia lá, na escada, sofá, hall. Descansava um pouco, ia lá e fazia mais um turno”, disse.

Uma mensagem em nome de Flávia explica aos funcionários que a empresa cresceu “desordenadamente nos últimos meses com a operação da bulk services [disparos em massa]” e que o prédio usado não comportava mais seus quase 200 funcionários.

Outra irregularidade aparece nas mensagens enviadas por um supervisor que descreve o uso de robôs para disparar as mensagens em massa, algo que a legislação eleitoral veda: “Entre um envio e outro do robô, haverá uma pausa de 2 a 6 segundos. A cada 50 mensagens, uma pausa de 10 segundos.”

O professor de direito eleitoral Diogo Rais, da Universidade Mackenzie, afirma que o uso de robô pode ser enquadrado pela lei como pagamento indevido. “Se o conteúdo das mensagens for falando mal de alguém, poderia até configurar crime eleitoral.”

Ao menos outros 15 candidatos a deputado estadual, federal e senador declararam ao TSE ter usado os serviços da Deep Marketing e da Kiplix.

A candidata ao senado Maurren Maggi (PSB) declarou ter pago R$ 60 mil à mesma empresa sob a rubrica “serviços prestados por terceiros”, sem alusão a disparos. A descrição também é usada pelo candidato a deputado estadual Edmir Chedid (DEM-SP) ao declarar R$ 9.000 pagos à Kiplix .

João Leite (PSDB-MG), candidato a deputado estadual, foi um dos poucos a especificar em declaração ao TSE que seu gasto de R$ 44 mil foi com impulsionamento de conteúdo.

OUTRO LADO
A empresa Yacows, que segundo documentos exibidos pelo ex-funcionário Hans River do Rio Nascimento mantinha um esquema de disparos em massa de propaganda política por celular, afirmou à Folha que não há evidências de atos ilícitos no processo trabalhista aberto por Nascimento e que não compactua com práticas ilegais.

“A Yacows reafirma que não foi contratada em nenhum momento pela equipe da campanha do candidato Jair Bolsonaro para distribuir conteúdo eleitoral e pode dizer o mesmo das demais empresas que possuem sócios em comum, citadas pelas reportagens da Folha”, diz, aludindo à Deep Marketing e à Kiplix.

O TSE afirmou que a Yacows integra o polo passivo de uma ação cautelar e é investigada em outro processo. Mas “o TSE não se pronuncia a respeito de casos sub judice”, diz nota.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) afirmou que “casos de clonagem de linhas e utilização indevida de dados pessoais podem configurar eventual fraude junto às prestadoras, que devem, dentre suas obrigações, adotar medidas de combate a essas práticas”.

“Há que se observar, ainda, que, nos termos do artigo 307 do Código Penal Brasileiro, constitui crime atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem, conduta que deve ser apreciada pelos órgãos competentes”, diz a nota.

A Claro, operadora da maioria dos chips de celular usados no esquema, afirma repudiar o uso não autorizado de dados. “A Claro informa que vende e habilita milhares de chips e linhas móveis mensalmente e esclarece que não detectou nenhum comportamento atípico nas vendas”, diz a operadora, que afirma estar “à disposição das autoridades à frente do caso”.

A AM4, fornecedora da campanha de Jair Bolsonaro, afirmou que durante as eleições fez um único envio de mensagem com ferramenta contratada, no dia 13 de setembro, pelo site www.bulkservices.com.br. Segundo a empresa, a mensagem foi para uma lista de 8.000 telefones previamente cadastrados pela campanha, dentro portanto da legislação eleitoral.

“A AM4 desconhecia que a plataforma Bulkservices pertencesse a Kiplix/Yacows/Deep Marketing e que eles faziam também venda de cadastros”, disse a empresa à Folha.

A assessoria de Henrique Meirelles, candidato à Presidência pelo MDB, afirmou que a Deep Marketing foi contratada para organizar envio de mensagens exclusivo para base de dados do partido ou voluntariamente cedidos por eleitores.

“A campanha nunca contratou ou autorizou o envio de mensagens para bases compradas e não teve conhecimento de qualquer prática irregular pelos prestadores de serviços”, afirma a nota.

O deputado Edmir Chedid afirmou, por meio de sua assessoria, que usou pela internet a plataforma de serviços Bulk Services, “a qual disponibilizou à campanha apenas o acesso à sua plataforma de serviços via internet, visando a transmissão de vídeos de propaganda”.

À época da reportagem da Folha que mostrou que empresários pagaram para impulsionar mensagens anti-PT, Bolsonaro negou qualquer irregularidade. Disse que sua campanha era feita de apoio voluntário e que não tinha controle nem como tomar providências contra empresários que estivessem agindo dessa maneira.

Agência Brasil

Comediante é banido do WhatsApp e Instagram por causa de Bolsonaro

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Comediante Castrinho e sua mulher, Andréa Guimarães Castrinho, foram banidos do Instagram e do WhatsApp. O motivo, segundo Andréa, foi um vídeo postado com o presidente eleito, Jair Bolsonaro. “Recebemos esse bloqueio como punição. Estamos há mais de 70 dias sem Whatsapp e Instagram. Isso não é um absurdo?”. As informações são do blog de Léo Dias.

Segundo ela, o motivo da situação é porque, nas vésperas das eleições, Castrinho e a esposa publicaram um vídeo polêmico envolvendo Jair Bolsonaro. O conteúdo das imagens não foi revelado. Vale ressaltar que as redes WhatsApp e Instagram tomaram medidas drásticas este ano devido às várias irregularidades em relação a política, como compartilhamento de fake news.

BN

Mega-Sena acumula e poderá pagar prêmio de R$ 10 milhões

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Na próxima terça-feira (5), a Mega-Sena poderá pagar R$ 10 milhões. Isso porque nenhuma aposta acertou as seis dezenas do Concurso 2.102, sorteadas na noite deste sábado (1º), e o prêmio acumulou

Os números sorteados foram: 04 – 06 – 17 – 34 – 51 – 57.

Segundo a Caixa Econômica Federal, 77 apostas acertaram cinco dezenas e vão receber R$ 25.027,75, cada. Já 4.557 apostas acertaram a quadra, e vão ganhar R$ 604,13, cada.

A aposta mínima, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

Agência Brasil

Após terceiro afastamento do prefeito de Jaguarari, vereadores investigam vice por fraudes em licitações e superfaturamento

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A situação política na cidade de Jaguarari, interior da Bahia, tem cenário instável há algum tempo. O prefeito Everton Carvalho Rocha (PSDB) foi cassado três vezes somente este ano. Uma das cassações aconteceu em 21 de fevereiro, quando por 12 votos a 1 a Câmara de Vereadores confirmou uma denúncia de pagamento indevido de transporte. Depois, no dia 4 de junho, os vereadores da cidade aprovaram por 10 a 3 o afastamento do gestor. Dessa vez, em um processo que o acusa de atrasar a entrega da Lei Orçamentária Anual de 2017. Everton Rocha é acusado ainda de fraudes no São João de 2017 pelo Ministério Público do Estado (MP-BA).

Com Rocha afastado, o vice-prefeito Fabrício de Santana D’Agostino (DEM) assumiu o comando da gestão no dia 3 de abril, após segunda cassação do ex-aliado. Em outubro, o Tribunal de Justiça da Bahia, através de decisão do presidente, o desembargador Gesivaldo Britto, suspendeu a liminar que afastou o prefeito de Jaguarari, e com isso o político voltou ao cargo.

Na última segunda-feira (26), a história tomou novos contornos quando o juiz Tardelli Boa Ventura acatou a decisão do desembargador e relator da Terceira Câmara Cível do TJ-BA e afastou novamente Everton, fazendo com que o vice assumisse o posto de prefeito mais uma vez. O problema é que Fabrício de Santana D’Agostinho também está sendo investigado por supostas irregularidades em seus seis meses de gestão neste ano.

O procurador-geral de Jaguarari, Alan Abbehusem, na ata da transição anterior, no dia 09/11, relatou diversas irregularidades constatadas: “foram analisados contratos administrativos, processos de licitação, processos de dispensa de licitação, aditivos contratuais, liquidações, processos de pagamentos, situação da estrutura operacional da Prefeitura Municipal e demais órgãos municipais, a situação é estarrecedora, preocupante e impõe medidas administrativas e judiciais urgentes. Foram encontradas situações que dão indícios de fragmentações de licitações, dispensas de licitações sem nenhum respaldo legal, fraudes em licitações, aumento de valores contratuais acima do permitido pela Lei Federal n° 8.666/1993, gastos excessivos que sinalizam desvio de dinheiro público e atos de corrupção, não comprovação de prestação de serviços ou fornecimento de materiais; ausência de processo administrativo no setor competente; documentos estes que causam perplexidade sobre a forma como eram conduzidos e operacionalizados na Prefeitura Municipal de Jaguarari, Estado da Bahia, entre os meses de abril a outubro de 2018”.

Entre as irregularidades, ainda tem o escândalo dos pneus em que foi feita uma licitação de quase R$ 400.000,00 com, por exemplo, pneu 1000/20 que custa em média R$ 950,00 e que foi comprado por R$ 1.950,00, segundo denúncia. O caso chamou atenção dos vereadores, que estão cobrando um posicionamento do vice, que assumiu novamente a prefeitura de Jaguarari.

O vereador Franco Melo (PDT) confirmou que a Câmara está acompanhando de perto a situação: “a gente está apurando. Tem uma denúncia de combustível que o valor é de R$ 721 só em outubro. Estamos apurando as notas, tentando fazer o levantamento das placas dos veículos. Vamos fazer o acompanhamento aprofundado”.

Questionado sobre quais outras denúncias estão sendo investigadas, o vereador explicou: “superfaturamento, é isso que a gente está investigando. Não posso dar detalhes”.

Sobre o funcionamento dos serviços na cidade, Franco Melo disse que “está tudo parado. Não funciona nada, só o básico. Saúde atrasada, escola aos trancos e barrancos. Um caos na cidade”. O vereador disse que a Câmara investigará as notas fornecidas e que não vai parar nem para o recesso: “se realmente houver o dano ao erário, vamos tomar providências, assim como tomamos com o ex-prefeito Everton”.

Jaguarari Online

Edésio Santos da Canção: Andrezza Santos e a força da mulher arrebatam festival

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Os artistas regionais brilharam na 21ª Edição do Festival Edésio Santos da Canção, que teve sua noite final neste sábado (01), em Juazeiro,

24 composições foram avaliadas pelo juri nas duas primeiras noites do festival, 12 passaram para a final, que contou com a participação de um grande público.

Arena do Centro de Cultura lotada e o resultado foi anunciado. A cantora Andrezza Santos amealhou três prêmios e foi aplaudida de pé pelo público, em sinal de consentimento ao resultado.

Com “Não Passarão”, Andrezza Santos levou os prêmios de Primeiro Lugar, Melhor Intérprete e Júri Popular. sábado.

O Segundo Lugar foi para Fatel, um juazeirense, com Ponte pro mar. A Terceira colocação do festival ficou com Yoga do Rio, de Edézio César e os músicos Alan Cleber e Nilton Freitas, conquistaram a Melhor Música Local, com Inteiro.

O cantor Luiz Caldas, encerrou o evento fazendo um show de Bossa Nova e relembrando os grandes sucessos de sua carreira.

Da Redação/ Fotos Zelito Rodrigues

“Quero mudar de área. E agora?”, por Marianna Greca

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Quem não passou a adolescência ouvindo a palavra “vestibular”, talvez ainda esteja imune às várias armadilhas que o tempo revela. Se a carreira é uma delas, esse texto é para você. Afinal, o que considerar ao mudar de carreira? O dilema de muitos é que, aos 17 anos, nos deparamos com algumas decisões que nem mesmo aos 27 estamos tão certos sobre qual caminho tomar. De qualquer maneira, somos ensinados a fazer “o que gostamos”. Mas se você foi ensinado a escolher o que te agrada desde o início, você pode se perguntar: “como vim parar aqui”?

Faço parte da geração Y, um grupo orientado pela satisfação profissional, talvez acima da busca pela própria estabilidade. Quando ingressamos no mercado de trabalho, nosso perfil profissional surpreendeu as gerações anteriores e fomos celebrados pela nossa versatilidade, conectividade e senso de autonomia.

Hoje, minha visão sobre o nosso perfil é menos romântica quanto ao mercado que construímos. Tivemos – e ainda temos – um oceano de escolhas, de cursos, de carreiras, de trabalhos informais como freelancers e até de materiais gratuitos na web capazes de nos ensinar a executar qualquer habilidade que venhamos a precisar, mas isso tem consequências.

Esse mundo de possibilidades nos torna constantemente insatisfeitos e instáveis quanto ao nosso curso profissional e pessoal. Mudamos de ideia o tempo todo, porque nos foi intitulado o direito de fazê-lo sempre que conveniente. E isso nos privou de uma linha norteadora que agregaria a construção, ao invés da dispersão na qual tantas pessoas da minha geração se encontram em tantos aspectos da vida.

Podemos e devemos explorar as possibilidades de trabalho, mas temos que fazer essas experiências serem construtivas, e não ferramentas de procrastinação. Estamos deixando de construir carreiras sólidas e adquirir real consistência para as nossas vidas? Pelo contrário. Permanece o valor do trabalho com propósito, de buscar aquela carreira que realmente dialoga com nossos valores e habilidades que são só nossas. Vamos construir nossa linha norteadora a partir disso, mesmo que isso signifique buscar uma nova área de atuação.

Além do mais, a maneira como a civilização moderna está organizada faz com que estejamos trabalhando o tempo todo. Sem falar no cenário econômico brasileiro, que, para todos os efeitos, criou uma verdadeira cultura de desapego de empresas, equipes e modelos de trabalho. Então, por que não estamos trabalhando naquilo em que realmente acreditamos?

Mas dessa vez, sem pensar em vestibular. Vamos nos apropriar desse universo de informações, dessa cultura colaborativa, das nossas experiências anteriores (mesmo que em uma área distante da desejada) e construir, com autonomia, foco e objetividade, a vida que desejamos. Não porque estamos procurando algo mais legal para fazer, mas porque queremos dar à nossa força de trabalho, acima de tudo, um verdadeiro significado.

*Marianna Greca é publicitária por formação e coordena a frente de Formação Complementar do Centro Europeu, uma das principais escolas de profissões do mundo

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