Preto no Branco

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Real volta a se desvalorizar por causa de eleições

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As primeiras pesquisas eleitorais depois do registro das candidaturas à Presidência da República geraram turbulência no mercado financeiro na última semana. O dólar comercial fechou a semana cotado a R$ 4,104 na venda com alta acumulada de 4,85%. É a terceira semana consecutiva que a moeda norte-americana sobe frente ao real, chegando a patamares de novembro de 2016, quando a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos havia provocado uma tensão na economia mundial.

Uma desvalorização expressiva do real frente ao dólar tendo como principal causa as eleições era algo que não ocorria desde o pleito de 2002, vencido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), que governou o país até 2010. “Em 2002, foi a última vez que o dólar se valorizou fortemente frente ao real em decorrência das eleições, mas os efeitos daquela época foram bem piores”, afirma Fábio Bentes, chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Para ele, se trouxesse a desvalorização de 16 anos atrás para os dias atuais, o dólar estaria valendo cerca de R$ 7. “A desvalorização é bem menor no atual ciclo eleitoral do que em 2002”, pontua.

O economista da Órama Investimentos e professor do Ibmec, Alexandre Espírito Santo, explicou que há uma tendência de valorização mundial do dólar, mas “o pulo dos últimos dias é por conta da apreensão em relação ao processo eleitoral”. A incerteza eleitoral também está pressionando a taxa de juros, que, num cenário pessimista, poderia voltar a subir antes do previsto. Atualmente, a Selic está em 6,5% ao ano e a previsão do mercado financeiro, na pesquisa do BC, era que voltasse a subir somente em 2019, fechando período em 8% ao ano.

“Esse estresse do mercado está associado a essa expectativa do novo presidente. Esse quadro de apreensão é natural e vai permanecer. Está um pouquinho mais estressado do que em outras eleições. Tudo isso juntando com o cenário externo menos amigável”, disse Espírito Santo. O mercado externo enfrenta as turbulências da crise comercial entre Estados Unidos e China.

Especialistas ouvidos pela Agência Brasil em São Paulo também apontam o quadro eleitoral, associado à crise da Turquia com os Estados Unidos, como fatores para alta da moeda americana. Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), avalia que o dólar vai ficar oscilando em torno de R$ 4. “O mercado tem seus candidatos, suas preferências. Toda vez que sair pesquisa eleitoral, o câmbio vai dar mexida porque especuladores se movimentam para manifestar suas contrariedades e também para ganhar dinheiro”, diz.

O professor Fernando Botelho, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), da Universidade de São Paulo (USP), Botelho não acredita que esse movimento especulativo do mercado possa interferir nas eleições. “Tem pouco efeito. O eleitor brasileiro, uma boa parte dele, não vai ser imediatamente afetado por esse aumento no dólar (…);  não imagino que a inflação vá aumentar significativamente nos próximos dias”, avaliou.

Segundo ele, há um clima de muito expectativa em relação ao próximo presidente. “A situação do Brasil é muito frágil, muito sensível, espera-se muito que o presidente eleito dê conta de diversos problemas começando já em janeiro. Infelizmente não se tem muito essa perspectiva”, diz o professor, que é favorável às reformas como a da Previdência.

Reformas
Para o economista Alexandre Espírito Santo, a apreensão ocorre porque não se sabe como o próximo presidente vai fazer as reformas da Previdência e tributária e organizar as contas públicas. “Todos eles falam de reformas. O problema é como vai conduzir a reforma. Alguns dizem que vão zerar o déficit fiscal em um ano e outros, em dois. É muito difícil zerar o déficit até em quatro anos. Então fica um pouco aquele discurso da boa intenção, mas tem a contraparte dessa história que é como fazer”, disse Espírito Santo.

O economista lembra que o próximo ano será “desafiador” para o futuro presidente que terá de lidar com o teto de gastos públicos e regra de ouro (que proíbe o governo de se endividar para financiar gastos correntes), sem margem para aumentar as despesas discricionárias.

Espírito Santo acrescenta que o futuro presidente pode ter também dificuldades para aprovar reformas no Congresso Nacional. “Tão importante quanto à eleição para presidente, é a eleição para as casas – Câmara e Senado. Vai ter que governar inicialmente com a força da urna. Mas como com 30% a 40% das pessoas votando em branco ou nulo? Sem Congresso aliado, vai ter que fazer muita política, negociar”, disse.

No caso da reforma tributária, a dificuldade pode vir dos governos estaduais. “Tem muitos governos estaduais quebrados. Além do Rio, temos Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Como esses governos vão aceitar a reforma tributária, com perda de arrecadação? Não adianta fazer só a reforma da Previdência, tem que fazer a reforma tributária. Será muito difícil sobretudo se forem de partidos adversários”, destacou.

Para o economista, será preciso deixar o clima de “Fla-Flu” que, segundo ele, divide o país para se pensar na coletividade. “Quando se fala de futebol não existe racionalidade. É só paixão. No fundo o que estamos vivendo é isso: tem alguns de um lado, outros do outro e não está havendo a conversa, a política, está tudo passional. Não tem ninguém chamando para conversar. 2019 é o ano mais desafiador da nossa história recente. A gente sabe quais são os problemas, o que é o lado positivo,” avaliou

Para Espírito Santo, o dólar deve seguir muito volátil (com fortes oscilações) neste ano. “Vai subir e cair muito acima do normal. Isso é ruim porque gera incerteza para o empresário. Não tem como fazer negócios com essa espada na cabeça”, destacou.

Efeito nos preços
No dia a dia das pessoas, a alta do dólar tem como principal consequência a pressão inflacionária sobre diversos produtos e serviços. “Um dos efeitos mais conhecidos na cesta básica é o aumento no preço do pão e todos os produtos derivados do trigo, como massas em geral, já que metade dessa matéria-prima no país é importada”, explica o professor Joelson Sampaio, coordenador do curso de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Uma outra consequência é que, com o real mais barato para quem compra do Brasil lá fora, há uma tendência de maior exportação de produtos primários, como commodities agrícolas e carnes, o que pode gerar um efeito de menor oferta no país, com potencial aumento de preços no mercado doméstico. “Vale lembrar, por outro lado, que esse repasse não é imediato, tem toda a questão de estoques, leva tempo para se refletir nos preços”, pondera Sampaio.

O setor de combustíveis, que é base para toda a logística da economia, também sofre o impacto da desvalorização cambial, já que os preços do produto estão atrelados ao dólar. “A gente viu o que aconteceu com a política de preços da Petrobras, afetada pelo dólar, e que levou à greve dos caminhoneiros. Além disso, todo o comércio que tem componentes importados, eletroeletrônicos e parte dos eletrodomésticos e do setor automotivo sofrem pressão inflacionária com a alta do dólar”, destaca Fábio Bentes, chefe da Divisão Econômica da CNC.

De acordo com o economista, no entanto, o efeito da alta do dólar nas últimas semanas não deve ser o mesmo ocorrido em 2002, quando o varejo foi fortemente impactado. “Em 2003, o comércio caiu cerca de 4% no varejo, por causa da alta do dólar na época. Esse ano o setor vai subir, mesmo com o cenário de desvalorização cambial, as vendas devem aumentar cerca de 4,5%”, projeta.

Controle
Apesar da alta do dólar durante a semana, o Banco Central não realizou nenhuma operação nova, limitando-se a realizar a rolagem de swaps cambiais. Mesmo assim, especialistas não deixam de discutir até a conveniência de se estabelecer mecanismos de controle para o fluxo de capital.

O professor Botelho considera que medidas nesse sentido são improváveis e não desejáveis e que se trata de um ajuste do próprio mercado. “Se um dos candidatos sem compromisso com as reformas, sem visão realista do sistema econômico brasileiro, ganhar a eleição, esse valor do dólar deve subir mais. Não é exatamente um movimento especulativo por um complô internacional contra o Brasil, nada disso. Esse movimento tem fundamento”, aponta.

Já Ganz Lúcio diverge dessa posição. Ele reconhece que o debate é polêmico, mas destaca que o capital que deixa o país em contextos como este são os que especulam – e não os que investem no Brasil. ” Medidas como a tributação do capital especulativo com IOF [Imposto Sobre Operações Financeiras] desincentiva o capital especulativo vir aqui aplicar”, destaca.

Cenário após eleições, avalia ainda Ganz, dependerá da política macroeconômica adotada pelo candidato eleito. “Tendo posicionamento de câmbio de equilíbrio, do desenvolvimento produtivo, que favorece participação exportadora da nossa indústria adequada, creio que tenderia a ficar em torno de R$ 3,70, não é câmbio fora de posição”, apontou.

Agência Brasil

Em Senhor do Bonfim, carro cela do Conjunto Penal de Juazeiro se envolve em acidente

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Voltando do presídio de Serrinha-BA, carro cela do Conjunto Penal de Juazeiro que levava três detentos se envolve em acidente em Senhor do Bonfim-BA nessa tarde de sábado (25).

O motorista de um microônibus, visivelmente embriagado, bateu no fundo do carro cela que, por sua vez, bateu em uma carreta. Os agentes, detentos e policiais envolvidos no acidente tiveram escoriações, mas estão bem.

O Batalhão de Senhor do Bonfim, Corpo de Bombeiros e a PRF estiveram no local.

Da Redação

Temer garante que fronteiras com Venezuela continuarão abertas

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O governo federal informou neste sábado (25) que não vai impor limites para a entrada de refugiados da Venezuela no Brasil e reiterou que as fronteiras com o país continuarão abertas.

Durante um evento em que anunciou reforços para a assistência à saúde em Roraima, estado que tem sofrido o maior impacto do fluxo migratório, o presidente Michel Temer disse que o bloqueio é incogitável e inegociável.

“Não temos como fechar fronteiras no nosso país, sob pena de praticarmos um ato desumano em relação àqueles que vêm procurar abrigo”, declarou.

Bahia Notícias

Prefeito Paulo Bomfim se solidariza com familiares e amigos da professora Lourdes Duarte

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Em nota, o Prefeito de Juazeiro, Paulo Bomfim, se manifestou sobre o falecimento da Professora Lurdes Duarte, ocorrido na madrugada deste domingo (26)

“Manifesto meu sentimento para os familiares, amigos e várias gerações de alunos e  discipulos da professora Lourdes Duarte, que faleceu hoje. Dona Lourdes foi um exemplo de dedicação à educação e uma referência para a nossa cidade. Ela  começou a ensinar na Escola Operária da Sociedade Beneficente dos Artífices juazeirense e colaborou para a formação de educadores.”

Ascom PMJ

Problemas de saúde afastam cinco professores por dia

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A professora aposentada Evandir Andrade desenvolveu bursite, tendinite e LER (Betto Jr./CORREIO)

Fazer a chamada e ouvir dos alunos a palavra “presente” faz parte da rotina de qualquer professor. No entanto, todos os dias, ao menos cinco da rede estadual de ensino entram numa lista que os impedem de confirmar a própria presença em sala de aula. Segundo a Secretaria da Administração do Estado (Saeb), de janeiro a agosto deste ano, 1.361 educadores foram afastados por problemas de saúde. Ou seja, são 3,4% de um total de 40 mil profissionais da ativa. Diretor executivo da Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia (APLB-BA), João Santana diz que, em média, os afastamentos crescem 2,5% ao mês.

“No Diário Oficial, todos os dias as listas de afastados são enormes por conta dos problemas de saúde. Os motivos vão dos mais simples como a Lesão por Esforço repetitivo (LER) até casos como alcoolismo, drogas e depressão”, explica. Segundo a Saeb, entre as principais causas de afastamento estão as neoplasias (tumores), doenças musculoesqueléticas, nos olhos, no coração e nos aparelhos respiratório, circulatório e digestivo.

Na Bahia, de janeiro a agosto, 1361 tiveram que deixar sala de aula

Fazer a chamada e ouvir dos alunos a palavra “presente” faz parte da rotina de qualquer professor. No entanto, todos os dias, ao menos cinco da rede estadual de ensino entram numa lista que os impedem de confirmar a própria presença em sala de aula. Segundo a Secretaria da Administração do Estado (Saeb), de janeiro a agosto deste ano, 1.361 educadores foram afastados por problemas de saúde. Ou seja, são 3,4% de um total de 40 mil profissionais da ativa. Diretor executivo da Associação dos Professores Licenciados do Brasil – Secção da Bahia (APLB-BA), João Santana diz que, em média, os afastamentos crescem 2,5% ao mês.

“No Diário Oficial, todos os dias as listas de afastados são enormes por conta dos problemas de saúde. Os motivos vão dos mais simples como a Lesão por Esforço repetitivo (LER) até casos como alcoolismo, drogas e depressão”, explica. Segundo a Saeb, entre as principais causas de afastamento estão as neoplasias (tumores), doenças musculoesqueléticas, nos olhos, no coração e nos aparelhos respiratório, circulatório e digestivo.

A professora Rita de Cássia Lima, 48 anos, sabe o que é o peso de trabalhar 60 horas por semana na rede pública e se revezar entre a sala de aula, vice-diretoria e coordenação. O corpo já ligou o sinal de alerta e a obrigou a tirar uma licença de 30 dias para tratar uma LER, problemas de garganta e estafa.

“Já não sinto mais minha capacidade produtiva em 100%. É uma questão de sobrevivência. O médico recomendou o afastamento do trabalho neste período em um dos turnos”.

Rita conta que, até então, só havia se afastado durante a licença maternidade. “Nunca fui nem de gripe. Agora, vou ao médico três vezes na semana e isso me deixa muito desconfortável. Percebo que estou prejudicando não só a mim, mas a escola. Estou no meu limite, sobretudo, à noite”. Os problemas de saúde interferem, inclusive, nas relações pessoais. “Me falta paciência. Vivo suportando dor, tomando remédios para vir trabalhar. Isso complica não só a vida da gente, mas em todos os âmbitos da escola”, desabafa.

Na avaliação de João Santana, tudo isso é provocado pelo ambiente de trabalho do professor. “Falta tudo: se trabalha com insegurança, sendo ameaçado por quadrilha. Juntando isso ao estresse e ao salário que a gente ganha, o professor acaba tendo que trabalhar 60 horas para conseguir uma remuneração melhor”, avalia. Para ele, a demora da liberação das aposentadorias também afeta esse quadro. “Até o ano passado, tínhamos 10 mil professores com idade e tempo para se aposentar. São profissionais que perdem o estímulo justamente porque continuam sendo espremidos desse jeito”, acrescenta.

Estresse

No caso da professora aposentada Evandir Andrade, 62, os anos dedicados à sala de aula deram origem a dores nas pernas que se transformaram em bursite e ela desenvolveu ainda tendinite e LER. O estresse diário provocou ainda alterações na pressão. Hoje, além de hipertensa, ela é diabética. “Foram muitos anos dando aulas e esses problemas foram surgindo. Os médicos sempre avisavam que as duas coisas estavam relacionadas”.

São quase 40 anos desde quando ela começou a ensinar na zona rural de Paripiranga, no Nordeste da Bahia. “Tive várias colegas que adoeceram por conta do trabalho. Depois de Paripiranga, fui professora também em Salvador e não vi muita diferença na sala de aula. A realidade é a mesma. Muito estresse e muito trabalho”.

Mãe de quatro filhos nas redes estadual e municipal, a cuidadora de idosos Marilu Ferreira sabe bem como é quando falta professor na sala de aula. “Sempre acontece de um dia ou outro não ter aula porque algum professor ficou doente. Se ele demora de voltar, o estudante fica esperando o substituto. Essa semana, minha filha de 11 anos ficou um dia sem ir para escola por falta de professor”.

Na escola onde Cristiane Santana trabalha, a Monteiro Lobato, em Vista Alegre, essa ausência já chegou a durar quatro meses. Nesse período, os alunos ficaram desamparados e sem resposta de quando voltariam à rotina. A Secretaria de Educação diz que cabe a cada unidade repor as aulas em casos como o da Monteiro Lobato.

“Meu afastamento foi rápido. Sabia que se eu não voltasse, eles ficariam sem aula, porque não havia professor. Isso provoca um déficit na aprendizagem. Mais que isso, provoca uma evasão escolar”, avalia. Ela acredita, inclusive, que o número de professores afastados seria ainda maior se não houvesse perda salarial. “Tem professor que evita pedir. Tem uma aqui na escola, mesmo, que não tira a licença por isso”, conta.

“Eu, primeiro, tive um acidente de trabalho. Estava estudando na faculdade para melhorar minha atuação enquanto professora, ao atravessa a rua, dentro da própria área faculdade, um carro me atingiu. Fiquei dois anos afastada. Depois tive que me readaptar e voltei para sala de aula sem poder. Isso porque eu tive uma perda enorme no salário. Antes da Lei dos Readaptados 12904/2013, era isso que acontecia. Nessa época [1997], eu tive 17 fraturas de costela, laceração, traumatismo craniano.

Eu me afastei para me cuidar durante quase dois anos. Os médicos até queriam me aposentar por invalidez. Mas não fui aposentada. Voltei mesmo sentindo muitas dores. Quando voltei, falava baixo na sala de aula. Não tinha força, voz. Entrei em depressão, chorava tanto. Isso durou anos. Chorava porque não conseguia ser uma boa professora. A que eu queria ser para meus alunos. Eu me controlava muito para seguir. Fiquei com depressão nas salas de aula. Para piorar, minha rotina era tão exaustiva. Saía do Teixeira de Freitas [no bairro de Nazaré, centro de Salvador] e ia para o Edvaldo Boaventura, no Stiep. Ficava 60 horas no trabalho, se não eu não teria dinheiro. O afastamento não me ajudou em nada, porque eu tive que voltar com sequelas para trabalhar. Só em 2008, 11 anos depois, eu conseguir me aposentar. (Luzia Gomes, ex-professora da rede estadual que pediu afastamento, voltou por conta do salário e ficou depressiva)

Substituição

Quando um professor é afastado o Estado tem que abrir concurso para contratação de um novo profissional. Mas o que acontece muitas vezes, segundo a diretoria da APLB, é a contratação de profissionais Reda. Segundo a Secretaria de Educação do Estado, se houver disponibilidade de carga horária de outro concursado, a substituição é imediata. Caso contrário, a SEC diz que há uma contratação emergencial e, paralelamente, é providenciada a convocação de candidato concursado, quando existe aprovado. Os convocados pelo Reda têm dez dias úteis para ocupar a vaga, segundo a secretaria.

Para conseguir o afastamento, o professor precisa ir ao médico ou ao psicólogo e ter a situação clínica confirmada. Depois, o especialista da Junta Médica da Bahia concede ou não o afastamento. O professor pode ser afastado do cargo por, no máximo, dois anos. Depois disso, é preciso se aposentar por invalidez.

Professor de Medicina Social na Ufba, Eduardo Borges dos Reis acredita que a própria atividade do professor pode ser danosa à saúde. “A relação de aluno e professor é, por essência, conflituosa. Aparentemente, não haveria riscos chamativos, mas há o risco psicossocial”, explica. Já os problemas físicos são fundamentalmente ligados às condições de trabalho – embora tenham ligação com as relações dentro de sala.

Doenças comuns

Nos ambientes de estresses e cobrança, ele acrescenta, as doenças cardiovasculares são muito comuns. Assim como as doenças ligadas ao aparelho digestivo. “Já doenças musculoesqueléticas tem relação com os movimentos repetitivos, como confecção de trabalho, correção da avaliação. A tendinite do ombro também é muito comum, por conta desses movimentos repetitivos e uma carga horária muito grande ”, diz.

A psiquiatra Shirley Moraes tem observado um aumento na frequência de professores no consultório no último ano. Na maioria das vezes, eles chegam com queixas de dores no corpo, depois de ter passado por diversos médicos e feito muitos exames sem resultado claro. “São pessoas que têm um acúmulo grande de trabalho, estão cansadas, não sentem mais vontade de trabalhar e tem a sensação incompetência. Algumas não sentem vontade nem de sair de casa e estão com a autoestima bastante comprometida. São muitos os sintomas”.

A média é de três professores por mês no consultório dela. Na prática, são trabalhadores que, quando estão de férias ou de folga, passam bem, mas quando precisam sair para trabalhar sentem dores físicas, principalmente, na cabeça e na lombar, insônia, vômitos e náuseas. Muitos acabam sendo diagnosticados com a Síndrome de Burnout.

“Essa síndrome acomete pessoas que têm muitas responsabilidades, que lidam com o público e não se sentem valorizadas. Ela provoca cansaço excessivo e, entre outros problemas, compromete a produtividade e a vida dos pacientes. Isso é mais comum do que se pensa. Professores, profissionais de saúde e policiais são os mais afetados”, explica.

Ansiedade afeta 68% dos professores

Uma pesquisa nacional feita pela Associação Nova Escola, aponta que 66% dos professores já precisaram se afastar do trabalho por questões de saúde em todo o Brasil. Os problemas mais frequentes são ansiedade, (68%), estresse e dores de cabeça (63%), insônia (39%), dores nos membros (38%) e alergias (38%).

O levantamento também mostrou que 87% dos professores acreditam que o problema é ocasionado ou intensificado pelo trabalho. A pesquisa online foi realizada entre os meses de junho e julho de 2018, com mais de cinco mil educadores no país.

Na rede municipal de Salvador, o cenário não é diferente. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SMED), só este ano foram 4.656 licenças médicas  de professores, que podem ter se afastado das atividades por motivos de saúde mais de uma vez. Ao todo, são 7.659 professores que trabalham na rede.

Soluções

De acordo com a coordenadora pedagógica do Instituto Chapada de Educação e Pesquisa, Elisabete Monteiro, para mudar essa realidade, é preciso rever a quantidade de alunos por sala e melhorar o apoio pedagógico aos professores. “A formação continuada deste professor deve pensar em situações didáticas mais contemporâneas que possam reduzir esta tensão na sala de aula. O fazer pedagógico qualificado ajuda nesta transformação do ambiente escolar enquanto um lugar onde dá prazer de fazer parte e permanecer”, avalia.

A coordenadora pedagógica e coach em desenvolvimento e educação, Celeste Oliveira, concorda. Ela atua na rede pública e é ainda diretora de uma escola com 1,2 mil alunos. “Temos cerca de 50 professores e, em média, recebemos de 10 a 12 atestados médicos por mês. Só em agosto foram dois afastamentos de 30 dias por esses sintomas. O estresse desmotiva e faz com que o professor deixe de ser um mediador de conflitos e passe a somar essas questões”.

Além da capacidade técnica é preciso equilíbrio emocional. “Na minha experiência, quando apontamos os erros percebemos um certo desconforto do professor, ele se sente cobrado e frustrado, mas precisa entender que o aprendizado do aluno não depende apenas dele, mas de outros fatores que estão além do seu controle, como a história e a vida dos estudantes. Então, a instituição precisa desenvolver ações também nesse sentido”, destaca.

Em junho deste ano, a Secretaria de Educação do Estado (SEC) lançou o Programa de Apoio e Assistência à Saúde do Professor e do Estudante (Acolher). As ações acontecem nas unidades escolares, no serviço de saúde do SAC/Educação e no órgão central da Secretaria da Educação. Os atendimentos podem ser agendados pelo telefone (71) 3117-1434 ou pessoalmente no SAC Educação, das 8h às 16h.

Quase dez mil baianos são afastados pelo INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) afastou no último ano 9.766 mil baianos do trabalho por acidentes e problemas de saúde. Os dados do Ministério do Trabalho (MTE) apontam que as fraturas ao nível do punho e da mão foram responsáveis pela maior parte dos benefícios concedidos, somando 817 afastamentos, 8,37% do volume total.

“Se você juntar os dez primeiros motivos que provocaram estes afastamentos, com certeza vai encontrar um número bem grande de acidentes de trabalho de membros superiores. Esse é o principal motivo de afastamento, justamente porque ainda existem más condições de trabalho e falta de segurança para estes trabalhadores”, analisa o diretor da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) e perito médico do INSS, João Silvestre Silva Junior.

Os números se referem aos afastamentos com mais de 15 dias. Fratura na perna, incluindo o tornozelo (779), dorsalgia (778), mononeuropatias dos membros superiores (644) e as lesões do ombro (598) também respondem por uma parcela significativa das principais causas que tiraram os trabalhadores das suas atividades.

Ainda segundo Silvestre, a maior parte dos acidentes acontece com funcionários da indústria. O setor da construção civil também registra uma boa parcela de casos. “Na fratura, o osso quebra. Já a lesão consiste, geralmente, em uma alteração que pode ser no músculo, no tendão. As repercussões físicas cuja causa é o trabalho, em geral, acontecem nos membros superiores do trabalhador”, ressalta.

As 20 principais causas de afastamento no trabalho

1. Fratura ao nível do punho e da mão: 817

2. Fratura da perna, incluindo tornozelo: 779

3. Dorsalgia: 778

4. Mononeuropatias dos membros superiores: 644

5. Lesões do ombro: 598

6. Fratura do pé (exceto do tornozelo): 559

7. Fratura do antebraço: 500

8. Fratura do ombro e do braço: 352

9. Sinovite e tenossinovite: 247

10. Outros transtornos de discos intervertebrais: 245

11. Amputação traumática ao nível do punho e da mão: 207

12. Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos ao nível do tornozelo e do pé: 205

13. Reações ao “stress” grave e transtornos de adaptação: 177

14. Ferimento do punho e da mão: 161

15. Fratura do fêmur: 156

16. Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos do joelho: 148

17. Transtornos internos dos joelhos: 143

18. Outros transtornos articulares não classificados em outra parte: 131

19. Outros transtornos ansiosos: 109

20. Luxação, entorse e distensão das articulações e dos ligamentos da cintura escapular: 105

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) 

Correio da Bahia

Professora Lurdes Duarte: Referência intelectual feminina, exemplo de dignidade e fortaleza

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Aos 101 anos de uma existência digna e honrada, parte para o plano espiritual a Professora Lurdes Duarte. No último dia 26 de junho, a mestra aniversariou, desafiando o tempo como muita lucidez e uma  história de vida dedicada a vida religiosa e social da sua comunidade.

Uma mulher juazeirense, referência na educação. Referência intelectual feminina. Uma Maria que deu sua contribuição ao desenvolvimento de Juazeiro.

A Professora Lurdes Duarte, filha de Antonio Rodolfo Duarte e Maria Benevides Duarte, “dona Nenem,” nasceu em 1917, na rua Visconde do Rio Branco, juazeiro.

Estudou no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina-PE, onde formou-se professora em 1936. Exerceu o magistério em diversas instituições de Juazeiro, entre elas a escola da Sociedade Beneficente dos Artífices Juazeirenses, que formava, gratuitamente, os filhos dos operários.

A educadora também teve uma experiência como comerciária, mas a arte de lecionar era o seu forte e por ela passou a formação de vários jovens juazeirenses, entre eles, o papa da bossa nova, João Gilberto.

No início da década de 50, a professora Lourdes Duarte assumiu a regência de classe na rede pública municipal e fez história na educação de Juazeiro, também como diretora das escolas Hildete Lomanto e Nossa Senhora das Grotas.

A aposentadoria da professora centenária foi em 1980, mas a educadora, referência intelectual da cidade, continuou contribuindo com sua comunidade, nos serviços da igreja e na área social.

Católica praticante e devota de Nossa Senhora das Grotas, a professora Lurdes foi auxiliar do primeiro bispo de Juazeiro, Dom Tomás Murphy. Também integrou o grupo das Voluntárias Sociais, na gestão do ex-prefeito Jorge Khoury, também um aluno seu.

A educadora dirigiu por longos anos a Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), instituição que contou com seu trabalho dedicado, mesmo já tendo se aposentado.

Unindo firmeza e doçura, seriedade e bom humor, a professora Lurdes desbravou o tempo e ocupou seu lugar ao sol juazeirense, marcando a história da mulher sanfranciscana.

O PNB reverencia esta grande mulher e se solidariza com sua família neste momento de despedida.

Da Redação por Sibelle Fonseca

Foto: Laís Lino

Cresce o número de candidatos empresários e advogados para as eleições 2018

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Em um momento que a política brasileira está sem credibilidade, aumenta o número de candidatos com o objetivo de “renovar a política brasileira”. Neste contexto, as eleições deste ano terão uma quantidade maior de postulantes empresários e advogados. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste ano, 10,3% dos candidatos declaram ser empresários. Há quatro anos, eram 9,4%, um aumento de 0,9 ponto percentual. Já os advogados cresceram de 5,5% para 6,3%. As informações são do G1.

As duas profissões são também as ocupações mais comuns entre os candidatos com pedido de registro no TSE em 2018. São mais de 4,6 mil dos aproximadamente 28 mil candidatos deste ano.

Em terceiro lugar, está a ocupação de deputado — ou seja, pessoas que já ocuparam o cargo político anteriormente e estão provavelmente tentando a reeleição ou a mudança para outro cargo político. A proporção de candidatos que constam como deputados, porém, permaneceu a mesma entre 2014 e 2018: 4,1%.

Já na outra ponta, os servidores públicos, tanto estaduais quanto municipais, os vereadores e as donas de casa foram os profissionais que mais tiveram queda proporcionalmente em relação a 2014. A maior baixa foi encontrada entre os servidores públicos estaduais, de 3,8% para 2,5%

Disputa por cargo

Os empresários também são mais comuns entre os candidatos tentando os cargos de deputado distrital, federal e estadual. Já entre os candidatos a governador, senador e vice-governador, os advogados são mais numerosos que os empresários.

A disputa para a Presidência e a Vice-Presidência são as mais diferentes, levando em consideração que há bem menos candidatos que as outras disputas. Entre os aspirantes a presidente, há dois engenheiros e dois historiadores.

Já entre os candidatos a vice, são dois professores de ensino médio, dois professores de ensino superior e dois senadores, além das outras profissões únicas

Profissões únicas

Há 214 profissões listadas pelos candidatos nas eleições deste ano. Do total, 20 foram citadas apenas uma vez cada uma. São elas:

Astrólogo
Bombeiro e instalador de gás, água, esgoto e assemelhados
Ceramista e oleiro
Comandante de embarcações
Embalador, empacotador e assemelhados
Engraxate
Fiandeiro, tecelão, tingidor e assemelhados
Físico
Governanta
Lavador de veículos
Office-boy e contínuo
Paramédico
Protético
Relojoeiro e montador de instrumento de precisão
Salva-vidas
Securitário
Tapeceiro
Técnico de mineração, metalurgia e geologia
Trabalhador de fabricação de produtos de borracha e plástico
Trabalhador de fabricação, vulcanização e reparação de pneumáticos

Bocão News

Faleceu aos 101 anos a professora juazeirense Maria de Lourdes Duarte

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Faleceu nesta manhã (26/08) a professora Maria de Lourdes Duarte. Referência para muitos juazeirenses, a professora tinha 101 anos e morreu de causas naturais.

Em nota, a Câmara de Vereadores de Juazeiro registrou seu pesar pelo  falecimento da professora centenária.

“Com 101 anos completos no dia 26 de junho passado, faleceu nesta manhã (26/08), a Professora Maria de Lourdes Duarte em Juazeiro.

Como disse Luis Osete em uma crônica registrando seu centenário, “filha do casal Antonio Rodolfo Duarte e Maria Benevides Duarte nasceu à rua Visconde do Rio Branco. Batizaram-na de Maria de Lourdes Duarte. Naqueles idos, Juazeiro era uma senhorita de 38 anos, que ostentava, nas páginas de uma imprensa atuante, a lordeza de um comércio pujante. Vapores e vagões atracavam as novidades do mundo e integravam a princesa do São Francisco às grandes cidades brasileiras, em uma encruzilhada de duas grandes artérias de comunicação interior, como testemunhou Teodoro Sampaio”, A professora Lourdes Duarte, agora nas palavras do poeta Mauriçola, era “uma história viva de Juazeiro, repleta de luz e memória” e seu falecimento, após uma vida dedicada ao ensino, deixa uma lacuna insubstituível.

O Presidente da Câmara de Vereadores, Alex Tanuri, que promoveu os festejos e solenidades por ocasião de seu centenário, com placa comemorativa e sessão especial, emitiu nota de pesar lamentando sua morte e a perda para Juazeiro.

Para Alex Tanuri “a educação o único pilar que dá sustentação a uma sociedade mais justa, que oferece perspectiva de futuro aos jovens e dá esperança a todos nós e a perda da Professora Maria de Lourdes Duarte, por tudo que ela fez e representou, é irreparável”.”

Ascom CMJ

Foto: Laís Lino

Festival ‘Movimentos em TRANSito’ acontece em Petrolina-PE e Juazeiro-BA

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Cinema, Dança e Artes Visuais são as linguagens utilizadas para discutir temas atuais em uma programação totalmente gratuita. O festival ‘Movimentos em TRANSito’ realiza atividades artísticas para dar visibilidade e representatividade às questões de gênero e sexualidade. As ações seguem até o dia 09 de setembro, ocupando espaços de Petrolina-PE e Juazeiro-BA.

De acordo com um dos idealizadores do projeto, Lennon Raoni, a ideia é lançar questões sobre sobre a vida contemporânea, trazendo temas da vivência trans, travestilidades, arte e política. “Ao invés de fazer apenas debates, fazemos um festival com toda uma programação voltada para o público LGBT. Na região ainda não existia um evento desse tipo. Queremos dar mais visibilidade e representatividade a estas questões, que necessitam ser faladas”, explica.

A programação, que teve início no dia 18 de agosto, teve uma exibição de cinema em parceria com o projeto Cine Raiz, nesta sexta-feira (24), no Janela 353. O público foi convidado a assistir o longa-metragem ‘Uma Mulher Fantástica’, um drama do diretor Sebastián Lelio que conta a história de uma garçonete transexual que sonha em ser cantora, e também o curta ‘Sentimentos Gis’, um vídeo experimental do artista petrolinense Cleybson Lima que une dança e cinema. Após a sessão, houve um bate-papo com mediação de Rafael Sisant. Nesse domingo (26), o evento chega em Juazeiro com a abertura da exposição ‘Imaginário (In)visível’, no Centro de Cultura João Gilberto, às 19h. Na mesma noite, acontece o ‘Sarau das Bee’.

A partir da quarta-feira (29), haverá uma temporada de apresentações do espetáculo ‘Sentimentos Gis’, no Teatro Dona Amélia do Sesc Petrolina. O trabalho de dança, que parte da história da transexual brasileira assassinada na Europa Gisberta para falar da vida de pessoas marginalizadas por condições sexuais, fica em cartaz até o domingo (09), sempre às 19h, de quarta a domingo.

As apresentações serão seguidas por mesas-redondas, entre os dias 29 e 31/08.  A quarta (29) traz como tema as “Narrativas em trânsito” com os autores do livro livro que será lançado na mesma noite, “Educação, gênero e diversidade sexual”, Antonio carvalho, Elder luan, Pedro Paulo Souza Rios e Lícia Loltran. Na quinta (30) Samara Paes e Cássia Príncipe se reúnem para falar sobre “A invisibilidade do HIV”. Encerrando as conversas, na sexta (31), Gilmar Santos e Juliano Varela falam sobre “O cárcere da educação e política da censura”. A mediação das três mesas ficam por conta do artista Rafael Sisant.

PROGRAMAÇÃO:

26/08  Domingo

Abertura da Exposição Imaginário (In)visível  (16 anos )

Saraum das Bee no Centro de Cultura João Gilberto, às 19h.

29/08 Quarta Feira

Espetáculo Sentimentos Gis, às 19h, no Teatro Dona Amélia

Mesa redonda “narrativas em trânsito” e lançamento do livro “Educação, gênero e diversidade sexual”, com Antonio carvalho , Elder luan , Pedro Paulo Souza Rios e Lícia Loltran. Mediação de Rafael Sisant.

30/08 Quinta Feira

Espetáculo Sentimentos Gis, às 19h, no Teatro Dona Amélia

Mesa redonda “ A invisibilidade do HIV” com Samara Paes e Cássia Príncipe e mediação de Rafael Sisant.

31/08 Sexta Feira

Espetáculo Sentimentos Gis, às 19h, no Teatro Dona Amélia

Mesa redonda “O cárcere da educação e política da censura ” com Gilmar santos e Juliano varela. Mediação de Rafael Sisant.

01 a 09/09

Espetáculo Sentimentos Gis, às 19h, no Teatro Dona Amélia

  • Oficina de dança ‘Corpo Em Transformação’

Sexta-feira (24), das 14h às 17h.

Sábado (25), das 09h às 12h.

Domingo (26), das  14h às 17h.

Espaço: Cine-teatro CEU das Águas, no Bairro Rio Corrente

Ascom