A Prefeitura de Sobradinho, através da Secretaria de Esporte, Turismo e Cultura, vai realizar amanhã (26), às 8 da manhã, no Estádio Apolônio Sales, o “Torneio Sobradinhense de Futebol de Campo”.Preto no Branco
Domingo de festa no Apolônio Sales com o “Torneio Sobradinhense de Futebol de Campo”
A Prefeitura de Sobradinho, através da Secretaria de Esporte, Turismo e Cultura, vai realizar amanhã (26), às 8 da manhã, no Estádio Apolônio Sales, o “Torneio Sobradinhense de Futebol de Campo”.UPAE e HDM lembram a importância da doação de sangue

Neste dia 25 de novembro é comemorado o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. A data, instituída em 1964, faz lembrar que doar sangue é um gesto de amor que pode salvar vidas, assim como busca conscientizar toda a sociedade sobre a necessidade de captação dos hemoderivados de forma segura.
Há diferentes tipos de doação e a escolha depende da necessidade de quem vai receber o sangue coletado. Existe a doação total, que retira a cada procedimento aproximadamente 450ml de sangue; a doação de plaquetas por aférese que retém parte das plaquetas em um volume coletado de 300ml; e a autodoação, que é a coleta prévia do sangue de uma pessoa para uso próprio em uma cirurgia programada.
Para cada caso existem os critérios e determinações específicas. Mas, de forma geral, para ser um doador é preciso ter entre 16 anos e 69 anos e 11 meses (59 anos e 11 meses para a primeira doação). É necessário ter mais de 50 kg, estar alimentado e em boas condições de saúde, além de apresentar um documento original, com foto.
Existem alguns impedimentos temporários e definitivos à doação que podem ser conferidos no site do Hemope Pernambuco (http://www.hemope.pe.gov.br/queroserdoador-apresentacao.php). Em Petrolina, os doadores voluntários podem se dirigir à sede do Hemocentro, localizado à Rua Pacífico da Luz, no centro da cidade. Mais informações pelo telefone (87) 3866-6601.
Ascom
Caminhada da Paz acontece neste sábado (25), em Juazeiro, com o tema “Vou fazer correr a paz como um rio”
Acontecerá neste sábado, em Juazeiro, logo mais às 17 horas, a 11ª edição da Caminhada da Paz, com o tema “ Vou fazer correr a paz como um rio”.
O evento promovido pela Diocese de Juazeiro, contará com a participação de diversas caravanas das paróquias e comunidades, e fará um ato simbólico em defesa da paz e do rio São Francisco.
A caminhada sairá do Parque Lagoa de Calú, até a Orla de Juazeiro, encerrando com a missa presidida pelo bispo Dom Beto e será animada pelo cantor Zé Vicente, conhecido da música popular católica, através das canções “olha a glória de Deus Brilhando”, “é bonita demais” e “o Deus que me criou, entre outras”.
Da Redação
Opção Cultural: Cláudio Barris canta Uauá em Juazeiro hoje (25) na Galeria 4 M’s

Uauá estará em Juazeiro neste sábado (25), às 20 horas, através da musicalidade de Claudio Barris, consagrado cantor e compositor que se apresentará na Galeria 4 M’s.
Representante das “musicações” uauaenses, Cláudio Barris fará um show cultural em duas partes: No primeiro momento apresentará musicas autorais e na sequencia, clássicos da MPB .
A Galeria 4 M’s fica na rua Lafaiete Coutinho N° 626, bairro Piranga, próximo a igreja Santa Terezinha.
Da Redação
Em um belo cenário acontece neste sábado (25), às 17 horas, em Juazeiro, o “Dadau Fantasy”

Festival de arte-educação vai movimentar o bairro Kidé em Juazeiro

O fim de semana vai ser de festa no Kidé, em Juazeiro-BA. Hoje (25) a partir das 18 horas, os moradores do bairro e comunidades vizinhas poderão participar da 13ª edição do Festival de Arte-Educação.
O evento, que tem o apoio do Ponto de Cultura Casa Jordélio de Souza e da Secretaria de Cultura da Bahia, é organizado pelo o NAEND`A – Núcleo de Arte-Educação Nego D`Água, uma organização não governamental que oferece, de forma gratuita, oficinas artísticas de Capoeira, Circo, Dança, Filarmônica, Teatro e Percussão a cerca de 80 crianças do bairro.
No Festival, as crianças fazem apresentações do que aprenderam nas oficinas durante o ano, encerrando assim as atividades de 2017. As apresentações serão realizadas na quadra de esportes do bairro e o acesso ao local é de graça.
A realização do Festival de Arte-Educação neste mês, é uma alusão ao Movimento Novembro Negro, que foi criado por ocasião do dia Nacional da Consciência Negra, comemorado no último dia 20 deste mês. O NAEND`A vai aproveitar a oportunidade para, entre as apresentações, socializar com as famílias reflexões sobre questões raciais e a valorização da cultura negra.
Caso Beatriz: Vaticano se manifesta através de resposta do Papa Francisco à carta da mãe da criança
O caso Beatriz, aluna do Colégio Maria Auxiliadora, que foi brutalmente assassinada durante uma festa de final de ano que acontecia na instituição salesiana, em 10 de dezembro de 2015, chegou ao Papa Francisco.
No dia dez de julho deste ano, a mãe da criança enviou uma carta ao líder maior da Igreja Católica, suplicando auxílio. Na carta, Lucinha Mota narrou a tragédia e pediu que, de alguma forma, o Papa intercedesse na elucidação deste crime que aconteceu em “uma escola católica administrada pelas freiras “Filhas de Maria”.
Lucinha também reclamou da instituição católica, afirmando que o colégio “não ajuda, omite informações, e ainda age como se estivesse na idade das trevas”.
Em um trecho da carta de Lucinha Mota, ela também afirma que a “administração da entidade se utiliza de subterfúgios procurando esconder importantes evidências, obstruindo as investigações e procurando descredenciar os trabalhos já realizados pelos investigadores do caso” e ressalta que “alguns de seus funcionários são os principais suspeitos na facilitação dessa atrocidade, o que contradiz radicalmente o ideal evangélico apoiado pelas instituições religiosas de nosso país”.
A mãe de Beatriz chamou o comportamento da escola de “estranho” e disse ao Papa que “existe uma mancha indelével na nossa sociedade e esse estranho comportamento da escola católica afasta as famílias do Vale do São Francisco da nossa Santa Igreja”.
Diz a carta, que também pode ser acessada aqui:
Quatro meses após o envio da carta, os pais da menina receberam uma resposta do Santo Padre e agradecidos, falaram com nossa reportagem.
“Nosso objetivo foi alcançado. Nossa mensagem chegou ao Santo Padre, que já tem conhecimento do caso e de tudo o mais que o envolve. Nos sentimos abençoados pelo Papa Francisco e este sinal, esta resposta alimentam nossa esperança de que a justiça seja feita”, declarou Lucinha Mota.
“É uma carta protocolar, mas que traz uma mensagem de fé e esperança. O Papa Francisco concedeu a nossa família e extensiva a todos os desejosos por justiça, uma benção apostólica especial. Nos disse palavras de conforto, especialmente para Lucinha e que reza pelas intenções que lhe recomendaram, orando para que Deus possa abençoar e iluminar todos aqueles profissionais de segurança responsáveis pela resolução do caso”, declarou Sandro Romildo, pai de Beatriz.
Na resposta, o Papa Francisco enviou a seguinte mensagem:

“Sem Cerrado, sem Água, sem Vida”, manifesta-se em nota o Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA)

Acompanhamos no início deste mês de novembro pela mídia e, principalmente, pelas redes sociais, informações acerca de manifestações ocorridas no município baiano de Correntina, extremo Oeste do estado. Tais mobilizações partem de trabalhadores e trabalhadoras e de diversos movimentos sociais que defendem as águas, os biomas Cerrado e Caatinga e a vida dos povos ribeirinhos de rios do Oeste, os quais são importantes contribuintes da bacia do Rio São Francisco.
As manifestações que contam com o apoio de diversas organizações nacionais e internacionais tiveram início com a ocupação de Fazendas Rio Claro e Curitiba, pertencentes à empresa Lavoura e Pecuária Igarashi Ltda, situadas na micro bacia do Rio Arrojado, contribuinte do Rio Corrente, que por sua vez é um dos mais afluentes do Rio São Francisco.
As fazendas ocupadas possuem licenciamento ambiental concedido pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente – INEMA, através de autorização para suprimir vegetação de cerrado e outorga de captação superficial para retirar do Rio Arrojado uma vazão de 182.203 m3 / dia, durante 14horas por dia, para fins de irrigação de uma área de 2539 hectares na Fazenda Rio Claro. A área total da empresa Igarashi na região de Correntina é de 4 mil hectares, dos quais 2,5 mil serão irrigados, por meio de 32 pivôs centrais, cada um para uma área de aproximadamente 80 hectares. O volume de água captada correspondente a 106 milhões de litros/dia, o que daria para abastecer dezenas de cidades ribeirinhas ou milhões de cisternas nas áreas rurais desses municípios.
Num momento de crise hídrica em que o lago de Sobradinho se aproxima do volume morto, torna-se de fato revoltante a liberação de tanta água em favor de grupos poderosos. O desespero da população ribeirinha e vizinha das fazendas de Rio Claro/ Curitiba atingiu o ápice durante o protesto do dia 02/11, quando 32 torres de energia elétrica da empresa Igarashi foram destruídas, como forma de evitar a exagerada captação de água no Rio Arrojado e chamar a atenção das autoridades e demais pessoas defensoras das águas.
As referidas fazendas integram o chamado projeto Matopiba, situado na maior fronteira agrícola do país, que abrange os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e conta com incentivos fiscais do governo federal e de Instituições Internacionais, tendo o agronegócio como carro-chefe, defendido intensamente pela bancada ruralista no Congresso Nacional. A produção baseada na lógica do agronegócio, com foco em monocultivos e exportação de grãos, é o que faz com que este projeto explore as águas, os solos, os aquíferos, a exemplo do Urucuia – um dos maiores contribuintes de águas subterrâneas que alimentam a Bacia do Rio São Francisco.
Esta problemática no Oeste baiano ameaça diretamente a vida dos rios como o Arrojado, Rio Grande, Rio Corrente e Carinhanha, uma realidade que também não se distancia do que acontece em todas as regiões da Bacia do São Francisco, de Minas Gerais a Alagoas. No Vale do São Francisco, a concentração de terra e água é também hoje uma preocupação. Os múltiplos usos de água e a falta de gestão adequada tem promovido um cenário amedrontador, sob pena das futuras gerações não terem mais acesso a água em quantidade e qualidade.
Reafirmamos que a situação vivenciada em Correntina, também, existe no Submédio São Francisco; pois já é possível constatarmos a destruição de nascentes, a poluição de riachos, a morte parcial dos afluentes. O Rio Salitre, por exemplo, é resultado de um modelo de agricultura inadequado à região semiárida, que implementam um modo de vida baseado numa visão desenvolvimentista, sem levar em conta peculiaridades e necessidades locais.
Os grandes empreendimentos aliados às inúmeras derivações clandestinas captam volumes significativos de água impossível de serem repostos naturalmente pelas chuvas dos últimos anos. Isso tem levado a constantes conflitos pelo uso de água, inclusive para o consumo humano e dessedentação animal que pela lei deve ser priorizado.
O CMMA vem a público esclarecer e solicitar a importância de toda a população acompanhar estas discussões, buscando conhecer as causas reais e a realidade dos fatos em todos os aspectos e não seguir o que parte da mídia convencional tem pautado a respeito desse tipo de manifestação e, alerta ainda, para a necessidade de medidas ambientais e institucionais que possam minimizar a problemática denunciada por aproximadamente 10 mil pessoas que estiveram reunidas em ato público em Correntina-BA no último dia 11. Reforçamos que a luta pela defesa do São Francisco é uma luta de toda a sociedade ribeirinha.
Ascom/ CMMA- Conselho Municipal de Meio Ambiente de Juazeiro-BA
Bispos da Bacia do São Francisco realizam encontro para discutir situação do rio
A situação dramática do Velho Chico está preocupando os bispos da região da Bacia do São Francisco. Nesta semana, os líderes religiosos da Igreja católica no território que engloba o norte de Minas Gerais, boa parte da Bahia e de Sergipe, reuniram-se no Santuário de Bom Jesus da Lapa, para discutir o processo de morte do rio e o que pode ser feito. O encontro, encerrado na última quarta-feira (22), dará origem a uma Nota que será lida em todas as igrejas da região no próximo dia 03 de dezembro.
Dez bispos e um administrador diocesano estiveram presentes no encontro, ocorrido nos dias 21 a 22 de novembro. A Diocese da Lapa foi escolhida pela influência do Santuário do Bom Jesus da Lapa que fica às margens do Rio São Francisco, reunindo todos os anos milhares de romeiros, grande parte deles ribeirinhos que vivem e dependem das águas do rio da integração nacional.
O evento contou com a presença de Dom João Santos Cardoso – Bom Jesus da Lapa/BA , Dom José Moreira da Silva – Januária/MG, Dom Guido Zendron – Paulo Afonso/BA, Dom Luiz Cappio – Barra/BA, Dom José Roberto Silva Carvalho – Caetité/BA, Dom Beto Breis OFM – Juazeiro/BA, Dom Josafá M. da Silva – Barreiras/BA, Dom Gabriel – Floresta/PE, Dom Vitor de Menezes – Propriá/SE, Pe. Antônio Malan de Carvalho (Administrador diocesano de Petrolina/PE).
Segundo Dom Beto Breis, bispo da Diocese de Juazeiro/BA, a teologia e orientação pastoral da Encíclica Laudato Si, do Papa Francisco, repercutiram no encontro. “O Papa Francisco tem nos chamado à uma “conversão ecológica”, ao cuidado com a casa comum e à ética da responsabilidade ambiental. Na conclusão do encontro, alguns encaminhamentos foram apresentados, como: (1) Lançamento da Carta do Bom Jesus da Lapa no Primeiro Domingo do Advento; (2) Ações de sensibilização e educação junto às comunidades e ao povo para o cuidado, defesa e revitalização do São Francisco; (3) Ações junto às autoridades e aos governos para responder ao SOS do São Francisco”, escreveu em nota o bispo de Juazeiro.
O Primeiro Encontro dos Bispos da Bacia do São Francisco contou ainda com a presença de peritos, estudiosos e agentes de pastorais sociais que apresentaram um diagnóstico sobre a conjuntura hídrica da Bacia do São Francisco, com diversos dados da realidade da região, especialmente do Cerrado, principal fonte de abastecimento do Velho Chico. Entre os assessores estavam Roberto Malvezzi (“Gogó”) da Diocese de Juazeiro/BA e especialista no tema, o Prof. José Alves Siqueira da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) em Petrolina e membros da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Pascom diocesana/ Mirrail Menezes
