Preto no Branco

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Secretaria de Saúde de Juazeiro divulga edital de credenciamento para prestadores de serviços

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De 22 de novembro a 22 de dezembro, pessoas jurídicas, prestadoras de serviços de saúde privados lucrativos e filantrópicos, interessadas em firmar convênios com a Secretaria de Saúde de Juazeiro, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), podem apresentar suas propostas. O documento deve ser entregue das 13h às 18h, no Núcleo de Regulação, Avaliação e Controle, localizado na Rua 15 de Julho nº 32, 2º andar, Centro. O edital está disponível no site da Prefeitura de Juazeiro.

Conforme o edital, terão prioridade para contratação de serviços, os prestadores públicos de serviços de saúde, seguidos pelas entidades filantrópicas e, complementarmente, os serviços privados com fins lucrativos. As contratações dos serviços ambulatoriais, hospitalares e de internação deverão atender às especificações da Tabela SIGTAP/SUS.

Ainda segundo o Edital, poderão participar do credenciamento: pessoas jurídicas, filantrópicas, e de forma complementar, entidades privadas lucrativas, legalmente constituídas com: capacidade técnica, idoneidade econômico-financeira, regularidade jurídico-fiscal, que não tenham sofrido penalidade de suspensão ou declaração de inidoneidade por parte do Poder Público e que aceitam as exigências estabelecidas pelas normas do SUS, do direito administrativo. Também poderão participar, pessoas jurídicas localizadas em outros municípios, que após contratada se instale no município de Juazeiro para executar os serviços contratados satisfazendo as condições estabelecidas.

Toda documentação deverá ser entregue no local no período indicado, apresentando a habilitação e a documentação de qualificação técnica e oferta de serviços. Cada uma em envelope separado, opaco, fechado e inviolado ou lacrado, atendendo todas as indicações previstas no Edital.

Ascom/PMJ

No Dia Mundial do Diabetes, médico da UPAE/IMIP de Petrolina fala sobre cuidados com a visão

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No Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro), o oftalmologista da Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE/IMIP), Guilherme Moura, chama atenção sobre uma doença que pode levar diabéticos à cegueira: a retinopatia diabética.

A perda da visão é uma das condições mais sérias provocadas pela doença e a retinopatia diabética é a principal causa de cegueira entre a população economicamente ativa. A condição pode aparecer e aumentar com o tempo e a probabilidade de incidência após 20 anos convivendo com o diabetes é de 100% para o tipo 1 e de 60% para a tipo 2.

O comprometimento da visão por causa do diabetes também pode ser agravado quando o paciente já sofre de outras doenças, como colesterol alto ou hipertensão arterial. Os primeiros sinais de retinopatia diabética são: visão embaçada, manchas, pontos negros ou linhas na visão e dificuldade para identificar cores.

De acordo com Guilherme, a melhor forma de prevenir a doença é controlar bem o diabetes. “A cegueira causada pelo diabetes é irreversível e não tem cura, mas é possível tratar a condição antes que ela evolua. O tipo de tratamento varia de acordo com a gravidade e os sintomas. Em casos menos graves, cuidados típicos contra o diabetes, como dieta específica, prática de exercícios e uso de medicamentos podem ajudar a solucionar o problema”, informa.

“Agora, quando a visão já foi comprometida, o paciente pode precisar passar por cirurgia convencional ou tratamentos a laser para eliminar os vasos sanguíneos em formação ou para controlar um possível sangramento no olho”, acrescenta. O especialista recomenda que além do acompanhamento com o endocrinologista, o paciente faça visita regulares ao oftalmologista e outros profissionais da saúde.

Anna Monteiro

Assessoria de Comunicação
UPAE Petrolina

Crime eleitoral? Ônibus de empresa agrícola em Santana do Sobrado exibe propaganda política

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Um leitor do PNB que pediu para não ser identificado, nos enviou uma foto flagrante de campanha política antecipada feita por uma empresa agrícola de Santana do Sobrado, distrito do município de Casa Nova.

O flagrante foi feito durante uma ação do Sindicato dos Trabalhadores Assalariados Rurais, na região de Santana do Sobrado.

O ônibus da empresa que faz o transporte de passageiros estampa a frase “Bolsonaro Presidente”, numa clara demonstração de propaganda política. A foto foi feita no mês de setembro, mas segundo nossa fonte, até a semana passada o ônibus ainda circulava com a frase.

” Isso é crime eleitoral. Esta mensagem é, de certa forma, uma imposição aos trabalhadores e um desrespeito a legislação eleitoral e a Justiça deve tomar providências “, disse o leitor.

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) já está na mira do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por propaganda eleitoral antecipada. Bolsonaro já anunciou publicamente a intenção de concorrer à presidência em 2018. A Corte Eleitoral deve julgar ainda neste ano processos de divulgação de propaganda eleitoral antecipada por Bolsonaro e também pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva,  por antecipação de campanha eleitoral.

Os dois acusados já afirmaram à imprensa que “não podem ser responsabilizados por apoio”.

A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição nos termos do artigo 36, da Lei 9504/97 (redação dada pela Lei 13.165/15).

Da Redação por Sibelle Fonseca

Juazeiro: Conder entrega casarões da Orla 2 e entorno ao Prefeito Paulo Bomfim

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O Prefeito de Juazeiro, Paulo Bomfim, publicou na sua página de facebook, na manhã de hoje que recebeu da  diretora de Administração e Finanças da Conder, Adriana Barros, o Termo de Cessão dos Casarões da Orla 2 e todo o espaço que fica ao entorno. A entrega aconteceu hoje (14) em Salvador.

“Vamos colocar em ação o planejamento que temos para aquela área, de valorização do espaço físico e cultural. Agregado ao Parque Fluvial, será um dos maiores equipamentos de turismo do Estado da Bahia. Mais uma vez, agradecemos ao Governador Rui Costa pela sensibilidade e compromisso com a nossa cidade”, declarou Bomfim. 

Da Redação

Centro de Cultura ficará fechado na manhã desta segunda (13) e reabrirá para funeral de Manuca Almeida

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A direção do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, informa que estará fechado ao público na manhã desta segunda- feira (13) para organização do funeral do cantor e compositor Manuca Almeida.

“Reabriremos às 14 horas para receber os familiares e amigos do poeta que irão prestar as suas últimas homenagens a Manuca. Trabalharemos internamente para organizar o funeral. Uma perda irreparável que abalou a todos nós. Manuquinha merece todas as homenagens e honrarias. Um artista genial, um pilar do nosso centro de cultura”, declarou Márcio Fabiano, diretor do espaço.

A chegada do corpo de Manuca Almeida está prevista para o início da tarde e será velado no Centro de Cultura. A família ainda está decidindo quando será o sepultamento.

Manuca Almeida morreu na noite de ontem (12), em Barretos, São Paulo, depois de lutar por seis meses contra um câncer.

Ele deixa mulher, Lu Almeida, três filhas e dois netos.

Da Redação

Mesa diretora da Câmara emite nota de pesar pela morte do poeta Manuca

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O Presidente da Câmara de Vereadores de Juazeiro, Alex Tanuri, em nome da Mesa Diretora e dos vereadores, emitiu, na manhã deste domingo uma nota de pesar pelo falecimento do Poeta Manuca Almeida.

A íntegra:

A Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Juazeiro, por seu presidente, lamenta profundamente a morte prematura do poeta Manuca Almeida.

Manuca é parte integrante da história da arte e da música de Juazeiro e a sua perda deixa esta cidade de poetas e cantores, triste e calada.

Nada melhor que um poeta para transmitir a dor da perda e a saudade: E dizer que a dor doeu; Que o poeta adormeceu; Como um pássaro cantor; Quando vem no entardecer; Acho que nem é morrer.

A Câmara de Juazeiro e todos os vereadores, se irmanam no mesmo sentimento de perda. Juazeiro perde um dos seus mais expressivos nomes da arte, compositor reconhecido internacionalmente e um poeta apaixonado por esta cidade, desprendido e dedicado. Ele resumiu magistralmente sua forma de ser: Tudo que você guardar / não lhe pertence nem nunca lhe pertencerá / tudo que você tem não é seu / Tudo que você guardar / Pertence ao tempo que tudo transformará / Só é seu aquilo que você dá.

Manuca nos deu alegria, música, poesia, reverência, esperança e amor. Parta em Paz.

À família nossas mais profundas condolências.

Alex Tanuri

Presidente

Ascom CMJ

Amigos e parceiros mandam poesia para Manuca Almeida

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O poeta e cantador Maviael Melo, falou assim para o amigo:

“Uma poesia não morre.
Se vacilar, perde a rima
Deságua no verso livre
Germina a flor e se anima
Se entende quase no nada
Mas faz conduzir a estrada
Pois nunca se desanima

Encontra o verso na hora
Que ele burila na mente
Riscando traços no ar
No mote mais diferente
Se entrega em fé. Ser poeta
De alma sempre incompleta
Um tempo a frente da gente

E o verso que sai agora
Cortando as nuvens do céu
Vai preparando o espaço
Organizando o plantel
Pra receber com alegria
Essa palavra poesia
Por nome de Emanuel.

Vá em paz irmão poeta.

“Se alguém lhe amar mais do que eu, não é alguém, sou eu.” (Manuca Almeida)

Alexandre Leão, chorou assim:

“Manuca está vivo. Demorei pra escrever algo. Não sei o que dizer, não quero dizer nada. Manuca é o meu parceiro de canções e de vida. Vivemos muito nesses 21 anos de amizade. Todas as vezes em que eu subir num palco a palavra dele estará nas canções, o amor dele estará na minha música e onde eu for, estará dentro de mim. Eu teria muito pra falar mas não vou dizer mais nada por que Manuca está vivo. Pra sempre!”

Sempre Aos Domingos: ” Você combina é com vida, Manuca !”, por Sibelle Fonseca

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Confesso que os domingos nunca foram os meus dias preferidos. Sempre tive uma coisa meio estranha com eles, os dias de domingo. Sinto neles um vazio, acho que são sombrios. Cinzentos. Meu coração sempre aperta nos dias de domingo e eu nunca soube o por quê. Quando estou em um domingo, espero o pior, a surpresa ruim, o susto, o findar de alguma coisa, de alguém. Isso é da minha natureza.

Está mais difícil viver esse domingo de hoje, 12 de novembro de 2017. O luto me vestiu. E vestiu a poesia. A poesia da minha terra está enlutada. Como estão o rio, as palavras, a melodia, os becos e as ruas da cidade e sua gente.

Domingo off line este. Parece mentira que Manuquinha não está mais aqui. Que ao vivo não veremos mais suas performances, nem ouviremos sua voz dando vida as letras que nasciam nele.

Cacete, isso é mesmo verdade?

Você não vai mais esbarrar com ele na rua e ele não vem mais na minha casa. Suas visitas rotineiras, rápidas e poéticas me farão uma falta imensa. Eu fico menor.

“Ô sibelleeee”, gritava rasgado na porta das casas em que já morei, me pedindo para abrir o coração e lê-lo e ouvi-lo. Isso era um imperativo para mim. Imperativo prazeroso. Tomávamos um café forte, fumávamos, eu ouvia seus sonhos, seus últimos versos e suas canções, com os seus tantos parceiros. Eram muitos. Todo dia ele me apresentava um melhor do que o outro, me enriquecendo.

Não sei se ele gostava de ouvir minha opinião ou sentir meu entusiasmo a cada composição que me trazia. O brilho no olho da fã era do que gostava, seguramente. Um dia ele me escreveu: “Querida e amada Sibelle,
obrigado pela força astral e pelo carinho de sempre com a minha música. Você é poesia nas águas do rio e minha poesia sorri quando você passa.”

A poesia morava nele inteiro. Na voz, no jeito, em todos os seus gestos e era a tela do seu olhar para mundo. Seu nome era poesia. O seu eterno é a poesia.

Virei fã dele na adolescência e logo dei um jeito de tornar-me sua amiga. Era uma necessidade minha ser próxima de um menino tão especial e colorido. A luz dele me atraía. E ainda mais sua rebeldia. A poesia dele me assustava. A rapidez pra criar, a ligeireza pra pensar, a voltagem alta pra viver.

Via Manuquinha no Chá das Cinco e ali comecei a gostar destas coisas de arte. Casamos na mesma época. Tivemos a primeira filha na mesma época também e fui acompanhando seus passos. Via o amor dele e de Lu e isso era inspirador.

Quando entrei para a TV pude lhe servir e como eu me sentia feliz por isso. A cada entrevista, a cada reportagem em que ele era o personagem principal, mais eu virava fã e mais nosso laço se apertava.

Vi e falei de Manuca no teatro, no cinema, na música. Vi e falei de Manuca provendo idéias, projetos, sonhos. Uma usina de arte existia na cabeça daquele aparelho franzino e intuído. Se psicografava, não sei, mas percebia que uma legião de espíritos sopravam pra ele. Nicanor, um deles.

Vi e falei de Manuca nos festivais, no Grammy, sendo gravado cada dia mais, lançando livros, novas ideias, amadurecendo, virando avô, voando.

Noticiei Manuca por 27 anos, mas bem antes disso ele já vivia na minha vida.

Pensei que ele era “imorrível”. Nunca me imaginei noticiando sua passagem para o outro plano.

Está sendo muito difícil redigir Manuquinha como um corpo. Escrever palavras como funeral, sepultamento, velório, pesar e luto, ligadas a ele. Ele não combina com nada disso.

Poxa, poeta, não era pra ser assim.

Não é pra ser assim. E não será. Você combina é com vida, Manuca! Você é alma. Agora, mais esprito será. Espírito de luz e poesia. Mais um espirito familiar que ganho.

Um espirito leve. Que brinca com as palavras e sabe fazer poesia. Que emana música e alegria. Um espirito do bem que agora fortalece a legião das melhores energias.

Continuamos conectados. Você estará online pra sempre na minha história. Na história de Juazeiro e do universo da poesia.

Pra terminar essa escrita dolorosa e molhada, te mando um bilhete: “Querido e amado Manuca, obrigada pela força astral e pelo carinho de sempre com a minha vida. Você é poesia nas águas do rio e minha poesia sorri agora, mais ainda, quando você passa.”

Passe bem, meu amigo!

Você deixa uma saudade imensa e ficará “imorrível” em mim, nos outros seus, na poesia, no rio, em Juazeiro.

Você ficará pra sempre, meu irmão de luz!

Você transcendeu. Está eternizado.

“Eu sempre soube que você é especial. Mas nunca soube que especial era tanto”. (Manuca Almeida).

Sibelle Fonseca é radialista, juazeirense apaixonada, militante do jornalismo, pedagoga, feminista, conselheira da mulher, mãe de quatro filhos, cantora nas horas mais prazerosas, defensora dos direitos humanos e uma amante da vida e de gente.

“Manuca Almeida, empreendedor de Palavras”, por Raphael Leal

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Emanuel Gama Almeida era o filho de seu Armando, comerciante local bem sucedido e de Dona Eunice. Assim como os seus irmãos, Armandinho, Abílio, Dudu e Sevé, Tereza e Rosa, ainda na juventude o poeta Manuquinha já pensava em empreender, só que pela palavra.

Após aventuras poéticas por São Paulo, onde morou com Luiz Galvão e Mauriçola (Maurício Dias), Manuca Almeida montou a sua lojinha na praça Imaculada Conceição (Praça da Catedral). Nome melhor não havia: “Entrada do Céu”. Vereador à época, Paulo César de Andrade Carvalho rememora aquele período, quando sua mãe tinha uma loja ao lado do empreendimento poético.

“Ele vendia os artigos com poesia: caixa de fósforo, camisas estampadas com os seus poemas, livros pequenos de poesias, artesanato. Ficou amigo do meu pai e da minha mãe. Era um atrativo para os jovens estudantes, principalmente os de escolas particulares, que os pais tinham um dinheirinho para comprar as confecções de Lu e as artes de Manuca”, conta o radialista.

Mas o poeta-menino, sem aquele ranço dos escritores, era inquieto, escrevia livros de poesias, produzia shows. Também se aventurou na imprensa escrita, lançando com Jurandir Costa o jornal Tecanos, a Técnica dos Anos, que tinha como principal linha editorial a divulgação cultural de Juazeiro e região. E, com o parceiro Naldinho, criou o  Movimento Chá das Cinco, que promovia a cultura e também ajudava a vender os produtos da Entrada do Céu.

Ele sempre manteve a tradição de comerciante de sua família. Manuca e sua fiel companheira, a radialista e ex-repórter de TV, Lu Almeida, construíram no seu Quintal, literalmente, a Provedor de ideias, produtora de áudio e vídeo. Juntos, e com outros parceiros, realizaram diversos comerciais para meios de comunicação. Sempre a alegria rodeava o processo criativo. Até mesmo numa situação constrangedora, quando “seqüestrou” uma equipe de guia eleitoral de uma candidato que não o pagou.

“Foi engraçado demais. O pior é que ninguém conseguia ficar com raiva dele, não. Ele virou e disse: ‘Meu irmão, tá todo mundo trancado. Vocês só saem daqui depois que o candidato me pagar. Não sai ninguém. Podem ligar para a família de vocês. Vocês estão presos. Foi muito engraçado. Na verdade, se a gente quisesse sair, sairíamos, mas era tão engraçado que nos deixamos levar por aquele “seqüestro” relembra o radialista Jean Rego.

E o Manuca compositor despertou. Percebeu que seus versos tinham ritmo. Muito cantores e cantoras solicitando canções, mas ele também enviava a alguns, pois não é pecado algum.

Foi gravado de Norte a Sul, e até mesmo fora do país – “Esperando na Janela” tem mais de 500 gravações, inclusive na Europa e Estados Unidos. Ele sempre me dizia: “Oh, Rapha, eu só a tenho a minha palavra para sobreviver, criar minhas filhas …preciso fazer com que ela chegue…” , e chegou.

Muitas foram as suas realizações. Mas, talvez, o Quintal do Poeta seja a maior conquista. Entre plantas, bichos, artes no chão, ou na parede, e um carro antigo de decoração, sob a sombra de um Juazeiro, viveu com Lu, criou as filhas e os netos e abriu as portas para muita gente.

Ali, aconteceram shows, peças, exposições, debates, altas rodadas, biritas … ainda bem que participei de quase tudo. O filho de seu Armando e dona Eunice era além daqui, pois fez da sua loucura e sua palavra um modo de viver a vida, sem o mesmo par-de-meia, sem a caretice dos contratos e padrões sociais.

O empreendedor das palavras agora vai emitir sons e fazer a sua dança, louca, conexa, hipnotizante em outro lugar, que não sei onde é, mas, com certeza, será um bom lugar.

Raphael Leal é jornalista e se aventura também como compositor