Preto no Branco

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Família pede ajuda para encontrar jovem desaparecido há 13 dias, em Juazeiro

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Familiares de Uivison Silva dos Santos, Vilson, 29 anos, morador do João Paulo Segundo, em Juazeiro, procuraram o Portal Preto No Branco para pedir ajuda a quem souber o paradeiro do jovem.

Ele desapareceu há 13 dias e a família já registrou o desaparecimento na Delegacia de Polícia.

“Já falamos com a empresa que ele trabalha e o último dia que ele foi ao trabalho foi no dia 03 de julho. Quando ele saiu da empresa, passou no banco para sacar um dinheiro e não mais apareceu”, disse uma prima de Vilson.

“Quem souber do paradeiro dele, favor entrar em contato com os números 74- 988559290, 74-988334625 ou 74-988239436”, informou a familiar.

Redação PNB

Apontado como agressor do filho de Alexandre de Moraes foi candidato a prefeito pelo PL

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Brasileiro apontado como agressor do filho do Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi candidatou a prefeito da cidade de Santa Bárbara D’Oeste, no interior de São Paulo, nas eleições de 2004.

A candidatura de Roberto Mantovani esta registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apontando que ele disputou a administração municipal pelo mesmo partido do qual faz parte o ex-presidente Jair Bolsonaro, o PL.

Roberto e outros dois brasileiros são apontados como responsáveis por hostilizarem o ministro e o filho, em Roma, na Itália.

Segundo informações da polícia, Andreia Munarão teria sido a primeira a dirigir a palavra ao ministro e na sequência Roberto e Alex Zanatta Bignotto teriam o abordado. Ambos, inclusive, teriam agredido o filho do ministro.

A PF acionou a polícia italiana neste sábado (15) e as imagens poderão ser obtidas seguindo um acordo para cooperação internacional entre os países.

Redação PNB, com informações G1

Políticos reagem a hostilização sofrida pelo Ministro Alexandre de Moraes na Itália

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Cerimônia de posse do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE - 16/08/2022

 

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, e o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco, usaram as redes sociais neste sábado (15) para condenar a agressão sofrida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes em um aeroporto, em Roma. Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa, o magistrado foi hostilizado na capital italiana e seu filho chegou a ser agredido com um soco no rosto.

“Até quando essa gente extremista vai agredir agentes públicos, em locais públicos, mesmo quando acompanhados de suas famílias? Comportamento criminoso de quem acha que pode fazer qualquer coisa por ter dinheiro no bolso. Querem ser ‘elite’ mas não tem a educação mais elementar”, criticou Dino em sua conta no Twitter.

Pacheco usou a mesma plataforma para condenar o ato. Ele considerou “inaceitável” a agressão sofrida pelo magistrado e sua família e afirmou que tal comportamento distancia do país do progresso.

“Mais do que criminoso e aviltante às pessoas, às instituições e à democracia, esse tipo de comportamento mina o caminho que se visa construir de um país de progresso, civilizado e pacífico”, disse Pacheco.

“Todos os lados precisam colaborar para que o antagonismo fique no campo das ideias e das ações legítimas. Se a Nação, ainda dividida, não é capaz de substituir o ódio pelo amor, que o faça ao menos pelo respeito”, acrescentou o senador.

Vários outros parlamentares se manifestaram. As deputadas Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) estão entre eles. “O ato é fruto do ódio e da ignorância desses que sempre alimentaram um projeto autoritário, antidemocrático e violento para o nosso país”, disse Jandira.

“Os agressores já foram identificados e inquérito instaurado pela Polícia Federal. Que paguem no rigor da Lei. Nossa solidariedade ao ministro e família”, acrescentou.

Já o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que é autor de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que atribui ao STF a competência para julgar ações antidemocráticas, afirmou que tentará votar o texto em agosto.

“A agressão de ogros contra Alexandre de Moraes mostra que é hora de punir os crimes de ódio, alguns já tipificados. Vamos enquadrar a intolerância política, como propus no ‘pacote da Democracia’. Vou procurar o relator Veneziano do Rego e o Presidente para votarmos em agosto”.

Agência Brasil

Capes abre inscrições para bolsas de programa de políticas afirmativas

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O Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação – Políticas Afirmativas e Diversidade abre inscrições neste sábado (15). Os candidatos interessados em concorrer a bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado – oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) – poderão se inscrever até 25 de agosto.  

Essa política afirmativa e de diversidade é uma das ações do Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento, recriado pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Capes em junho deste ano [

O programa homenageia Abdias do Nascimento (1914-2011), que foi professor universitário, artista plástico, ator, poeta, escritor, dramaturgo, deputado federal (1983-1987), reconhecido, sobretudo, por ser ativista dos direitos civis e humanos das populações negras brasileiras.

Ao longo de cinco anos, a Capes investirá até R$ 45 milhões para formação de professores e pesquisadores em diversas áreas do conhecimento.

Projetos candidatos

As regras para seleção dos projetos estão descritas no edital da Capes (nº 17/2023).

O edital está dividido em seis eixos temáticos: Políticas afirmativas na pós-graduação; Avanços para autonomia e tecnologia assistiva na educação; Interculturalidade e políticas públicas na educação; Políticas indigenistas e para povos tradicionais; Equidade e combate ao racismo na educação; e Educação especial: inclusão e desenvolvimento.

As propostas deverão ser apresentadas exclusivamente por meio eletrônico, em formulário específico, disponível no Sistema de Inscrições da Capers (Sicapes)  com login e senha do portal Gov.br.

Para concorrer às bolsas de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, os projetos inscritos devem ter abrangência nacional e recorte geográfico com pelo menos duas das cinco regiões brasileiras.

Extensão e planejamento

Os projetos devem prever atividades de extensão e planejamento, reserva de vagas de bolsas para pessoas autodeclaradas pretas, pardas, quilombolas e indígenas, além de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, entre outros requisitos.

Na análise de cada projeto serão considerados critérios como relevância e alinhamento ao tema, impacto e potencial transformador no avanço das políticas afirmativas e de diversidade, aplicabilidade, experiência e qualificação da equipe de docentes e pesquisadores responsáveis pela proposta, viabilidade do projeto, representatividade e diversidade étnico-racial, entre outros critérios.

O resultado preliminar será divulgado em 23 de outubro. Os candidatos que discordarem da análise de mérito dos projetos terão cinco dias corridos para envio de recurso referente ao resultado preliminar. E o resultado final será conhecido em 21 de novembro.

O investimento nas propostas aprovadas será de até R$ 1,5 milhão, sendo até R$ 150 mil em recursos de custeio. O início da vigência dos projetos será em 10 de dezembro deste ano.

Agência Brasil

Sebrae inicia novo ciclo do projeto Comércio Brasil em 2023

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Nesta quinta-feira (13), teve início em Paulo Afonso (BA), o projeto Comércio Brasil 2023, direcionado a empresas que vendem para outras empresas. É mais uma iniciativa gratuita do Sebrae dentro do segmento Business to Business (B2B), buscando fortalecer cada vez mais os empreendimentos sediados na Regional.

No Comércio Brasil, o Sebrae disponibiliza consultorias que farão aproximações comerciais através de prospecção de empresas, visando parcerias de forma a expandir o mercado dos participantes do projeto. O objetivo inicial é atender 12 empresas do segmento, englobando as cidades de Juazeiro e Paulo Afonso.

O ciclo do Comércio Brasil vai atender empresas da região Norte da Bahia. Segundo César Gazzinelli, gestor de projetos do Sebrae, “o Comércio Brasil 2023 é um projeto gratuito do Sebrae, que possibilita expandir o mercado permitindo às empresas aumentarem a carteira de clientes e o faturamento. No momento de incerteza nas vendas, a iniciativa do Sebrae vai possibilitar novas oportunidades para o equilíbrio das contas”.

Para mais informações, os interessados devem entrar em contato através do telefone (74) 98890-3993.

Ascom

Engenharia de Cardápio foi tema de palestra do Sebrae em Paulo Afonso

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Considerado um importante instrumento de gestão para o empreendedor do segmento de alimentação, cardápio foi o tema da palestra que o Sebrae levou a Paulo Afonso, na terça-feira (11).

O encontro realizado no auditório do Sebrae local reuniu donos de empresas participantes do programa Alimentação Fora do Lar (AFL), atraídos por conhecer os mecanismos que proporcionam maiores lucros sabendo usar o cardápio.

A palestra, com tema Engenharia de Cardápio, foi desenvolvida pelo consultor Fabrício Andrade, economista especializado em gestão financeira e marketing digital, e abordou também os temas formação de preço e desenvolvimento de fichas técnicas. Ao longo da apresentação, Andrade mostrou que é possível aumentar a lucratividade de um bar ou restaurante sabendo trabalhar as opções do cardápio.

Ele explicou que o objetivo da palestra foi “orientar os empresários sobre como aumentar as vendas tendo como base um cardápio inteligente”. Segundo o palestrante, “hoje existe metodologia própria para se criar um cardápio vendedor no qual são destacados os pratos considerados estrelas. Conhecendo essa metodologia, o empresário poderá auferir ganhos expressivos na comercialização dos seus produtos”.

Gestor de projetos do Sebrae em Juazeiro, César Gazzinelli, lembrou que “nos projetos conduzidos pelo órgão, as atividades não se restringem apenas às metodologias apresentadas pelos consultores e, como é o caso desse encontro com os empresários de Paulo Afonso, buscamos ir mais além trazendo temas que fazem parte do gerenciamento de qualquer negócio”.

Finalizando, Gazzinelli destacou que além de apresentar técnicas inovadoras e modernas práticas do mercado, a consultoria mostra caminhos para aumentar as vendas, fator importante para o sucesso das empresas”, concluiu.

Ascom

Polícia Civil da Bahia tem mudanças na estrutura; saiba o que muda

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A Polícia Civil da Bahia terá algumas mudanças na sua estrutura. Novos diretores e coordenadores foram nomeados e departamentos e coordenações instituídas. As alterações foram publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) da quarta (12) e quinta-feira (13). A Delegada-Geral Heloísa Campos de Brito pontua o significado desta nova fase da Polícia Civil.

“A reestruturação da Polícia Civil tem grande abrangência e vai além de novas unidades, delegacias e outros equipamentos. São novos conceitos e estratégias que estão presentes em cada passo de uma das maiores transformações da história desta instituição bicentenária”, afirmou.

Para o combate ao tráfico de entorpecentes foi instituído o Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), liderado pelo delegado José Alves Bezerra Júnior. O Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV) tem como diretora a delegada Patrícia Barreto Oliveira.

O Departamento de Crimes Contra o Patrimônio (DCCP) foi substituído pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), que tem a frente o delegado Thomas Victor Rodrigues Galdino.

O Draco ganhou novo formato. Agora é o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, que tem à frente a delegada Márcia Pereira dos Santos. A COE também mudou. A Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE) tem à frente o delegado Marcos Cezar. Já a Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter), continua com a mesma nomenclatura e a diretora continuará sendo a delegada Francineide Moura de Oliveira.

A rede operacional também passa a contar com a Coordenação de Operações de Polícia Judiciária (COPJ), liderada pelo delegado Artur Fernando Guimarães. Sobre as questões fundiárias, foi instituída a Coordenação de Conflitos Fundiários (CCF), liderada pela delegada Giovanna de Andrade Bomfim.

Mais mudanças

Entre os órgãos de suporte operacional e administrativo está o Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (ISPE), liderado pelo delegado Omar Andrade Leal. Também o Departamento de Gestão Tecnológica, Telecomunicações e Inovação (DTIT), liderado por Leandro Sady Rodrigues. O Departamento de Gestão de Pessoas, Saúde e Valorização Profissional da Polícia Civil (DPSV), liderado pela delegada Bárbara Santos Lima, e a diretoria de Saúde do DPSV, pelo psicólogo Gessé de Souza Silva.

O Departamento de Planejamento, Administração e Finanças (Depaf), segue com o mesmo diretor, delegado Cristiano Marcos Pitangueira Mangueira. Aliado ao Depaf foi instituído o Departamento de Infraestrutura e Logística (Dilog), que tem à frente Laura Maria Moura.

Ainda na administração foi instituída a Coordenação de Controle Interno (CCI), liderada por Andreza Caroline do Amaral. Outras estruturas ainda serão anunciadas, que irão impactar diretamente na melhoria do atendimento a população baiana.

BNews

Professora pede abertura de investigação contra Eduardo Bolsonaro; Deputado comparou “professor doutrinador” a traficante de drogas

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O deputado Eduardo Bolsonaro, participa de sessão solene em alusão ao Dia Nacional de Valorização da Família. na Câmara dos Deputados.

Nesta semana, a professora Nelice Pompeu, servidora da rede pública de ensino do estado de São Paulo há mais de 30 anos e integrante do Movimento Escolas em Luta, acionou o Ministério Público Federal (MPF) para que tome providências contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por ter proferido um discurso em que compara “professores doutrinadores” a traficantes de drogas. O discurso do congressista foi feito no domingo (9), durante o 4º Encontro Nacional do Proarmas pela Liberdade, que aconteceu em Brasília.

“Não tem diferença de um professor doutrinador para um traficante de drogas que tenta sequestrar os nossos filhos para o mundo do crime. Talvez o professor doutrinador seja pior”, disse o deputado no discurso.

No dia seguinte, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, determinou à Polícia Federal (PF) que analisasse as declarações do parlamentar no evento. “Determinei à Polícia Federal que faça análise dos discursos proferidos neste domingo, em ato armamentista, realizado em Brasília. Objetivo é identificar indícios de eventuais crimes, notadamente incitações ou apologias a atos criminosos”, informou Dino em suas mídias sociais.

Em entrevista à Agência Brasil, a professora disse que a declaração de Eduardo Bolsonaro “foi irresponsável” e precisa sofrer algum tipo de punição. “Essa não foi só uma declaração infeliz. Foi uma declaração criminosa e irresponsável”.

“Não é liberdade de expressão quando fere os princípios de preservação da vida e de direitos e coloca o outro em risco e promove o ódio. Isso é uma fala irresponsável. Por isso comecei a buscar mecanismos para cobrar providências”, acrescentou.

Além do Ministério Público Federal, a professora acionou também a Comissão de Ética da Câmara dos Deputados para que seja tomada alguma providência com relação à fala do congressista.

Violência

Para a professora Nelice Pompeu, o discurso de Eduardo Bolsonaro acaba estimulando ainda mais a violência dentro das escolas. “O que me chamou a atenção é que isso foi dito em um evento pró-armas, estimulando a violência, em um momento em que as escolas viveram muitas tragédias neste ano. As escolas estão presenciando uma escalada de violência absurda. Essa polarização, esse clima de ódio, esse clima de intolerância, acaba explodindo nas escolas”, alertou.

Violência que, segundo a professora, já vem em uma escalada crescente nos últimos anos. “De uns anos para cá, com essa polarização que se criou na sociedade, piorou muito a questão de violência e agressão dentro das escolas e contra os profissionais professores. Tem também a questão da Escola sem Partido, esse movimento que acabou incutindo para a sociedade que o professor é um doutrinador, embora esse conceito não exista”.

“De maneira geral, o que tem acontecido é um aumento dessa violência no ambiente escolar. Um exemplo disso foram os ataques que aconteceram no início deste ano. Acho importante pontuar que isso não acontece de maneira descontextualizada. Isso é reflexo de um processo que acontece desde o início dos anos 2000, com a criação do movimento Escola sem Partido e com o processo de perseguição e de vigilância contra professores, reduzindo sua autonomia em sala de aula e atingindo, inclusive, outras instâncias como a de construção de políticas públicas”, disse Marcele Frossard, assessora de Programa e Políticas sociais da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, à Agência Brasil.

Um levantamento feito pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, por exemplo, apontou que os eventos de violência extremo nas escolas no Brasil começaram na primeira década dos anos 2000. Antes desse período, não havia registro desse tipo de ataques. Desde então, houve 16 ataques no Brasil, sendo que quatro deles ocorreram no segundo semestre de 2022 (o balanço não computou o ano de 2023). Esses ataques fizeram 35 vítimas fatais. Outras 72 pessoas sofreram ferimentos.

Para Marcele Frossard, a fala de Eduardo Bolsonaro, de alguma forma, contribui para o aumento dessa violência que já é uma constante no ambiente escolar.

“A fala do congressista vem no bojo desse tipo de pensamento e de prática, que foi fortalecida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso inclusive é tema do que a Campanha Nacional pelo Direito à Educação apresenta em seu guia de resposta e prevenção de violência às escolas e também no relatório que foi entregue pelo professor Daniel Cara [professor de Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo], ao governo de transição sobre o extremismo de direita no ambiente escolar. Essas falas estão relacionadas com essa percepção errônea da educação pública – e também da classe dos trabalhadores e profissionais da educação – e contribuem para a perseguição e para o aumento da violência a esses profissionais”, disse.

Um outro balanço, feito pelo Instituto Sou da Paz e divulgado em maio deste ano, apontou que 24 ataques a escolas ocorreram entre nos anos de 2002 e 2023 no Brasil. E também concluiu que esses ataques violentos foram ficando mais intensos nos últimos anos.

“Uma das informações muito importantes do relatório é que ele mostra como houve, nos últimos anos, principalmente desde 2019, um aumento muito significativo [de ataques violentos a escolas]. Tem crescido muito rapidamente a ocorrência desse tipo de ataque nas escolas, que é um tipo de violência muito extrema e muito chocante pela sua letalidade e pelo seu potencial de vitimar um número muito grande de pessoas, entre feridos e mortos. É uma situação que tem e ainda está sensibilizando muito a sociedade”, ressalta Beatriz Graeff, pesquisadora do Instituto Sou da Paz.

“Nesse relatório trazemos algumas recomendações e uma das questões que a gente aborda é justamente a de ampliar a capacidade do Poder Públicoem monitorar e diagnosticar esse tipo de risco e de ameaça em torno da escola. E para isso é muito importante que a gente melhore a capacidade de produzir dados sobre as violências que ocorrem dentro das escolas”, acrescentou.

Para Beatriz, uma fala como a que foi proferida por Eduardo Bolsonaro, acirra uma situação que já está bastante complicada nas escolas. “É muito claro que esse discurso de ódio, mesmo quando ele não incita diretamente a violência, é fator de legitimação de atos violentos contra o grupo ao qual ele se dirige. É uma situação muito triste, principalmente em um momento em que está todo mundo preocupado e muito sensibilizado com o aumento desse tipo de violência extrema dentro das escolas. Ainda mais um ataque assim tão direto à figura do professor, que é absolutamente central para que a escola consiga realizar o seu potencial de ser um espaço não só de formação e de desenvolvimento intelectual, mas também de formação da cidadania, de proteção da criança e do adolescente e de proteção de direitos”.

Cultura de paz

Para Nelice Pompeu, a violência só vai diminuir com ações que estimulem a cultura de paz e valorizem a profissão. “Acho que é urgente a gente trabalhar a cultura da paz – e que não seja um projeto isolado. Tem que ser algo permanente para, pelo menos, se contrapor a essa plataforma do ódio”, sugere.

“A escola sozinha não consegue dar conta dos problemas. Temos um trabalho limitado, faltam redes de proteção. A profissão foi muito desvalorizada de uns anos para cá, como se qualquer pessoa pudesse chegar na sala de aula e dar uma aula. E não é assim. Estamos lidando com futuro. Temos uma responsabilidade nessa formação. E o professor não pode trabalhar amedrontado, intimidado, com medo de demissão ou de perseguição. Ele precisa ter um suporte”, alerta.

Para Marcele Frossard, a construção do projeto de combate à violência passa também pela punição a falas que estimulem a violência. “Esse deputado precisa ser punido. É importante ter algum tipo de declaração pública indicando que esse tipo de fala incita a violência e piora um ambiente que já é amedrontado e fragilizado devido ao que tem acontecido ao longo desse ano”, defende.

“A melhor maneira de fazer essa prevenção [da violência nas escolas] é através do fortalecimento de vínculos e da participação desses estudantes, do fortalecimento de instâncias como o grêmio estudantil e também do conselho escolar, para que todos tenham responsabilidades e façam parte dessa escola, formando esses estudantes para participação na sociedade democrática. E aí é importante que pais e responsáveis estejam envolvidos para que eles também entendam o sentido desse modelo de educação, que é um modelo preconizado na Constituição Brasileira”, recomenda.

Beatriz Graeff acrescenta que é fundamental que seja feito um levantamento constante sobre as violências que acontecem dentro das escolas. Por meio desse diagnóstico, acredita, é que será possível criar políticas públicas mais contundentes de combate à violência no ambiente escolar.

“A gente acredita que é muito importante que exista uma organização em torno de ferramentas que possibilitem um diagnostico mais preciso e mais frequente [dessas violências] e que a gente possa acompanhar mais diretamente o que está acontecendo nas escolas e a medida em que isso está acontecendo. Esse diagnóstico é muito importante para que seja possível desenhar ações, seja de prevenção de ataques, que é um tipo extremo de violência, como também de ocorrências mais cotidianas de agressão, incivilidade ou conflito, que podem ser sinais de alerta para uma escalada de violência que produza um estrago mais significativo”.

Bolsonaro

Procurado pela Agência Brasil, o deputado Eduardo Bolsonaro não se manifestou até a publicação da matéria. Em suas redes sociais, o deputado se manifestou sobre o ministro da Justiça ter determinado que a PF investigue as declarações feitas no evento.

“Um ministro da Justiça mobilizar a PF para investigar minha analogia sobre doutrinadores, que se aproveitam da posição de professores para escravizarem pela ideologia, agirem como traficantes que escravizam pela droga, ambas as situações propiciadas pela ausência dos pais no dia a dia dos filhos, é mais um degrau da escalada autoritária no Brasil”, escreveu.

“Lamentável ver a Polícia Federal, instituição da qual orgulhosamente faço parte, ser utilizada politicamente para satisfazer desejos autocratas de comunistas, enquanto verdadeiros criminosos parecem não se incomodar tanto”, acrescentou.

Estudantes da Uneb premiados em evento internacional são recebidos pelo governador Jerônimo Rodrigues

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Os estudantes da equipe Bahia Robotics Team (BahiaRT), do Centro de Pesquisa em Arquitetura de Computadores, Sistemas Inteligentes e Robótica (Acso), da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), foram recebidos, nesta sexta-feira (14), pelo governador Jerônimo Rodrigues. A equipe, que foi recepcionada no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, conquistou duas novas titulações internacionais na RoboCup 2023, evento mundial de robótica e inteligência artificial, realizado em Bordeaux, na França.

De acordo com Jerônimo, esse resultado demonstra a importância e os benefícios dos investimentos nas universidades públicas da Bahia. “É uma alegria estar recebendo o corpo de professores e estudantes de um núcleo de pesquisa da Uneb que se dedica à robótica e  à inovação tecnológica. Esse grupo se destacou não só nesse evento na França, e já vem ganhando prêmios em outros eventos dessa natureza fora do país. Além de parabenizar, ficou o meu compromisso de estimular às universidades baianas a continuarem desenvolvendo ações de pesquisa”, declarou o governador.

Na categoria Desafio Científico – que envolve apresentação das principais contribuições científicas da equipe – a BahiaRT conquistou o segundo lugar; já na categoria Torneio de Futebol de Robôs Simulados o grupo ficou em quinto lugar. Além das boas colocações nas competições, Salvador foi confirmada como sede da edição de 2025 da RoboCup. Também está programado para outubro deste ano um evento nacional do setor. A última edição que ocorreu no estado foi em 2008.

Para o estudante Alan Vítor Nascimento, do segundo semestre do curso de Sistema da Informação, integrar a comitiva que foi ao evento ajudou a ampliar as possibilidades da sua área. “Participar da competição foi um movimento muito importante, tanto para mostrar a força do ensino superior público aqui da Bahia, quanto para o desenvolvimento individual dos estudantes. Eu fui capaz de enxergar uma nova cultura, enxergar novas oportunidades lá fora, além de conhecer outras pessoas que podem abrir oportunidades para mim lá no futuro”.

A delegação, liderada pelo professor Marco Antônio Simões, teve a participação dos estudantes do curso de Sistemas de Informação do Campus I, em Salvador, Glenda Santana, Alan Vítor Nascimento, Kalvin Albuquerque e Wesley Silva. Outros membros da equipe ficaram na capital dando suporte remoto.

Segundo o professor, premiações como essa têm grande relevância para o futuro destes estudantes no mercado de trabalho e na academia. “Participando do evento como esse, eles têm oportunidade de conversar, de cooperar com estudantes, com professores de universidade de vários países, e nessa cooperação surgem oportunidades de aprendizado, de crescimento e eles são valorizados. Por exemplo, grandes empresas do mundo observam pessoas que participaram da RoboCup e considera isso como já um pré-critério de seleção”, pontuou Marco Antônio Simões. Ainda conforme o professor, as oportunidades também se estendem no campo acadêmico, pois são realizadas cooperações que garantem acesso a cursos de pós-graduação.

Uneb na RoboCup

Desde 2007 que a equipe BahiaRT/Acso, da Uneb, participa da RoboCup. De 2015 a 2021, a Uneb destacou-se na categoria Futebol de Robôs Simulados 3D, posicionando-se entre as quatro melhores universidades do mundo. A BahiaRT conquistou ainda o eneacampeonato brasileiro (2013-2021), superando equipes de grandes universidades nacionais. Em 2022, a Uneb conquistou o segundo lugar no desafio científico dessa liga.

A RoboCup acontece desde 1997 e é o principal desafio do mundo para os cientistas que investigam a robótica e a inteligência artificial. Originalmente, o evento surgiu com a meta de criar um time de robôs humanoides capaz de jogar uma partida de futebol contra a seleção de humanos campeã do mundo e vencê-la.

A previsão é de que a meta seja alcançada até a metade do século XXI. Essa motivação que deu origem à RoboCup gerou muitos frutos e, hoje, além das cinco ligas de futebol de robôs, a RoboCup contempla outros desafios como resgates de vítimas em situação desastre, robôs de serviço em ambientes doméstico, industrial e comercial, entre outros.

Secom