Preto no Branco

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Petrolina sedia reunião que discute situação da saúde pública em sete municípios

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Para acolher os gestores e repassar informações sobre a situação dos munícipios em relação a saúde pública, a Secretaria Estadual de Saúde, através da VIII Gerência Regional de Saúde (VIII Geres), promoveu uma reunião, nesta terça-feira (07), no auditório do IGEPREV, em Petrolina.

Além dos gestores dos municípios vizinhos, estiveram presentes: a representante das gerencias regionais no estado, Dr. Ana Claudia Calú, a gerente da VIII Geres, Aline Jeronimo; o prefeito da cidade sede, Miguel Coelho e a Secretária Municipal de Saúde, Magnilde Albuquerque.

Durante a manhã, os participantes tiveram acesso a dados, estatísticas e relatórios referentes aos municípios. “Esse evento foi importantíssimo, para nortear as atividades e ações de todos os secretários. Ele permitiu que todos os gestores se conhecessem para que, a partir de agora, possamos caminhar juntos, em parceria com a Geres, discutindo o Sistema Único de Saúde (SUS) e formando uma grande equipe“, frisou Magnilde.

A secretária ressaltou ainda o desafio de administrar a área da saúde em Petrolina. “Eu vejo como um desafio muito possível. Nós vamos conseguir. Temos um prefeito que nos apoia e valoriza a saúde pública e uma equipe muito competente e comprometida. Juntos vamos conseguir excelentes resultados em Petrolina“, destacou.

A secretária executiva de Vigilância em Saúde de Petrolina, Marlene Leandro, que também estava presente, ressaltou que a reunião serviu para dar subsídio para as novas administrações. “Foram mostrados alguns indicadores para situar os gestores do nosso município e também dos demais. Foram apresentados alguns documentos, portarias e leis que subsidiam os instrumentos de gestão, inteirando os profissionais a níveis ministerial e estadual“, informou.

Gestores da saúde dos municípios de Afrânio, Cabrobó, Dormentes, Lagoa Grande, Orocó, Petrolina e Santa Maria da Boa Vista participaram do encontro.

 

 

Ascom PMJ

Dr Salvador Carvalho tira dúvidas sobre a Febre Amarela

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Mal começou 2017 e o Brasil está registrando o maior surto de Febre Amarela nos últimos 37 anos. Nessa segunda-feira (6), o país chegou a 180 casos confirmados da doença e 65 mortes, conforme o Ministério de Saúde.

O estado de Minas Gerais é o mais afetado, com 158 casos confirmados. O Espírito Santo tem 18 infecções comprovadas e São Paulo está em terceiro lugar no número de casos: quatro confirmados. Já a Bahia e o Tocantins receberam notificações – 11 e 4, respectivamente -, mas ainda precisam de investigação para comprovar a infecção pelo vírus.

Devido alguns municípios baianos fazerem parte da área endêmica e da proximidade de Minas Geras com a Bahia, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) reforçou a campanha de vacinação no mês passado em 45 cidades. Entre elas estão Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Campo Alegre de Lourdes, Pilão Arcado e Sobradinho todas próximas a Juazeiro.

Junto ao medo da população muitas dúvidas surgiram. Segundo o médico Salvador Carvalho, não há necessidade para pânico por a febre amarela já ser uma doença conhecida. “A febre amarela já é conhecida, bem diferente da Zika e Chikungunya que foram as últimas epidemias que tivemos. É uma doença que a gente conhece a prevenção (através da vacina) e, além disso, é uma doença que se sabe como conduzir e acompanhar o paciente”, explica.

Pensando em acabar com algumas das dúvidas, o Portal Preto no Branco entrevistou o Dr Salvador para falar sobre a Febre Amarela.

Formado pela Escola Latino Americana de Medicina em Havana – Cuba, Dr Salvador trabalha na Unidade de Saúde da Família do bairro Parque Residencial, no em Juazeiro. Atua como médico plantonista no Hospital Regional de Juazeiro e no Hospital da Criança, ambos na mesma cidade. Também cursa especialização em Pediatria Clínica na Faculdade de Ciências da Saúde de São Paulo – FACIS.

Entrevista- Por Fernanda Marins

P.B: Há dois tipos de febre amarela? Quais são eles e suas diferenças?

S.C.:febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por duas espécies de mosquitos: O Haemagogus, que transmite o vírus de forma silvestre, e o Aedes Aegypti nas áreas urbanas.

P.B: Quais os sintomas da febre amarela?

S.C.: Geralmente quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso.

P.B: Quanto tempo leva para a doença se tornar aparente e como suspeitar?

S.C.: Indivíduo com quadro febril agudo (até 7 dias), de inicio súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, residente em (ou procedente de) área de risco para febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootia confirmada em primatas não humanos (PNH) ou isolamento de vírus em mosquitos vetores, nos últimos 15 dias, não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado.

P.B: O que uma pessoa deve fazer se apresentar os sintomas? Qual o tratamento da doença?

S.C.: Procurar um serviço de saúde e um médico, como por exemplo as unidades básicas de saúde do SUS em seu bairro. Não existem medicamentos específicos contra o vírus da febre amarela. Não devem ser utilizados anti-inflamatórios e ácido acetilsalicílico (AAS) pelo risco de hemorragias. Ou seja, o melhor tratamento é a prevenção.

P.B: A febre amarela é contagiosa?

S.C.: Não, sua transmissão necessita de um vetor, os mosquitos já mencionados.

P.B: Como a doença pode ser evitada?

S.C.: Como a transmissão urbana da febre amarela só é possível através da picada de mosquitos Aedes aegypti, a prevenção da doença deve ser feita evitando sua disseminação. Os mosquitos criam-se na água e proliferam-se dentro dos domicílios e suas adjacências. Qualquer recipiente como caixas d’água, latas e pneus contendo água limpa são ambientes ideais para que a fêmea do mosquito ponha seus ovos, de onde nascerão larvas que, após desenvolverem-se na água, se tornarão novos mosquitos. Portanto, deve-se evitar o acúmulo de água parada em recipientes destampados. Para eliminar o mosquito adulto, em caso de epidemia de dengue ou febre amarela, deve-se fazer a aplicação de inseticida através do “fumacê”. Além disso, devem ser tomadas medidas de proteção individual, como a vacinação contra a febre amarela, especialmente para aqueles que moram ou vão viajar para áreas com indícios da doença. Outras medidas preventivas são o uso de repelente de insetos, mosquiteiros e roupas que cubram todo o corpo.

P.B: Quem deve se vacinar?

S.C.: Só é recomendada a vacinação para febre amarela em pessoas vivendo ou que vão viajar para áreas endêmicas para febre amarela, conforme mapa do Ministério da Saúde (abaixo)

  • Neste grupo a vacina é recomendada para pessoas entre 9 meses e 60 anos de idade, desde que não estejam imunossuprimidas, gestantes, mulheres em lactação e pessoas com doença no timo (ver texto para melhor discriminação dos grupos e exceções).
  • Pessoas com mais de 60 anos deverão ser avaliadas em relação ao risco/benefício para recomendação de vacinação.
  • Quando não há possibilidade de vacinação de pessoas visitando áreas endêmicas, deve-se reforçar medidas de proteção como uso de repelentes.
  • Repelentes podem ser utilizados em crianças a partir de 2 meses de idade, segundo recomendações internacionais.
  • No Brasil, a ANVISA só recomenda a utilização de repelentes a partir de 6 meses de idade .

P.B: Cidades próximas a Juazeiro, como Sobradinho e Remanso, estão entre a área de vacinação recomendada pela SESAB. Porque essas cidades estão entre as recomendadas para imunização?

S.C.: Por serem municípios fronteiriços dos estados onde a doença é endêmica, como a zona da mata por exemplo.

 P.B: Quem for visitar uma das 45 cidades que a SESAB recomendou vacinação deve se vacinar também?

S.C: Preferencialmente sim.

 

 

 

Exposição Recordar é Viver relembra os antigos carnavais de Juazeiro

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O desfile de carros alegóricos trazia foliões animados, enchendo as ruas de confetes e serpentina. O festejo a Baco, o deus da alegria e da folia na mitologia romana, tinha chegado a Juazeiro.  Carnaval das fantasias, das marchinhas e da disputa dos clubes carnavalescos das sociedades Apolo, 28 de Setembro e Zero. A cidade era invadida por homens, mulheres e crianças que compartilhavam a alegria do carnaval e faziam das ruas uma grande brincadeira coletiva.

Em reverência a esse espírito carnavalesco, a exposição “Recordar é Viver- Carnavais da década de 10 – Década de 70” revive os antigos carnavais de Juazeiro através de uma linha do tempo que apresenta os blocos tradicionais, os principais clubes e até as marchinhas de rua passadas de geração em geração. Exposta na Fundação Museu Regional do São Francisco, em Juazeiro, a mostra é uma oportunidade única para os jovens e turistas conhecerem a historia do carnaval da cidade.

As fantasias e fotografias da exposição remetem a variedade de cores e formas que davam pluralidade ao carnaval. “Colombinas, pierrôs, anjos e demônios tinha de tudo, a rua era bastante colorida pela diversidade de fantasias e manifestações. As casas viviam de portas abertas os mascarados entravam, comiam e bebiam de graça, ninguém ligava” explica a professora de história Rosy Luciane Costa, curadora da exposição e diretora do Museu.

A exposição promove reflexão a respeito das transformações na festa carnavalesca, as diferentes formas de diversão e a criação dos concursos dos mais diversos. “O carnaval tinha mais variedade, não existiam os abadás para uniformizar e deixar todo mundo igual. Cada um dentro das suas condições usava da criatividade e construía suas fantasias,” explica Rosy Costa.

A diversidade do carnaval não estava apenas nas fantasias, mas na forma de interagir com os espaços e os foliões. “Hoje, você vai atrás do trio ou fica na calçada esperando o trio passar. Antigamente, quem não saia de casa participava porque recebia quem ia chegando. O povo ficava sentando na porta e os mascarados passavam jogando água. As músicas eram feitas pelo compositor especificamente para a festa”, relembra.

A exposição não se sustenta apenas da nostalgia de relembrar os antigos carnavais, mas da importância de pensar a memória da cidade e as suas mudanças históricas. “O jovem vem para conhecer as historias e quem viveu essas experiências interage com a exposição. As pessoas podem reconhecem quem está na fotografia ou conhecem alguém que está nelas, trazem a família explicam cada cenário, as ruas e os rostos de cada foto. Eles se integram à exposição”, afirma.

Serviço:

Fundação Museu Regional do São Francisco

Praça da Imaculada Conceição, 29 – Centro, Juazeiro.

Visitação:  segunda  a quinta (8h ás 12h)

 

Texto: Maria Eduarda Abreu/Multiciência

Carro fumacê passa em todo percurso do Carnaval de Juazeiro 2017

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Para garantir que a população brinque o Carnaval de Juazeiro 2017 de forma saudável, a Secretaria de Saúde de Juazeiro está adotando medidas preventivas. Uma delas é a passagem do carro fumacê em todo percurso da folia durante uma semana. a ação, que acontece em parceria com o Núcleo Regional Norte de Saúde, visa o combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor das doenças: dengue, zika, febre amarela e chikungunya.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Tatiane Malta, recomenda que os moradores das áreas que ficam entre a Avenida Adolfo Viana e a Orla 2 deixem as janelas abertas. “Lembrando que quem cria pássaros em casa deve cobrir a gaiola com um pano. Também não é aconselhado que outros animais e que a população fiquem diretamente expostos ao veneno”, adverte.

O secretário de Saúde, Plínio Amorim, destaca que, quando se trata do combate ao Aedes Aegypti, todos devem fazer a sua parte. “Devemos ficar atentos e eliminar possíveis focos de proliferação do mosquito. Lembrando que ele pode se reproduzir em qualquer recipiente que tenha um acúmulo de água parada”, ressalta.

A Secretaria de Saúde ainda reforça que a população pode acionar uma equipe de combate às endemias sempre que detectar uma situação de risco. O número de telefone para realizar este tipo de denúncia é: 074 9 9198 3057. O contato pode ser feito tanto por ligação, quanto via mensagem utilizando o aplicativo WhatsApp.

 

Ascom PMJ

Petrolina: Abertas inscrições para aulas de acordeon gratuitas

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Quem tem interesse em aprender música não pode perder essa oportunidade. Estão abertas inscrições para um curso de acordeon voltado para iniciantes em Petrolina. As aulas são gratuitas e oferecidas pelo aposentado Luiz Joaquim Rosa, que há cinco meses oferece o curso.

Os interessados podem se inscrever e agendar as aulas na Casa dos Artistas, das 7h30 às 14h e das 14h às 16h30. O local fica na Rua Santa Poliana, nº14, no Centro de Petrolina. Para participar é preciso ter ou alugar o instrumento. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (87) 3031-5313.

Prefeitura confirma feriado nesta sexta-feira (10) em Juazeiro

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A Prefeitura de Juazeiro, em acordo com a Lei Municipal Nº 2.516/2014, a qual determina como um dos feriados municipais “a data do Carnaval antecipado de Juazeiro a ser comemorada na segunda sexta-feira antecedente ao início do Carnaval oficial”, confirma que será feriado nesta sexta-feira, 10.

A Prefeitura informa ainda que os serviços de urgência e emergência de saúde como o SAMU, a UPA e a Maternidade, serão mantidos, assim como a Limpeza Pública.

 

Ascom PMJ

CPAC reforça perseguição ao bando que invadiu a cidade de Remanso na madrugada desta terça(7)

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A Polícia Militar está na captura do bando que invadiu a cidade de Remanso(BA) na madrugada desta terça-feira(7). Segundo o Comando de Policiamento da Regional Norte, a Companhia de Polícia de Ações em Caatinga – CPAC e mais duas guarnições do município de Casa Nova(BA) se juntaram aos policiais de Remanso e estão em perseguição ao bando formado por, pelo menos, 20 homens fortemente armados que invadiram a cidade espalhando terror, com tiros e explosões, nas principais ruas do centro. Na fuga eles incendiaram um veículo e atingiram com tiros uma viatura da PM e também algumas casas do centro da cidade.

O bando armado com fuzis e pistolas metralhou a delegacia e a sede da Polícia Militar. Eles destruíram as agências do Banco do Brasil e Bradesco, mas não conseguiram acesso aos cofres das instituições, como informaram os gerentes.

Não houve reféns e nem feridos. O ataque durou aproximadamente 1 hora e os moradores continuam assustados com a ação dos criminosos. As marcas da passagem criminosa dos bandidos pela cidade de Remanso estão nas fachadas das casas, instituições de segurança e estabelecimentos comerciais.

O grupo fugiu em direção ao município de Casa Nova(BA).

“A cidade toda ficou refém. Eram muitos os estouros. Por quase uma hora os moradores das ruas centrais só ouviam tiros e explosões”, contou ao Preto No Branco um morador bastante assustado.

 

 

Petrolina: Instituições formulam documento para liberação do Garantia Safra

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Na busca para solucionar os problemas referentes ao Programa Garantia-Safra, a Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Agrário, se reuniu com representantes do Instituto Pesquisas Agronômicas (IPA); do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS). A reunião aconteceu nesta segunda-feira (06), no auditório do STR.

Na ocasião, foram apresentadas algumas medidas que estão sendo tomadas pela Comissão Municipal do Programa Garantia-Safra, no sentido de passar informações sobre o bloqueio do pagamento aos agricultores e o encaminhamento de um documento à Casa Civil, para que seja liberado o pagamento de janeiro para o mês de fevereiro.

O bloqueio aconteceu devido a um problema no cadastro relacionado ao Código de Endereçamento Postal (CEP), das 3.214 famílias que deveriam receber a primeira parcela de janeiro, apenas 289 famílias foram incluídas na folha de pagamento.

No total, as famílias vão receber R$ 850 depositados em cinco parcelas mensais de R$ 170 através da Caixa Econômica Federal ou correspondente bancário, nas mesmas datas do calendário do Bolsa Família.

Confira a íntegra do documento:

 

 

Ascom PMP

 

Fies reduz limite mensal de financiamento para R$ 5 mil

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O governo federal reduziu em 34,7% o valor máximo das mensalidades financiadas por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) nos contratos que serão fechados a partir do primeiro semestre de 2017. Segundo o Ministério da Educação (MEC), o limite passa a ser de até R$ 5 mil por mensalidade, o que representa um teto de R$ 30 mil por semestre letivo.

O novo teto sinaliza, segundo o ministro Mendonça Filho, o primeiro passo na reestruturação completa do Fies. Atualmente, um grupo do MEC em conjunto com representantes da Fazenda trabalha em alterações que devem ser anunciadas no fim de março.

O Fies oferece contratos de financiamento de cursos de graduação em universidades e faculdades particulares. Os candidatos são selecionados com base em suas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e por critérios socioeconômicos. Atualmente, o Fies financia cerca de 1,5 milhão de estudantes no Brasil, com cerca de 49,8% de inadimplência.

Neste ano, o MEC prevê gastar R$ 1,5 bilhão com novos contratos. O desembolso total do governo já ultrapassa R$ 20 bilhões com os contratos de financiamento, sendo que além deles ainda há cerca de R$ 9 bilhões extras com custos fiscais.

Novos contratos em 2017

A seleção dos novos contratos do primeiro semestre de 2017começa a partir de terça-feira (7) no site http://fiesselecao.mec.gov.br. Serão oferecidos 150 mil novas vagas. O ministro assegurou que a mudança não vale para estudantes que já têm contratos de financiamento vigente, já que eles foram assinados com base em outras regras.

Em janeiro, o governo havia garantido que o número de novos contratos do programa em 2017 seria pelo menos igual ao de 2016, ou seja, no mínimo 220 mil, considerando os dois semestres. No primeiro semestre de 2016, foram abertas 149 mil novas vagas.

Teto nas mensalidades

No semestre passado, o teto de financiamento do Fies era de R$ 42 mil. Segundo o ministro, caso o mesmo teto fosse mantido, ele teria que ser reajustado e subiria para R$ 46 mil.

Mendonça Filho disse que a função do governo é “definir critérios de financiamento, e não simplesmente financiar a qualquer preço um curso a partir de uma mensalidade determinada por um ente privado”.

Mansueto Facundo de Almeida Júnior, do Ministério da Fazenda, explicou que o pacote está sendo estudado por um comitê interministerial e que o objetivo é garantir a “sustentabilidade, a previsibilidade, a transparência e o controle” do Fies.

Mansueto explicou que as mudanças são uma reação ao crescimento exponencial do Fies nesta década. “De 1998 até 2009, 2010, o total de alunos com crédito estudantil não passava de 200 mil”, disse ele. “De 2010 a 2015 passou de 200 mil para 1,9 milhão.”

Atualmente, há 1,5 milhão de contratos ativos, segundo dados do MEC. Mansueto também comparou o financiamento público no ensino superior privado com as universidades públicas. Segundo ele, em menos de dez anos, o número de matrículas no setor privado financiadas pelo poder público é semelhante ao número de vagas de graduação no setor público abertas em cinquenta anos.

Reestruturação do Fies

Apesar de a mudança completa do Fies estar prevista para ser anunciada somente em março, MEC e Fazenda apontaram diretrizes:

Programa deve apontar com antecedência o total de vagas que serão ofertadas a cada ano

Não há previsão de que bancos privados participem do Fies

Ministério estuda ampliação do Prouni como contrapartida às mudanças

Orientação para os estudantes sobre a realidade local do mercado de trabalho para que avaliem a relação custo benefício do financiamento

Divulgação regular de relatórios de acompanhamento do Fies

Contratos vigentes

O Fies exige que os universitários renovem o contrato a cada semestre letivo, para confirmar ou alterar as informações. Estudantes que já têm contrato de financiamento do Fies podem fazer o aditamento para o segundo semestre de 2017 até o dia 30 de abril.

No ano passado, cerca de 30 mil estudantes perderam seus contratos do Fies porque eles não foram renovados para o primeiro semestre letivo de 2017. O número representa 2% do total de cerca de 1,5 milhão de contratos vigentes.
Cada contrato de financiamento deve ser renovado (ou aditado) a cada novo semestre. Primeiro, o sistema, chamado SisFies, é aberto para que as instituições insiram os dados sobre os contratos dos estudantes. Depois, o sistema dá acesso aos estudantes, que verificam e validam as informações, para que então o procedimento de renovação contratual seja finalizado.

No caso de aditamentos não simplificados, ou seja, quando algum dado cadastral precisa ser alterado, como, por exemplo, o fiador, o processo tem uma etapa extra: ao acessar o SisFies, o estudante precisa emitir um Documento de Regularidade de Matrícula (DRM) e entregá-lo ao banco que serve como agente financeiro do contrato.

 

G1