Preto no Branco

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Prazo de matrícula na rede pública de ensino de Pernambuco encerra nesta sexta-feira (30)

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O processo de matrículas para o ano letivo de 2017 da rede estadual de educação encerra, na próxima sexta-feira (30). A matrícula deverá ser feita exclusivamente pela internet, por meio do site www.matricularapida.pe.gov.br

Ao iniciar o cadastro, as informações deverão ser preenchidas pelo pai ou responsável. A matrícula só poderá ser feita pelo próprio estudante, se ele for maior de 18 anos. São solicitadas informações como nome completo, data de nascimento, escola de origem, escola que pretende estudar, além de nome do responsável com endereço e telefone para contato.

Ao fim, um protocolo é gerado confirmando a matrícula, o qual deve ser anotado ou impresso. Posteriormente, com este número, o estudante se dirige à escola para entregar os documentos necessários.

O início do ano letivo está previsto para o próximo dia 2 de fevereiro. A rede estadual possui 1.049 escolas distribuídas pelo Estado, com cerca de 630 mil estudantes matriculados.

Gestão Isaac Carvalho investiu no atendimento especializado às gestantes e crianças

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A saúde é a área que mais encontra dificuldades em todo o país e em Juazeiro não é diferente. Durante oito anos da gestão Isaac Carvalho a cidade enfrentou muitos desafios, porém diversos avanços foram marcados nesse período. O secretário de Saúde do município, Plínio Amorim, lembra que não havia rede hospitalar própria em Juazeiro, mas em 2010 o prefeito Isaac implantou a Maternidade Municipal.

“O prefeito assumiu o compromisso com as gestantes juazeirenses e das cidades circunvizinhas para manter a maternidade com recursos próprios. É um desafio grande, mas foi um avanço Juazeiro poder contar com uma unidade dessas, pois antes era preciso ir para a cidade vizinha”, disse o gestor da pasta.  

Desde a inauguração em 2010, a Maternidade Municipal já realizou 27 mil partos. A unidade atende gestantes encaminhadas de 35 municípios circunvizinhos situados na região de Pernambuco e Bahia, a exemplo de Senhor do Bonfim, Sento-Sé, Uauá, Jaguarari, Ponto Novo, Curaçá, Bom Jesus da Lapa, Salgueiro, Santa Maria da Boa Vista, Petrolina, Orocó, Dormentes, Afrânio, Belo Jardim, dentre outras. 

As mulheres e os bebês do município desde 2010 têm a disposição um atendimento humanizado e diferenciado realizado pela equipe da Maternidade Municipal.  As crianças de Juazeiro ganharam em 2014 o Hospital da Criança e a rede de urgência foi reestruturada também com a inauguração da primeira UPA/24 horas do Vale do São Francisco. Já foram atendidas 48.266 crianças no Hospital da Criança.  

Com a implantação da Rede Cegonha na Maternidade Municipal, através do Mais Saúde, o município recebeu um Centro de Parto Normal com dez leitos de pré-parto, parto e puerpério (PPP) e já tem garantido 11 leitos para gestação de alto risco, 10 leitos para Unidade de Cuidados Intermediários/UCI, 10 leitos de Unidade Neonatal de Cuidados Intensivos/UTI e 10 leitos do projeto Canguru. 

Os serviços do hospital da Criança – inaugurada em 10 de maio de 2014 – são mantidos integralmente com recursos próprios com uma média de despesas mensais projetada em aproximadamente R$ 400 mil. O respeito dado às crianças do município e da região e a agilidade nos serviços foram um dos fatores mais elogiados pelas mães. Cerca de 41 profissionais atendem a criançada, entre eles 20 médicos plantonistas, 7 enfermeiros e 14 técnicos de enfermagem. 

 Entre 2009 e 2016 a mortalidade infantil em Juazeiro teve uma redução considerável, de 22,9 para 17,4 em crianças com menos de 1 ano de idade, segundo dados da Diretoria de Promoção e Vigilância do município. Durante esse período, a queda na mortalidade infantil no município ficou registrada em 37%. 

Os avanços na área da saúde, principalmente a assistência direcionada para as crianças, levaram bons resultados para Prefeitura de Juazeiro, confirmando que a gestão caminhou na direção certa e progrediu nas políticas públicas para melhoria da qualidade de vida de crianças e adolescentes. Foram a partir dessas ações que Juazeiro conquistou, em 2012, os Selos Unicef e Prefeito Amigo da Criança (Abrinq).

Ascom PMJ

Guloseimas de Temer alimentariam 900 famílias do programa Bolsa Família por mês

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É destaque na coluna do jornalista Lauro Jardim, nesta terça (27), que o governo Michel Temer abriu licitação para comprar comida para abastecer o avião presidencial. Entre as guloseimas para o chamado “Breakfast PR” estão 500 potinhos de sorvete Häagen-Dazs. Cerca de 200 cafés da manhã prontos custarão R$ 1,75 milhão em apenas um ano, cerca de R$ 145 mil por mês.

O custo de cada café no avião, R$ 96, é mais do que o dobro do valor que milhares de beneficiários do Bolsa Família recebem por mês. Em 2015, a média mensal de recursos recebidos por cada família ficou no patamar dos R$ 161,69, segundo dados do antigo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Isso significa que um mês de café no avião de Temer ao custo aproximado de R$ 145 mil poderia sustentar pelo menos 900 famílias do programa de transferência de renda criado em 2003, por Lula.

O Palácio do Planalto abriu uma licitação para comprar comida para abastecer o avião presidencial, que serve Michel Temer e seus convidados durante um ano. O valor previsto para ser gasto, no total, é de R$ 1,75 milhão.

O café da manhã de Temer no avião será incrementado. Com o nome “Breakfast PR”, foram encomendados 200 cafés da manhã prontos, ao custo de R$ 96 cada, com presunto de parma e queijos brie, provolone e muçarela de búfala.

Mas Temer foi exigente mesmo com os sorvetes. Da marca americana Häagen-Dazs, foram encomendados 500 potinhos, totalizando R$ 7.500. Também pediu 50 Cornetos, 50 picolés Tablitos, 50 Chicabons, 50 Eskibons e 50 Frutillys. Foram pedidos ainda 300 picolés sem lactose.

O maior gasto, no entanto, será com tortas de chocolate. Foi pedida uma tonelada e meia de torta, ao custo total de R$ 96 mil.

A propósito, Temer deve mesmo gostar de doce. O Planalto encomendou 120 potes de Nutella, a R$ 34 cada um.

Entre os produtos especificados, estão ainda quatro tipos de açúcar, seis tipos de iogurte e seis tipos de geleia. Só de geleia, serão gastos R$ 27.500.

Com sal do Himalaia, aquele rosa, serão gastos R$ 1.600.

Mas cara mesmo está a cotação do sanduíche de mortadela. Cada unidade pedida pelo Planalto custa R$ 16,45.

 Por Guilherme Amado

Petrolina: Ex-secretária de Petrolina, Marlize Mainardis, é suspeita em esquema de fraude alvo da Operação Imhotep, da Polícia Civil

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A ex-secretária de Planejamento e Urbanismo de Petrolina e atual secretária de Obras de Goiana, Marlize Mainardis, é uma das suspeitas de envolvimento no esquema de fraude alvo da Operação Imhotep. A ação foi desencadeada nesta terça-feira (27) e apura um esquema de fraude em licitação no município de Goiana, que fica na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

Segundo o delegado seccional Pablo de Carvalho, a secretária de Obras tinha uma situação de fraude à várias consultorias, junto com arquitetos, engenheiros e laranjas. Em Goiana, a polícia esteve no prédio da Secretaria de Obras. No local, foram recolhidos documentos e mídias.

Cinco mandados de prisão preventiva foram emitidos pela Vara Criminal de Goiana. Deles três haviam sido cumpridos até as 11h. Um engenheiro civil e a secretária ainda são procurados. Foram também emitidos sete mandados de busca e apreensão, que são cumpridos em Goiana e em Petrolina, no Sertão do estado.

Segundo a polícia, o esquema contava com dois arquitetos e um engenheiro, além de uma professora. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

As investigações começaram há seis meses, comandadas pelo delegado titular da Delegacia de Goiana, Thiago Uchoa, com apoio do serviço de inteligência da Polícia Civil.

Participam da operação 40 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães, além de um auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os trabalhos são supervisionados pela Diretoria Integrada do Interior I e pela 11ª Seccional de Polícia de Goiana.

 

Presidência do Legislativo em Juazeiro(BA) Eleição, aclamação ou Negociação?

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Marcada para o dia primeiro do ano de 2017, a “eleição” para escolha do próximo presidente da Câmara Municipal de Juazeiro já está definida. Alex Tanuri será aclamado como chefe maior da Casa do povo. Um jogo de vale tudo ou vale nada que já se convencionou todas as vezes que se troca a mesa diretora.

Os conchavos e negociatas são feitos bem distantes dos olhos dos munícipes. Não se sabe qual foi a moeda de troca, nem as cartas que rolaram na mesa, nem os “compromissos” firmados. Qual o mérito, a proposta de trabalho a capacidade do Presidente? Nada disso se pergunta e nem vem ao caso.

Enquanto as pessoas estavam envolvidas com as compras de natal e confraternizações, a conversa foi fechada. Prego batido, ponta virada: Alex Tanuri será o presidente. Sabe-se lá como, por unanimidade. Os vereadores da oposição estão com ele. Os da situação também estão com ele. Quais as vantagens oferecidas e obtidas para tamanho consenso? Não devem ter sido poucas. O que é certo mesmo é que o novo presidente foi esperto, hábil na hora de “negociar”. Mais esperto e hábil do que o prefeito eleito e seu tutor, o comandante do grupo, Isaac Carvalho.

E, como já se sabe, é muito importante para a administração pública ter a maioria dos vereadores na base aliada. Esta base agiliza as tramitações de projetos e permite a governabilidade do Município. Quando não se consegue este feito o prefeito poderá ter a sua governabilidade um pouco mais complicada, porque a oposição poderá dentro dos prazos regimentais, travar por dias as pautas e projetos que são de suma importância para a administração.

Alex Tanuri tem todos. E o novo prefeito tem Alex Tanuri? Eis a questão. Como será a relação entre os poderes? A resposta é sempre fácil e pronta: Harmônica e independente.

Vamos ver.

Às vésperas de uma eleição para Presidência da Câmara de Vereadores, os cidadãos e cidadãs deveriam se envolver mais. Acompanhar mais. Questionar mais. Qual o impacto de  uma eleição para a mesa diretora do legislativo na vida do município?

Os vereadores são eleitos e muito bem pagos para trabalhar para os cidadãos. Importa muito como foi feita a escolha do “eleito” presidente.  Mas a verdade é que a população fica à mercê dos conchavos políticos feitos neste processo. E o que prevalece mesmo são os interesses políticos e, muitas vezes até pessoais. Só para lembrar, a Câmara e seus vereadores cabem fiscalizar a atuação do prefeito, os gastos da prefeitura, a aprovação dos projetos que interferem diretamente na vida da população.

Em juazeiro fala-se em “entendimento” entre a maioria dos vereadores da base governista na Câmara de Vereadores pelo nome de Alex Tanuri. Fala-se em “consenso”, com o apoio dos vereadores Tiano Félix e Jean Gomes, Anderson da Iluminação. A base, composta de 14 vereadores eleitos nas coligações que deram apoio a Paulo Bonfim, fecharam no nome de Tanuri. Até os que pleiteavam a presidência estão com ele. Os sete vereadores, eleitos por coligações e partidos opositores à candidatura do Prefeito eleito Paulo Bonfim também fecharam no nome de Tanuri.

Estranho. Muito estranho. Então, será por unanimidade. Ok, já venceu
o Tanuri! E quem ganha com esta unanimidade? U-n-a-n-i-m-i-d-a-d-e, me
faz lembrar de Nietzsche e de Nelson Rodrigues. O primeiro falou que “o
homem de rebanho só sobreviveria na unanimidade”. O segundo foi além e
cunhou a célebre frase “toda unanimidade é burra”. E o pensamento dos dois conclui: a unanimidade burra define o homem de rebanho como um ser incapaz de agir livremente.

 

Da redação: Sibelle Fonseca

Desemprego ainda deve subir mais em 2017, antes de começar a cair

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O número de desempregados aumentou em mais de 2 milhões em 2016 e chegou a 12 milhões de brasileiros. Para 2017, a expectativa é de que o mercado de trabalho possa melhorar a partir de meados do ano. Analistas ouvidos pelo G1 destacam, entretanto, que a taxa de desemprego ainda tende a subir mais antes de começar a cair.

A expectativa do governo e da maior parte do mercado é de que o país saia da recessão no ano que vem e que o número de contratações volte a superar o de demissões. O ano de 2017, entretanto, deverá ser mais de estabilização do que de recuperação, com uma geração de empregos ainda insuficiente para derrubar a taxa de desemprego.

A taxa de desemprego passou de 9,5% no trimestre encerrado em janeiro para 11,8%. Veja gráfico abaixo:

“No final do ano as empresas costumam contratar mais. Então não dá para dizer que o desemprego está estável. Se considerarmos o ajuste sazonal, continua subindo”, diz o economista Luiz Castelli, da GO Associados. Para ele, o desemprego ainda pode continuar subindo até o 3º trimestre do ano que vem.

Perspectivas para recuperação

Projeções das consultorias Tendências e GO Associados, com base nas estimativas do mercado para o PIB (Produto Interno Bruto), apontam que só a partir de 2020 ou 2021 o Brasil deverá recuperar o nível de estoque de empregos formais que tinha no final de 2014, quando o país vivia uma situação considerada de quase pleno emprego.

“Para o mercado de trabalho, 2017 ainda será um pouco pior. Vai ter gente ainda entrando na força de trabalho e a criação de vagas ainda vai ser insuficiente para absorver todo o contingente que está sem trabalho”, explica Castelli.

Entre os setores, ainda há divergências sobre qual setor sairá na frente na criação de novas vagas. Em tese, a indústria tenderia a voltar a contratar primeiro, uma vez que foi a primeira a começar a demitir, mas o alto nível de ociosidade e a produção vacilante colocam em dúvida uma reversão do quadro nos próximos meses.

O comércio foi o que mais demitiu no ano. Das 751 mil vagas formais eliminadas no acumulado até outubro, 247 mil foram no comércio. Na sequência, estão construção civil (-225 mil vagas), indústria (-142,5 mil) e serviços (-199 mil). A agricultura e a administração pública foram os únicos setores que criaram novos postos em 2016, com um saldo de 61 mil e 15 mil, respectivamente. Veja gráfico abaixo.

 

Há uma relativo consenso, entretanto, sobre as áreas que ainda irão levar mais tempo para voltar a contratar. “As atividade ligadas ao consumo das famílias, como o comércio, ainda devem demorar um pouco mais a reagir”, diz Castelli, lembrando que a recuperação do mercado de trabalho costuma ser mais lenta que a da produção ou do consumo.

Ironicamente, a perspectiva de retomada da economia e volta das contratações pode contribuir para a alta da taxa de desemprego num primeiro momento, pois um contingente de pessoas que hoje está no desalento – pessoas que pararam de procurar emprego e, por isso, não entram na conta de desempregados – pode ser estimulada a voltar a procurar emprego.

“2017 será mais um ano de estabilização do que de recuperação. O crescimento do PIB em 2017 será baixo e ainda não será suficiente para alavancar a geração de novas vagas de emprego. Mas pelo menos as demissões darão uma estancada”, conclui Bacciotti.

Pessoas desistiram de procurar trabalho

A taxa de desemprego no Brasil só não é maior porque também aumentou o número de pessoas que desistiram de procurar emprego dada a dificuldade de encontrar uma vaga e estão no chamado desalento. Para ser considerado desempregado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é preciso procurar emprego nos últimos 30 dias.

Segundo o IBGE, considerando o desalento e os trabalhadores subutilizados, falta trabalho atualmente para cerca de 23 milhões de brasileiros.

“A taxa de desemprego é tão alta , a queda de renda é tão pronunciada e a perspectiva de encontrar uma vaga é tão reduzida que a pessoa acaba desistindo de procurar”, afirma o analista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria.

Este é o caso da publicitária Juliane Penin Morganti, de 24 anos. Desempregada desde junho, ela conta que desistiu de procurar emprego e voltar a estudar para mudar de área e tentar a sorte como fotógrafa. “Nesse período fiz uma única entrevista, só que a remuneração era muito baixa”, conta. “Minha sorte é que moro com minha mãe, não tenho filho, não sou casada e não tenho dependentes ainda”, completa.

Para Bacciotti, a taxa de desemprego deve ultrapassar os 13% no ano que vem, mas pode inverter de trajetória a partir de maio. Ele projeta, porém, que o índice deverá fechar 2017 acima de 12%, portanto maior que o patamar atual.

País perdeu mais de 750 mil empregos formais

No ano, até outubro, foram eliminados mais de 751 mil postos de trabalho com carteira assinada, segundo os dados do Ministério do Trabalho. Somado aos 1,54 milhão de empregos perdidos formais em 2015, chega-se a uma baixa de cerca de 2,3 milhões de postos de trabalho em 2 anos.

O país fechou o mês de outubro com um estoque de 38,9 milhões de empregos formais ante 41,2 milhões no final de 2014. Já são 19 meses seguidos em que demissões superaram as contratações no país. A última vez em que houve mais contratações foi em março de 2015.

Segundo os analistas, há chances do país voltar a registrar saldo positivo de empregos já nos próximos meses, mas o ritmo de criação de novas vagas será fraco.

“Estou projetando uma alta de 360 mil vagas líquidas no ano que vem, o que ainda é muito pouco perto do que se espera e para estabilizar a taxa de desemprego”, afirma Castelli.

Trabalho por conta própria deixa de ser opção

Em tempos de recessão prolongada, até mesmo o trabalho por conta própria deu sinais de saturação em 2016. Em 7 meses, o Brasil perdeu mais de 1,4 milhão de autônomos – categoria que reúne os chamados PJs (pessoas jurídicas), microempreendedores individuais (MEIs) e todos aqueles que não pagam salário para funcionário.

Ou seja, muitos dos desempregados que tentaram abrir um negócio próprio quebraram ou desistiram da empreitada, aumentando o contingente dos sem trabalho.

“Até meados do ano, as pessoas que estavam fora do mercado formal de alguma maneira conseguiam recolocação na informalidade. Buscavam uma alternativa com algum trabalho de menos qualidade ou negócio próprio, o que impedia uma queda mais pronunciada do emprego como um todo”, explica Bacciotti.

Segundo os números do IBGE, o país tinha 21,7 milhões de autônomos no trimestre encerrado em outubro, ante 23,2 milhões no trimestre encerrado em março. Já o número de empregados sem registro em carteira aumentou em mais de 640 mil, passando de 9,7 milhões para 10,4 milhões.

Com menos trabalhadores empregados e recontratações por valores de salários mais baixos, a massa de rendimentos recuou 3,2% em 12 meses, segundo o IBGE.

G1.com

Combate ao Aedes aegypti é o maior desafio da saúde brasileira, diz ministro

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse hoje (26) que o combate ao mosquito Aedes aegypti é o maior desafio da saúde brasileira atualmente. Em entrevista coletiva em que fez um balanço de seus 200 dias no ministério, Barros reforçou as previsões do governo que apontam para um aumento de casos de infecção pelo vírus Chikungunya, transmitido pelo Aedes aegypti, em 2017.

“Temos que combater o mosquito. Esse é o grande desafio da saúde até que a gente consiga um controle adequado”, avaliou. Este ano, foram registrados 263 mil casos de febre chikungunya, contra 36 mil em 2015. “O mosquito pica, recebe o vírus e passa para outra pessoa. Como cresceu muito o número de pessoas que têm [o vírus], entendemos que haverá uma ampliação [de casos].”

Em relação à dengue e ao vírus Zika, também transmitidos pelo mosquito, Barros lembrou que o ministério trabalha com um cenário de estabilidade de casos. Em 2016, foram contabilizados 1,4 milhão infecções por dengue, contra 1,6 milhão no ano passado, além de 211 mil casos prováveis de infecção por Zika em 2016 (nem todos os casos registrados foram confirmados em laboratório).

“Cada cidadão é responsável pelo combate ao mosquito. Não há força pública capaz de estar em todos os lugares eliminando os focos.”

 

Agência Brasil

Avião da Chapecoense viajou com pouco combustível e excesso de peso, dizem investigadores

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O avião da Lamia que caiu levando a delegação do time de futebol Chapecoense no dia 28 de novembro, deixando 71 mortos, viajou com o combustível no limite e com excesso de peso, revelou nesta segunda-feira (26) a Aeronáutica Civil da Colômbia (Aerocivil), em um relatório preliminar sobre o acidente.

Segundo o secretário de Segurança Aérea da entidade, coronel Fredy Bonilla, as gravações da cabine de comando mostram que o piloto e o copiloto conversaram sobre a possibilidade de fazer escala em Leticia (Colômbia) ou em Bogotá “porque o avião se encontrava no limite de combustivel”, mas acabaram não fazendo isso.

“Eles estavam conscientes de que o combustível que tinham não era adequado nem era suficiente”, afirmou Bonilla, acrescentando que durante o voo o piloto, Miguel Quiroga, “decidiu parar em Bogotá, mas mais adiante mudou de ideia e foi direto para Rionegro.”

Além da falta de combustível, a investigação descobriu que o avião da Lamia levava um peso maior do que o permitido: 500 kg a mais do que o máximo. Mas, segundo Bonilla, “esse achado não é um fator prioritário para o acidente em si”.

A maioria das gravações de áudio apresentadas em Bogotá foram extraídas das caixas pretas que foram examinadas em Londres pelos fabricantes do aparelho, de modelo RJ85, especificou Bonilla.

Segundo a investigação, no plano de voo apresentado pelo piloto no aeroporto de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), a autonomia da aeronave era de quatro horas e 22 minutos, exatamente igual ao tempo do voo, quando deveria ter combustível para um percurso mais longo. “Devia ter uma hora e 30 minutos mais [de combustível] do que o tempo de voo”, disse Bonilla.

O avião devia ter também um segundo aeroporto alternativo em seu plano de voo, mas só registrou o de Bogotá, segundo a investigação.

Outra irregularidade encontrada é que o avião supostamente não estava certificado para voar acima de 29 mil pés, e no plano de voo apresentado à Bolívia foi anotado que voaria a 30 mil pés. A aprovação desse plano de voo, portanto, não foi correta, afirmou Bonilla.

Gravidade não foi informada

O relatório revela, além disso, que quando o piloto pediu à torre de controle do aeroporto José María Córdova que lhe permitissem aterrissar, não informou a gravidade de sua situação nem que dois de seus quatro motores já tinham parado de funcionar.

“Nesse ponto tinham dois motores desligados e a tripulação não fez nenhum relato de sua situação, que era crítica, e continuou relatando de forma normal” à torre de controle, explicou.

Pouco depois, com um terceiro motor já desligado, se escuta nos áudios como a torre pergunta se precisam de algum serviço adicional em terra por uma possível emergência, e o piloto responde que não.

Quatro minutos antes do acidente, o quarto motor desligou e se produziu uma falha elétrica total, que foi informada pelo piloto por meio de um sistema primário, já que o restante tinha ficado desconectado por falta de energia.

Na sua última conversa, o piloto pediu “vetores” enquanto descia sem autorização para aterrissar. A torre lhe perguntou então sua altitude e ele informou que ainda estava a 8,2 milhas (cerca de 13,1 quilômetros) da pista, mas não houve resposta por causa do impacto do avião, que aconteceu a cerca de 230 quilômetros por hora.

 G1.com

Produtores do Vale do São Francisco estão em alerta por causa do mosca-das-frutas

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As altas temperaturas provocadas pelo o verão, podem aumentar os índices de infestação da mosca das frutas nos pomares, preocupando com produtores da região do Vale. A infestação da mosca-das-frutas nos pomares provoca a rejeição de mercados exigentes.

Responsável por produzir 90% de toda manga in natura e 95% de uva de mesa do País, Pernambuco é destaque, quando se trata de exportação de frutas no Brasil. As frutas são destinadas a mercados exigentes, como Japão e países da Europa.

“As moscas da fruta ainda são um grande impasse para os produtores. Além dos custos com o pós-colheita, existem os gastos com a inspeção internacional”, diz Jair Virgínio, presidente da Moscamed – empresa responsável pelo monitoramento na região.

A propagação da praga acontece também quando o preço das frutas no mercado externo não está competitivo. “Quando o produtor é pouco remunerado, a tendência é que ele cuide menos da sua plantação. Com o preço despencando, ele faz sequer a colheita”, frisou. Virgínio destacou ainda que, esta semana, a remuneração no mercado interno estava R$ 0,20 por quilo, enquanto que, no externo, estavam pagando um euro por quilo. Mesmo com valores discrepantes, reforçou o presidente, ambos são baixos e nada animadores.

Apesar de ter o maior programa de monitoramento para este tipo de praga do País, com 18 mil hectares do total de mangas e uvas, um produtor, que preferiu não se identificar, relatou atraso de seis meses na execução das diretrizes do programa. “Fomos prejudicados porque não houve continuidade. Acabou em dezembro de 2015 e só retomou em junho deste ano. E, para piorar, o lado produtivo baiano não faz o controle e complica ainda mais nossa situação”, relatou. O Governo de Pernambuco executa o programa com recursos da União. Do total de hectare observado, 5 mil são bancados pelos próprios produtores e 13 mil pelo Estado, por se enquadrarem no status baixa renda.

Com informações do FolhaPE