Preto no Branco

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Jerônimo Rodrigues participa de transferência da sede do Governo do Estado para Cachoeira, neste domingo (25)

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Com participação do governador Jerônimo Rodrigues, a sede do Governo do Estado será transferida para o município de Cachoeira, neste domingo (25). Às 6h, será iniciada uma série de eventos, ações e serviços, nas áreas da cultura e educação, para comemorar os 200 anos da Independência da Bahia. A mudança da sede do governo de Salvador para Cachoeira tem como objetivo valorizar a importância da cidade nas batalhas travadas pela conquista da Independência do Brasil.

Entre as atividades previstas para este ano estão a apresentação da Filarmônica Lyra Ceciliana Cachoeirana, na Praça da Aclamação, seguida da Celebração do Te Deum, na Igreja da Ordem Primeira; além do lançamento da Feira Literária Internacional de Cachoeira (Flica) e da Sessão Solene, às 10h, na Câmara Municipal.

Outro destaque da programação matutina é a inauguração do marco alusivo às comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil na Bahia, às 11h30. A ação é realizada pelo projeto itinerante “Bahia: Memórias de Lutas e Liberdade”, da Fundação Pedro Calmon (FPC), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado (Secult). A programação conta com aulas públicas e atividades lúdicas da Biblioteca de Extensão (BIBEX), traz também serviços da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPROMI) e o Conselho Estadual da Juventude (CEJUVE). A Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) também estará na cidade com uma unidade móvel para fazer orientação, acolhimento e atendimento de mulheres vítimas de violência.

No período da tarde, será ministrada, às 14h, uma aula pública, organizada pelo Centro de Memória da Bahia e, às 15h, o desfile Cívico Militar dá o tom da festa. As Fanfarras Escolares dos colégios da rede estadual de ensino, organizadas pela Secretaria de Educação (SEC), vão mobilizar, este ano, cerca de 350 estudantes.

Secom

Colegiado de Geografia da Univasf realizará seminário em comemoração ao Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+

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Durante o mês de junho, além dos festejos juninos, é celebrado, no dia 28, o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA +, que reverencia o histórico de lutas sociais em prol dos direitos e visibilidade desta comunidade.

Em virtude disso, o Colegiado de Geografia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), realizará o Seminário “Vivências LGBTQIA +” no dia 4 de julho, a partir das 19h30, no auditório do Campus Senhor do Bonfim.

O evento, que acontecerá em parceria com o Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidade (Geni) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano), Campus Senhor do Bonfim, é gratuito e com emissão de certificado.

As inscrições para o evento podem ser realizadas pelo site Even3. O seminário discutirá as experiências e reflexões que permitam a valorização das distintas orientações sexuais e identidades de gênero. Em sua programação será realizada uma mesa redonda com participantes de diferentes orientações sexuais e identidades de gênero, onde cada um comentará sobre suas vivências e aprendizados. Na organização do evento estão os professores do Colegiado de Geografia (CGEO) da Univasf, Sirius Oliveira Souza e Pedro Ricardo da Cunha Nóbrega, e o professor Geraldo Caetano de Souza Filho do Geni do IF Baiano.

A ideia para a realização do Seminário surgiu após uma percepção da escassez de políticas afirmativas e ações de acolhimento para a comunidade LGBTQIA +. O professor Sirius Oliveira espera que o seminário auxilie no acolhimento e reconhecimento dessa comunidade interna e externa da Univasf. “O objetivo do nosso evento é reafirmar o sentimento de orgulho sobre as orientações sexuais e identidades de gênero tipicamente oprimidas, visibilizando sua presença na sociedade, sua presença na Univasf e suas reivindicações”, declara.

O mês de junho foi escolhido para celebrar a diversidade internacionalmente, após os históricos eventos e protestos ocorridos em 28 de junho de 1969, denominados a Rebelião de Stonewall, que aconteceram em Nova York (EUA). Esses acontecimentos marcaram o início do movimento em apoio à comunidade.

Ascom

Deputado Bolsonarista pede Pix para ajudar ex-presidente a pagar multas em processos na Justiça

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Através das redes sociais, o deputado estadual Bruno Engler (PL-MG) fez um apelo aos apoiadores de Jair Bolsonaro. O pedido foi para que os parceiros realizassem transferências via Pix ao ex-presidente para ajudar com despesas referentes aos processos que correm na Justiça.

Engler divulga o que seria o CPF de Bolsonaro, identificado como a chave Pix, e o banco em que o ex-presidente teria conta corrente, e pede: “Compartilhe essa imagem! E vamos ajudar o Capitão!”.

 

Redação PNB

Pesquisa aponta que voto para presidente fez 17% dos brasileiros cortarem relações pessoais em 2022

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Uma nova pesquisa da Genial/Quaest apontou que quase um quinto dos brasileiros (17%) relataram ter cortado relação com parentes ou amigos que votaram no adversário de seus candidatos para presidente no segundo turno em 2022. Foram entrevistadas 2.029 pessoas maiores de 16 anos entre 15 e 18 de junho em 12 municípios no país.

De acordo com o levantamento, que mediu o impacto da polarização eleitoral do país no plano pessoal dos eleitores, mais de dois terços dos entrevistados (67%) disseram considerar que o país está mesmo mais dividido neste momento.

Ainda segundo a pesquisa, que tem margem de erro de 2,2% para mais ou para menos, 22% dos eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) relataram ter rompido relações por causa da eleição, uma taxa ligeiramente superior aos do ex-presidente Jair Bolsonaro (18%), mas em empate técnico.

Um sintoma do aprofundamento da divisão do eleitorado detectado pela pesquisa é que quase um terço das pessoas (31%) que relataram ter cortado contato com pessoas por causa de política afirma que essas amizades não poderão ser reatadas. Três quintos desse grupo (75%) afirmam que não estão arrependidos de romper relações.

A pesquisa da Genial/Quaest também detectou a existência de um grupo que teme passar por situações tensas por conta da polarização eleitoral. Uma parcela de 16% da população diz ter medo de falar de política no trabalho, e 6% afirmam temer revelar em quem votou.

Porém, a maioria das pessoas disse preferir não viver em bolhas ideológicas. Dos entrevistados, 77%, quando questionados se preferem um ambiente de trabalho ou escola que tenham votado no mesmo candidato ou que incluam eleitores de ambos os candidatos, disseram preferir um ambiente com pessoas “dois dois lados/tudo misturado”. A pesquisa também perguntou se os entrevistados “aceitam o voto” de quem escolheu o candidato adversário, e 85% disseram que sim.

BNews

Juazeiro: Após um conturbado semestre do ano letivo de 2023, por falta de transporte escolar, Secretario de Educação diz que o serviço “será referência de excelência”

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Finalizando o primeiro semestre do ano letivo de 2023, marcado por sucessivas denúncias de pais e professores sobre a suspensão do transporte escolar, por falta de pagamento as empresas transportadoras, a Secretaria de Educação e Juventude garantiu que está “equalizando integralmente todas as questões relativas ao transporte”.

Com os pagamentos em atraso, o serviço de transporte escolar passou por diversas paralisações, prejudicando os estudantes. Na última segunda-feira (19), transportadores e proprietários dos veículos chegaram a realizar uma manifestação cobrando os pagamentos.

“Estamos há três meses sem receber os pagamentos pelo serviço. Queremos nos reunir com a prefeita para reclamar da situação, mas ela está fugindo da responsabilidade. Continuaremos com o serviço paralisado, até que a situação seja regularizada. Já esperamos demais”, reclamou um transportador.

“Tenho dois ônibus que realizam o transporte dos alunos, mas eles estão parados desde quarta-feira (14), pois não tenho mais condições de manter eles rodando. Estou com contas atrasadas. Preciso receber para pagar os motoristas, e as lojas de peças, pois tenho que fazer manutenção nos ônibus. A gestão chegou a anunciar que os pagamentos seriam feitos na quinta-feira (15) passada, mas até agora nada”, declarou um proprietário de veículos.

Em nota enviada ao PNB, transportadores escolares chegaram a pedir a exoneração do Secretário de Educação Wank Medrado.

“Ao longo do seu mandato, temos enfrentado inúmeros problemas e desafios que afetam diretamente o transporte escolar em nossa região. Infelizmente, o Secretário de Educação tem se mostrado ineficiente em lidar com as demandas e necessidades dos transportadores escolares. As constantes falhas na comunicação, a falta de transparência e a ausência de medidas efetivas para solucionar os problemas têm gerado um impacto negativo em nosso trabalho diário”, disse a nota.

O problema chegou ao Legislativo Municipal e os vereadores de oposição buscaram o Ministério Público e propuseram a realização de uma audiência pública para discutir a situação.

Ao longo deste semestre também, foram recorrentes as reclamações de ônibus quebrados, o que impediu o acesso dos estudantes as escolas, sendo registrado, inclusive, um acidente com um veículo escolar que transportava alunos da região do Salitre. Em março, o ônibus caiu em um dreno na estrada do povoado Sabiá e os pais da comunidade atribuíram o acidente as condições do veículo e também das estradas da região.

O que diz a Prefeitura de Juazeiro agora 

Nesta sexta-feira (23), a Prefeitura de Juazeiro informou que foi realizada uma nova licitação para a prestação do serviço, com ampliação da frota de veículos, contemplando mais linhas. A gestão informou ainda que assegurou “a quitação de todas as pendências financeiras geradas por problemas burocráticos contratuais.

“A partir dessas resoluções, temos a certeza de que o transporte escolar será referência de excelência, atendendo a comunidade escolar no que for necessário, possibilitando a otimização no deslocamento dos nossos alunos, contribuindo com a mobilidade e, garantindo a oferta de um serviço de qualidade. Outras conquistas estão por vir, e nós ficamos muito agradecidos pelos investimentos concedidos à Educação de Juazeiro”, explicou o Secretário de Educação, Wank Medrado.

Redação PNB, com informações Ascom/Seduc

Seminário evidencia as Mulheres no protagonismo da Convivência com o Semiárido e na luta contra a Desertificação

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As práticas agroecológicas, de Convivência com o Semiárido e o modo de vida das Comunidades Tradicionais de Fundo de Pasto que já se provaram eficientes na defesa do meio ambiente e no cuidado com a Caatinga. Assim, no Dia Internacional de Combate à Desertificação, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), essas foram algumas das fontes de inspiração enaltecidas em um evento realizado em Juazeiro, que reuniu, entre representantes de organizações da sociedade civil, movimentos sociais, instituições de ensino e agentes do Poder Público, mais de 150 pessoas para debater o combate à desertificação e a mitigação dos efeitos da seca.

O evento foi realizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e a Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Combate à Desertificação. A iniciativa contou ainda com a parceira da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

O Seminário “Dia de Combate à Desertificação” colocou as mulheres no centro do debate, com o tema “Mulheres: Suas Terras, Seus Direitos”, título que está sendo abordado também em uma campanha mundial. E as mulheres foram protagonistas das discussões ao longo do evento. Entre elas estava a agricultora Ana Lúcia Silva, da Comunidade Tradicional de Fundo de Pasto Lagoa do Meio, em Juazeiro. Durante a fala, ela destacou diversas iniciativas desenvolvidas pelas comunidades tradicionais, que mantêm o modo de vida “[…] com produção orgânica, com o cuidado com a terra, preservando, recuperando com as práticas de Recaatingamento […]”.

Ana Lúcia rebateu o discurso ainda equivocado que existe, de que “não chove no Semiárido” e também enfatizou a necessidade de políticas públicas de captação de água da chuva. “No dia que cai uma chuva, a gente não tem onde segurar aquela água que escorre tanto. Então, a gente está precisando é de tecnologias para captação de água[…]”. Além dessa fala marcante, outras mulheres, tanto as presentes na mesa, quanto as que participaram, ressaltaram o protagonismo e a força das mulheres.

Quando questionada sobre a avaliação das mulheres no Seminário e da importância dessa representatividade em um evento nacional, dona Ana Lúcia nos contou que foi “De grande valia, principalmente pra gente que vive esse modo de vida de Comunidade Tradicional de Fundo de Pasto […] A gente vem compartilhar algumas práticas que a gente desenvolve nas comunidades, no nosso Território. É um espaço de estar colocando todas as conquistas, as lutas, as preocupações, os desafios. A gente está realmente somando, buscando participar desses espaços, compartilhando e também adquirindo novas experiências”.

A secretária Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, do Ministério do Meio Ambiente, Edel Moraes, afirmou durante os debates, a partir de todos os relatos das presentes que “as mulheres apontam o caminho”, que é de levar em consideração os saberes e as práticas dos povos tradicionais.

Antes dessa roda de escuta de mulheres, o evento teve uma mesa com participação de representantes de instituições que atuam no Semiárido. O integrante da coordenação da ASA Pernambuco, Pedro Paulo de Carvalho, enfatizou que “É preciso agir já em defesa da Caatinga” e ainda reforçou a necessidade de defender a Convivência com o Semiárido e romper com a ideia de combate à seca. O reitor da Univasf, Telio Nobre Leite, reafirmou o papel da Educação nessa agenda climática e que a Universidade está à disposição para fortalecer as estratégias e ações de Convivência com o Semiárido, inclusive com a criação de curso com esse tema. A afirmação desse compromisso foi celebrada pelas organizações presentes.

O momento inicial também foi marcado por reivindicações. Representantes de organizações que integram a Rede Ater Nordeste de Agroecologia entregaram para as representações do Poder Público um documento com propostas de políticas públicas, por exemplo, de acesso à água, saneamento básico rural e produção de energia descentralizada no Semiárido. O coordenador institucional do Irpaa, Clérison Belém, pontuou na ocasião que essa reivindicação não é apenas pra ficar na entrega. “[…] A gente quer o retorno dos compromissos dessa proposta!”. O deputado Fernando Mineiro (PT/RN) se comprometeu, durante sua fala, a levar o documento para a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

O Diretor de Combate à Desertificação, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Alexandre Henrique Pires, afirma que recebe esse documento da Rede Ater Nordeste de Agroecologia “Com muito cuidado, com muito zelo, porque são demandas que tratam da nossa agenda, tem adesão, aderência àquilo que a gente está discutindo dentro do Departamento de Combate à Desertificação e que a gente possa tratar disso dentro do Governo, nas várias instâncias, com os vários órgãos que são responsáveis por essas demandas”.

Houve ainda outras manifestações dos/as participantes, entre elas a luta das Comunidades Tradicionais de Fundo e Fecho de Pasto contra o Marco Temporal e o protesto em defesa da Área de Preservação Permanente do Velho Chico, em Juazeiro.

“Escutar aqui as reivindicações que tratam da agenda climática, sobretudo, o grupo que traz a preocupação com a tentativa da prefeitura de Juazeiro de reduzir a área de preservação permanente da margem do São Francisco, que é algo extremamente preocupante; quando as Comunidades de Fundo e Fecho de Pasto apresentam suas demandas, no sentido dos seus reconhecimentos, da definição e demarcação dos seus territórios […] Para a gente, receber essas demandas, significa reafirmar o nosso compromisso de estar no Ministério do Meio Ambiente e fazer com que essas agendas sejam tratadas pelo Estado, como é devido e é responsabilidade do Estado”, afirma Alexandre Pires.

Com a participação de representantes de instituições como o Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), além de órgãos de estados do Nordeste, a programação final do evento pautou as perspectivas das próximas ações. Entre as definições, foi divulgado que na edição do Semiárido Show 2023 será realizado outro seminário para debater as contribuições das pesquisas científicas nessa retomada da agenda de combate à Desertificação.

Alexandre Pires enfatizou que além da retomada da pauta no âmbito Federal, estão sendo desenvolvidas ações para apoiar os estados na atualização dos planos estaduais de Combate à Desertificação. O objetivo é chegar em 2025 na 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-30), com avanços significativos nessa agenda. O evento, que é considerado a principal cúpula mundial sobre assuntos do clima, vai acontecer em Belém, no Pará.

Para alcançar esses avanços, muitos são os desafios. E eles surgiram nas discussões, pontuados pelas organizações participantes. Por exemplo, é preciso ainda mudar o cenário da concentração de terras em poucas mãos e rever a forma como os empreendimentos de geração de energia ditas “sustentáveis” estão se espalhando pelo Semiárido.

Esta última pauta, inclusive, foi um dos temas da fala do integrante da coordenação nacional da ASA, Cícero Félix. Ele apontou, que assim como foi possível construir mais de um milhão de cisternas, também é preciso ousar e buscar ter “[…] 1 milhão de telhados solares no Semiárido brasileiro. Nós não queremos apenas produzir energia renovável para autoconsumo, nós queremos participar do mercado de energia, nós queremos ter participação na renda que as energias renováveis geram nesse país. E assim nós podemos ter uma janela de saída do Bolsa Família e da extrema pobreza”, defendeu durante a participação na mesa. Cícero, enfatizou ainda a importância da destinação de orçamento público para garantir investimentos nas políticas públicas destinadas ao Semiárido, a exemplo da construção de cisternas de consumo, de produção e de água na escola.

Durante a mesa, a vice-reitora da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Lucia Marisy Ribeiro, anunciou que a instituição pretende lançar em agosto deste ano uma Escola de Cidadania e Direitos, que terá o objetivo de contribuir na retomada do apoio e da organização de povos e comunidades tradicionais, minorias políticas e pessoas em situação de vulnerabilidade.

O evento foi enaltecido pela organização, pela escuta das lutas e dos anseios de quem está na ponta, fazendo a diferença contra a degradação ambiental. “[…] Ter diversas instituições, estarmos aqui enquanto Governo, pautando desde o chão, desde o Semiárido, ouvindo as pessoas que fazem a vida, que produzem a vida e que também são as últimas fronteiras em defesa de um clima saudável, de um mundo mais justo, não só reivindicando, trazendo alternativas, mostrando soluções. Eu termino muito agradecida, muito satisfeita por esse evento, enquanto Ministério do Meio Ambiente, em nome da nossa ministra Marina Silva, agradecer a todos os presentes”, afirma Edel Moraes.

Alexandre Henrique Pires reforça a volta do compromisso do Governo Federal com essa pauta e a importância da parceria no desenvolvimento das ações. “Fazer esse evento aqui na Univasf, buscando a participação da sociedade, da ASA, das organizações de pesquisa e dos governos, é uma forma da gente assegurar que esse tema está sendo retomado, assim como está sendo retoma a Política Nacional de Combate à Desertificação, pelo Governo Federal, para que a gente possa buscar construir ações, sinergias, pactuar nas várias instâncias, com os vários atores políticos, a retomada dessa Política para que e a gente não só combata os processos da desertificação, mas a gente previna também”.

E, muito mencionada no Seminário e apontada como um caminho para mitigar os possíveis efeitos do agravamento das mudanças climáticas, a Convivência com Semiárido esteve no centro das atenções. Cícero Félix avalia que o evento foi exitoso para essa agenda que as organizações da ASA fazem, defendem e acreditam. “Enfrentar a desertificação significa dizer garantir melhores condições de vida para as populações que vivem no Semiárido brasileiro. E o caminho está sendo colocado já tem algum tempo, que é o caminho da Convivência com o Semiárido. Por isso, para nós da ASA, é fundamental e estratégico esse momento, porque botar na agenda nacional o enfrentamento à desertificação é botar na agenda a Convivência com o Semiárido”.

No evento houve ainda o lançamento da campanha global de prevenção e combate à desertificação com o título “Mulheres: Suas Terras, Seus Direitos”, que tem como uma das protagonistas uma agricultora do Território Sertão do São Francisco, Maria das Neves, da comunidade Caiçara, no distrito de Massaroca, em Juazeiro. Os/As participantes ganharam mudas de plantas nativas da Caatinga; 100 unidades foram disponibilizadas pela direção da Agrofloresta do Espaço Plural da Univasf.

As atividades do Seminário aconteceram no auditório do Complexo Multieventos do campus Juazeiro da Univasf e foram transmitidas ao vivo pela webtv da Universidade, a TV Caatinga.

Mutirão de renegociação de dívidas será na segunda quinzena de julho

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Real Moeda brasileira

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, realizará, na segunda quinzena de julho, o mutirão nacional de renegociação de dívidas para o pagamento de débitos de consumo. O anúncio foi feito pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, nesta quinta-feira (22), em Brasília.

Este será o primeiro dos mutirões que deverão ser periódicos, conforme previsto no decreto 11.567, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na segunda-feira (19).

O decreto elevou o valor do mínimo da renda mensal existencial de R$ 303 para R$ 600 para superendividados, que são pessoas que não conseguem pagar suas dívidas e manter o mínimo para sobreviver.

O objetivo da medida é proteger esses consumidores superendividados para que não ocorra o comprometimento do mínimo necessário para o pagamento de despesas básicas, como água e luz.

Efeito positivo

Flávio Dino acredita que o decreto terá efeito positivo. “Com base no novo decreto editado pelo presidente Lula, achamos que o interesse dos superendividados em procurar os Procons e justiça vai ampliado”, afirmou. O Procon é um órgão público de defesa do consumidor, que integra um dos eixos do Sistema Nacional de Defesa Consumidor.

O ministro destacou, ainda, que as empresas credoras devem participar de mutirões de renegociação de dívidas organizados pela Senacon.

“A participação dos credores é obrigatória. Não é uma possibilidade, é uma obrigação. Os credores, uma vez convocados pela justiça ou pelo Procon, são obrigados a participar, sob pena de haver um arbitramento desse novo plano de pagamento, sempre preservando o mínimo existencial, que antes era de R$ 303 e, agora, é de R$ 600, melhorando, assim, a proteção aos direitos básicos dos cidadãos”, explicou.

Agência Brasil

Preços médios da gasolina e do etanol caem pela segunda semana seguida;

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Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgados nesta sexta-feira (23), apontam que os preços médios da gasolina e do etanol caíram pela segunda semana seguida nos postos de combustíveis do país. A pesquisa é referente à semana de 18 a 24 de junho.

Segundo a ANP, a gasolina foi comercializada, em média, a R$ 5,35 o litro. De acordo com agência, o valor representa uma queda de 0,92% frente aos R$ 5,40 da semana anterior. O preço máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7.

O preço médio do etanol, por sua vez, recuou para R$ 3,74 na última semana. A queda foi de 0,79% em relação aos R$ 3,77 da semana anterior. O preço mais alto identificado pela ANP foi de R$ 6,73.

Já o litro do diesel caiu pela 20ª semana seguida de R$ 5,02 para R$ 4,99. A queda no preço do combustível foi de 0,59%. Segundo a ANP, o valor mais caro encontrado pela agência na semana foi de R$ 7,19

BNews

Audiência Popular vai discutir PL de Suzana Ramos que reduz APP na área urbana do Rio São Francisco, em Juazeiro; CMMA rejeitou proposta de Audiência Pública

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Após decisão do Conselho Municipal de Meio Ambiente de Juazeiro por não realizar Audiência Pública para discutir Projeto de Lei de autoria do Executivo, que visa estabelecer no Perímetro Urbano do município uma delimitação da Área de Preservação Permanente – APP, diversos movimentos sociais e entidades de defesa do Meio Ambiente, vão promover um momento de debate sobre o tema.

A Audiência Popular está marcada para a próxima quarta-feira (28), às 9 horas, na Univasf.

“Você quer mais condomínios em Juazeiro no lugar da mata ciliar do Rio São Francisco? A prefeitura quer favorecer a especulação imobiliária e para isso planeja aprovar um Projeto de Lei para reduzir a APP de 500 para 100 metros. Convidamos a população de Juazeiro a debater este assunto em audiência popular dia 28. Compareça! Divulgue e ajude a chamar mais gente!”, convidou a organização.

PL que reduz APP

Sem discutir com a sociedade, ambientalistas e movimentos sociais ligados à defesa do meio ambiente, a gestão Suzana Ramos pretende estabelecer mudanças na delimitação da Área de Preservação Permanente – APP, em Juazeiro, Norte da Bahia, através de um Projeto de Lei. Com o PL, o Executivo visa estabelecer no Perímetro Urbano do município uma delimitação da APP.

O PL deverá ser enviado à Câmara de Vereadores, mas a data para votação ainda não foi divulgada, e Legislativo entrou em recesso

Em reunião ordinária convocada pelo presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente, no último dia 14, para apresentação do PL, a proposta para realização da Audiência Pública foi rejeitada.

Segundo informações do Coletivo Enxame, presente na reunião, a proposta de membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente, reforçada por representantes da sociedade civil de realização de uma audiência pública para discutir o tema mais amplamente não foi aprovada, por uma “manobra política protagonizada por membros da Semaurb”.

“Após um intenso debate e por falta de consenso, foi proposta votação. Mesmo tendo quórum, o secretário municipal de Meio Ambiente e presidente do Conselho, Islédio Bandeira, pediu pra que esperasse fazer contato com a representante da Adeap e do Saae, que já haviam se ausentado da reunião. Após ligações, cochichos e uma hora de espera, a reunião foi retomada e a proposta votada da seguinte forma: Conselheiros representantes da Adab, Univasf, OAB e Irpaa foram a favor da realização da audiência enquanto representantes do Saae, Adeap, Sesau e Codevasf foram contra. Devido ao empate, o presidente tem direito ao voto de minerva e Leo Bandeira disse não à realização do debate público com a sociedade”, narrou o Enxame.

O Coletivo informou ainda que “o ponto central da discussão é que, ao tempo em que o PL fala de proteger as margens – que em muitos trechos já não possui 100 metros preservados – prevê também construções e empreendimentos nessa área, os quais podem ser licenciados pela gestão municipal. A população tem avaliado que se trata de interesses econômicos a partir da especulação imobiliária. Ou seja, em vez de reparar o erro histórico de construir condomínios e privatizar as margens dos rios, Juazeiro quer regulamentar esse crime ambiental em lei”.

Redação PNB