Redação

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ONG Cores de Petrolina denuncia casos de lesbofobia no Vale do São Francisco

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A ONG Cores de Petrolina, no sertão de Pernambuco, divulgou neste sábado (03), uma nota denunciando dois casos de violência motivada por lesbofobia que marcaram os primeiros dias de 2026 no Vale do São Francisco. Os casos foram registrados em Remanso, na região Norte da Bahia, e Petrolina.

No primeiro caso, as vítimas Kassimara e Mikele morrerem após o ex-companheiro de uma das vítimas atear fogo na residência em que o casal de mulheres estava. O autor do duplo feminicídio, Igor Galvão de Sousa, de 31 anos, tirou a própria vida após cometer o crime.

Já no segundo, uma mulher e sua companheira foram brutalmente agredidas por um dos filhos dela, e a situação terminou com a morte do agressor após a intervenção do irmão.

Conforme a ONG Cores, os episódios expõem a vulnerabilidade e a escalada de agressões contra mulheres lésbicas e bissexuais na região.

Veja na íntegra:

Dois casos de lesbofobia chocaram o Vale do São Francisco nesses primeiros dias de 2026. O primeiro aconteceu em Remanso (BA), onde um casal de mulheres teve sua vida brutalmente ceifada pelo ex-companheiro de uma das vítimas, que, em seguida, tirou a própria vida.

O segundo caso ocorreu em Petrolina (PE), quando uma mãe e sua companheira foram violentamente agredidas por um dos filhos. No momento em que ele tentou atacá-las com uma arma branca, outro filho interveio, resultando na morte do próprio irmão.
Casos como esses não são exceções — eles se repetem e, muitas vezes, são apagados, assim como o direito ao amor entre mulheres lésbicas e bissexuais. A lesbofobia existe, é estrutural e tem como agravantes o machismo e o patriarcado, que insistem em deslegitimar o amor lésbico e bissexual, apagar corpos lésbicos e bissexuais e fetichizar mulheres lésbicas e bissexuais, ao mesmo tempo em que negam sua humanidade, autonomia e direito à vida.

Não se trata de tragédias isoladas.
Trata-se de um sistema que violenta, silencia e mata. Casos de lesbofobia devem ser denunciados, investigados e combatidos.
Vidas L e B importam.
O amor é legítimo.
E não aceitaremos mais o silêncio como resposta.

Crimes

A Delegacia Territorial do município de Remanso, investiga as mortes de Kassimara e Mikaela. O caso ocorreu na madrugada desta sexta-feira (2), no bairro Área Industrial.

De acordo com informações da Polícia Civil enviadas ao Portal Preto no Branco, na ocorrência a Policia Militar declarou que uma guarnição foi acionada após um incêndio em uma residência. No local, populares tentaram conter as chamas e entraram no imóvel, onde encontraram duas mulheres carbonizadas.

Ainda conforme as informações, um homem, identificado como Igor Galvão de Sousa, de 31 anos, também foi encontrado com indícios de suicídio.

A Polícia Civil detalhou ainda que informações preliminares apontam que o homem era ex-companheiro de uma das vítimas. O caso segue sob investigação, com oitivas e diligências em andamento para identificar as vítimas e esclarecer as circunstâncias dos fatos.

Já na quinta-feira (01), um episódio de violência no ambiente familiar resultou em homicídio e deixou duas pessoas feridas no bairro Jardim Amazonas, em Petrolina.

De acordo com informações da PC, um homem de 31 anos invadiu uma residência e atacou com uma arma branca a própria mãe, de 50 anos, e a companheira dela, de 52. Diante da situação, o irmão do suspeito, um jovem de 19 anos, tentou conter o ataque e acabou se envolvendo em uma luta corporal.

Durante o confronto, o homem apontado como autor das agressões foi ferido e morreu no local. As duas mulheres sofreram lesões e receberam atendimento médico.

A Polícia Militar esteve na residência, isolou a área e acionou os órgãos competentes para os procedimentos de praxe. Equipes também realizaram buscas na região, mas até o momento ninguém foi preso.

A Polícia Civil segue investigando o caso.

Redação PNB

Acidente no oeste da Bahia mata cinco pessoas de uma mesma família

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Uma batida entre um carro de passeio e um caminhão na tarde de sexta-feira (2), na BR-135, no trecho entre os municípios de Barreiras e Riachão das Neves, na região Oeste da Bahia, levou a morte de cinco pessoas da mesma família. Segundo informações do portal g1, as cinco vítimas estavam no carro e morreram ainda no local.

As vítimas foram identificadas como: Edimar Nunes Oliveira, de 62 anos; Eliene Moreira Dias, de 47, marido e mulher; os filhos do casal, Jéssica Moreira de Oliveira, de 28 anos, e João Vitor Moreira de Oliveira, de 17; além de uma criança, que era neta do casal, cujo nome não foi divulgado.

As possíveis causas do acidente ainda são investigadas pelas autoridades, mas a principal suspeita é de que a colisão tenha ocorrido durante uma ultrapassagem realizada em local indevido.

Após o ocorrido, equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas. Quatro das cinco vítimas ficaram presas nas ferragens e precisaram ser retiradas pelos bombeiros.

De acordo com familiares, a família havia saído de Brasília, no Distrito Federal, e seguia viagem para visitar parentes no município de Santa Rita de Cássia, no oeste da Bahia. O estado de saúde do motorista do caminhão não foi informado.

Bahia BA

Jerônimo Rodrigues anuncia que está atuando para prestar ajuda aos baianos que estão na Venezuela após ataque dos EUA

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O governador Jerônimo Rodrigues (PT) se manifestou nesta sábado (3) sobre o anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de um ataque militar em grande escala contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.

O governador lamentou o ocorrido e ressaltou que o governo da Bahia está atuando para identificar os baianos que estão na Venezuela, juntamente com a Embaixada do Brasil e o Ministério dos Direitos Humanos.

“Hoje, mais um país latino-americano sofreu grave agressão de uma potência estrangeira. Alinho-me ao posicionamento do governo brasileiro, que, por meio do presidente Lula, manifestou sua oposição firme em relação ao ocorrido. O Governo da Bahia está atuando para identificar a situação dos baianos que se encontram na Venezuela e agindo para que suas necessidades sejam atendidas pela Embaixada do Brasil naquele país, em conjunto com as dos demais brasileiros, bem como junto ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Seguimos firmes no compromisso contra a violência e a favor da defesa do diálogo e da convivência pacífica entre os países”, escreveu no X.

BNews

“A cadela do fascismo está sempre no cio”, por João Gilberto

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A frase de Brecht atravessa o tempo com um desconforto persistente e retorna sempre que a história decide repetir seus erros sob novas roupagens. Ela ecoa hoje diante da invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e da prisão de Nicolás Maduro por forças militares estrangeiras.

Mais perturbador ainda do que a ação em si é observar a reação entusiasmada de parte da opinião pública brasileira diante desse acontecimento. É preciso afirmar com clareza. Nicolás Maduro consolidou-se como um projeto autoritário de poder.

Seu governo perseguiu opositores, restringiu liberdades civis, enfraqueceu instituições e aprofundou uma crise econômica e social devastadora. A Venezuela viveu anos de hiperinflação, escassez, colapso de
serviços públicos e migração em massa.

Esses fatos não são invenção retórica
nem devem ser relativizados.
Mas reconhecer o caráter autoritário do governo venezuelano não legitima uma
invasão militar estrangeira. O que ocorreu hoje ultrapassa qualquer debate sobre
direitos humanos ou democracia.

Trata-se de uma potência global decidindo,
unilateralmente, intervir militarmente em um país soberano, capturar seu chefe
de Estado e impor sua própria lógica de poder sobre uma nação inteira. O que mais surpreende e choca é ver brasileiros comemorando essa ação.

Como se tanques, bombardeios e prisões extraterritoriais fossem instrumentos
legítimos de reorganização política. Como se a história não tivesse mostrado,
repetidas vezes, que intervenções desse tipo produzem ruínas, não soluções.

Os Estados Unidos possuem uma longa tradição de invadir e desestabilizar
países sob o pretexto de levar democracia. Na prática, essas ações quase
sempre estiveram associadas à defesa de interesses econômicos, estratégicos
e geopolíticos. O discurso da liberdade costuma servir de verniz moral para a
espoliação de recursos, o controle político e a submissão de economias inteiras.

O Oriente Médio é prova disso, com países destruídos, Estados fragmentados e
populações condenadas a décadas de instabilidade. A América Latina também conhece bem esse roteiro. O Brasil não foi exceção.

O golpe militar de 1964 contou com apoio direto dos Estados Unidos, que
financiaram, articularam e sustentaram uma ditadura responsável por censura,
perseguições, tortura e assassinatos. Foram vinte e um anos de autoritarismo
justificados, à época, exatamente com o mesmo discurso que hoje reaparece
travestido de “salvação democrática”.

Celebrar a invasão da Venezuela é, no fundo, torcer para que esse mesmo método seja aplicado aqui. É desejar que uma potência estrangeira intervenha no Brasil, anule processos institucionais, liberte aliados políticos e imponha um governo alinhado aos seus interesses. Essa mentalidade revela um desprezo profundo pela soberania nacional e pela própria ideia de democracia.

Essa pequena parcela de brasileiros que vibra com a invasão pode ser comparada a um grupo de insetos que, em sua ânsia fascistóide de destruir os que pensam diferente, implora para que o dono da casa espalhe inseticida. Acreditam que o veneno cairá apenas sobre os inimigos, sem perceber que ele sempre contamina todo o ambiente.

Intervenções militares desestabilizam economias, provocam altas abruptas de
preços, ampliam a violência e destroem qualquer perspectiva de estabilidade a
médio ou longo prazo. Além disso, enfraquecem o direito internacional e
consolidam a ideia de que países menores não passam de territórios disponíveis
à vontade das grandes potências.

Parece desnecessário lembrar, mas é urgente fazê-lo. O Brasil não é a
Venezuela. Bolsonaro responde a processos dentro do sistema judicial
brasileiro. A América Latina não é o pomar do sonho americano, nem um
tabuleiro onde impérios movem peças conforme sua conveniência.

Criticar Maduro é legítimo. Defender direitos humanos é necessário. Mas
aplaudir uma invasão estrangeira é aderir ao mesmo autoritarismo que se diz
combater. Não há democracia que nasça da ocupação militar. Não há soberania
possível quando o destino de um povo é decidido fora de suas fronteiras.

A emancipação política da América Latina passa pelo fortalecimento de
instituições próprias, pela resolução interna de conflitos e pela solidariedade
entre os povos do continente. Aplaudir invasões é abdicar dessa possibilidade e
aceitar, de joelhos, a lógica imperial que sempre tratou a região como área de
saque. Hoje, mais uma vez, a história nos lembra que o fascismo não surge apenas nas
botas que invadem, mas se fortalece também nos aplausos que ecoam à
distância.

João Gilberto Guimarães Sobrinho, é Cientista social formado pela Universidade Federal do Vale do São Franscisco, escritor e produtor cultural.

Polícia Militar erradica cerca de 21 mil pés de maconha na zona rural de Curaçá

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A Polícia Militar da Bahia erradicou, na tarde desta sexta-feira (2), um plantio de maconha na zona rural de Curaçá, no Norte do estado. A plantação ficava nos fundos da Agrovila 13, escondida entre lavouras de milho.

De acordo com informações da 45ª Companhia Independente da PM, a ocorrência foi registrada por volta das 17h. No local, os policiais localizaram aproximadamente 21.550 pés de Cannabis sativa, além de uma estrutura completa de irrigação.

Todo o material foi destruído no próprio terreno, exceto uma amostra da planta, que foi encaminhada à Delegacia para os procedimentos da Polícia Civil. Nenhum responsável pelo cultivo foi encontrado durante a ação e o caso segue sob investigação.

Redação PNB

Pelo segundo dia seguido, clientes enfrentam longas filas no Mercantil em Juazeiro em busca de ofertas

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Pelo segundo dia consecutivo, uma longa fila de clientes se formou no hipermercado Mercantil, em Juazeiro, na região Norte da Bahia. Atraídos por preços reduzidos, consumidores chegam a aguardar por horas na área externa para terem acesso ao estabelecimento.

Conforme as informações, por conta da grande procura de consumidores, foi necessário limitar o número de pessoas ao hipermercado. As ofertas devem permanecer até o fim do estoque do estabelecimento.

Ainda de acordo com as informações, a queima de estoque foi provocada devido ao encerramento das atividades da rede atacadista Mercantil Rodrigues, que atuava em Juazeiro há quase 15 anos. Uma outra rede atacadista deve ser inaugurada no local.

Redação PNB

Maduro e esposa serão julgados em tribunal de Nova York, diz Procuradoria-geral dos EUA

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, será julgado pela Justiça dos Estados Unidos em um tribunal de Nova York, anunciou neste sábado (3) a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi.

Segundo Bondi, Maduro e sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, foram formalmente acusados na Justiça dos EUA pelos seguintes crimes:

Conspiração para narcoterrorismo;
Conspiração para importação de cocaína;
Posse de metralhadoras e dispositivos explosivos;
Conspiração para posse de metralhadores.

Ainda de acordo com Bondi, Maduro e Flores foram denunciados pela Procuradoria-geral a um tribunal do Distrito Sul de Nova York. Ela não informou se já há data para o julgamento e disse apenas que o processo começará “em breve”.

“Em breve, eles enfrentarão toda a severidade da justiça americana em solo americano, em tribunais americanos”, declarou Bondi.

A procuradora-geral também não deu informações sobre o paradeiro de Maduro.

G1

URGENTE: Lula convoca reunião de emergência após Trump capturar Maduro

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Ministros e assessores do governo Lula farão reunião de emergência na manhã deste sábado (3) para discutir a invasão da Venezuela e a captura do ditador Nicolás Maduro anunciadas mais cedo por Donald Trump, neste sábado (03).

O encontro, segundo a coluna do jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, está previsto para às 10h, no Palácio Itamaraty, em Brasília.

A expectativa é de que o presidente Lula participe da reunião de forma remota. O presidente brasileiro está em período de férias na base da Marinha, em Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro.

BNews

Após ataque dos EUA a Venezuela, Donald Trump afirma ter capturado Maduro

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Donald Trump afirmou neste sábado (3) que Nicolas Maduro e sua esposa foram capturados após ataque à Venezuela. O país sul-americano havia afirmado mais cedo que sofrera uma “agressão militar” dos Estados Unidos após múltiplas explosões atingirem a capital, Caracas, e outras regiões do país durante a madrugada. Diante da situação, o país declarou estado de emergência.

O governo dos EUA não havia confirmado a autoria dos ataques. No entanto, segundo a emissora americana CBS News, fontes com conhecimento no assunto disseram que o presidente Donald Trump ordenou o bombardeio.

Segundo comunicado do governo venezuelano, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, o que levou o ditador Nicolás Maduro a decretar estado de emergência nacional e a mobilizar as forças de defesa.

De acordo com testemunhas da Reuters e com imagens que circulam nas redes sociais, explosões, aeronaves e colunas de fumaça preta foram vistas em diferentes pontos da capital a partir de cerca das 2h (6h de Brasília).

Moradores relataram ainda uma queda de energia na região sul da cidade, nas proximidades de uma importante base militar.

Os EUA enviaram uma flotilha militar ao Caribe em agosto e já bombardearam quase 30 embarcações, com um balanço de mais de cem mortes. Caracas afirma que as manobras pretendem derrubar o regime venezuelano.

Na terça-feira (30), Washington realizou ataques contra mais três embarcações suspeitas de tráfico de drogas em águas internacionais, informou o Comando Sul, responsável por operações em uma área que vai do Caribe ao sul da Argentina. As embarcações viajavam em comboio, segundo as Forças Armadas americanas.

Trump havia alertado em novembro que iniciaria ataques terrestres na Venezuela e autorizou operações da CIA, a agência de inteligência dos EUA, no país sul-americano.

O presidente da Colombia, Gustavo Preto, publicou em seu perfil no X (ex-Twitter) um comunicado oficial sobre os ataques na Venezuela, afirmando que seu governo enxerga com profunda preocupação os relatos de explosões e atividades aéreas incomuns registradas no país vizinho.

Bahia Notícias