Redação

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NTE-10 nega fechamento do Colégio Cecílio Mattos e diz que não há decisão sobre encerrar escolas estaduais em Juazeiro

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Após uma fonte do Portal Preto no Branco informar que o diretor do NTE- Núcleo Territorial de Educação- Norte, em visita ao Colégio Estadual Cecílio Mattos, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, afirmar que a tradicional instituição de ensino vai encerrar suas atividades em 2026, o NTE-10  se manifestou.

Em nota, o núcleo informou que “a Secretaria da Educação do Estado está em diálogo com a prefeitura de Juazeiro para colaborar com a ampliação de vagas para o Ensino Fundamental II da rede municipal. Não há, até o momento, qualquer decisão sobre fechamento de escolas estaduais na região”.

Entenda

Em contato com o PNB, nesta segunda-feira (15), uma fonte informou que o diretor do NTE- Núcleo Territorial de Educação- Norte, em visita ao Colégio Estadual Cecílio Mattos, na tarde de hoje, teria afirmado que a tradicional instituição de ensino vai encerrar suas atividades em 2026.

“O diretor informou que a escola vai fechar”, relatou a fonte que acrescentou seu protesto contra a decisão.

“O diretor foi na escola com uma equipe de engenharia da prefeitura para analisar o prédio. A justificativa foi que a escola não tem a estrutura adequada, mas querem transferir alunos e professores para o Colégio Hildete Lomanto, que está precarizado. Como o governo do estado vai fechar uma escola de Ensino Médio? Como ficam os estudantes do Alto da Maravilha, Alagadiço, Penha e outros bairros circunvizinhos? Qual o respaldo legal de uma decisão dessa? Creio que essas questões precisam ser esclarecidas. Uma notícia que pega toda comunidade escolar de surpresa. Será que o governador e a secretária de educação estão de acordo. Um presente de Natal surpresa para a comunidade escolar”, comentou.

Redação PNB 

Estudantes criticam ampliação do ensino integral no Colégio Estadual Luiz Eduardo Magalhães, em Juazeiro: “A escola não está preparada”

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Estudantes do Colégio Estadual Luiz Eduardo Magalhães, conhecido como Colégio Modelo, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para criticar a ampliação das turmas de ensino integral, principalmente nos terceiros anos do ensino médio. Os relatos apontam falta de diálogo, ausência de estrutura adequada e desconsideração da realidade social dos alunos.

“O Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães tem tomado decisões que precisam ser urgentemente revistas, principalmente no que diz respeito à ampliação das turmas de ensino integral, com foco nos terceiros anos. A forma como essas mudanças estão sendo propostas ignora completamente a realidade dos alunos e as limitações estruturais da própria escola. Muitos estudantes do terceiro ano trabalham ou precisam trabalhar, seja para ajudar em casa, seja para garantir sua própria independência financeira. A implementação de turmas integrais inviabiliza essa possibilidade, forçando os alunos a escolher entre o estudo e o trabalho. Essa escolha não deveria existir, especialmente para jovens que já enfrentam tantas dificuldades sociais e econômicas”, declaram.

Os alunos também criticam a estrutura da escola, que, de acordo com os relatos, não comporta um modelo de ensino em tempo integral.

“Não há banheiros apropriados para banho, sendo que existe apenas um banheiro feminino e um masculino para todos os alunos. Isso demonstra total despreparo para exigir que os estudantes permaneçam o dia inteiro na escola, sem condições mínimas de conforto, higiene e dignidade”, acrescentam.

Outro ponto levantado pelos estudantes é a qualidade das atividades oferecidas no ensino integral.

“Outro ponto extremamente preocupante é a qualidade do ensino oferecido nessas turmas integrais. As disciplinas adicionais, que deveriam enriquecer a formação dos alunos, pouco ou nada agregam ao aprendizado. São conteúdos mal organizados, sem relevância prática ou acadêmica, que acabam apenas sobrecarregando os estudantes. Soma-se a isso a falta constante de professores: se já está difícil manter docentes nas disciplinas regulares, como a escola pretende sustentar mais de nove saberes no ensino integral?”, questionam.

Diante do cenário, os estudantes cobram que a gestão reveja a ampliação das turmas integrais e passe a ouvir quem vive a realidade da escola.

“Portanto, antes de expandir as turmas integrais, especialmente nos terceiros anos, o Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães deveria repensar suas prioridades. É fundamental ouvir os alunos, investir em infraestrutura adequada, garantir professores suficientes e oferecer um currículo que realmente contribua para a formação acadêmica e pessoal dos estudantes. Sem isso, o ensino integral deixa de ser uma oportunidade e passa a ser apenas mais um problema imposto à comunidade escolar. Não aguentamos mais essa escola com tantas turmas em tempo integral”, finalizam.

Encaminhamos os relatos dos estudantes para a Secretaria de Educação do Estado e para o NTE-10 em busca de esclarecimentos.

Redação PNB 

Paciente com histórico de câncer crítica demora na marcação de exames e biópsia em Petrolina

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Em contato com o Portal Preto no Branco, uma usuária criticou o que classifica como um cenário de caos na rede pública de saúde do município de Petrolina, no sertão de Pernambuco . Segundo ela, a demora na realização de exames considerados urgentes tem agravado seu estado de saúde e gerado apreensão diante do histórico clínico.

“Eu tive câncer há 17 anos e, recentemente, fui diagnosticada com quatro nódulos no pescoço. Minha tireoide está aumentada em três vezes mais do que o normal. A pessoa que fez a ultrassom me falou que eu corro o risco de AVC e infarto. Diante da gravidade do caso, procurei a UBS do meu bairro, onde me encaminharam para o endocrinologista. Quando cheguei ao especialista na UPAE, foi solicitado alguns exames, como hemograma Depois disso, fui atrás dos exames e estou esperando há mais de um mês. Estou tentando marcar os exames de hemograma, mas eu estou numa fila de espera na UPAE”, declarou.

A usuária conta ainda que necessita realizar uma biópsia e realizou a solicitação na Secretaria de Saúde do município há um mês.

“No dia 17 de novembro fui na Secretaria de Saúde marcar a biópsia e geraram um protocolo onde me falaram que não tem previsão de agendamento. Isso é um descaso. Tem pessoas esperando há três meses apenas por uma consulta”, disse..

Para ela, a demora compromete o tratamento e aumenta o risco à vida de pacientes que dependem exclusivamente do SUS.

“A saúde de Petrolina está um caos. Mandaram eu até procurar Juazeiro que seria talvez mais viável”, finalizou.

Encaminhamos o relato da usuária para a UPAE e iara Secretaria de Saúde de Petrolina em busca de esclarecimentos.

Redação PNB 

Bolsa Família: última chamada para pesagem obrigatória de beneficiários faltosos será realizada nos dias 18 e 19 de dezembro, em Juazeiro

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, Diversidade, Igualdade Racial e Combate à Fome (Sedes), divulga a última chamada voltada aos beneficiários do programa Bolsa Família que ainda não realizaram o acompanhamento obrigatório de saúde em 2025. O público deverá comparecer ao Auditório do SAMU, nos dias 18 e 19 de dezembro, das 17h às 20h.

A convocação é destinada a meninos de até 7 anos, meninas de todas as idades e mulheres de todas as idades, incluindo gestantes. O acompanhamento de saúde é uma das condicionalidades ocorridas pelo programa.

A ação, que conta com o apoio da Secretaria de Saúde de Juazeiro, é essencial para garantir o monitoramento das condições de saúde das famílias atendidas e a continuidade da coleta do Bolsa Família.

Documentos necessários para o atendimento:

 

Protocolo de pesagem (disponível na UBS de referência)

RG ou Certidão de Nascimento

Cartão do SUS

Número do NIS (Número de Identificação Social)

Comprovante de residência

Carteira de vacinação atualizada de todos os membros da família

* Cartão da gestante (para mulheres grávidas)

 

O não comparecimento pode resultar na suspensão temporária do benefício, por isso é fundamental que os convocados participem dentro do prazo estipulado.

Atendimento para regularização:

Local: Auditório do SAMU

Datas: 18 e 19 de dezembro

Horário: Das 17h às 20h

 

Ascom

Morador relata queda de árvore na praça do boi, no centro de Juazeiro, e solicita ações do poder público 

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Um morador do Centro de Juazeiro, no norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco para relatar a queda de uma árvore na Praça Ivo Braga, conhecida como Praça do Boi, na última segunda-feira (15). Segundo ele, por pouco o incidente não resultou em feridos, já que o local é bastante movimentado.

“Caiu mais uma árvore aqui na Praça do Boi desde ontem, não sei como não pegou um bocado de gente”, relatou o morador.

Ele afirmou ainda que tentou contato com responsáveis para solicitar providências, mas não obteve retorno.

“Eu já liguei para todo mundo. Tentei falar com Romário, mas não consegui. Precisam vir retirar a árvore daqui”, disse.

De acordo com o relato, a retirada da árvore vinha sendo adiada por entraves burocráticos.

“Essa árvore já dizia que ia cair. Eles estavam procurando o Ibama, dizendo que só podia derrubar depois que o Ibama autorizasse. A árvore caiu e não botaram uma luz, não botaram nada para sinalizar”, completou.

Encaminhamos o caso para a Secretaria de Serviços Públicos de Juazeiro e aguardamos uma resposta.

 

Redação PNB 

Caso Beatriz: STJ rejeita por unanimidade recurso da defesa e mantém júri popular de Marcelo da Silva

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu por unanimidade rejeitar os embargos de declaração apresentados pelos advogados de Marcelo da Silva, que confessou o assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, ocorrido há 10 anos no município de Petrolina, no sertão de Pernambuco. A defesa do acusado tenta impedir que o réu vá a júri popular.

A decisão dos ministros da Quinta Turma foi publicada nesta terça-feira (16) no Diário de Justiça Eletrônico Nacional. Nos recursos, a defesa sustentou que as provas “são frágeis” e que Marcelo não cometeu o crime contra Beatriz.

No entanto, em seu voto, a ministra relatora, Maria Marluce Caldas, pontuou que a apresentação de embargos de declaração é cabível quando “houver no julgado ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, hipóteses inexistentes no caso”. Ela destacou ainda que, anteriormente, a apreciação do agravo em recurso especial já havia sido rejeitada pela presidência da Corte “de forma clara e fundamentada”, e que a defesa do réu não explicou adequadamente por que esse entendimento estaria errado.

Agora, a expectativa é que o processo volte às mãos da Vara do Tribunal do Júri de Petrolina para que a data do júri popular de Marcelo da Silva seja marcada.

Em suas redes sociais, Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz, celebrou a decisão do STJ.

“Nossa advogada nos informou que saiu o resultado do recurso interposto pelo advogado do estuprador Marcelo da Silva no STJ, que responde ao processo do CASO BEATRIZ e sobre o qual não tenho dúvida de que assassinou a minha filha. Ele perdeu novamente, e não foi por pouco. A decisão foi unânime entre todos os ministros da Quinta Turma do STJ. Essa decisão vem confirmar o que já era evidente para nós: o recurso não tinha como objetivo esclarecer pontos do processo, mas sim atrasar o seu andamento e prolongar o nosso sofrimento. A verdade está vencendo, e seguimos firmes, até o fim”, escreveu.

10 anos caso Beatriz

A criança tinha apenas sete anos quando foi brutalmente morta com dezenas de facadas durante uma festa de formatura do Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, na noite do dia 10 de dezembro de 2015. O crime se tornou um dos casos mais marcantes e dolorosos do país.

Somente em janeiro de 2022, sete anos após o homicídio, a Polícia Civil identificou o suspeito Marcelo da Silva como o autor do crime . Em dezembro de 2023, a Justiça determinou que ele fosse julgado por júri popular, mas até o momento, o julgamento segue sem data marcada.

Em um relato enviado ao Portal Preto no Branco.no último dia 10, data em que o crime completou 10 anos, Lucinha Mota, mãe de Beatriz, mais uma vez expressou a dor que carrega e a indignação pela demora no andamento do processo.

“Hoje, 10 de dezembro, é um dia de dor, de saudade. Quando dezembro chega, o peito já aperta. É saudade, é amor, é vontade de sentir o cheiro, de tocar. E, ao mesmo tempo, um sentimento de angústia, de desprezo pelas nossas instituições por ter permitido que a gente passasse sete anos lutando para identificar e descobrir a motivação desse crime tão bárbaro e cruel. São mais três anos esperando a boa vontade do Judiciário de movimentar os processos, de dar os encaminhamentos necessários para que o julgamento seja marcado e esse monstro covarde seja punido.”

Em sua falta, Lucinha também rechaça as especulações de que o réu seria inocente ou um “bode expiatório”.

“Eu jamais iria permitir que um inocente pagasse por esse crime tão bárbaro. Ninguém conhece mais esse processo e esse inquérito do que eu. Não é sentimento de mãe, não é porque eu quero. Eu tive que estudar, que aprender a investigar. Hoje eu sou investigadora criminal formada pela Citigroup de Miami. Eu tenho certeza absoluta de que ele é o assassino de Beatriz”, afirmou.

Lucinha relembra que a confissão do acusado ocorreu durante a caminhada que a família realizou de Petrolina ao Recife, em busca de respostas e visibilidade para o caso.

“As pessoas perguntam: mas por que ele só apareceu durante a nossa caminhada de Petrolina a Recife? Simples, foi a força de Deus. Quem solucionou o inquérito foi Deus. Foram as orações durante a caminhada. A repercussão foi muito grande da caminhada e ele estava me assistindo. Ele estava preso em Salgueiro porque ele está cumprindo e pena pelo crime de um estupro de uma criança de 8 anos de idade. Então foi todo aquele sentimento de fé que movimentou Pernambuco, que movimentou o país, e ele simplesmente se entregou. Aquela história que a polícia fez um melhoramento genérico, não fez nada. A polícia não fez nada. Quem fez foi Deus. Foram as orações e ele se entregou. Ele simplesmente chegou para o policial penal e disse: ‘Fui eu que tirei a vida dessa menina’. E aquele policial penal daquela unidade prisional chamou a polícia civil, que coletou o material genético dele. A confissão dele está gravada. São 2 horas e 44 minutos de confissão onde ele conta detalhes que nunca foram divulgados pela imprensa. Então, não tenho dúvida da autoria. Na verdade, eu tenho uma certeza absoluta.”

Segundo Lucinha, é fundamental que a sociedade continue mobilizada para que o julgamento seja marcado e o réu seja responsabilizado.

“Eu preciso que as pessoas me ajudem, porque se não, ele vai sair pela porta da frente. E, se isso acontecer, ele vai tirar a vida de outras Beatrizes. Ele é um doente. A intenção dele ali era estuprar Beatriz, mas ele não conseguiu por conta do tempo, pois logo todo mundo começou a buscar e procurar por ela lá na escola. Aí ele fugiu. Está tudo no inquérito e são muitas evidências. Tem coisa que eu só vou falar no dia do júri, porque, se não, a defesa dele pode criar mais história para tentar protelar o processo. Então, ele que vai estudar, ele que vai acessar o processo para ele buscar, de alguma forma, defender o indefensável”.

Ao final do relato, a mãe de Beatriz agradeceu às pessoas que caminham com ela há uma década:

“Obrigada a todas as pessoas que colaboraram comigo durante toda essa luta. Ao grupo Somos Todos Beatriz, à minha família, ao meu marido, aos meus filhos. Obrigada por estarem sempre comigo nessa luta.”

Marcelo responde pelo crime de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima. Na decisão de pronúncia, a juíza destacou que constam nos autos que foram identificadas “escoriações no corpo da ofendida (Beatriz), o que pode indicar que a conduta foi motivada pela recusa da vítima em anuir (consentir) com os interesses sexuais do acusado, conforme indicado na denúncia”.

A juíza citou ainda que perícias indicaram que a criança “teria sido atingida, em diversas regiões do corpo, por reiterados golpes”. Durante a confissão, Marcelo disse que entrou no colégio com o objetivo de conseguir dinheiro e afirmou que matou a menina para que ela parasse de gritar.

 

Redação PNB 

Moradores do bairro Vila Débora/Dom Avelar, em Petrolina, cobram saneamento básico

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Moradores do bairro Vila Débora/Dom Avelar, em Petrolina, no sertão de Pernambuco, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para criticar a falta de saneamento básico na comunidade. Eles afirmam que a situação se arrasta há anos, sem qualquer intervenção efetiva do poder público.

“Aqui não existe saneamento básico. A situação é complicada, a cada 2-3 meses precisamos pagar uma empresa para realizar a limpeza das fossas, o que custa em torno de R$ 150,00. E o pior, para não encher tão rápido as fossas, alguns moradores optam por descartar a água na rua, formando poças de lama e buracos que dificultam o trânsito das pessoas. Tem muitos terrenos no local, porém os proprietários não querem investir em construções, pois sabem que terão dificuldade de vender”, relatou uma moradora.

Ainda conforme os relatos, o sentimento predominante entre os moradores é de abandono. “Essa parte do bairro parou no tempo, moro aqui há 10 anos, e não houve nenhuma melhoria estrutural, nenhum investimento. Lembrando que a garantia de acesso ao SANEAMENTO BÁSICO é essencial e está pautada na Lei nº 11.445/2007. Só estamos pedindo o básico, e que as autoridades competentes possam cumprir com seu dever”, acrescentam.

Encaminhamos os relatos para a Compesa, responsável pelo serviço, e aguardamos uma resposta.

 

Redação PNB 

Criança com TEA é esquecida dentro de ônibus escolar em Curaçá e caso gera revolta: “Algo pior poderia ter acontecido”; prefeitura se manifesta

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Uma denúncia grave de negligência envolvendo o transporte escolar no município de Curaçá, na região Norte da Bahia, foi enviada ao Portal Preto no Branco nesta terça-feira (16). Segundo relatos,  uma criança de apenas 4 anos de idade, diagnosticada com o Espectro do Transtorno Autista, foi esquecida dentro de um ônibus escolar por várias horas, sem que ninguém percebesse sua ausência.

“O caso aconteceu há pouco mais de uma semana. A criança estuda na Escola Municipal Caminho do Aprendiz, e o transporte, segundo informações, é exclusivo para pessoas com necessidades especiais. Por incrível que pareça, o incidente só foi percebido por volta das 21 horas, quando o vigilante da garagem dos transportes ouviu gritos e choro e descobriu a criança trancada dentro do veículo”, contou um responsável por alunos da rede municipal.

Ainda conforme os relatos, o caso gerou revolta, indignação e muitos questionamentos.

“Como os pais não sentiram falta da criança? Como não é feita uma supervisão antes de guardar o carro na garagem? Ficamos sabendo que a pessoa que acompanha os estudantes precisou faltar nesse dia, e que pelos comentários a Secretaria de Educação iria tomar medidas que afetam exclusivamente essa profissional que precisou faltar”, acrescentou o responsável por alunos.

Outra responsável por alunos da rede municipal de ensino de Curaçá criticou o silêncio das autoridades, dos órgãos como o Conselho Tutelar, APLB Sindicato, Conselho Municipal de Educação diante do caso.

“Silêncio absoluto. Curaçá está entregue, os representantes vendidos por emprego de seus familiares. Isso poderia ter acontecido com os nossos filhos, que também dependem do serviço. Algo pior poderia ter acontecido com a criança e ninguém se manifesta sobre o ocorrido. É revoltante ver as postagens políticas da coordenadora da APLB, do Conselheiro Tutelar, nas redes sociais, entregando fardamento a uma fanfarra e não se manifestando num caso tão grave de negligência. Os professores também seguem calados diante de tamanha irresponsabilidade”, desabafou.

Encaminhamos os relatos para a Prefeitura de Curaçá em busca de esclarecimentos. Em nota, a gestão municipal, por meio da Secretaria de Educação, esclareceu que “o episódio envolvendo um aluno de 4 anos da rede municipal, usuário do transporte escolar destinado a alunos com necessidades especiais, ocorreu da seguinte forma, conforme registros oficiais. O veículo deu entrada na garagem por volta das 17h50, iniciando o procedimento de estacionamento e fechamento, com saída do motorista aproximadamente às 18h. Às 18h05, o vigilante do local percebeu a presença da criança no interior do ônibus e iniciou imediatamente o acolhimento, prestando auxílio e buscando a abertura do veículo. Com o apoio de outros profissionais, o ônibus foi aberto e, aproximadamente às 18h22, a situação já estava sob controle, momento em que o vigilante comunicou o ocorrido ao chefe dos transportes. Às 18h32, a criança foi retirada do veículo em segurança, recebeu água, foi acalmada e permaneceu assistida no local. O motorista responsável chegou à garagem às 18h50, conduzindo o aluno até sua residência, onde chegou por volta das 19h10. A mãe foi comunicada às 19h09, quando a criança já se encontrava fora do veículo. Não procede a informação de que a criança tenha permanecido no ônibus até as 21h. De forma preventiva, a Prefeitura disponibilizou um veículo exclusivo para eventual necessidade de atendimento, o que não se fez necessário. Todo o apoio à família vem sendo prestado através do Núcleo de Apoio Pedagógico Educacional Especializado (NAPES). Paralelamente, estão sendo adotadas medidas de regulamentação e orientação aos motoristas e auxiliares do transporte escolar, com foco nos procedimentos de conferência e entrega dos estudantes. A Prefeitura de Curaçá reafirma seu compromisso com o cuidado, o respeito e a responsabilidade com as crianças e as famílias do município”.

 

Redação PNB 

É sua vez de reinar: inscrições abertas para Rei Momo e Rainha do Carnaval 2026

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Ser Rei ou Rainha do Carnaval de Juazeiro vai além do brilho e da fantasia: é viver a festa de perto, representando a cultura popular, cumprir agenda oficial, receber premiação em dinheiro, adereços, fantasias e a chave da cidade, além de marcar o nome na história da folia momesca. Seguem abertas as inscrições para o Concurso de Rei Momo e Rainha do Carnaval 2026, promovido pela Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (Seculte).

A atual Rainha do Carnaval, Deize Alencar, destaca o significado da experiência e convoca novos candidatos. “Ser Rainha do Carnaval não é só brilhar no trio. É representar nossa cultura, carregar nossa tradição, transmitir alegria e viver momentos que ficam para sempre na memória. Se eu vivi tudo isso, agora chegou a sua vez”, descobriu. Segundo ela, o concurso é uma oportunidade de dar voz à paixão pelo carnaval juazeirense e honrar um legado construído ao longo dos anos.

As inscrições são gratuitas e inscrições abertas até dia 30 de dezembro, conforme Edital nº 15/2025. Podem participar pessoas com 18 anos ou mais, residentes em Juazeiro. Para o título de Rei Momo, é exigido peso acima de 100 kg e atestado de exigência física. No ato da inscrição, os candidatos deverão enviar RG, CPF, comprovante de residência, duas fotos (frontal e lateral) e um vídeo de até três minutos, avaliados nos critérios de simpatia, desenvoltura e samba/frevo.

A escolha dos soberanos acontece em etapa única, durante um baile popular de máscara, no dia 10 de janeiro de 2026, na Praça Barão do Rio Branco. Além do Rei Momo e da Rainha, o concurso elegerá a Primeira e a Segunda Princesa do Carnaval. Os soberanos recebem R$ 5 mil cada, a Primeira Princesa R$ 3 mil e a Segunda Princesa R$ 2 mil, além de fantasias, adereços e a chave da cidade. A edição 2026 presta homenagem ao ator e comediante Cláudio Damasceno, eternizado pela personagem Lolly.

 

Ascom