A modelo e influencer Amanda Lisboa foi vítima de uma violenta agressão transfóbica na Ilha do Fogo, entre os municípios de Juazeiro, na região Norte da Bahia, e Petrolina, no sertão de Pernambuco, no último domingo (07). O caso foi denunciado ao Portal Preto no Branco pela OSC Cores, organização que atua na defesa dos direitos LGBTQIAPN+ no Vale do São Francisco.
Conforme o relato, o ataque ocorreu quando um grupo de homens passou a filmar Amanda e suas amigas sem autorização.
“Incomodada com a invasão de privacidade, Amanda pediu que parassem, afirmando que não autorizava o uso de sua imagem. O pedido foi suficiente para que os rapazes reagissem com brutalidade: mais de cinco homens partiram para a agressão física, desferindo murros e chutes, além de arrancarem seu aplique de cabelo, avaliado em mais de cinco mil reais”, contou a ONG.
Ainda conforme as informações, devido ao abalo psicológico, até o momento a vítima não conseguiu procurar atendimento médico nem registrar boletim de ocorrência.
“Amanda encontra-se profundamente abalada psicologicamente, cuidando dos ferimentos em casa e, até o momento, não teve condições emocionais de procurar atendimento médico nem registrar boletim de ocorrência na delegacia, algo comum em casos de violência motivada pela transfobia, que geram pânico, medo e retraumatização”.
A OSC Cores manifestou ainda total solidariedade à Amanda e afirmou que se coloca à disposição para oferecer todo suporte necessário às vítimas, incluindo acolhimento emocional, orientação jurídica e encaminhamentos para a rede de proteção.
“Reforçamos que transfobia é crime no Brasil, equiparada ao crime de racismo por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2019. Até que o Congresso Nacional aprove legislação específica, atos discriminatórios contra pessoas trans podem ser punidos com base na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/89), com penas que variam de 1 a 3 anos de reclusão, ou mais, dependendo da gravidade, além de multa. A decisão também assegura o direito ao respeito à identidade de gênero e ao uso correto do nome e dos pronomes. Seguimos firmes na luta por respeito, dignidade e proteção para todas as pessoas trans e travestis do Vale do São Francisco e do Brasil. OSC CORES – 5 anos de resistência, cuidado e compromisso com a diversidade”.
Redação PNB







