Redação

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Moradora do Santo Antônio, em Juazeiro, teme falta de passagem para pedestres após conclusão da Travessia Urbana

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Uma moradora do bairro Santo Antônio, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procurou o Portal Preto no Branco para manifestar preocupação com a circulação de pedestres durante as obras da Travessia Urbana. Segundo ela, os acessos que eram utilizados pela população para atravessar de um lado para o outro da cidade foram fechados e a passagem provisória existente atualmente também está sendo comprometida pelo avanço da obra.

“Aqui no bairro Santo Antônio, para ter acesso ao outro lado da cidade, a gente tinha três passagens: uma escada por cima da banca, nas imediações da Rua Amazonas; outra escada ali na Praça Dom Thomaz; e o pontilhão logo depois, que dava acesso ao terminal de ônibus. O trecho onde havia os três acessos já foi construído e os acessos foram eliminados. Atualmente tem um acesso provisório junto à rotatória, que já está quase fechado devido à construção de duas rampas. Após a conclusão das rampas, será impossível haver passagem para pedestres, ou seja, já está quase impossível.”

A principal preocupação da moradora é com a segurança de quem precisará atravessar a região depois da conclusão das intervenções.

“A minha preocupação é: como vai ficar o pedestre? A pessoa vai ter que atravessar quatro pistas e, depois dessas rampas, ainda vai ter a rotatória. Não vejo condição segura para o pedestre passar por ali. Pelo cenário que se apresenta, ou o povo vai ter que se misturar com os veículos na rotatória para passar de um lado para outro, ou eles farão uma nova passagem próximo aos Correios, onde tem o viaduto, porque não terá outra alternativa mais próxima”..

A moradora também chama atenção para o impacto que a mudança poderá causar para quem precisa circular entre o terminal de ônibus e o Hospital Regional de Juazeiro.

“Nós temos dois pontos de ligação que têm um fluxo de pessoas muito grande. Um deles é o terminal e o outro é o Hospital Regional de Juazeiro. Tem muitos pacientes que vem de bairros da cidade, dos distritos e até de outras cidades próximas como Sobradinho e descem no terminal de ônibus. Agora imagine as pessoas que farão o percurso entre o terminal de ônibus e o Hospital Regional. Terão o percurso aumentado em aproximadamente dois quilômetros, isto se deixarem a passagem. Imagina também quem sai do Hospital Regional para pegar o ônibus no terminal: pessoas que trabalham, pessoas que estão visitando seus parentes e os próprios moradores do bairro. Vão ter que caminhar muito mais”

A moradora também demonstra preocupação com a possibilidade de outros acessos serem fechados.

“Do jeito que a obra está se desenrolando, pode acontecer de as pessoas terem que ir até Petrolina e voltar para poder passar de um lado para outro, porque eles podem também não deixar o acesso que fica próximo ao Banco do Brasil. Este também ficará muito distante para quem vai do bairro Santo Antônio para o terminal de ônibus coletivo.”

Para ela, uma alternativa seria a construção de uma passagem exclusiva para pedestres nas proximidades da Praça Dom Thomaz.

“A sensação que fica é de que estão isolando o bairro Santo Antônio. É como se o bairro fosse uma cidade e o outro lado, onde fica o Centro, fosse outra cidade, porque estão isolando praticamente. O certo seria terem deixado um viaduto só para pedestres em frente à Praça Dom Thomaz. O aterro já foi feito, mas a construção ainda não foi totalmente concluída. Ainda pode ser feito. Ao meu ver, essa é a melhor alternativa.”»

Ela também questiona a segurança da passagem provisória que está sendo utilizada atualmente.

“Se deixarem aquela passagem provisória onde está, quando estiver funcionando, vai ser um atropelamento por minuto, porque não tem condição de o pedestre atravessar quatro pistas ou disputar espaço na rotatória com os carros. Vai ser humanamente impossível.”»

Ao final, a moradora pede que uma solução seja encontrada antes da conclusão da obra.

“Eu acho que está faltando respeito com o pedestre. A situação está ficando muito feia e constrangedora. Estou pedindo socorro, porque a situação é constrangedora. É preciso garantir uma passagem segura para quem mora aqui e precisa ir para o outro lado da cidade.”

Encaminhamos a preocupação da moradora para a Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte de Juazeiro. Em nota, AMTT informou que “a circulação de pedestres e o trânsito na região da Travessia Urbana são acompanhados diariamente pelos agentes de trânsito. Durante a execução da obra, as passagens definitivas precisam ser definidas de acordo com o projeto final da Travessia Urbana. Atualmente, existem passagens provisórias para garantir a circulação dos pedestres durante a execução da obra, incluindo acessos nas proximidades do Sacolão Planalto e em frente à Beto Bolsas. Os agentes de trânsito estão no local para garantir a fluidez do trânsito e a segurança dos pedestres nos horários de maior fluxo. A AMTT segue acompanhando diariamente o fluxo de veículos e a circulação de pedestres no local, avaliando as condições de mobilidade e segurança e realizando as orientações necessárias. A Prefeitura reforça o pedido de compreensão e colaboração da população neste momento. A obra está próxima de ser concluída e nesta reta final, a colaboração de todos é fundamental para que os serviços avancem com segurança e sejam entregues à população”.

Imagem ilustrativa: internet

Redação PNB

Simepe aponta problemas estruturais, falta de insumos e sobrecarga em UBSs de Petrolina após série de visitas

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O Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) iniciou no último dia 19, uma série de visitas a unidades de saúde de Petrolina, no Sertão do Estado, para acompanhar as condições de trabalho dos profissionais e a assistência oferecida à população. Segundo o sindicato, as primeiras visitas identificaram problemas estruturais, falta de equipamentos e insumos, além de uma sobrecarga provocada pela alta demanda de atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Conforme as informações, a iniciativa é conduzida pelos diretores do Simepe Robson Miranda e Rodrigo Rosas, que, de acordo com a entidade, estão ouvindo profissionais e levantando as principais dificuldades encontradas na rede municipal. Na quarta-feira (19), a primeira unidade visitada foi a UBS Amália Granja de Alencar, no bairro Vila Mocó, onde, segundo o Simepe, foram identificadas infiltrações, presença de mofo e rachaduras na estrutura.

Ainda de acordo com o sindicato, a unidade recebe um número elevado de pacientes por demanda espontânea, incluindo pessoas que procuram atendimento considerado de urgência e emergência. Na avaliação da entidade, esse cenário sobrecarrega a UBS e interfere na rotina da atenção básica.

Durante a visita, também foram relatados ao sindicato problemas relacionados à realização de exames,.já que, segundo o Simepe, há grande espera por exames complementares, como ultrassonografias, raios-X e endoscopias, além de dificuldades para acesso a procedimentos de maior complexidade, como tomografias e ressonâncias magnéticas.

Na tarde do mesmo dia, os diretores estiveram na UBS Bernardino Campos Coelho, no bairro Vila Eduardo. De acordo com o Simepe, a unidade apresentou um cenário semelhante, com infiltrações e mofo.

O sindicato afirma ainda que o forro de gesso e a porta do laboratório da unidade teriam caído há vários meses e, conforme os relatos recebidos durante a visita, ainda não teriam sido reparados.

A realização de atendimentos de urgência e emergência dentro da própria UBS também foi apontada como motivo de preocupação. Segundo os relatos colhidos pelo sindicato, muitos pacientes procuram diariamente a unidade em busca desse tipo de atendimento, o que estaria interferindo na rotina da atenção básica.

Para o diretor do Simepe Robson Miranda, a situação demonstra a necessidade de uma estrutura específica para atender as demandas de urgência e emergência do município.

“A atenção básica precisa ter condições de cumprir o seu papel. Quando uma UBS passa a absorver a demanda de urgência, toda a lógica do atendimento fica comprometida. É preciso discutir com responsabilidade a estrutura de urgência e emergência de Petrolina, com a implantação de pronto-socorro e de UPA municipais que possam receber adequadamente esses pacientes e dar suporte à rede”, destacou.»

Já na quinta-feira (20), o Simepe deu continuidade às visitas e durante a manhã, os diretores do Simepe percorreram as UBS Amaro Ivaldo de Castro Alves, Beatriz Luz de Alencar Rocha, Lia Bezerra e São Jorge, na área urbana de Petrolina. Segundo o sindicato, durante a chamada “escuta ativa” dos profissionais, foi identificado um cenário de sobrecarga, com o volume de demandas espontâneas ultrapassando, em diferentes momentos, a quantidade de atendimentos previamente agendados.

Ainda de acordo com o Simepe, foram encontrados problemas de infraestrutura, como infiltrações, vazamentos e mofo. Em uma das unidades visitadas, os diretores também teriam encontrado esgoto a céu aberto e acúmulo de lixo nas proximidades. O sindicato afirma que os profissionais também relataram dificuldades enfrentadas pelos pacientes para conseguir realizar exames, desde procedimentos laboratoriais até exames de imagem.

“É inadmissível que profissionais médicos e a população sejam submetidos a uma realidade como essa. Estamos falando de unidades que deveriam oferecer atendimento com segurança, estrutura e condições adequadas, mas que apresentam problemas básicos de infraestrutura e uma demanda que ultrapassa a capacidade de resposta. Quem está na ponta sente diariamente os efeitos desse abandono”, declarou Robson Miranda.

Ainda na quinta, os representantes do sindicato estiveram nas UBS Dr. Manoel Possídio, no bairro Areia Branca, e Roza Maria Ribeiro, no bairro Gercino Coelho.

Segundo o sindicato, nessas unidades foram identificadas irregularidades principalmente relacionadas à sobrecarga de trabalho. A entidade afirma que a alta demanda de atendimentos espontâneos e o número de usuários vinculados às equipes, acima da capacidade considerada adequada, estariam dificultando o trabalho dos profissionais.

O Simepe também relata que problemas semelhantes foram observados em diferentes pontos da rede municipal, como quantidade insuficiente de computadores, ausência de impressoras e falta de equipamentos necessários para o trabalho.

Além disso, conforme os relatos colhidos pelo sindicato, também haveria falta de insumos e medicamentos nas unidades visitadas. Para a entidade, essas condições prejudicam o trabalho dos profissionais e impactam diretamente a qualidade da assistência prestada aos usuários da rede municipal de saúde.

Outro problema apontado durante as visitas foi a adoção de um sistema de cotas para exames laboratoriais. Segundo o Simepe, os relatos recebidos indicam que essa medida estaria restringindo o acesso da população aos exames necessários.

Diante das situações identificadas nas visitas, o Simepe informou que médicos de Petrolina aprovaram, por unanimidade, em reunião realizada pelo sindicato, o início de uma campanha de divulgação sobre a situação da saúde municipal. Segundo a entidade, a campanha terá como objetivo dar visibilidade aos problemas encontrados nas unidades e ampliar o debate público sobre as condições de atendimento oferecidas à população.

O Simepe afirma ainda que a precariedade da infraestrutura, a falta de equipamentos essenciais, o mofo, as infiltrações e o que classificou como subdimensionamento das equipes fazem parte da realidade enfrentada por profissionais e usuários da rede municipal.

O sindicato também declarou que os problemas não seriam casos isolados e que tem buscado diálogo com a gestão municipal para apresentar as demandas da categoria e discutir soluções. Segundo o Simepe, porém, ainda não teria sido possível estabelecer um diálogo efetivo que permitisse avançar na resolução das situações identificadas.

As visitas às unidades de saúde devem continuar, de acordo com o sindicato. A entidade informou que seguirá ouvindo os profissionais, reunindo informações e cobrando das autoridades competentes medidas para enfrentar os problemas apontados.

O Portal Preto no Branco encaminhou as denúncias apresentadas pelo Simepe à Prefeitura de Petrolina em busca de um posicionamento.

Redação PNB

Após denúncia, NTE 10 diz que apura suposto assédio eleitoral contra funcionários do Colégio Agostinho Muniz, em Juazeiro

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Após o Portal Preto No Branco receber uma denúncia de possíveis irregularidades, pressões e assédio eleitoral contra funcionários do Colégio Estadual Agostinho Muniz, bairro Tabuleiro, em Juazeiro, norte da Bahia, o Núcleo Territorial Sertão do São Francisco (NTE 10) se manifestou.

Segundo relatos de funcionários que procuraram nossa redação, uma servidora estaria exercendo forte pressão e fazendo ameaças contra trabalhadores da instituição. Em nota, o NTE 10 informou que já está apurando a denúncia.

Confira a nota na íntegra

O Núcleo Territorial Sertão do São Francisco (NTE 10) informa que já está apurando a denúncia de supostos assédio moral e campanha política no Colégio Estadual Agostinho Muniz, em Juazeiro. O NTE se reunirá com o colegiado escolar e reforça que campanha eleitoral em escolas públicas é vedada pela legislação vigente. O Núcleo destaca que os canais da Ouvidoria da Educação estão abertos para o recebimento de relatos, garantindo o sigilo da fonte. A Ouvidoria pode ser acionada pelo 0800 284 0011 (segunda a sexta-feira, das 8h às 18h), pelo email: ouvidoria@educacao.ba.gov.br ou pelo site: https://www.ba.gov.br/educacao/ouvidoria

Denúncia

Conforme as denúncias, haveria ameaças de demissão direcionadas principalmente a funcionários que, segundo ela, não apoiariam determinada candidatura política.

Ainda de acordo com os relatos, alguns funcionários já teriam sido desligados da instituição após supostas situações de pressão. Os trabalhadores afirmam também que a servidora teria contraído empréstimos ou recebido dinheiro de diversas pessoas e, quando cobrada pelos valores, responderia que os nomes estariam “na lista”.

Os funcionários também relatam que uma assessora da Secretaria da Educação do Estado da Bahia, teria conhecimento das situações denunciadas. Há relatos de trabalhadores que afirmam ter presenciado conversas telefônicas entre a servidora e a referida assessora e que, posteriormente, teriam ocorrido demissões de funcionários.

“Ressaltamos que essas informações são relatos dos trabalhadores e precisam ser devidamente investigadas e comprovadas pelas autoridades competentes. Também causa preocupação o fato de, segundo os funcionários, a gestão da escola ter conhecimento dos acontecimentos e, até o momento, não ter adotado providências consideradas suficientes para solucionar a situação”, relataram os profissionais.

Outro ponto denunciado é a utilização da biblioteca da escola como espaço de trabalho/escritório da servidora, o que, segundo os relatos, estaria impedindo ou dificultando o acesso dos alunos ao local e aos serviços do espaço.

Ainda de acordo com os profissionais da instituição, a situação estaria provocando um ambiente de medo, insegurança e pressão dentro da instituição. Funcionários afirmam, inclusive, que temem sofrer represálias ou perder seus empregos caso manifestem opiniões políticas diferentes das supostamente defendidas pela servidora.

“Diante da gravidade dos relatos, solicitamos uma investigação imparcial, séria e urgente, com a oitiva dos funcionários, gestores e demais pessoas que possam contribuir para esclarecer os fatos. Pedimos também que sejam preservados os direitos dos trabalhadores, garantindo que ninguém sofra qualquer tipo de perseguição, ameaça ou retaliação por exercer sua liberdade de pensamento e manifestação política. Não se busca condenar previamente nenhuma pessoa. O objetivo desta denúncia é pedir que os fatos sejam apurados e, caso sejam confirmadas irregularidades, que sejam tomadas as providências cabíveis. A comunidade escolar do Tabuleiro pede socorro e espera uma resposta das autoridades responsáveis, pois, segundo os relatos, o ambiente de trabalho teria chegado a uma situação considerada insustentável. Pedimos providências e investigação com urgência”, reivindicaram.

Redação PNB

Trabalhadores terceirizados seguem cobrando pagamento após atuarem na 1.ª Feira Municipal de Saúde de Juazeiro

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Trabalhadores terceirizados contratados pelo Instituto ISEP para atuar na 1.ª Feira Municipal de Saúde de Juazeiro, que aconteceu de 29 de junho a 15 de julho, continuam cobrando o pagamento pelos dias trabalhados durante o evento. Segundo os relatos enviados ao Portal Preto no Branco, cerca de 20 profissionais aguardam o recebimento dos valores.

“Nós trabalhamos na Feira da Saúde de Juazeiro e, inicialmente, foi nos passado que o pagamento seria de R$ 150 a diária e que o valor total seria pago na primeira semana após o encerramento do evento. Porém, até hoje, ninguém recebeu esse dinheiro”, afirmou.

Os trabalhadores criticam a falta de explicações claras sobre as condições do serviço, incluindo valores e prazo para pagamento.

“Sabe qual foi nosso problema? Não teve reunião antes da feira. Fomos chamadas para trabalhar com muitas promessas, mas somente no penúltimo dia de trabalho, representantes da empresa apareceram com um contrato para assinarmos. Neste contrato havia uma cláusula informando que o pagamento poderia ser feito até 45 dias após o fim do evento, contrariando o que foi combinado no momento da contratação. Além disso, os valores das diárias no contrato também estavam abaixo do prometido. Ou seja, nos sentimos completamente enganados. Se soubéssemos que seria assim, muitas de nós nem iríamos mais”.

Ainda conforme os relatos, nesta terça-feira (25), uma representante da empresa contratada pela Prefeitura de Juazeiro entrou em contato pedindo que um recibo de pagamento fosse assinado pelos trabalhadores, sem que os valores fossem repassados aos prestadores de serviço.

“Ontem uma representante da empresa contratada pela prefeitura entrou em contato dizendo que estavam dando andamento ao processo de pagamento e que enviaria a cada um o recibo de pagamento. Pediram para que a gente avaliasse, preenchesse dados que estejam faltando, assinasse e reenviasse para ela para liberação do pagamento. Ou seja, estão pedindo para assinar um recibo de pagamento sem sequer dizer quando vai sair o pagamento. Isso não existe, de assinar recibo sem receber antes. Queremos expor essa situação porque não aguentamos mais tantas promessas e nada de receber esse pagamento ”, relatou.

Encaminhamos, mais uma vez, os relatos para a Secretaria de Saúde de Juazeiro em busca de esclarecimentos, mas até o momento não obtivemos resposta.

Relembre

A cobrança já havia sido levada ao Portal Preto no Branco no dia 29 de julho. Na época, os trabalhadores também questionavam a demora no pagamento e afirmavam que havia uma expectativa de que os valores fossem depositados poucos dias depois do encerramento da feira.

Na ocasião, os trabalhadores relataram que o contrato previa pagamento em até 45 dias, mas que haviam recebido a informação de que o prazo seria menor.

“Quando questionamos essa cláusula, disseram que era apenas para o instituto ter tempo caso acontecesse algum imprevisto e ainda disseram que nunca tinham levado mais de cinco dias após o fim da feira para pagar os funcionários”, disseram na época.

Em resposta ao PNB, a Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro informou que o contrato para execução dos serviços estabelecia prazo de até 45 dias para o pagamento dos colaboradores e que a empresa responsável estaria adotando providências para antecipar os repasses.

A Sesau também informou que a equipe contábil da empresa estava finalizando os cálculos e os procedimentos administrativos necessários para efetivar os pagamentos.

Redação PNB

IPJ corrige Retribuição de Titulação de professores aposentados e iniciou pagamento de valores retroativos na folha de agosto

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O Instituto de Previdência de Juazeiro – IPJ realizou o pagamento dos benefícios previdenciários aos aposentados e pensionistas assistidos pelo Instituto, cumprindo o calendário anual de pagamentos divulgado no final de 2025. Ao todo, foram destinados R$ 4.685.293,07 ao pagamento dos benefícios, contribuindo para a movimentação da economia de Juazeiro.

Além de assegurar o cumprimento do prazo estabelecido, a folha de agosto também contemplou o pagamento dos valores retroativos referentes à correção da Retribuição por Titulação (RT) de professores aposentados que tiveram o direito reconhecido após análise administrativa dos requerimentos apresentados ao IPJ.

A Retribuição por Titulação (RT) é um acréscimo financeiro concedido aos servidores públicos em razão da formação acadêmica, como especialização, mestrado ou doutorado. Quando a titulação é devidamente protocolada e reconhecida pela secretaria à qual o servidor está vinculado, o adicional passa a integrar sua remuneração e também pode compor o cálculo dos benefícios previdenciários, conforme as regras aplicáveis.

Ao todo, foram apresentados 42 requerimentos relacionados à revisão dos valores da RT. Após a análise administrativa, 25 tiveram reconhecido o direito pleiteado. Nos casos deferidos, a correção do valor da verba foi implementada na folha de pagamento do mês de julho e, conforme previsto pelo Instituto, os valores retroativos devidos foram incluídos na folha de agosto e de setembro.

Os demais requerimentos foram indeferidos ou permaneceram pendentes de complementação de informações. Em alguns casos, os requerentes foram devidamente comunicados para apresentar documentação ou informações necessárias para sanar as pendências, possibilitando a conclusão adequada da análise administrativa.

De acordo com o diretor-presidente do IPJ, Davi Stallone, o trabalho foi realizado a partir das solicitações apresentadas por sindicatos e associações, com o objetivo de verificar individualmente as situações e assegurar que os casos com direito reconhecido fossem devidamente regularizados. “A partir das solicitações apresentadas por sindicatos e associações, realizamos um levantamento detalhado na folha de pagamento para identificar os professores aposentados que apresentavam possíveis distorções nos valores da Retribuição por Titulação. Cada requerimento passou por análise administrativa e, nos casos em que o direito foi reconhecido, a correção foi efetivada já na folha de julho. Conforme havíamos informado, os valores retroativos foram incluídos no pagamento de agosto. Esse trabalho reforça o compromisso do IPJ com a análise responsável de cada situação e com a garantia dos direitos dos beneficiários.”

A correção da RT representa mais uma ação do Instituto voltada à análise e regularização de situações que impactam diretamente os benefícios dos aposentados. O procedimento adotado considera a documentação e as informações apresentadas em cada requerimento, garantindo que a análise administrativa seja realizada de forma individualizada e responsável.

 

Ascom

Secretaria de Educação afirma que denúncias sobre Escola Pedro Dias precisam de elementos concretos para apuração

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A Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro se manifestou sobre as reclamações apresentadas por pais e responsáveis de alunos da Escola Municipal de Tempo Integral Pedro Dias, localizada no distrito de Carnaíba do Sertão. Os responsáveis haviam relatado ao Portal Preto no Branco insatisfação com a condução da unidade escolar, questionando afastamentos e remanejamentos de profissionais, a comunicação com as famílias em situações envolvendo a saúde dos estudantes e alegadas situações de pressão psicológica sobre os alunos.
Em nota, a Secretaria informou que já esteve na escola e realizou uma reunião com toda a equipe para apurar os fatos. O órgão afirmou ainda que recebe as manifestações da comunidade escolar com seriedade, mas ressaltou que acusações de perseguição, pressão psicológica, falta de comunicação ou outras supostas irregularidades precisam ser acompanhadas de elementos concretos para que possam ser devidamente investigadas.

Confira a nota na íntegra 

NOTA

A Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro tomou conhecimento da manifestação divulgada acerca da gestão da Escola Municipal de Tempo Integral Pedro Dias, localizada no distrito de Carnaíba do Sertão, e esclarece que já esteve na escola em reunião com toda a equipe para apurar os fatos.

A Secretaria ressalta que toda manifestação da comunidade escolar é recebida com seriedade e respeito. Entretanto, acusações relacionadas a supostas perseguições, pressão psicológica, falta de comunicação com as famílias ou irregularidades na condução da unidade escolar precisam estar acompanhadas de elementos concretos que permitam sua devida apuração.

Quanto à solicitação de substituição da gestora, esclarecemos que a Secretaria Municipal de Educação acompanha o trabalho desenvolvido pelas equipes gestoras das unidades escolares e adota critérios técnicos, administrativos e pedagógicos para avaliar sua atuação.

Em relação aos profissionais que foram afastados de suas funções, é importante esclarecer que movimentações, remanejamentos, afastamentos e reorganizações de servidores ocorrem por razões administrativas e funcionais, observando-se os procedimentos e as normas aplicáveis. Não se trata, portanto, de medidas que possam ser automaticamente caracterizadas como perseguição.

Sobre a comunicação com os pais em situações envolvendo a saúde dos estudantes, a Secretaria reforça que as escolas da Rede Municipal devem manter comunicação responsável e adequada com as famílias, especialmente diante de situações que possam comprometer o bem-estar dos alunos. Eventuais ocorrências específicas podem e devem ser encaminhadas à gestão escolar ou à Secretaria para análise individualizada.

Da mesma forma, a Secretaria não compactua com qualquer prática que possa causar constrangimento, desrespeito ou pressão indevida sobre estudantes. A proteção integral dos alunos, o respeito aos direitos das crianças e adolescentes e a construção de um ambiente escolar seguro, acolhedor e educativo são princípios que orientam a atuação da Rede Municipal de Ensino. Contudo, não foram apresentados, até o momento, elementos objetivos que comprovem a alegada pressão psicológica mencionada na denúncia.

A Secretaria Municipal de Educação reafirma que mantém canais abertos de diálogo com pais, responsáveis, estudantes e profissionais da educação. Toda denúncia formalmente apresentada, acompanhada de informações que permitam sua verificação, será analisada com responsabilidade, imparcialidade e transparência.

Por fim, a Secretaria considera importante esclarecer que não se pode transformar relatos genéricos ou manifestações de insatisfação em conclusões sobre a existência de irregularidades sem a devida comprovação. A gestão pública educacional deve atuar com responsabilidade, garantindo tanto o direito de manifestação da comunidade quanto o respeito à imagem e à atuação dos profissionais envolvidos.

A Secretaria Municipal de Educação permanece à disposição da comunidade escolar da Escola Pedro Dias para o diálogo e para o esclarecimento de quaisquer situações concretas, reafirmando seu compromisso com uma educação pública de qualidade, com respeito aos estudantes, às famílias e aos profissionais da Rede Municipal de Ensino.

Manifestação de pais e responsáveis 

Pais e responsáveis por alunos da Escola Municipal de Tempo Integral Pedro Dias, localizada no distrito de Carnaíba do Sertão, em Juazeiro, na região Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco para relatar uma série de situações que, segundo eles, vêm causando preocupação e insatisfação na comunidade escolar. De acordo com os responsáveis, a principal reclamação está relacionada à forma como a atual gestão da unidade vem conduzindo a unidade de ensino.

“Nós, pais e responsáveis, estamos indignados com a constante saída e afastamento de funcionários. Essa situação está afetando emocionalmente os alunos e causando preocupação entre as famílias. Solicitamos a substituição da atual gestora o mais rápido possível, pois entendemos que a forma de administrar a escola tem sido marcada por atitudes consideradas persecutórias. Uma instituição de ensino deve ser um ambiente de respeito, acolhimento, diálogo e segurança para alunos e funcionários”, relatam.

Os pais também questionaram os afastamentos de funcionários ocorridos durante a atual gestão e pedem que os casos sejam analisados.

“Pedimos que sejam analisados os afastamentos de funcionários ocorridos durante a atual gestão e, caso sejam constatadas irregularidades, que esses profissionais possam retornar às suas funções”, reivindicam.

Outra preocupação apresentada pelos responsáveis é a comunicação da escola com as famílias quando os alunos apresentam problemas de saúde durante o período escolar.

“Estamos preocupados com a falta de comunicação da gestão quando nossos filhos apresentam problemas de saúde durante o período escolar. Em determinadas situações, os pais não são comunicados imediatamente quando a criança adoece na escola. Consideramos isso grave e queremos que sejam adotados procedimentos adequados para garantir a segurança e o bem-estar dos alunos”, relatam.

Segundo os pais, também existem situações que estariam provocando pressão psicológica nos estudantes.

“A forma como a gestão vem conduzindo algumas situações estaria causando pressão psicológica nas crianças. Queremos que isso seja devidamente apurado e que sejam tomadas medidas para garantir um ambiente escolar saudável, acolhedor e seguro”, afirmam.

Os responsáveis reforçaram que não estão reivindicando apenas mudanças administrativas, mas uma escola que ofereça um ambiente considerado adequado para alunos e profissionais.

“Queremos uma gestão de qualidade para nossos filhos, baseada no respeito, no diálogo, na transparência, na responsabilidade e no compromisso com toda a comunidade escolar. Não suportamos mais situações que consideramos humilhantes e prejudiciais ao ambiente escolar. Precisamos que a comunidade seja ouvida e que os problemas sejam investigados”.

Ao final da manifestação, os responsáveis pediram atenção da Secretaria Municipal de Educação de Juazeiro e da secretária Maéve Melo.

“Esperamos que as autoridades competentes possam ouvir a comunidade, investigar os fatos apresentados e tomar as medidas necessárias para garantir aos alunos e profissionais da escola um ambiente de respeito, segurança, acolhimento e qualidade.”

Redação PNB 

Operação ‘Compressão’: mandados contra integrantes da facção BDM também estão sendo cumpridos em Juazeiro

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A Operação de Repressão Qualificada “Compressão”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (26) pela Polícia Civil de Pernambuco, também realiza ações no município de Juazeiro, na região Norte da Bahia, além de Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A operação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e homicídios.

Segundo informações da Polícia Civil, ao todo estão sendo cumpridos oito mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Petrolina. Em Juazeiro, os mandados estão sendo cumpridos no bairro Rio Jordão e no distrito de Maniçoba.

Já em Petrolina, as ações ocorrem nos bairros Cohab, São Gonçalo, Nova Petrolina, Vivendas, Jardim Petrópolis, Monsenhor Bernardino, Cassimiro, João de Deus, José e Maria e Rio Corrente.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, as investigações tiveram início em março deste ano e apontaram que o grupo investigado seria integrante do BDM (Bonde do Maluco), organização criminosa que, conforme a corporação, atua de forma estruturada em Petrolina, com atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes e à prática de crimes violentos, especialmente homicídios.

A operação busca identificar e prender lideranças, integrantes e colaboradores do grupo, além de apreender armas de fogo, drogas e aparelhos eletrônicos. A investigação também pretende atingir a estrutura logística, financeira e operacional da organização criminosa.

Segundo a Polícia Civil, a “Compressão” é a 66ª Operação de Repressão Qualificada realizada pela corporação em 2026. A ação é coordenada pelos delegados Neilson Albuquerque, titular da 25ª Delegacia de Polícia de Homicídios, e Rommel Dias, responsável pela Delegacia de Polícia da 213ª Circunscrição, em Petrolina. As unidades integram a 26ª Delegacia Seccional.

Os trabalhos são assessorados pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL/PCPE) e contam com apoio da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), do Grupamento Tático Aéreo (GTA/SDS-PE) e da Polícia Civil da Bahia (PCBA).

Redação PNB com informações da PCPE

Operação Ponto Final: Homem investigado por homicídio é preso pela Polícia Civil em Juazeiro

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Um homem de 28 anos, investigado por homicídio, foi preso na terça-feira (25), no bairro Mairi, em Juazeiro, durante a Operação Ponto Final, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. Contra o acusado foram cumpridos dois mandados de prisão, sendo um preventivo e outro temporário, expedidas pela Vara Criminal de Chorrochó.

Segundo informações da Polícia Civil, o homem é investigado pela morte de João Edson Brito dos Santos, ocorrida em novembro de 2025. A vítima teria sido atacada com golpes de arma branca.

A prisão do acusado foi realizada por equipes da Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN) de Juazeiro, por meio do Grupo de Apoio Tático e Técnico à Investigação (GATTI/Norte), com apoio do GATTI/Sertão.

O preso foi encaminhado para uma unidade policial, onde passou pelos procedimentos legais, e permanece custodiado à disposição da Justiça.

A ação integra a Operação Malhas da Lei, estratégia permanente da Polícia Civil da Bahia para o cumprimento de mandados judiciais e localização de foragidos da Justiça em diferentes regiões do estado.

Redação PNB com informações da Polícia Civil da Bahia

Operação ‘Compressão’: Polícia Civil cumpre mandados contra grupo ligado ao BDM suspeito de tráfico e homicídios em Petrolina

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A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26), a Operação de Repressão Qualificada “Compressão”, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e homicídios em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca do município.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, as investigações começaram em março deste ano e apontaram que o grupo investigado seria integrante do BDM (Bonde do Maluco), organização criminosa que, conforme a corporação, atua de forma estruturada no município com atividades relacionadas ao tráfico de entorpecentes e à prática de crimes violentos, especialmente homicídios.

Conforme a Polícia Civil, a operação busca identificar e prender lideranças, integrantes e colaboradores do grupo, além de apreender armas de fogo, drogas e aparelhos eletrônicos. A investigação também pretende atingir a estrutura logística, financeira e operacional da organização criminosa.

Segundo informações da Polícia Civil, a operação é a 66ª de Repressão Qualificada realizada pela corporação em 2026. A ação é coordenada pelos delegados Neilson Albuquerque, titular da 25ª Delegacia de Polícia de Homicídios, e Rommel Dias, responsável pela Delegacia de Polícia da 213ª Circunscrição, em Petrolina. As unidades integram a 26ª Delegacia Seccional

Os trabalhos foram assessorados pela Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL/PCPE) e contam com apoio da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), do Grupamento Tático Aéreo (GTA/SDS-PE) e da Polícia Civil da Bahia (PCBA).

Redação PNB com informações da PCPE