A Nu7, produtora independente do Vale do São Francisco, lançou nesta terça-feira (27) em suas plataformas digitais, o trailer da sua mais nova produção audiovisual, Necropolis. A trama narra a história de Milena, sobrevivente solitária num ambiente devastado por uma infecção. Em meio a um mundo podre com uma horda desumanizada, a luta pela vida é diária.
Estrelado por Ruthe Maciel (Milena), o curta-metragem é uma realização da NU7 Produções em parceria com a ISO Filmes. Todas as cenas do filme foram gravadas na região do Vale do São Francisco entre julho e setembro deste ano, com recursos próprios, e com o apoio de instituições, empresas e parceiros.
Para Ítalo Oliveira, diretor e roteirista, Necropolis é a concretização de um sonho nascido durante a sua licenciatura de Artes Visuais, por volta de 2012. “Na época foram produzidos dois curtas na mesma temática, sendo que Necrópole II foi finalista da mostra regional no Vale Curtas. Com a produção da NU7, o projeto definitivo finalmente ganhou vida. O curta é uma história da luta pela sobrevivência diária em um mundo caótico, onde Milena precisa superar desafios e renúncias para continuar trilhando a sua jornada. Isso é muito empolgante”, garante.
O filme entrará em fase de circulação em festivais regionais, estaduais, nacionais e internacionais, atendendo ao critério de ineditismo, e só depois será lançado oficialmente em sessões locais.
Nu7
A Nu7 é uma produtora audiovisual independente que surgiu com o intuito de fazer cinema no Vale do São Francisco, para fomentar esse tipo de produção na região. A equipe é formada por Ana Emidia, Cleriton Alves, Felipe Rhein, Joedson Silva e Vinicius Colares.
Criada em 2015, a Nu7 possui seis filmes produzidos, sendo que alguns já foram exibidos em importantes eventos do cinema regional: os curtas Adentro(2015), que foi selecionado em 2016 para o 9º Festival Curta Taquary na cidade de Taquaritinga do Norte/PE; A Conversa que não tivemos (2015); Matinal (2015), que foi exibido na II Mostra SESC de Cinema em Salvador/BA em 2018; Coração Noturno (2016) e o documentário Transgredir (2017). Em outubro deste ano roteirizou e produziu “Cansei”, videoclipe da cantora Andrezza Santos, paulista radicada em Juazeiro. Até o final desse ano a produtora deve lançar uma outra nova produção, o curta-metragem Encomenda.
A Nu7 também foi responsável por produzir diversas peças comerciais de eventos culturais da região do Vale do São Francisco.
“Bar NU7”
Em dezembro a NU7 Produções promoverá a primeira edição do “Bar NU7”. O evento tem o intuito de promover uma exibição pública das produções audiovisuais da produtora, incluindo a estreia do curta Encomenda, ao mesmo tempo que servirá para angariar fundos para futuros projetos da NU7, que atua de forma independente na região do Vale do São Francisco. Praticamente todas as produções foram realizadas através de recursos próprios da produtora. A data e o local da realização do “Bar NU7” serão divulgados em breve, nas redes da produtora.
Assista ao trailer:
Para acompanhar as novidades sobre o curta-metragem Necropolis, siga as páginas https://www.facebook.com/necropolisfilme/, no Facebook, e @necropolisfilme, no Instagram.
A Polícia Federal prendeu Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro. A força-tarefa da Lava Jato deu voz de prisão contra o político por volta das 6h desta quinta-feira (29) no Palácio Laranjeiras, residência oficial do chefe do estado. A Operação Boca de Lobo é baseada na delação premiada de Carlos Miranda, operador financeiro de Sérgio Cabral, que também está preso, de quem Pezão foi vice.
Comboio da Polícia Federal deixou o palácio com o governador preso às 7h35. Ele chegou à Superintendência da PF, na Praça Mauá, às 7h52.
Pezão chega à sede da PF — Foto: Reprodução/TV Globo
Segundo o Ministério Público Federal, Pezão operou esquema de corrupção próprio, com seus próprios operadores financeiros. Há provas documentais do pagamento em espécie a Pezão de quase R$ 40 milhões, em valores de hoje, entre 2007 e 2015.
Na avaliação da força-tarefa da Lava Jato, solto, o governador poderia dificultar ainda mais a recuperação dos valores, além de dissipar o patrimônio adquirido em decorrência da prática criminosa. Segundo o MPF, o esquema de corrupção ainda estava ativo.
O G1 entrou em contato com a assessoria do governo do estado às 7h e aguarda resposta. Com a prisão de Pezão, assume Francisco Dornelles, seu vice.
Carro descaracterizado da PF deixa o Palácio Laranjeiras, onde mora Pezão — Foto: Cristina Boeckel/G1
Resumo
A prisão preventiva foi determinada pelo STJ;
São nove mandados de prisão, incluindo a de Pezão, e 30 de busca e apreensão;
A decisão foi baseada em delação de Carlos Miranda, operador financeiro de Cabral;
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 39 milhões em bens;
São investigados os crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa e passiva.
Luiz Fernando Pezão, governador do Estado do Rio de Janeiro
José Iran Peixoto Júnior, secretário de Obras de Pezão
Affonso Henriques Monnerat Alves da Cruz, secretário de Governo de Pezão
Luiz Carlos Vidal Barroso, servidor da Casa Civil e Desenvolvimento Econômico
Marcelo Santos Amorim, sobrinho do governador
Cláudio Fernandes Vidal, sócio da JRO Pavimentação
Luiz Alberto Gomes Gonçalves, sócio da JRO Pavimentação
Luis Fernando Craveiro de Amorim, sócio da High Control Luis
César Augusto Craveiro de Amorim, sócio da High Control Luis
Uma boca de lobo, tipo de bueiro que batizou esta etapa da Lava Jato, a alguns metros do Palácio Laranjeiras, onde Pezão foi preso — Foto: Cristina Boeckel/G1
A Polícia Federal cumpre ainda 30 mandados de busca e apreensão. Um deles é na casa de Pezão em Piraí, no Sul do estado, base do governador.
Há equipes também no Palácio Guanabara, sede do governo, em Laranjeiras. Motoristas que passavam em frente, na Rua Pinheiro Machado, buzinavam, em sinal de comemoração.
A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo ministro Felix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde governadores têm foro.
Atualmente, dos três poderes do Estado do Rio, estão presos o governador e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani.
Boca de Lobo
Carlos Miranda detalhou o pagamento de mesada de R$ 150 mil para Pezãona época em que ele era vice do então governador Sérgio Cabral. Também houve, segundo a delação, pagamento de 13º de propina e ainda dois bônus de R$ 1 milhão como prêmio.
O nome da operação faz alusão aos desvios de recursos, revelados nas diversas fases da Operação Lava Jato, que causa a sensação na sociedade de que o dinheiro público vem escorrendo para o esgoto.
Boca de Lobo é o dispositivo instalados em vias públicas para receber o escoamento das águas da chuva drenadas pelas sarjetas com destino às galerias pluviais.
Polícia Federal chegou ao Palácio Laranjeiras no início da manhã desta quinta-feira — Foto: Cristina Boeckel / G1
O trecho da delação, homologada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, foi revelado pelo jornal O Globo em abril.
O dinheiro vinha de empreiteiras e fornecedoras que tinham contrato com o governo do estado, afirmou o delator. Miranda acrescentou ainda que, de 2007 a 2014, Pezão, na época vice-governador, também ganhou um 13º salário, além de dois bônus, de R$ 1 milhão cada.
Governador Luiz Fernando Pezão assumiu em 2014 — Foto: Reprodução/ Tv Globo
Nas duas ocasiões, o governador negou as acusações. Sobre a mesada, Pezão disse que “as afirmações eram absurdas e sem propósito”. “O governaor afirma que jamais recebeu recursos ilícitos e já teve sua vida amplamente investigada pela Polícia Federal”, disse a nota.
Aprendendo a lidar com computadores e a se conectar com a internet, a segunda turma do minicurso de informática para melhor idade, desenvolvido pela Prefeitura de Juazeiro através da Secretaria de Obras e Desenvolvimento Urbano (SEDUR) concluiu as aulas nesta quarta-feira (28). O minicurso que beneficiou um total de 15 alunos aconteceu no laboratório de informática do Colégio Democrático Estadual Professora Florentina Alves dos Santos (CODEFAS), localizado no bairro Piranga.
Para registrar esse momento, alunos, instrutor e equipe técnica social da SEDUR organizaram uma confraternização simbólica, que marcou o encerramento do curso e começou com a realização de uma dinâmica. “Tinha um vontade imensa de aprender informática para fazer uso das novas tecnologias e através do curso realizei esse sonho. Já comprei um celular, ativei o pacote de internet e estou bem encaminhada”, declara toda animada, dona Rosália Batista, aposentada de 91 anos de idade.
Para a também aposentada Maria Angelina, de 55 anos, o aprendizado proveniente do curso serviu para reduzir a distância com os parentes que moram em outros pontos do Brasil. “Eu não sabia nem ligar um computador, agora já sei. E o mais importante: aprendi a usar o whatsapp e até já fiz uma chamada de vídeo para o meu irmão que mora em Goiânia e não vejo há muito tempo”, ressalta dona Maria Angelina.
“Para quem tem mais de 50 anos e quer estar atualizado a respeito das ferramentas básicas da informática, uso das redes sociais ou até mesmo conhecer e desenvolver algum domínio, estamos oferecendo dentro da programação de cursos profissionalizantes o minicurso de informática para melhor idade. Foi a forma encontrada pela nossa equipe para atender todos os públicos, nos bairros que compõem a Poligonal Urbana de Juazeiro”, observou a diretora social da SEDUR, Graciele Gomes.
A iniciativa que integra o pacote de ações de mobilização do Projeto Técnico Socioambiental das obras de Intervenção da Poligonal Urbana, promoveu dentro de uma carga horária de 16h distribuídas em 4 dias de aula, além do aprendizado – onde os alunos ganharam conhecimento de informática prática, grandes trocas de experiências e maturidade, através da convivência entre professores e alunos. “É um grande desafio pegar uma turma onde a maioria nunca ligou um computador, mas o comprometimento e interesse deles é tão grande que superou tudo e hoje eles saem daqui com certo conhecimento, sobre o uso do computador, domínio das redes sociais e uso da internet”, destaca o instrutor do curso, técnico em informática Davi Silva.
De acordo com o titular da SEDUR Hemerson Guimarães, somente essa semana 4 turmas em cursos diferentes serão concluídas. “Até sexta-feira, dia 30, serão pouco mais de 80 pessoas com os cursos profissionalizantes concluídos. São mais de 80 pessoas prontas para buscar mais uma renda, ou serem inseridas no mercado de trabalho”, finaliza o secretário Hemerson Guimarães.
O presidente eleito Jair Bolsonaro concede entrevista à imprensa no CCBB.
O presidente eleito Jair Bolsonaro disse ontem (28) que teve participação na decisão do governo brasileiro de retirar sua candidatura para sediar a COP-25 (Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas), destinada a negociar a implementação do Acordo de Paris, que ocorrerá de 11 a 22 de novembro de 2019. O Itamaraty informou ontem (27) sobre a decisão ao Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima da Organização das Nações Unidas. Bolsonaro disse que queria evitar controvérsia entre o seu governo e setores ambientalistas sobre a criação do corredor ecológico internacional Triplo A e ainda alegou restrições orçamentárias.
“Houve participação minha nessa decisão. Ao nosso futuro ministro [Ernesto Araújo, indicado para o Ministério das Relações Exteriores], eu recomendei para que evitasse a realização desse evento aqui no Brasil. Até porque, eu peço que vocês [jornalistas] nos ajudem, está em jogo o Triplo A. Esse acordo, que é uma grande faixa, que pega a [Cordilheira dos] Andes, Amazônia, Atlântico, de 136 milhões de hectares, ao longo da calha dos rios Solimões e Amazonas, que poderá fazer com que percamos nossa soberania nessa área. Se isso for o contrapeso, nós teremos uma posição que pode contrariar muita gente, mas vai estar de acordo com o pensamento nacional. Então, não quero anunciar uma possível ruptura dentro do Brasil, além dos custos, que seriam, no meu entender, bastante exagerados tendo em vista o déficit que temos no momento”, disse o presidente eleito.
A ideia do corredor ecológico Triplo A propõe a construção de um corredor ecológico ligando a região da Cordilheira dos Andes ao Atlântico, com uma extensão de mais de 200 milhões de hectares. O projeto envolveria a região amazônica de oito países (Colômbia, Brasil, Peru, Equador, Venezuela, Guiana Francesa, Guiana e Suriname), afetando mais de 30 milhões de pessoas, incluindo 385 povos indígenas. No Brasil, abrangeria os estados do Amazonas, de Roraima e do Amapá, representando 62% do território geral do corredor.
Questionado se a decisão de suspender a COP-25 poderia trazer prejuízos à imagem do Brasil no exterior, Bolsonaro voltou a criticar a atual política ambiental e defendeu uma mudança de rumo no setor. “O país que mais preserva no mundo somos nós, agora não pode uma política ambiental atrapalhar o desenvolvimento do Brasil, nós queremos uma política ambiental de verdade. Todos nós queremos preservar o meio ambiente, mas não dessa forma que está aí. Hoje, a economia, quase está dando certo apenas na questão do agronegócio e eles estão sufocados por questões ambientais, que não colaboram em nada para o desenvolvimento e a preservação do meio ambiente. Isso é um contraponto, mas uma verdade, por isso a demora na escolha do ministro do Meio Ambiente”, disse.
Bolsa Família
Bolsonaro também defendeu o uso da tecnologia para fazer um pente-fino nos benefícios do Bolsa Família. Mais cedo, o deputado federal Osmar Terra, indicado para o futuro Ministério da Cidadania, havia sinalizado a necessidade de fiscalização no programa.
“Hoje eu tive acesso a uma nova ferramenta, na busca de fraudes, é até um alerta para quem está fazendo coisa errada, de pessoas que recebem Bolsa Família e tem um rendimento acima de X por ano ou de acordo com os bens. O número foi assustador. Então, com essa nova ferramenta, nós vamos fazer um grande pente fino nesses projetos sociais, que nós queremos preservar, mas com saúde”, disse o presidente eleito.
Reforma da Previdência
Sobre a reforma da previdência, Bolsonaro admitiu que nada deve ser encaminhado este ano, mas que uma proposta do seu governo será apresentada ao Congresso Nacional. “No corrente ano, será muito difícil [a aprovação]. Com toda certeza, alguma reforma a gente vai propor para o Parlamento discutir e aprovar a partir do ano que vem”, disse.
(Recepção de novos profissionais brasileiros no Programa Mais Médicos em outubro do ano passado JOSÉ CRUZ AGÊNCIA BRASIL)
(Recepção de novos profissionais brasileiros no Programa Mais Médicos em outubro do ano passado JOSÉ CRUZ AGÊNCIA BRASIL)
Desde que Cuba decidiu encerrar o acordo com o Brasil para o programa Mais Médicos, pelo menos 1.307 profissionais cubanos retornaram à ilha, segundo a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS), participante do convênio. O Ministério da Saúde tem agilizado a seleção de médicos para garantir a assistência de saúde aos usuários, mas até agora o número de médicos brasileiros que se apresentaram nos municípios corresponde a 17% das vagas deixadas pelos profissionais que retornaram à Cuba. A cifra dá uma ideia do vácuo deixado pelos cubanos neste momento de transição para a contratação de novos médicos, mas é difícil precisar um diagnóstico desse déficit, visto que não há informações de quantos cubanos estão efetivamente desligados dos postos de saúde em que trabalhavam. Nem todos os que foram desligados deixaram o país, mas nem o Ministério da Saúde nem a OPAS informaram as cifras ao EL PAÍS.
Ao todo, 224 médicos brasileiros já começaram a trabalhar ou pelo menos negociam diretamente com os gestores municipais quando começarão, metade deles (113) em municípios no Sudeste, região com a maior densidade médica por habitante do país. Outros 8.278 profissionais (97% das vagas abertas no edital, que segue até o dia 7 de dezembro) foram alocados nos municípios que escolheram e têm até o dia 14 de dezembro para se apresentarem aos gestores municipais. Apesar dos dados positivos apresentados nos últimos dias pelo Ministério da Saúde, não há garantias de que esses médicos de fato preencherão as vagas nem que serão fixados nos municípios, ainda que o programa Mais Médicos tenha duração de três anos e possa ser renovado por mais três anos. Não há impedimentos para desistências – e tanto o histórico do programa como especialistas do setor apontam que a fixação dos profissionais nas áreas mais vulneráveis como principal desafio. Em outras palavras, só será possível avaliar o sucesso de maneira relevante da nova etapa dos Mais Médicos nos primeiros meses do ano que vem.
Quando o programa Mais Médicos foi lançado, em 2013, apenas 6% dos 16.530 médicos brasileiros que se inscreveram no primeiro edital de fato decidiram ocupar as vagas. Na época, o número de profissionais do país interessados foi considerado um recorde, mas eles desistiram de ocupar as vagas por conta das áreas às quais foram alocados, principalmente em regiões mais pobres ou isoladas. O Ministério da Saúde deu então um novo prazo de dois dias para que os médicos brasileiros que chegaram a selecionar os municípios onde desejavam atuar, mas não finalizaram a homologação, indicassem outras seis opções de cidades. Com isso, o número de profissionais brasileiros no primeiro ano do programa, quando chegaram os primeiros médicos cubanos, aumentou de 938 para 1.096.
Vagas são preenchidas automaticamente
O edital lançado neste mês de novembro para suprir as vagas do fim da cooperação com Cuba também teve recorde de inscrições: foram efetivadas 21.407 postulações de um total de 30.734 tentativas. As vagas disponíveis por municípios são automaticamente preenchidas durante a inscrição no próprio sistema, conforme explica o Ministério da Saúde. É como se fosse por ordem de chegada: o médico seleciona o município onde quer atuar e já tem a vaga garantida, que por sua vez é subtraída das vagas disponíveis no sistema. A partir daí, os médicos devem se apresentar no município com CRM válido, documentos pessoais e termo de adesão assinado. Lá, eles conhecerão o posto de saúde onde vão trabalhar e acordarão com os gestores o dia de início das atividades.
Cabe ao próprio município informar ao governo federal sobre os profissionais que se apresentaram e a partir daí eles já podem começar a trabalhar, antes mesmo de enviar a documentação exigida pelo edital ao Ministério da Saúde e, de fato, se formalizar totalmente no programa. Segundo o edital, ainda que esteja em condição de participante do projeto, o candidato poderá ter a adesão invalidada ou ser desligado se constatadas inconsistências entre a inscrição e os documentos apresentados.
No município de Montes Claros (MG), por exemplo, todas as cinco vagas deixadas pelos médicos cubanos foram preenchidas por brasileiros naturais da cidade. Dessas, três foram oficialmente informadas ao Ministério da Saúde. “Dois médicos começaram a trabalhar ontem (segunda-feira). Os outros vão começar na próxima segunda porque estavam morando em cidades próximas e precisam se desligar dos seus empregos e fazer a mudança”, explica Nayara Teixeira, referência técnica do Mais Médicos no município. Ela diz que o perfil desses médicos é de graduados em 2016 ou 2017, com alguma experiência profissional. O Ministério da Saúde só informará o perfil de todos os médicos alocados para o programa no dia 18 de dezembro, quando o edital será finalizado.
Histórico e perfil das regiões
Uma cartilha sobre o programa divulgada no ano passado pelo Governo federalaponta que o interesse dos médicos graduados no Brasil no Mais Médicos cresceu consideravelmente a partir de 2015 e que, no edital de 2016, por exemplo, eles chegaram a ocupar 89% das vagas. O mesmo relatório indica, porém, que a ocupação das vagas em municípios de maior vulnerabilidade e difícil acesso – a maioria deles antes ocupadas pelos cubanos, que não podiam escolher seu local de atuação – ainda é muito baixa. Além disso, o próprio governo brasileiro estima nesse documento que o tempo de permanência dos médicos com CRM Brasil nestes municípios é inferior a 90 dias.
O edital em aberto não traz garantias de permanências dos médicos nesses municípios, pois eles podem abdicar das vagas que ocupam em qualquer momento. O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, declarou que os médicos que se inscreverem no programa, mas que não forem efetivados por falta de vaga no local escolhido, poderão ser acionados para preencher vagas que sejam alvo de desistência. O ministro também estuda a possibilidade de realocar profissionais que já atuam no programa para vagas que porventura fiquem ociosas, garantindo assim a assistência à população.
Segundo dados da Democracia Médica no Brasil 2018, uma pesquisa do professor do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, Mário Scheffer, 84% dos recém-formados em medicina têm nas condições de trabalho o principal fator determinante para fixação em uma instituição ou cidade após a graduação ou residência. A segunda condição mais apontada foi a qualidade de vida, seguida pela remuneração. Por isso, as vagas em locais mais distantes do país ou municípios menores, geralmente com estrutura mais precária, costumam interessar menos estes profissionais.
Conforme a pesquisa, apesar do crescimento do número de médicos no Brasil, a distribuição de profissionais no país – que atuam tanto no setor público quanto na iniciativa privada – ainda é muito desigual. “É ainda um grande problema nacional a escassez ou baixa presença de médicos no interior, nos locais de baixa densidade populacional e nas áreas suburbanas dos grandes centros”, destaca o estudo. Enquanto o Brasil tem 2,18 médicos por mil habitantes, há capitais com mais de 12 médicos por mil habitantes – como Vitória, no Espírito Santo. O Amazonas representa a outra extremidade dessa realidade: a capital Manaus concentra 93,1% dos médicos e pouco mais da metade dos cerca de 4 milhões de habitantes do estado.
A Companhia de Segurança, Trânsito e Transporte (CSTT) realizou palestras educativas em duas escolas de Maniçoba, distrito de Juazeiro, nesta terça-feira (27). Os alunos do 1º ao 5º ano das Escolas Américo Tanuri (Comunidade de Lagoa da Pedra) e Manoel Luiz da Silva (Comunidade de Campos) aprenderam dicas para um trânsito mais seguro e gentil.
O Palhaço Pouquinho – animador da CSTT, utilizando um cenário interativo, ensinou dicas de educação e segurança no trânsito e a Trupe Eduké apresentou o espetáculo ‘O Trânsito Maluco’. A equipe teatral reproduz algumas cenas de imprudências que não devem ser cometidas no trânsito e as consequências dessas ações.
Anaide Mota, gestora das duas escolas, aprovou a ação da CSTT. “Essa ação da CSTT é muito interessante. Nós estamos sempre abordando sobre trânsito nas duas escolas, porém de forma teórica. Com esse cenário interativo fica muito mais fácil para eles aprenderem e esse aprendizado é muito importante para a segurança deles”, salientou Anaide
O Gerente de Educação para o Trânsito da CSTT Marcos Passos, destacou que a equipe está à disposição de todas as escolas de Juazeiro. “É uma honra para nossa equipe realizar esse trabalho nas escolas. As crianças são os melhores replicadores de conhecimento. As escolas interessadas podem nos procurar através do telefone 3611-8836”, destacou Marcos.
Em contato com o Portal Preto No Branco, a leitora Janice Fernandes, reclamou da sujeira deixada pelos moradores na praça Dr. Márcio Espíndola, no Bairro Alto da Maravilha em Juazeiro-BA. Moradora do local há 23 anos, ela chama atenção para a falta de cuidado da população com os espaços públicos.
“Há quatro anos fiz uma parceria com a prefeitura e construímos a praça. Eles entraram com a mão de obra, eu com o material. Desde então, cuido do do local. Sempre que precisa eu requisito ao órgão responsável a limpeza e manutenção da iluminação, mas os próprios moradores jogam seus lixos em cima da praça, deixando muita sujeira”, declarou a moradora.
Ainda de acordo com Janice, antes da construção da praça, o local era um terreno baldio, que servia para descarte de entulhos. “O problema maior são os moradores. A prefeitura manda limpar e pintar o meio fio, dois dias depois a sujeira está do mesmo jeito. E quando vou reclamar da sujeira, recebo respostas desestimulantes dos próprios vizinhos. Já me disseram até que não mandaram construir praça em suas portas”, acrescentou.
Janice Fernandes lembrou ainda que com a chegada do período chuvoso, a situação pode ficar ainda pior. “As chuvas estão chegando e com certeza colheremos as consequências da falta de educação e respeito dos moradores com o próprio espaço, infelizmente”, finalizou.
Além de falta de cidadania e civilidade, jogar lixo nos espaços públicos, é crime ambiental (Artigo 54 da Lei nº 9.605 de 12 de Fevereiro de 1998). Além da multa, a pena é de um a quatro anos reclusão.
A Secretaria de Educação e Juventude (SEDUC) realizou nesta terça e quarta-feira (27 e 28), a 2ª aplicação das provas do Sistema de Avaliação Educacional de Juazeiro – SAEJ em 2018, nas turmas do 1º ao 9º ano, de 97 escolas municipais. Mais de 23 mil estudantes responderam questões de Língua Portuguesa e Matemática.
A avaliação que foi realizada em maio e novembro deste ano tem o objetivo de diagnosticar a escrita e produção de texto dos alunos – a capacidade de interpretação, a evolução na aprendizagem dos conteúdos e a habilidade dos estudantes ao estabelecer relações lógico-discursivas.
De acordo com a superintendente pedagógica da SEDUC Rosilda Carvalho, o SAEJ ajuda a encontrar as dificuldades na aprendizagem dos alunos e melhorar os resultados. “Essa avaliação identifica as fragilidades dos estudantes e através dos resultados obtidos a SEDUC implementa estratégias pedagógicas para que aprendizagem de fato se concretize, além de favorecer instrumentos para as formações dos professores”, explicou.
Além de registrar o desempenho do estudante ao longo da sua escolaridade, o SAEJ busca envolver docentes, gestores, coordenadores e pais ou responsáveis, através da divulgação do Boletim Pedagógico – onde cada escola apresenta um quadro do desempenho, e do boletim de seus alunos – que mostra o desenvolvimento individual de cada um em Língua Portuguesa e Matemática.
Para a gestora da Escola José Padilha de Souza, Cátia Sobral, a expectativa é de bons resultados nas avaliações este ano. “Reconhecendo a importância desse diagnóstico, é fundamental a prova do SAEJ todos os anos na escola. Esperamos resultados melhores que os do ano passado”, afirmou.
“Eu gosto de fazer a prova e acho importante para testar o meu grau de conhecimento e dos outros colegas também. Empenho-me bastante, principalmente em Língua Portuguesa que é minha matéria favorita”, concluiu a aluna do 5º ano, Hillary Resende.
Em nota enviada para o portal Preto No Branco, a Companhia de Segurança, Trânsito e Transporte (CSTT) respondeu a reclamação de um morador de Juazeiro-BA. Após um acidente de trânsito registrado na última segunda-feira (26), na rua Marechal Floriano Peixoto, centro da cidade, ele falou da falta de segurança e da ocorrência de constantes acidentes no local.
“Já entramos em contato com a Prefeitura de Juazeiro solicitando que um quebra-molas seja feito nesse trecho da rua, pois pessoas já morreram em outros acidentes ocorridos aqui, mas até agora nada foi feito”, finalizou o morador. ( Veja a matéria completa)
Como resposta, a CSTT lamentou o acidente e afirmou que “as sinalizações instaladas na Rua Floriano Peixoto e na Travessa Edson Ribeiro obedecem às normas estabelecidas pelo Código Brasileiro de Trânsito”.
O morador também declarou que o casal vítima do acidente, teve que esperar por um longo período para serem socorridas na tarde de ontem (26). “Logo após o acidente nós acionamos o SAMU (Serviço de Atendimento de Urgência) e eles demoraram mais de uma hora para chegar ao local. O rapaz estava consciente, mas a menina levou a pancada toda na cabeça e não conseguia falar. Acho que a demora no atendimento pode ter agravado a situação deles”, relatou o morador.
Ontem (27) a SESAU negou a acusação. “A Secretaria Municipal de Saúde informa que a solicitação da ambulância foi realizada às 17h:41min. A liberação foi prontamente atendida às 17h46min com duas ambulâncias para socorrer as vítimas que foram encaminhadas para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade”, declarou a secretaria.