Redação

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“Somos perseguidas depois da licença-maternidade”, denunciam colaboradoras do Hospital Regional de Juazeiro

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O Portal Preto no Branco recebeu mais uma denúncia envolvendo o Hospital Regional de Juazeiro, na região Norte da Bahia. Desta vez, fomos procurados por colaboradoras do setor de fisioterapia que denunciam perseguição e abuso por parte da coordenação, especialmente contra profissionais que retornam ao trabalho após a licença-maternidade.

Segundo elas, logo na volta, são submetidas a uma escala considerada desumana.

“Quando retornamos, nos colocam como folguistas, sem respeitar dia, horário ou setor. Podemos trabalhar duas noites ou dois dias seguidos, sem o devido descanso de 60 horas. É absurdo.”

As profissionais aponta ainda que a coordenação tem exigido participação em inúmeros treinamentos semanais, fora do horário de expediente, obrigando as profissionais a trocar plantões para comparecer.

“Trabalhamos desanimadas, sofrendo longe dos nossos filhos. E além disso não podemos adoecer. Se apresentamos atestado, como castigo somos transferidas de setor, numa clara tentativa de nos forçar a pedir demissão.”

Com medo de represálias, muitas evitam recorrer ao canal de compliance do hospital.

“Temos medo de denunciar e perder o emprego. São inúmeras denúncias e nada acontece. Queremos respeito e compreensão.”

As colaboradoras afirmam que o clima de trabalho é de desmotivação e insegurança, e fazem um apelo por mudanças na gestão:

“Clamamos por coordenadores competentes e que saibam o verdadeiro sentido da frase ‘Amar e Servir’, de Irmã Dulce.”

Encaminhamos as denúncias para a gestão do HRJ e aguardamos uma resposta.

Consumidores reclamam de suposto golpe do Águas Parque Ouro Verde em Petrolina: “Pagamos e o parque nunca existiu”

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O Portal Preto no Branco recebeu diversas reclamações de consumidores que se dizem lesados pelos Águas Parque Ouro Verde, empreendimento anunciado em Petrolina, no sertão de Pernambuco, como um parque aquático temático. Segundo os relatos, o parque nunca foi inaugurado e os clientes que compraram os chamados passaportes antecipados ficaram no prejuízo.

“Já se passaram anos e eles simplesmente sumiram. Várias pessoas pagaram o passaporte para se tornar sócio, que na época foi mais de mil reais e nunca houve um retorno e nem inauguração.  Isso foi um golpe. Eles venderam os passaportes, arrecadaram o dinheiro e desapareceram. ”, relatou uma das pessoas lesadas.

Outro consumidor destacou a falta de informações.

“As redes sociais do parque não são atualizadas há mais de um ano. Eles limitaram os comentários e sumiram. Ninguém responde, ninguém dá satisfação. Ficamos sem saber se esse parque realmente vai existir, mas pelo visto não vai”, acrescentou outro consumidor.

Diante da ausência de respostas e do possível prejuízo aos consumidores, os clientes cobram uma posição oficial da administração do Águas Parque Ouro Verde e esclarecimentos sobre o futuro do empreendimento.

“A gente acreditou no sonho de ter um parque aquático na cidade, investimos nosso dinheiro, e agora parece que fomos enganados. Queremos uma resposta e nosso dinheiro de volta”, desabafou outra consumidora.

O PNB está tentando contato com os responsáveis pelo parque.

Redação PNB 

Prefeitura de Juazeiro celebra encerramento do Agosto das Juventudes com programação cultural neste sábado (30)

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A Prefeitura de Juazeiro, por meio da Secretaria da Mulher e Juventude/SMJ, promove o encerramento do Agosto das Juventudes, mês dedicado a uma série de ações voltadas para os jovens da cidade. Desde o dia 6 de agosto, a programação contou com atividades culturais, educativas, serviços de saúde e cadastro do ID Jovem, reforçando o compromisso municipal com o desenvolvimento e o protagonismo da juventude.

Agora, para fechar com chave de ouro, a festa será neste sábado (30), no Vaporzinho, a partir das 17h, o público poderá curtir o som da DJ Tama, que vai animar a tarde com muita música. Às 19h15, o grupo Pagode 874 sobe ao palco para embalar a noite com seu ritmo contagiante.

Será um momento especial de celebração e confraternização, valorizando os talentos locais e o protagonismo dos jovens juazeirenses.

O Agosto das Juventudes em Juazeiro reafirma o compromisso da gestão municipal em proporcionar espaços de lazer, cultura, educação e inclusão, fortalecendo as oportunidades para os jovens e promovendo sua participação ativa na construção da cidade.

Ascom

Candidata cobra convocação de aprovados em processo seletivo da Prefeitura de Juazeiro; gestão responde

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Uma candidata classificada no processo seletivo simplificado realizado pela Prefeitura de Juazeiro, na região Norte da Bahia, com vagas para a área de administração, procurou o Portal Preto no Branco para reclamar da falta de informações sobre a convocação dos aprovados. Conforme o relato, até o momento não houve convocação nem qualquer comunicado oficial por parte da gestão municipal.

“Já até peguei na internet o resultado e sei que fui classificada, mas até agora também não me chamaram, não falaram nada. Estou querendo saber se vão chamar ainda ou se depois que inventaram de colocar empresas terceirizadas, as vagas que tinham e que fizemos processo seletivo não vão ser mais preenchidas com os classificados”, questionou a candidata.

Encaminhamos o questionamento para a gestão municipal. Em resposta, a prefeitura informou que “o Processo Seletivo Simplificado nº 001/2025 teve vagas destinadas exclusivamente a cadastro reserva, e a convocação dos classificados ocorrerá conforme a necessidade da gestão, seguindo a ordem prevista em edital. Destacamos ainda que as vagas ofertadas por empresas terceirizadas não correspondem às disponibilizadas no Processo Seletivo, por se tratarem de processos distintos. Outras informações serão divulgadas no Diário Oficial do Município”.

 

Redação PNB 

Juazeiro ultrapassa 256 mil habitantes e cresce acima da média estadual e nacional

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Juazeiro alcançou uma marca histórica em 2025. A nova estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (27), aponta que o município tem agora 256.122 habitantes. Isso significa que a cidade ganhou 18.301 novos moradores em apenas três anos em relação ao Censo de 2022 (237.821 habitantes). Esse avanço representa um crescimento de 7,7%, índice superior ao da Bahia (5,1%) e muito acima da média de crescimento do Brasil (1,4%) no mesmo período

Esse salto mostra a força regional de Juazeiro, que se consolida como um dos polos mais dinâmicos do Nordeste. A cidade tem atraído novos investimentos públicos e privados, enquanto a atual gestão municipal trabalha para preparar a infraestrutura urbana, fortalecer serviços essenciais e garantir qualidade de vida a todos que escolhem o município como lugar para viver, empreender e prosperar.

O aumento populacional também tem reflexos diretos nas finanças municipais. Entre eles está o incremento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), recurso distribuído pela União com base no número de habitantes e que contribui para ampliar investimentos em áreas estratégicas como saúde, educação, assistência social e infraestrutura.

Com esses números, Juazeiro reafirma sua vocação de cidade que cresce e se transforma, celebrando um novo momento de expansão, desenvolvimento e oportunidades para toda a população.

 

Ascom

Após reclamações de acompanhantes de pacientes que aguardavam por um médico vascular, gestão do Hospital Regional de Juazeiro se manifesta

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Após a nora da paciente Dona Célia de Jesus Silva reclamar através do Portal Preto no Branco da demora no atendimento médico no Hospital Regional de Juazeiro, na região Norte da Bahia, a gestão da unidade se manifestou.

Em nota, o HRJ informou que a referida paciente foi avaliada pelo médico vascular ainda na terça-feira (26) e já encontra-se internada no setor especializado, recebendo os devidos cuidados. A unidade esclarece que a solicitação de análise da paciente foi feita no dia 24, sendo que o prazo máximo para avaliação do médico vascular é de 72 horas. Contudo, em 48 horas, antes mesmo do referido prazo terminar, o responsável pela avaliação forneceu a devolutiva. O HRJ, que é referência no atendimento de média e alta complexidade para os 53 municípios que integram à Rede PEBA (Pernambuco/Bahia), enfrenta atualmente, em virtude da elevada demanda, um cenário de superlotação, o que impacta diretamente no serviço de urgência e emergência. Além disso, a unidade é porta aberta para clínica médica e cirúrgica. O hospital ressalta que vem adotando medidas para minimizar a sobrecarga no atendimento”.

Reclamação

Na terça-feira (26), indignada com a situação dos pacientes, Cleide Jane de Almeida, que estava acompanhando a sogra, Dona Célia, registrou um flagrante do corredor do hospital lotado de usuários aguardando atendimento de um médico vascular ou angiologista/cirurgião vascular.

Segundo ela, Dona Célia, que é diabética e hipertensa, estava internada no HRJ desde o último domingo (24), aguardando por um médico. A paciente já havia ficado um mês e 15 dias internada no hospital, está com uma infecção no pé, o que motivou seu retorno à unidade.

“É um absurdo o que está acontecendo aqui. Minha sogra está sofrendo, e ninguém faz nada. Ela precisa de um médico urgente”, desabafou Cleide.

“Tem 3 dias que eu estou aqui no regional precisando de uma consulta com um médico vascular e nunca apareceu nenhum aqui. Estamos aqui jogados no corredor. Os acompanhantes estão dormindo em papelão no chão. Toda hora manda a gente ir n Assistente Social, na Ouvidoria, em todo canto. Eu estou para perder meu pé aqui, precisando de uma consulta e ninguém vem aqui. Um descaso!”, relatou a própria paciente.

Além do caso de Dona Célia, Cleide relatou que outros pacientes também enfrentavam a mesma situação. Um idoso, também no corredor, aguardava há seis dias por um médico para amputar um dedo necrosado, contou Cleide. O quadro do paciente se agravou e já comprometeu toda a mão, relatou.

“Ele está com o dedo necrosado, era só a ponta do dedo e agora está tomando o dedo todo, mas nada do vascular vir analisar”, contou Cleide.

Os acompanhantes ainda contaram que estavam dormindo no chão por falta de uma mínima acomodação para eles.

“Eu sou filha de paciente e aqui deitada há mais de seis dias nesse papelão, sendo que têm camas e não nos oferecem. Só dizem que o vascular não está no hospital, sendo que o vascular aparece mas só na parte de cima, aqui embaixo não. Esses pacientes estão precisando, porque o risco é grande, risco de perder a perna, de perder o braço, a mão. O vascular precisa dá as caras. Não é justo o que eles estão fazendo com a sociedade. Queremos um médico vascular, porque já tem mais de não sei quantos dias que ele não aparece pra nada”.

Pacientes e acompanhantes exigiram a presença do profissional e pediram urgência.

“Isso não é justo! É desumano o que estão fazendo aqui. Tem que o vascular aparecer para dar assistência, avaliar para entrar com a medicação ou cirurgia. Não é só minha sogra, tem outras pessoas nesse estado. É um descaso com nós, é um descaso!”

 

Redação PNB 

Estudantes do IFBA Juazeiro relatam medo após casos de COVID-19; direção nega riscos e mantém aulas

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A suposta confirmação de casos de COVID-19 entre a comunidade acadêmica do Instituto Federal da Bahia (IFBA), campus Juazeiro, na região Norte da Bahia, vem gerando preocupação entre os estudantes. Em contato com o Portal Preto no Branco, um grupo de alunos criticou a decisão da direção de manter as aulas presenciais normalmente.

“Nos últimos dias, foram confirmados dois casos de COVID-19 entre a comunidade acadêmica do Instituto Federal da Bahia (IFBA), campus Juazeiro. A notícia trouxe preocupação para estudantes, professores e funcionários, que temem pela possibilidade de novos contágios dentro do ambiente escolar. Apesar da confirmação dos casos, a direção do campus decidiu não suspender as aulas presenciais, optando por manter o calendário acadêmico em andamento a direção decidiu não suspender as aulas. A medida gerou revolta e insegurança, pois grande parte da comunidade acredita que a decisão coloca em risco a saúde de todos. A gente convive junto o tempo todo, não tem como saber quem está contaminado e quem não está. É injusto manter as atividades como se nada estivesse acontecendo”, declara um estudante.

Outro jovem acrescentou que as condições estruturais não oferecem segurança suficiente. “As salas estão cheias, muitas sem ventilação adequada, e os protocolos que existem não dão conta. A sensação é de que estamos expostos a novos contágios todos os dias”, desabafou.

Encaminhamos as reclamações para a gestão do IFBA, campus Juazeiro, que se manifestou em nota.

Veja na íntegra: 

Em respeito à comunidade acadêmica do IFBA Campus Juazeiro, informamos que só tivemos ciência de um caso positivo para COVID-19 entre nossos estudantes. A pessoa que testou positivo permaneceu em isolamento em sua residência. Esclarecemos ainda que, no último dia 20 de agosto, a Secretaria Municipal de Sáude de Juazeiro divulgou uma nota, intitulada “Recomendações e orientações para isolamento de casos de COVID-19”, com orientações para a população e para as escolas, em tópico específico. Tais orientações foram divulgadas pela Direção Geral do campus para a comunidade acadêmica. Reproduzimos a seguir as medidas preventivas que devem ser adotadas: • Cobrir o nariz e a boca com lenço, ao tossir ou espirrar e descartar o lenço no lixo após uso; • Lavar as mãos com água e sabão após tossir ou espirrar;  • No caso de não haver disponibilidade de água e sabão, usar álcool gel; • Evitar tocar olhos, nariz ou boca; • Evitar contato próximo com pessoas doentes; •Realizar a limpeza e a desinfecção de mobiliário e banheiros. Além das medidas higiênicas necessárias, já tomadas, salientamos que nossas salas de aulas são ventiladas, espaçosas, bem como as áreas comuns, e não há motivos para suspensão de aulas com prejuízos aos próprios alunos, visto que a situação está sendo monitorada e sob controle dentro da instituição e pelo orgão municipal competente. Por fim, ratificamos o cuidado e zelo prestado pela instituição para assegurar a educação e o bem-estar dos alunos e servidores do Campus Juazeiro.

Redação PNB 

Família pede condenação de pai acusado de estuprar e engravidar a própria filha de 11 anos, em Petrolina; abusos começaram quando a vítima tinha 6 anos

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Brasília (DF), 17/02/2023 - Fotografia para ilustrar matéria sobre violência infantil, na foto uma criança é vista em silhueta através de uma porta. Foto: Marcelo Casal/Agência Brasil

Um homem de 31 anos, acusado de estuprar e engravidar a própria filha de apenas 11 anos,  está preso no município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e passará por audiência de instrução e julgamento nesta sexta-feira (29). Além do suspeito, a vítima e testemunhas também serão ouvidas.

A família materna da vítima teme que o suspeito seja liberado para aguardar o julgamento em liberdade e cometa novos crimes.

“O apelo por parte da família materna é que aconteçam as audiências previstas para o dia 29/8 e, em sequência, a sentença condenatória do abusador, pois o juiz já ressaltou a possibilidade de relaxamento de prisão com tornozeleira eletrônica para o réu, sob alegação de prisão ilegal. Porque a prisão preventiva tem que ser reavaliada a cada 90 dias. O medo dessa família é que ele saia e cumpra as ameaças de abusar das outras filhas menores, pois ainda tem autoridade sobre elas. Quem vai garantir a integridade física e a vida dessas meninas?”, questiona o advogado da família, Cesar Texeira.

Segundo a acusação, os abusos tiveram início quando a menina tinha apenas 6 anos, e só foram descobertos e denunciados pela mãe da criança em outubro de 2024, quando a vítima já estava gestante. Conforme o processo, a vítima passou por exames sexológicos, que confirmam as evidências de conjunção carnal e penetração vaginal.

Além disso, o exame beta HCG detectou que a menina estava com tempo de gestação entre 5 e 7 semanas. A vítima teve direito a um aborto legal.

Um exame de DNA foi realizado e o laudo registrou que não foi possível obter perfil genético distinto do da vítima para comparação no feto. Porém, segundo a acusação,o resultado não exclui a autoria do crime por se tratar de uma gravidez do próprio genitor da vítima.

O acusado está preso desde o dia 15 de outubro do ano passado, após o crime ser denunciado. Em uma carta escrita à mão, a menina falou sobre os abusos sofridos e sobre como se sente.

Leia alguns trechos:

“Ele me ameaçava dizendo, se você contar para alguém, eu faço com sua irmã. Ele me dava remédio para dormir. Até hoje, eu tento esquecer o que aconteceu, mas é impossível. No banho eu choro, dormindo eu choro, e até nas aulas eu seguro o choro. Todo mundo já desconfiava. Como ele fazia? esperava todo mundo dormir ou até mesmo ficava somente eu e ele em casa para ele começar o ato”.

“Eu não tive culpa, mas me sinto culpada por tudo que aconteceu.  Eu já estou cansada de tudo isso. De minha família, de viver, dos meus amigos, do meu corpo, literalmente de viver. Às vezes eu só quero ser amada, mas nem isso eu sou”.

“O abusador foi meu pai, a pessoa que eu mais confiava. E dia 15 de abril vai fazer seis meses que ele tá preso. Desisto de viver. Eu queria entender por que comigo”.

Redação PNB 

“Mais esta perda para Juazeiro?”: Redução da área irrigada do PIS no Projeto Canal do Sertão continua preocupando e gerando críticas à falta de mobilização política em Juazeiro

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A decisão da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em reduzir a área irrigada do Projeto de Irrigação Salitre (PIS), no Projeto Canal do Sertão Baiano (CSB), continua gerando preocupação e críticas. Com a proximidade da posse de Paulo Rangel, novo superintendente da 6ª Superintendência Regional da Codevasf, em Juazeiro–BA, um leitor do Portal Preto no Branco, que preferiu não ser identificado, questionou as ações que estão sendo adotadas pelas autoridades políticas para impedir a medida, que, segundo ele, pode causar grande impacto ao desenvolvimento econômico da cidade e da região.

“Fica a impressão de que as autoridades políticas de Juazeiro não se importam com a decisão da Codevasf em reduzir a área irrigada do PIS. No anteprojeto do CSB, elaborado pela Geohidro em 2013, foram destinados 22 m³/s para o projeto de irrigação Salitre (PIS), contemplando as cinco etapas, e 20 m³/s para o CSB, suprindo as necessidades hídricas da região. Foi aproveitada a outorga de água de 42 m³/s concedida ao PIS pela Agência Nacional de Águas (ANA). O que deixa transparecer é que os representantes políticos não estão preocupados com o desenvolvimento econômico de Juazeiro, justamente agora que a prefeitura está alinhada com os governos estadual e federal. É de se lamentar não aproveitarmos este momento. Será que devemos nos conformar com mais esta perda para Juazeiro?”, questiona.

Conhecedor do tema, ele destacou ainda que se torna imperativo que as autoridades políticas de Juazeiro solicitem oficialmente da Codevasf uma posição em relação à elaboração do projeto básico do CSB, que está sendo desenvolvido pela empresa Techne/Engevix.

“Ficou definido, pela Codevasf e por lideranças políticas da região de influência do CSB, que haverá uma redução na implantação do PIS. Foram cortadas as etapas 2ª, 4ª e 5ª, permanecendo somente a 3ª. Ou seja, a vazão do PIS foi reduzida de 22 m³/s para 12 m³/s, assim distribuídos: aproximadamente 5 m³/s para a 1ª etapa — já implantada; 5 m³/s para a 3ª etapa; e 2 m³/s para os salitreiros, ribeirinhos ao rio Salitre. Já a vazão de 30 m³/s será destinada ao CSB, agora com outra concepção: além de atender às demandas previstas pela Geohidro, a água será destinada ao enchimento de diversos reservatórios e barragens ao longo do canal, beneficiando com atividades de irrigação os produtores das margens desses reservatórios. Daí o lobby das lideranças políticas dessa região”, acrescentou.

Ainda conforme as críticas, Juazeiro está deixando de irrigar terras localizadas a apenas 40 km do rio São Francisco para priorizar regiões distantes, entre 120 km e 250 km, sem estudos detalhados ou definição de tarifas de água.

“Estamos deixando de irrigar terras irrigáveis localizadas a 40 km do rio São Francisco, com os estudos técnicos necessários já realizados e atestando sua viabilidade, inclusive quanto ao pagamento da tarifa de água, para irrigar terras que se localizam entre 120 e 250 km, sem que tenham sido feitos estudos técnicos sobre sua viabilidade e sem definição de como será cobrada a tarifa de água. Torna-se necessária a mobilização de toda a comunidade juazeirense: autoridades políticas (prefeito, presidente da Câmara de Vereadores e deputados estaduais), bem como representantes das organizações civis — Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Juazeiro (ACIAJ), Clube de Diretores Lojistas, Sindicato dos Produtores Rurais e Sindicato dos Trabalhadores Rurais — para tentar impedir este absurdo. Será que estamos fadados a este destino: perder os grandes investimentos que garantiriam um salto no desenvolvimento econômico da cidade?”, questionou.

Encaminhamos todos os questionamento e críticas para a Codevasf e aguardamos uma resposta.

Redação PNB