Redação

33073 POSTS 20 COMENTÁRIOS

Wagner sobre Lula réu: é igual a massa de bolo. Quanto mais bate, cresce

1
O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), falou neste sábado (17) com o Bocão News sobre a 4ª vez que Lula virou réu. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Luis Cláudio Lula da Silva viraram réus na Operação Zelotes. Além deles, o casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, sócios da consultoria M&M (Marcondes e Mautoni Empreendimentos e Diplomacia), também viraram réus. O juiz federal Vallisney Oliveira, da 10ª Vara Federal, aceitou a denúncia oferecida contra os quatro na semana passada. “Acho que, efetivamente, há uma coisa obsessiva na tentativa de criminalizar uma pessoa que é reconhecida no mundo inteiro pelo trabalho que ele fez aqui. Fico preocupado que, independente desse ou daquele profissional da área judicial, acho que há uma torcida neste sentido e que está ultrapassaando todos os limites. O que já tem de jurista internacional criticando este processo. Nem ele, nem a familia estão vinculados. Conheço ele há 38 anos”, afirmou o petista que garante que Lula ainda mora no mesmo apartamento que morava antes de ser presidente. “Tanto que virou piada o sítio dele em Atibaia. Lula é igual a massa de bolo. Quanto mais bate mais ele cresce”, ressaltou.
Wagner acredita ainda que Lula sairá mais forte e que o aliado não irá se atemorizar com as denúncias. “A população já está percebendo que é uma perseguição”. Wagner partiicpa hoje na Ufba de debates políticos no PAF III da Ufba, em Ondina, envolvendo a militância de esquerda do PT da Bahia. Promovido pela Esquerda Popular Socialista (EPS), tendência interna do partido, o encontro vai debater a conjuntura política do país com as presenças do ex-ministro e ex-governador Jaques Wagner, e do sociólogo e cientista político brasileiro, Emir Sader.
Ambos farão explanações sobre o atual quadro e apontarão estratégias que o PT deve seguir para viabilizar o processo de renovação das direções, que acontece no mês de março de 2017. A militância petista terá acesso a debate com os representantes da EPS, que compõe o Movimento OPTEI.
Bocão News

Ministro quer erradicar comércio e uso de maconha no Brasil

0

O Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, quer erradicar o comércio e uso de maconha no País. O objetivo integra os termos do Plano Nacional de Segurança , cujo conteúdo foi apresentado a especialistas e pesquisadores da área no início desta semana e já foi alvo de críticas. Para isso, Moraes pretende focar principalmente nas plantações em território paraguaio, considerado um dos principais exportadores do entorpecente no continente, mas há também o objetivo de realizar parcerias para combater laboratórios da droga na Bolívia e no Peru.

A intenção ambiciosa vai, de acordo com especialistas ouvidos pelo Estado, na contramão da política antidrogas na maior parte do mundo, que tem avançado em debates pela descriminalização e legalização da maconha frente a opção da “guerra às drogas”. Mesmo assim, a pasta pretende injetar recursos para fazer com que o fluxo da droga diminua e, eventualmente, cesse em todo o território nacional.

Moraes convidou representantes de cinco instituições civis que atuam na área da segurança para apresentar o conteúdo do plano, que está em elaboração e tinha previsão inicial de lançamento para este mês. Em duas horas e meia, o ministro detalhou como deverá ser executada a iniciativa, mostrando informações em mais de 90 slides de uma apresentação de power point. Quando se referiu a um dos eixos do plano, o combate a crimes transnacionais, Moraes expôs, em um slide com uma planta de maconha ilustrativa, a sua visão sobre o assunto. Em viagem ao Paraguai em julho deste ano, o ministro foi visto cortando pés de maconha munido de um facão.

Ministro quer erradicar comércio e uso de maconha no BrasilAlexandre de Moraes é ministro da Justiça do governo Temer Foto: Divulgação

“É uma ideia absolutamente irreal, de uma onipotência, querer reduzir drasticamente a circulação de maconha na América do Sul, como ele falou. É grave ele achar que vai ter esse poder. O plano Colômbia fez com que os Estados Unidos injetassem bilhões de dólares contra as plantações de coca e isso não foi suficiente”, disse Julita Lemgruber, coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes e ex-diretora-geral do sistema penitenciário do Estado do Rio, que participou do encontro no gabinete da presidência em São Paulo, localizado na Avenida Paulista.

Em novembro, Moraes já havia participado de um encontro com países do Cone Sul para discutir combate ao crime na região de fronteira. Na oportunidade, ele destacou a necessidade de se aumentar o número de operações coordenadas com os vizinhos, ampliando a cooperação entre as polícias. Além do combate às drogas, compõe o eixo de crimes transnacionais, o enfrentamento ao tráfico de armas, ao tráfico de pessoas e ao contrabando.

“Comecei a trabalhar na área da segurança nos anos 1980. Estou nessa há 30 anos, me sentei com vários ministros e ouvi vários planos, mas esse é o pior”, completou Julita. Isso porque, segundo ela, além da proposta no campo das drogas, o plano se estende por outros três eixos (combate à violência doméstica, redução de homicídios e modernização do sistema penitenciário) e peca por ser “megalomaníaco”, com ideias que “custariam um orçamento que ele não tem”.

O Estado ouviu outras duas pessoas que participaram do encontro e ratificaram o conteúdo das propostas, também fazendo críticas ao que consideraram mais um manifesto com pouco foco. Em comum, a ponderação de que a atuação do Ministério da Justiça não conta com propostas de outros setores do governo, principalmente da área social, e tem contra si poucas e frágeis ideias no campo da prevenção dos homicídios, em especial direcionada à população jovem negra da periferia.

O plano aborda quatro eixos de prevenção: capacitação para agentes de segurança – visando a reduzir a letalidade policial -, aproximação entre polícia e sociedade – com aperfeiçoamento dos conselhos comunitários de segurança – inserção e proteção social – focado na redução da violência doméstica – e cursos profissionalizantes de arquivistas. Esta última ideia, classificada como inusitada e ingênua por mais de um especialista, foi explicada por Moraes: como o Arquivo Nacional está sob controle da pasta de Justiça, há a possibilidade de os profissionais oferecerem tal curso.

Recuo. O Ministério da Justiça decidiu recuar da intenção de usar verbas do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para investimentos na polícia dos Estados e na Força Nacional, inclusive para compra de equipamentos e pagamento de salários. O Estado divulgou em novembro que Moraes já havia preparado uma minuta de Medida Provisória prevendo a alteração na previsão de uso das verbas do fundo visando a principalmente ter margem para investir os recursos.

A decisão ocorreu após a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Carmen Lúcia, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, segundo apurou o Estado, procurarem a pasta para informar que, caso a medida fosse tomada, ela seria judicializada imediatamente. O STF determinou em julgamento em setembro de 2015 que as verbas, que hoje somam cerca de R$ 3 bilhões, não podem mais ser contingenciadas. O presidente Michel Temer informou em outubro que R$ 788 milhões devem ser liberados no início do ano que vem.

Posicionamento. Em nota divulgada neste sábado, 17, o ministério classifica como “despreparados e rasos” os comentários da professora Julita, que, na visão da pasta, demonstra “total desconhecimento da proposta conjunta do Ministério da Justiça e Cidadania, Ministério da Defesa, GSI e Ministério da Relações Exteriores, em relação ao combate à criminalidade transnacional, em especial, tráfico de drogas, de armas e contrabando, que financiam o crime organizado no Brasil”.

A pasta destacou que a proposta principal do plano em relação ao crime organizado será “o fortalecimento das ações de inteligência em conjunto das forças policiais federais e estaduais, com utilização e integração de tecnologia e sistemas utilizados durante as Olimpíadas, como foi exposto na reunião.”

O ministério disse lamentar ainda que “sem aguardar o envio integral das propostas até agora discutidas, como havia ficado combinado entre os participantes, críticas superficiais, infundadas e falsas tenham sido feitas”. Pesquisadores confirmaram ao Estado que já haviam proposto ao ministro o envio completo do projeto antes da realização da reunião, para análise mais aprofundada do que está sendo discutido, o que não foi atendido. O envio do power point da reunião da segunda-feira passada também não havia ocorrido até a noite deste sábado.

Também em nota, o ministério disse que os valores do Funpen deverão ser descontingenciados para o próprio sistema penitenciário, “com prioridade absoluta para construção de presídios, estabelecimentos semiabertos e efetivação de melhores e mais seguras condições para cumprimento de penas” – a pasta prevê a construção de 27 novas unidades. “Nenhum recurso do Funpen será utilizado para manutenção ou ampliação da Força Nacional”.

Previsto inicialmente para ser lançado em dezembro, a pasta informou que a finalização do projeto deve ficar para janeiro. “No mês de janeiro, o ministro Alexandre de Moraes se reunirá com os governadores, em seus respectivos Estados, para que seja finalizado o Pacto e, consequentemente, divulgado o Plano Nacional.”

Estadão

TJ-BA deve criar plano para redistribuir servidores de 1º e 2º grau até janeiro

0

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) deverá apresentar até o dia 18 de janeiro um plano de ação para cumprir a Resolução 219, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece a distribuição de servidores no primeiro e segundo grau de jurisdição. A resolução entrará em vigor no dia 1º de julho do próximo ano. O diretor de planejamento do CNJ, Erick Andrade, ficará dois meses na Bahia para subsidiar a criação do plano de ação e sanar dúvidas dos desembargadores. Na manhã desta sexta-feira (16), antes do início da sessão plenária administrativa, o diretor fez uma explanação para os desembargadores sobre a resolução e tirou dúvidas dos membros da Corte baiana sobre a distribuição de servidores. Segundo Andrade, a resolução vai equilibrar, dentro do possível, a distribuição de servidores entre primeiro grau, segundo grau e área administrativa, atualmente chamada de apoio indireto. Durante sua fala, Erick Andrade afirmou que a distribuição terá como regra não o número de cargos, mas a distribuição de valores gastos com cargos comissionados, pois cada tribunal tem uma realidade orçamentária diferente. A resolução prevê que cada tribunal destine até 30% dos servidores para atuarem na área administrativa. Atualmente, o número de servidores em áreas administrativas, de acordo com o diretor de planejamento, não chega a 30%, mas, mesmo assim, o tribunal pode racionalizar e melhorar o serviço e colocar mais servidores para atuarem na área judicial – de prestação direta de serviço ao cidadão. O diretor veio à Bahia por ordem da presidente do CNJ, ministra Cármen Lúcia. Cada tribunal vai discutir internamente como será a distribuição de servidores na segunda instância, e é justamente essa questão que preocupam os desembargadores baianos. No plano de ação que deverá ser apresentado até o dia 18 de janeiro tem que constar todas as etapas para atender a norma, como mudanças em leis. No total, o diretor estima que serão 18 pontos que o TJ-BA deverá observar. O CNJ já abriu processos administrativos para acompanhar se os tribunais estão cumprindo aquilo que se dispuseram a fazer. Atualmente, o TJ-BA está na fase de diagnóstico e estudo para estabelecer qual aporte será feito em cada área, como gastos em funções de confiança e comissão nas áreas judiciais, administrativas e híbridas. Normas internas do TJ deverão ser modificadas para regulamentar a remoção e movimentação de servidores entre entrâncias e instâncias.


Erick Andrade | Foto: TJ-PA

O representante do CNJ frisa que, para isso acontecer, antes de movimentar o servidor, será preciso destinar outro para o local, “para a área jurisdicional não ser sacrificada”, principalmente em caso de movimentação de servidores para áreas administrativas, como presidência. Em caso de deslocamento de servidores do segundo grau para o primeiro grau, a norma vai levar em consideração a produtividade de cada gabinete, assim como a capacidade e eficiência. Andrade exemplifica a situação dizendo que, se uma comarca no interior, estiver congestionada, com demanda alta, e que o juiz não dá conta, temporariamente, poderá haver um deslocamento de servidor para a unidade. “Para remanejar um do segundo para o primeiro, só pode ser para aquela unidade que tem produtividade maior do que o segundo”, explica, complementando que essa ajuda deve ser temporária, com duração máxima de dois anos. Quando o problema da unidade de primeiro grau for resolvido, o servidor volta para lotação original. O diretor do CNJ foi questionado pelos membros do TJ sobre os parâmetros do deslocamento de um servidor lotado na capital para uma cidade do interior, e como o impasse será resolvido, caso o funcionário alegue inconveniência por questões familiares. Segundo ele, essas questões serão resolvidas pelo chefe da unidade, que definirá se mandará o mais antigo ou menos produtivo, por exemplo. Outra preocupação levantada foi a da produtividade de cada gabinete de desembargador. Um caso hipotético levantado foi de um gabinete que tem 300 processos e outro tem dois mil. A questão levantada foi se o gabinete com menos processos tem mais chances de deslocar servidores. O diretor de planejamento afirma que a regra é a produtividade, para evitar que gabinetes produtivos não sejam “punidos” com cessão de servidores, e assim “estimular e valorizar quem é mais produtivo”. Ao final da explanação, a presidente do TJ, desembargadora Maria do Socorro, afirmou que vai trabalhar para que o tribunal receba o selo diamante do CNJ – uma premiação oferecida pelo órgão aos tribunais por excelência de gestão e informação.

 

BN

Total de migrantes mortos em 2016 chega a 7.200

0

Quase 7.200 migrantes e refugiados morreram ou desapareceram desde o início deste ano no mundo. O número representa 20% a mais que em 2015, informou hoje (17) a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

De um total de 7.189, 4.812 morreram ao tentar atravessar o mar Mediterrâneo para chegar à Itália, Grécia, Chipre e Espanha. É uma média de 20 mortes por dia, e o saldo total poderia aumentar até o final do ano em mais 200 ou 300 mortes, estima a organização em um comunicado.

A travessia do Mediterrâneo, utilizada por cerca de 360 mil migrantes este ano, é o caminho mais perigoso em todo o mundo. De acordo com informações recebidas pela OIM, 88 pessoas morreram esta semana no naufrágio de um barco que transportava 114 passageiros ao largo da costa de Zawiya, na Líbia.

Agência Brasil

Feminicídio: menos da metade dos casos investigados virou processo na Justiça

0

Desde que foi tipificado como crime hediondo em março de 2015, até 30 de novembro de 2016,  o feminicídio teve 3.213 inquéritos de investigação registrados no país. Desse total, 1.540 tiveram a denúncia oferecida à Justiça (47,93%), 192 foram arquivados, 86 foram desclassificados como feminicídio e 1.395 estão com a investigação em curso.

Os dados foram divulgados na reunião deste mês do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que ocorreu no Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O tema voltou a ser debatido esta semana no Senado, durante o seminário Mulheres no Poder: Diálogos sobre Empoderamento Político, Econômico e Social e Enfrentamento à Violência.

Dados da Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), do CNMP, de 2013 mostram que as denúncias de homicídios em geral no país ficam muito abaixo desse percentual. Dos 136,8 mil inquéritos abertos até 2007, em 2012 apenas 10.168 viraram denúncias, o que corresponde a 7,32%. Outros 39.794 foram arquivados.

A coordenadora do Grupo Especial de Combate a Homicídios de Mulheres (Gecohm), promotora de Justiça Lúcia Iloizio, explica que o objetivo da reunião foi discutir a meta do Ministério Público de combate ao feminicídio, instituída quando a tipificação do crime foi criada. O objetivo é oferecer a denúncia de todos os inquéritos à Justiça, para reduzir o número desse tipo de crime, meta da Enasp para 2016.

“A meta [de combate] do feminicídio previa concluir o oferecimento de denúncias pelo Ministério Público dos inquéritos policiais que apurassem a conduta, lembrando que a Lei do Feminicídio entrou em vigor no dia 10 de março de 2015. Então, a meta era, no primeiro ano de vigência da lei, concluir o máximo possível de inquéritos”.

Até o momento, 47,93% dos casos viraram processos na Justiça. De acordo com a promotora, para 2017 a meta de 100% continua a ser perseguida, já que muitos inquéritos ainda estão em andamento. “Pode acontecer de não ter uma linha de investigação definida, podem faltar os elementos ou provas para oferecer a denúncias e o laudo demorar a chegar. A gente só pode oferecer a denúncia se houver elementos suficientes para isso. Muitos casos ainda podem ter oferecida a denúncia, não foram arquivados. Vamos perseguir essa meta para zerar as investigações”.

Lúcia Iloizio acrescenta que outro objetivo é dar visibilidade ao problema do feminicídio no país e gerar dados estatísticos sobre a violência doméstica e as mortes de mulheres. “É efetivamente em situações de violência doméstica? É em situação de menosprezo? Qual é esse índice, qual esse percentual, qual esse montante? Ela chama a atenção para a questão da violência contra a mulher. O feminicídio é uma das formas extremamente graves da violência doméstica e familiar”.

O feminicídio é o assassinato da mulher pelo fato de ela ser mulher. É caracterizado quanto houver uma das situações de violência doméstica previstas na Lei Maria da Penha ou se for em decorrência de menosprezo à condição da mulher.

Diagnóstico

Dados divulgados em outubro pela Enasp mostram que, na ocasião, eram 3.673 casos registrados em todo o país. Minas Gerais aparece com o maior número, 576, seguido de Rio de Janeiro, com 553, e da Bahia, com 395. Na outra ponta, o Rio Grande do Norte registrou 12 casos de feminicídio desde que a lei foi criada, Roraima, 16, e o Maranhão e Sergipe tiveram 20 casos cada. Alagoas e o Piauí não haviam enviado dados para o balanço.

Uma das coordenadoras da iniciativa Dossiê Feminicídio, Marisa Sanematsu considera positivo o engajamento do Ministério Público na questão e destaca que o órgão é um dos parceiros da campanha Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha. Mas, para ela, é preciso avançar muito a partir do diagnóstico apresentado.

“Acho importante, porque nós precisamos de dados. Mas a meta é muito mais do que contar número de inquéritos. A meta de redução quer dizer que o Ministério Público está comprometido em apurar os crimes de homicídio, acompanhar as investigações, olhar os assassinatos para ver se são feminicídios, o que quer dizer ter visão de gênero para fazer o trabalho. A meta é implementar estratégias para que de fato se investigue e puna os culpados”.

O Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil, lançado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) Brasil, mostra que entre 1980 e 2013 o homicídio de mulheres cresceu, passando de 1.353 em 1980 para 4.762 em 2013, com aumento de 252%. Em 1980, a taxa era de 2,3 vítimas por 100 mil mulheres e passou para 4,8 em 2013, um aumento de 111,1%.

Antes da Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, o crescimento da taxa de assassinato de mulheres foi de 2,5% ao ano. Depois da lei, caiu para 1,7% ao ano. O levantamento revela que o Brasil está em quinto lugar no ranking de países que mais matam mulheres, atrás apenas de El Salvador, da Colômbia, Guatemala e Rússia.

Marisa, que é diretora de conteúdo do Instituto Patrícia Galvão, instituição que trabalha com informação e direitos das mulheres, ressalta que boa parte desses assassinatos de mulheres ocorre dentro de casa (27,1%) e é cometida por pessoa conhecida da vítima, o que indica o problema da violência doméstica como fator importante no desfecho trágico. Para ela, é importante que sejam feitas campanhas de esclarecimento sobre o tema e de capacitação dos investigadores para lidar com a questão. A diretora lembra que nem todo assassinato de mulher é caracterizado como feminicídio.

“A gente precisa ver que em todo o processo, desde a investigação até o julgamento, é preciso ter uma visão de gênero. Tentar identificar o que o fato de a vítima ser mulher alterou no sentido dos acontecimentos. No feminicídio íntimo, que ocorre dentro de casa, não é apenas olhar para uma cena de crime e falar que matou por ciúmes. Ninguém está olhando o contexto de violência que precedeu aquele desfecho. Se os investigadores começarem a olhar para as denúncias de violência doméstica com mais atenção, com mais sensibilidade, podemos conseguir evitar muitas mortes, muitos desfechos trágicos”.

De acordo com ela, o coordenador da Enasp, conselheiro Valter Schuenquener, informou no seminário em Brasília que o Cadastro Nacional do CMNP deve ser lançado em março, para fazer o registro dos casos de violência doméstica por estado.

Agência Brasil

Fim de semana com dança na Mostra 14

0

Quinta edição do projeto discute relação da dança e política.

A Mostra 14 de dança continua com sua programação no sábado (17) e domingo (18), contando com apresentações de performances e um espetáculo, além de ensaio aberto. A programação, que começou na última quarta (14), foi toda organizada para lançar discussões sobre a dança como política. Marcando sua quinta edição, o projeto é realizado de forma independente, sem financiamento, mas com participação de artistas locais e convidados de outras cidades.

O sábado começa com uma performance, “Corpo da Criação”, com bailarinos locais que participaram de uma oficina com a artista Flávia Pinheiro (Recife-PE), durante a mostra. O resultado do encontro será apresentado às 15h, na sala de dança. À noite, o bailarino Cleybson Lima (Petrolina-PE) faz um ensaio aberto do seu espetáculo solo que está em processo criativo, Sentimentos Gis. Será às 19h, no Teatro Dona Amélia.

Já no domingo (18), a programação começa com a artista Renata Pimentel (Recife-PE), propondo um “Chá Performático”. A ação começa às 15h, na sala de dança. O encerramento fica com Flávia Pinheiro, que se apresenta com o solo “Como Manter-se Vivo?”, no Teatro, às 19h. Todos os dias, das 14h às 19h, acontece a Exposição La Danse Contemporaine em Questions, no hall do Teatro.

Projeto realizado pela Qualquer Um dos 2 Cia. de Dança, a Mostra 14 é um espaço de experimentação em dança contemporânea que homenageia o bailarino Ailton Marcos, falecido em 2009. Sua quinta edição foi pensada uma programação a partir do contexto político, social e econômico atual. O ingresso segue a ideia de “pague quanto puder”, permitindo que o público contribua voluntariamente, e pode ser retirado uma hora antes. Mais informações e a programação detalhada podem ser encontrados no site www.mostra14dedanca.livreh.com.

  • Programação:

17/12 | Sábado 15h Sala de Dança | 12 anos

Performance Corpo da Criação – Flavia Pinheiro e convidados (Recife-PE)

17/12 | Sábado 19h Teatro Dona Amélia |18 anos

Sentimentos Gis – Cleybson Lima (Petrolina-PE)

18/12 | Domingo 15h Sala de Dança | 12 anos

Chá Performático – Renata Pimentel (Recife-PE)

18/12 | Domingo 19h Teatro Dona Amélia | 16 anos

Como Manter-se Vivo? – Flávia Pinheiro (Recife-PE)

  • Serviço:

Mostra 14 de Dança

Quando: até 18 de dezembro

Local: Sesc Petrolina, Rua Pacífico da Luz, 618.

Horário: 15h e 19h.

Informações: (87) 3866.7474

Virabólica

Projeto Tricotando acontece em Juazeiro-BA e Petrolina-PE

0

Criado como um espaço para se pensar sobre a produção dos grupos de artes cênicas e seus modos produtivos, o projeto Tricotando chega a sua quinta edição. De 19 a 21 de dezembro, o Coletivo Trippé realiza ações comemorativas aos seus cinco anos de atividades. A programação é composta por uma exposição de fotografias e um sarau, abertos de forma gratuita.

A exposição “Linhas de Movimento e Memória” reúne 30 fotografias de espetáculos e projetos do coletivo, desde sua criação em 2011, com olhares de diversos fotógrafos. Com característica itinerante, fica instalada em praça pública, permitindo que a população local conheça o trabalho desenvolvido nos palcos. Na segunda (19), a Praça do Bambuzinho de Petrolina será o local para visitação. Já na terça (20), Juazeiro recebe a exposição, que será instalada na Praça da Misericórdia. Nos dois locais, o horário vai das 15h às 18h.

Ainda na ideia de celebrar cinco anos de estrada e os futuros projetos, o Trippé propõe um momento de vivência artística em formato de sarau. A “Amostrada do Trippé” traz cenas construídas pelos integrantes do grupo, mas também abre espaço para o jogo e apresentações de outros artistas, como um momento de comunhão. O evento acontece na quarta (21), no Espaço Pró Memória do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro, às 19h30.

O Coletivo Trippé é formado por artistas das duas cidades, que desde 2011 se reúnem para a construção de trabalhos na área das Artes Cênicas e almejam por novas possibilidades para a cena local. O Tricotando é um projeto que resume a ideia de coletividade, pois só se faz possível graças às parcerias, como a da PIPA Produções, Abajur Soluções, CT Produções Artísticas,  o Centro de Cultura João Gilberto e a Secretaria de Cultura do Governo da Bahia. Para mais informações sobre o coletivo e o Tricotando, acesse a fanpage fb.com/coletivotrippe ou o blog coletivotrippe.blogspot.com.

Virabólica

Univasf: Processo seletivo do Mestrado em Ciências da Saúde e Biológicas está com inscrições abertas

0

O Programa de Pós-Graduação Ciências da Saúde e Biológicas (PPGCSB) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) está com inscrições abertas para o processo seletivo para ingresso no mestrado acadêmico no semestre 2017.1. Há 51 vagas disponíveis, sendo duas destas disponibilizadas para servidores da carreira de Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) da Univasf. As inscrições podem ser realizadas até 13 de janeiro de 2017.

O PPGCSB estrutura-se em uma única área de concentração, “Ciências Ambientais, Tecnologia e Saúde”, e três linhas de pesquisa, que são “Saúde, Sociedade e Ambiente”, “Biodiversidade, Tecnologia e Recursos Naturais” e “Fundamentação Conceitual e Metodologias Inovadoras de Integração em Ciências Ambientais, Tecnologia e Saúde”.

Podem participar da seleção, candidatos portadores de diploma ou de declaração de conclusão de curso de graduação reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). A inscrição é realizada exclusivamente pela internet através do site de Processos Seletivos(PS) da Univasf.

No ato da inscrição, o candidato deverá fazer a opção por um único docente de uma as linhas de pesquisa. Para se inscrever é necessário anexar arquivos em formato PDF e a relação de documentos necessários consta no Anexo V do Edital N° 25/2016, disponível abaixo. O deferimento das inscrições será divulgado pela Secretaria do PPGCSB, no site do programa, a partir de 16 de janeiro.

O processo seletivo será composto por prova escrita de conhecimentos no dia 23 de janeiro de 2017 e entrevista nos dias 26 e 27 de janeiro de 2017. O resultado final do processo seletivo será divulgado no dia 31 de Janeiro de 2017, no site do programa e no site do PS. Mais informações constam no edital.

Cronograma
Inscrições – até 13 de janeiro de 2017
Resultado do Deferimento das Inscrições – 16 de janeiro de 2017
Realização da Prova escrita – 23 de janeiro de 2017
Divulgação do Resultado da Prova escrita – 24 de janeiro de 2017
Realização da Entrevista – 26 e 27 de janeiro de 2017
Divulgação do Resultado da Entrevista – 28 de janeiro de 2017
Divulgação do Resultado Final – 31 de janeiro de 2017


Por: Assessoria de Comunicação

Bornholm’: Governo da Bahia emite alerta epidemiológico sobre doença misteriosa

0

O Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), emitiu um alerta epidemiológico sobre a doença misteriosa que deixa urina de pacientes preta e provoca dor muscular intensa (veja aquie aqui).

O alerta, emitido para as unidades de saúde, orientando os profissionais a como tratar da doença, que é tratada como uma “possível variante de mialgia epidêmica”, a Doença de Bornholm.

No alerta, a Sesab notificou nove casos suspeitos em pessoas de três famílias diferentes. Os pacientes apresentavam “fortes dores em região cervical, região do trapézio, seguido por dores musculares intensas nos braços, dorsos, coxas e panturrilhas”. Na recomendação, a Sesab apresenta o que é a doença, suas características, inclusive com a forma de transmissão, que é por meio fecal-oral, ou por “pessoa-pessoa, através de gotículas ou objetos contaminados”.

A recomendação é que as unidades de saúde notifiquem os casos que apresentem os sintomas e que busquem os últimos pacientes que tinham quadro clínico compatível com o descrito. A Doença de Bornholm não possui tratamento específico.

A recomendação é realizar exames, analisar a cor da urina e lesões nos tecidos musculares. É contraindicado o caso de anti-inflamatórios e ácido acetil salicílico (AAS) no caso de lesões nos tecidos. A prevenção abrange cuidados com higiene dos objetos, lavagens das mãos e com os infectados, que não devem circular em ambientes públicos e fechados.

 

BN