Redação

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Turquia afasta 2.745 juízes em todo país, após tentativa de golpe

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Algumas horas depois da tentativa fracassada de golpe de Estado na Turquia, o órgão de controle de magistrados e procuradores removeu do cargo 2.745 juízes de todo o país.

Segundo a agência estatal de notícias Anadolu, a decisão tem como objetivo adotar medidas disciplinares contra os suspeitos de ligação com o clérigo muçulmano Fethullah Gülen, acusado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan de estar por trás da revolta da última sexta-feira (15).

Fethullah Gülen lidera o movimento que leva seu nome Gülen (ou Hizmet) e que se diz laico, mas prega uma versão moderada do Islamismo. Segundo Erdogan, membros do Hizmet estão infiltrados em todos os aparatos do Estado.

O clérigo apoiou o presidente até 2013, mas a aliança foi rompida após o governo ter fechado diversas escolas gülenistas na Turquia. Gülen, que vive em exílio voluntário nos Estados Unidos, nega “categoricamente” qualquer participação no golpe.

“Condeno nos termos mais fortes a tentativa de golpe de Estado militar na Turquia. O governo deve ser conquistado por meio de um processo de eleições livres e justas, não pela força”, declarou o Fethullah Gülen em um comunicado.

As autoridades turcas prenderam pelo menos 10 juízes da Suprema Corte da Justiça administrativa, também por suspeita de ligação com Gülen. Há temores de que a tentativa de golpe no país sirva como combustível para Erdogan acelerar seu processo de concentração de poder e de repressão a adversários. Seu grande objetivo é transformar a Turquia em uma república presidencialista – hoje ela é parlamentarista.

A revolta terminou com mais de 2,8 mil militares presos e pelo menos 265 mortos, sendo 104 pessoas descritas como “golpistas” e 161 pessoas que estavam entre a multidão de civis e policiais contrários ao golpe, que foram às ruas defender a permanência do presidente turco Tayyip Erdogan.

Alguns homens detidos disseram em interrogatório que acreditavam estar participando de um “exercício”, e não de um golpe. Eles afirmaram que só entenderam do que se tratava quando viram cidadãos tentando subir em tanques de guerra.

Segundo o primeiro-ministro Binali Yildirim, o governo estuda até mudar a legislação para introduzir a pena de morte no país. “Discutiremos com outros líderes dos partidos quais medidas devemos adotar para evitar tentativas [de golpe] no futuro”, afirmou.

Agência Brasil

Após 2 anos e 32 fases, operação Lava Jato deixa legados importantes

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Com dezenas de condenados e colaboradores, a operação Lava Jato já influenciou regras para nomeações em estatais e para arrecadação eleitoral em 2016; agora, vai além da Petrobras e atinge novos alvos —Eletrobras, Furnas e Planejamento. Veja abaixo os principais números e detalhes das operações.

2 anos, 3 meses e 25 dias

Em 14 de março de 2014, a Polícia Federal deflagra a Operação Lava Jato em seis Estados e no DF. Mais de 20 pedidos de prisão são expedidos.

É preso o doleiro Alberto Youssef, suspeito de intermediar propina.

32 fases

Lava Jato (março 2014) / 2ª fase (março 2014) / 3ª fase (abril 2014) / 4ª fase (junho 2014) / 5ª fase (julho 2014) / 6ª fase (agosto 2014) / Juízo Final (novembro 2014) / 8ª fase (janeiro 2015) / My Way (fevereiro 2015) / Que País É Esse (março 2015) / A Origem (abril 2015) / 12ª fase (abril 2015) / 13ª fase (maio 2015) / Erga Omnes (junho 2015) / Conexão Mônaco (julho 2015) / Radioatividade (julho 2015) / Pixuleco (agosto 2015) / Pixuleco 2 (agosto 2015) / Nessun Dorma (setembro 2015) / Corrosão (novembro 2015) / Passe Livre (novembro 2015) / Triplo X (janeiro 2016) / Acarajé (fevereiro 2016) / Aletheia (março 2016) / Polimento (março 2016) / Xepa (março 2016) / Carbono 14 (abril 2016) / Vitória de Pirro (abril 2016) / Repescagem (maio 2016) / Vício (maio 2016) / Abismo (julho 2016) / Caça-Fantasmas (julho 2016).
7 principais investigações derivadas

Eletrolão

Investiga desvios de dinheiro e pagamento de propina nas obras da Usina de Angra 3. Principais alvos: os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA).

Operação Custo Brasil

Investiga desvios de R$ 100 milhões no Ministério do Planejamento por meio de empresa contratada para prestar serviço de crédito consignado. Principais alvos: Paulo Bernardo (PT), ex-ministro, João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT e Carlos Gabas, ex-ministro.

Propina em Belo Monte

Apura atuação de parlamentares em suposto esquema de desvios da obra de Belo Monte. Principais alvos: os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA).

Propina em ferrovias

Investiga fraude na licitação, cartel e pagamento de propina a ex-servidores da Valec na construção das ferrovias Norte-Sul e Leste-Oeste. Principais alvos: mais de 20 construtoras.

Operação Saqueador

Investiga se a construtora Delta desviou cerca de R$ 370 milhões recebidos por obras públicas. Apuração é desdobramento da Operação Monte Carlo, de 2012. Principais alvos: Fernando Cavendish, dono da Delta, Carlinhos Cachoeira e Adir Assad, operadores.

Propina em Furnas

Investiga se houve corrupção em contratos da subsidiária da Eletrobras. Principais alvos: Aécio Neves (PSDB-MG), senador, e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente afastado da Câmara.

Maquiagem de dados

Investiga se houve modificação em dados do Banco Rural enviados para a CPI dos Correios com o objetivo de esconder o mensalão mineiro. Principais alvos: Aécio Neves (PSDB), senador, e Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro.
75 réus condenados

Veja os principais nomes:

Ricardo Pessoa Dono da UTC Engenharia e da Constran. Condenado a 8 anos e 2 meses. Multa de R$ 51 milhões.

Sérgio Cunha Mendes Ex-vice-presidente da Mendes Junior; Condenado a 19 anos e 4 meses. Multa de R$ 1,41 milhão.

Augusto Ribeiro de Mendonça Neto Ex-sócio da Setal. Condenado a 16 anos e 8 meses. Multa de R$ 10 milhões.

Gerson de Mello Almada Um dos donos da Engevix. Condenado a 34 anos e 6 meses em duas condenações. Multa de R$ 1,74 milhão.

Dalton dos Santos Avancini Ex-presidente da Camargo Corrêa, Condenado a 15 anos e 10 meses. Multa de R$ 5 milhões.

Léo Pinheiro Ex-presidente e sócio da OAS. Condenado a 16 anos e 4 meses. Multa de R$ 2 milhões.

Dario de Queiroz Galvão Filho Diretor-presidente do Grupo Galvão. Condenado a 13 anos e 2 meses. Multa de R$ 500 mil.

Marcelo Bahia Odebrecht Ex-presidente do Grupo Odebrecht. Condenado a 19 anos e 4 meses. Multa de R$ 1,13 milhão.

Jorge Zelada Ex-diretor da área Internacional da Petrobras. Condenado a 12 anos e 2 meses. Multa de R$ 1,3 milhão.

Nestor Cerveró Ex-diretor da área Internacional da Petrobras. Condenado a 17 anos e 3 meses e 10 dias em duas condenações. Multa de R$ 18 milhões,

Paulo Roberto Costa Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. Condenado a 74 anos 6 meses e 10 dias em sete condenações. Multa de R$ 74 milhões.

Renato Duque Ex-diretor de Serviços da Petrobras. Condenado a 50 anos e 8 meses e 10 dias em três condenações. Multa de R$ 3 milhões.

Alberto Youssef Doleiro. Condenado a 78 anos e 11 meses e 10 dias em 6 condenações. Multa de R$ 1,89 milhão e imóveis.

Fernando Soares (Baiano) Lobista. Condenado a 16 anos 1 mês e 10 dias. Multa de R$ 13,5 milhões e imóvel.

José Dirceu Ex-ministro (PT). Condenado a 20 anos e 10 meses. Multa de R$ 1,73 milhão.

João Vaccari Neto Ex-tesoureiro do PT. Condenado a 24 anos e 4 meses em duas condenações. Multa de R$ 1,25 milhão.

Políticos citados

Lula (PT)

Foi denunciado sob suspeita de tentar impedir a delação de Nestor Cerveró. É investigado por suspeita de tentar obstruir a Lava Jato ao ser nomeado ministro e por ligação com sítio e tríplex cujas obras foram pagas por empreiteiras investigadas. Lula tem negado as acusações e diz que todas as apurações não trouxeram provas.

Dilma Rousseff (PT)

É alvo de um pedido de investigação ainda não autorizado pelo STF pela suspeita de tentar obstruir a Lava Jato ao indicar Lula para a Casa Civil e o juiz Marcelo Navarro para o STJ. Há ainda suspeita de que Andrade Gutierrez e OAS teriam pago despesas da campanha de 2010 via caixa dois. Além disso, Odebrecht teria pago ao marqueteiro de Dilma, João Santana, durante a campanha de 2014. Dilma nega todas as suspeitas.

Michel Temer (PMDB)

Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, diz que Temer negociou com ele R$ 1,5 milhão em propina para a campanha de Gabriel Chalita à Prefeitura de SP em 2012. Em mensagem a Eduardo Cunha, Léo Pinheiro, da OAS, menciona pagamento de R$ 5 milhões a Temer. Ele nega envolvimento.

Eduardo Cunha (PMDB)

É réu em duas ações sob acusação de receber propina por negócios da Petrobras, inclusive em contas na Suíça. Foi alvo de um pedido de prisão porque estaria atrapalhando as investigações. Foi denunciado sob suspeita de receber propina para liberar recursos do FI-FGTS. Ele nega ter recebido propina e ser dono de contas na Suíça.

Renan Calheiros (PMDB)

É alvo de oito inquéritos que investigam influência na Petrobras e recebimento de propina. Segundo o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Renan recebeu R$ 32 milhões como pagamento por sustentá-lo no cargo. Renan nega.

Aécio Neves (PSDB)

Léo Pinheiro, da OAS, diz que pagou propina a auxiliares de Aécio pela construção da Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, diz que Aécio recebeu R$ 1 milhão em propina.
Ele nega as acusações

Marina Silva (Rede)

Segundo Léo Pinheiro, da OAS, ela recebeu caixa dois para sua campanha à Presidência em 2010. Marina nega.
56 delatores

Principais nomes:

Ricardo Pessoa, dono da UTC

Em junho de 2015, disse que pagou propina a quase 20 políticos, inclusive por meio de doações eleitorais. Na lista estão a campanha de Dilma (PT) em 2014, Lula (PT), Fernando Haddad (PT), José Dirceu (PT), Aloizio Mercadante (PT) e Edison Lobão (PMDB). Multa de R$ 51 milhões.

Julio Camargo, lobista

Afirmou ter pago propina ao PT e ao PMDB e implicou José Dirceu (PT) e Eduardo Cunha (PMDB). Disse que Cunha recebeu propina de US$ 5 milhões por um contrato de navios-sonda. Multa de R$ 40 milhões.

Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro

Afirmou que pagou propina a mais de 25 políticos, por meio de doações eleitorais ou dinheiro vivo, incluindo Renan Calheiros (PMDB), Aécio Neves (PSDB) e Gabriel Chalita (PDT), sendo que, neste último caso, o repasse foi negociado por Michel Temer. Multa de R$ 75 milhões.

Andrade Gutierrez

Executivos afirmaram que a empresa doou a Dilma Rousseff com dinheiro desviado e pagou despesas da campanha via caixa dois. Também disseram ter pago propina em obras dos estádios da Copa, das usinas de Belo Monte e Angra 3 e na ferrovia Norte-Sul. Multa de R$ 1 bilhão (valor acertado em acordo de leniência).

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS

Delação ainda não foi fechada, mas deve falar sobre reformas pagas em imóveis ligados a Lula e pagamentos de dívidas da campanha de Dilma Rousseff de 2010. Empreiteiro deve citar propina a Eduardo Cunha (PMDB), Renan Calheiros (PMDB) e Aécio Neves (PSDB).

Odebrecht

Delação ainda não foi fechada, mas deve esclarecer as obras pagas pela empreiteira em sítio frequentado por Lula e lista com mais de 300 políticos que podem ter recebido propina. Executivos devem falar ainda sobre repasses ao marqueteiro de Dilma Rousseff, João Santana.

Delcídio do Amaral, ex-senador (ex-PT-MS)

Acusou Dilma e José Eduardo Cardozo de agirem para liberar empreiteiros presos. Disse ainda que Lula tentou silenciar Nestor Cerveró, que

Michel Temer tinha influência na Petrobras e que Aécio Neves recebeu propina em Furnas. Multa de R$ 1,5 milhão.

Alberto Youssef, doleiro

Um dos primeiros delatores, deu uma explicação geral do esquema de propinas na Petrobras, mencionando dirigentes, empreiteiras e políticos como José Dirceu (PT) e Eduardo Cunha (PMDB). Multa de R$ 1,89 milhão e imóveis.
R$ 2,9 bilhões recuperados

Mesmo valor que o Planalto liberou ao Rio em junho, de forma emergencial, para ações de segurança na Olimpíada.

Destes, R$ 659 milhões vieram de repatriação: são valores que foram enviados para fora do país e devolvidos por meio de acordos de cooperação.

3 principais acordos de leniência

Espécie de delação das empresas, em que elas confessam irregularidades, pagam multa e podem voltar a ser contratadas pelo poder público.

Grupo Setal – Duas companhias fecharam acordo em março de 2015 e, por terem sido as primeiras, não vão pagar multa.

Camargo Corrêa – Fechou acordo em agosto de 2015 e vai devolver R$ 700 milhões aos cofres públicos.

Andrade Gutierrez – Em novembro de 2015, empresa aceita pagar multa de R$ 1 bilhão e fecha o acordo.

5 mudanças na lei

Fim de doação de empresas

Nova legislação eleitoral veta doações de empresas privadas. Pessoas físicas, por sua vez, poderão doar até 10% da sua renda declarada no ano anterior. Candidatos também não vão poder arrecadar mais que 70% do valor declarado pela campanha mais cara da eleição anterior. Regras tentam evitar que empresas repassem propina como doação.

Lei de Responsabilidade das Estatais

Medida estabelece regras para cargos de chefia em estatais. Indicados devem ter experiência mínima na área e não podem ter ligação com partidos ou sindicatos, além de não terem participado de campanhas nos últimos 36 meses.

10 Medidas contra a Corrupção

Iniciativa da força-tarefa da Lava Jato encampada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi entregue na Câmara em março com dois milhões de assinaturas de apoio. Atualmente, tramita em comissão especial criada em 14 de junho.

Prisão após a segunda instância

STF estabeleceu que penas devem começar a ser cumpridas após condenação na segunda instância do Judiciário. Antes, condenados só eram presos após decisão da última instância. Medida deve afetar condenados pelo juiz Sergio Moro que aguardam recurso.

Medida Provisória sobre leniência

Editada no governo Dilma Rousseff, a MP modifica a Lei Anticorrupção de 2013 para definir as regras do acordo de leniência. Texto, porém, foi criticado por órgãos e não conseguiu consenso para seguir valendo. Hoje, governo Temer estuda um novo marco legal por meio de um projeto de lei.

Bocão News

Após morte de estudante, protesto contra morte de LGBTs é realizado em Salvador

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Na noite de ontem (15), o tradicional e boêmio bairro do Rio Vermelho, em Salvador, foi palco de um protesto contra as mortes de pessoas LGBT (Lésbicas, gays,  bissexuais, transexuais e transgêneros). O evento Chega de LGBTfobia foi criado no Facebook depois que o jovem Leonardo Moura, de 29 anos, morreu, no início desta semana, após sair de uma boate voltada para o público LGBT. O psicólogo Gilmaro Mendes, criador do evento na internet, diz que o ato ocorreu em conjunto com cerca de 50 entidades representativas, de forma coletiva.
“A ideia surgiu em um grupo de mães de pessoas LGBT e eu apenas criei o evento. Muita gente começa a pensar nos amigos, filhos, parentes que sofrem e podem sofrer homofobia e estão aqui, porque todo dia tem um caso novo, cada vez mais próximo, como aconteceu com um companheiro meu, que foi vítima de latrocínio, mas foi muito maltratado durante sua morte por ser homossexual”, diz Mendes.
Na orla do Rio Vermelho, em frente à boate onde Leonardo Moura esteve antes de morrer, militantes, intelectuais, artistas e sociedade civil reuniram-se e, com palavras de ordem, disseram não suportar mais o ódio e a discriminação com que os homossexuais são tratados na Bahia e, sobretudo, na capital Salvador.
O Grupo Gay da Bahia, um das entidades envolvidas no evento, diz que, somente este ano, 20 pessoas morreram no estado, com motivações relacionadas à homofobia e ao ódio às pessoas LGBT. A 20ª vítima foi Leonardo Moura, cuja morte ainda não foi elucidada, pois a polícia continua investigando o caso. Apesar disso, a família do rapaz acredita que o crime foi motivado por homofobia.
Outro coletivo que participou do protesto foi o grupo Mães pela Diversidade, composto por mães de pessoas que se enquadram no universo LGBT.
Após a concentração em frente à boate, centenas de pessoas seguiram em passeata pela orla do Rio Vermelho, até o mercado do peixe, onde encerraram o ato, ao som de tambores.
Bocão News

Minha Casa, Minha Vida será relançada em agosto com menos subsídio

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Foto Ilustrativa

Em palestra a empresários do setor imobiliário e prefeitos de cidades paulistas, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, disse ontem (15) que a faixa 1,5 do Programa Minha Casa, Minha Vida deve ser relançada até agosto. Segundo o ministro, a meta é contratar entre 40 mil e 50 mil unidades nessa faixa até o fim do ano.

No entanto, o subsídio do governo será menor que o anunciado anteriormente. A faixa 1,5 é destinada a famílias com renda entre R$ 1,8 mil e R$ 2.350 e ofereceria subsídio de até R$ 45 mil para financiamento de imóveis que custem até R$ 135 mil. Segundo Araújo, o subsídio será reduzido em cerca de 9% para atender a mais famílias.

“A proposta reduzirá o subsídio na faixa 1,5 em cerca de 9%, permitindo o atendimento de maior número de famílias”, disse o ministro na sede do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Já para as faixas 2 e 3 do Minha Casa, Minha Vida, a expectativa de Araújo é chegar a 400 mil unidades até o fim de 2016.

Orçamento e inadimplência

O ministro voltou a reclamar da gestão do ministério e dos programas da pasta no governo da presidenta afastada Dima Rousseff.

“O Minha Casa, Minha Vida precisa ser salvo porque o governo afastado deixou o programa com menos da metade dos recursos de 2015. Nossa missão é salvar o programa. E como vamos salvá-lo? Com zelo na gestão, mudando o que é preciso mudar para dar mais eficiência, garantindo a retomada das obras paralisadas, a normalidade da faixa 2 e 3 do programa, o relançamento da faixa 1,5 com 40 mil unidades este ano.”

Durante a apresentação aos empresários, o ministro disse que a inadimplência na faixa 1 do programa habitacional chegou a 25%, considerada por ele “muito alta”. Araújo disse que o ministério fará uma campanha em parceria com a Caixa Econômica Federal para combater a falta de pagamento.

“No momento em que a sociedade brasileira entrega um imóvel praticamente subsidiado a uma família enquadrada no Minha Casa Minha Vida e que precisa daquela residência, cobra uma prestação absolutamente compatível com aquela renda. Mas a inadimplência é de quase 25%, o que o sistema não comporta. De forma educativa e didática é preciso fazer uma campanha de esclarecimento inclusive sobre as consequências legais do não pagamento”, disse.

Segundo o ministro, inicialmente, a campanha será apenas educativa. “Neste momento não é um movimento de repressão [aos inadimplentes].”

 Agência Brasil

Novo presidente da Câmara encerra CPI que investigava grandes empresas

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Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu uma decisão nesta sexta-feira (15) que praticamente encerra a CPI do Carf, impedindo que ouça novos empresários investigados sob suspeita de corrupção na Operação Zelotes.image

O novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deu uma decisão nesta sexta-feira (15) que praticamente encerra a CPI do Carf, impedindo que ouça novos empresários investigados sob suspeita de corrupção na Operação Zelotes.

Órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, o Carf é responsável por julgar autuações aplicadas pela Receita Federal aos contribuintes. Dentre os investigados estão grandes doadores de campanha.

Maia revogou uma determinação do seu antecessor, Waldir Maranhão (PP-MA), de prorrogar por 60 dias a CPI. A prorrogação havia sido feita a pedido da comissão, que solicitava mais tempo para ouvir os investigados.

Em vez desses 60 dias, o novo presidente estabeleceu um prazo de 26 dias “exclusivamente para discussão e votação do relatório final”, o que significa que ninguém mais pode ser convocado para prestar depoimento.

Dentre os requerimentos de convocação já aprovados estavam, por exemplo, do empresário Joseph Safra, do grupo Safra, e da ex-ministra Erenice Guerra. Ambos são investigados na Zelotes, mas negam envolvimento com irregularidades no Carf.

Travada desde o início por blindagem do governo e da oposição, a CPI aprovou poucas convocações de personagens importantes e praticamente não ouviu nenhum deles. Ainda estavam na pauta requerimentos como de convocação de André Gerdau, também investigado na Zelotes.

A assessoria de Rodrigo Maia afirmou que ele decidiu restabelecer uma decisão tomada pelo plenário da Câmara, de prorrogação apenas por 30 dias, e que Waldir Maranhão havia passado por cima dessa decisão do plenário ao determinar os 60 dias.

Integrantes da CPI protestaram contra a mudança. “Rodrigo Maia já deixa sua marca de blindador das grandes empresas ao cancelar a prorrogação da CPI do Carf”, afirmou Ivan Valente, líder do PSOL.

O Tempo

Novos Secretários Escolares das unidades do interior do Município de Petrolina participam de formação

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O encontro que aconteceu nesta ontem (15) no auditório Professora Maria do Socorro Freitas, e foi destinado aos secretários que foram aprovados no último concurso.

A formação foi ministrada pela equipe da Normatização com apoio do Setor de Bolsa Família, e foi discutido a abordagem do conteúdo da apostila que eles utilizaram no encontro. Os secretários que atuarão na sede do Município passaram por formação na manhã da última quinta-feira (14).

SEDUC Petrolina-PE

Quilombolas recebem água tratada e telefonia móvel no norte da Bahia

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Da sede de Campo Formoso, no norte da Bahia, até a comunidade quilombola de Laje dos Negros são 90 quilômetros através da caatinga, onde as aguadas estão secas. O céu azul, com poucas nuvens, ainda não traz esperança de chuva e a água só passou a chegar à localidade em abundância com a inauguração do sistema de abastecimento, realizada pelo governador Rui Costa neste sábado (16). E se a água faltar, os moradores podem telefonar para a Embasa, pois Laje dos Negros agora possui telefonia móvel, implantada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) e a operadora Oi.

Cinco municípios da região – Caldeirão Grande, Pindobaçu, Ponto Novo, Antônio Gonçalves e Campo Formoso – também receberam novas viaturas da Polícia Militar. Já a Escola Estadual Professora Lúcia Freitas, que tem uma sede avançada em Laje dos Negros, vai receber uma nova sede, em terreno cedido pelo Governo do Estado e que foi visitado por Rui neste sábado. A atual unidade não é adequada para atender os 500 alunos da instituição. A expectativa é de que no próximo ano, já com a nova sede, sejam feitas mais 200 matrículas.

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Na comunidade quilombola, o governador conheceu um pouco da cultura local, expressa em cordel e poesia, e destacou a importância do abastecimento para a localidade de Laje dos Negros. “Água é sinônimo de vida e saúde. Nenhum ser humano, animal ou vegetal sobrevive sem água. Um ser humano que consome água sem qualidade, terá problema de saúde. Em 2007, o Governo do Estado criou o Programa Água para Todos, que já beneficiou mais de 5 milhões de baianos, com investimentos de mais de R$ 5 bilhões em abastecimento e outros R$ 5 bilhões em esgoto”. Rui ainda lembrou da importância das ações afirmativas para o povo afrodescendente, incluindo as cotas nas universidades e institutos federais.

Da sede de Campo Formoso, no norte da Bahia, até a comunidade quilombola de Laje dos Negros são 90 quilômetros através da caatinga, onde as aguadas estão secas. O céu azul, com poucas nuvens, ainda não traz esperança de chuva e a água só passou a chegar à localidade em abundância com a inauguração do sistema de abastecimento, realizada pelo governador Rui Costa neste sábado (16). E se a água faltar, os moradores podem telefonar para a Embasa, pois Laje dos Negros agora possui telefonia móvel, implantada por meio de uma parceria entre a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) e a operadora Oi.

Cinco municípios da região – Caldeirão Grande, Pindobaçu, Ponto Novo, Antônio Gonçalves e Campo Formoso – também receberam novas viaturas da Polícia Militar. Já a Escola Estadual Professora Lúcia Freitas, que tem uma sede avançada em Laje dos Negros, vai receber uma nova sede, em terreno cedido pelo Governo do Estado e que foi visitado por Rui neste sábado. A atual unidade não é adequada para atender os 500 alunos da instituição. A expectativa é de que no próximo ano, já com a nova sede, sejam feitas mais 200 matrículas.

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Na comunidade quilombola, o governador conheceu um pouco da cultura local, expressa em cordel e poesia, e destacou a importância do abastecimento para a localidade de Laje dos Negros. “Água é sinônimo de vida e saúde. Nenhum ser humano, animal ou vegetal sobrevive sem água. Um ser humano que consome água sem qualidade, terá problema de saúde. Em 2007, o Governo do Estado criou o Programa Água para Todos, que já beneficiou mais de 5 milhões de baianos, com investimentos de mais de R$ 5 bilhões em abastecimento e outros R$ 5 bilhões em esgoto”. Rui ainda lembrou da importância das ações afirmativas para o povo afrodescendente, incluindo as cotas nas universidades e institutos federais.

Ascom

Selecionados do Programa Minha Casa, Minha Vida, do Residencial Park São Gonçalo em Petrolina, devem atualizar documentos urgente

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As famílias pré-selecionadas no Programa Minha Casa, Minha Vida, do Residencial Park São Gonçalo em Petrolina, que ainda não foram atendidas, precisam realizar a atualização documental, exigida pela Secretaria de Habitação. Atualização deve ser feita até a segunda-feira (20).

O atendimento às famílias é feito no clube da Praça 21 de Setembro, Zona Central da cidade, das 7h às 18h.

Os selecionados devem apresentar: RG, CPF, Título de Eleitor, Certidão de Nascimento, Casamento, se casado, ou de óbito, se viúvo (a), laudo médico com CID para pessoas com deficiência, Certidão de Nascimento dos filhos, declaração escolar, comprovante de residência e comprovante de renda. Se o beneficiário for casado ou mantiver união estável, devem se apresentar com os companheiros.

 Secretaria de Habitação de Petrolina-PE

Tango argentino e homenagem a Dominguinhos emocionam público do IV Festival Internacional da Sanfona

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Emoção e interatividade não faltaram na terceira noite do IV Festival Internacional da Sanfona. Com Oswaldinho abrindo o espetáculo ao som de ‘Asa Branca’, numa pegada de blues, Mestrinho num estilo irreverente homenageando o grande Dominguinhos e a dupla argentina de tango Vanina Tagini e Gabriel Merlino conquistando simpatia com a brasileiríssima canção ‘Chega de Saudade’, de Vinicius de Moraes e Tom Jobim, o público ficou dividido nesta sexta-feira (15) entre ovacionar os artistas e cantar à capela no auditório lotado do Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA).

Oswaldinho caiu no gosto do público quando, entre uma música e outra, narrou momentos de sua vida. Solicitado pela plateia, o instrumentista tocou uma das canções de seu pai, Pedro Sertanejo, pioneiro do forró em São Paulo, e uma que fez para a filha, com o título engraçado ‘Corre para não apanhar’. Pouco depois, os fãs de Mestrinho aplaudiram também o gingado do cantor e sanfoneiro.  O destaque foi o repertório do artista, que emocionou a todos com a música ‘Em minha alma’, dedicada ao também saudoso cantor acordeonista, Dominguinhos.

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A dupla Vanina Tagini e Gabriel Merlino veio logo em seguida. Fez um passeio pelos estilos musicais da Argentina tocando clássicos como ‘Alfonsina y el mar’ e ‘Yo Soy Maria’, este último de Astor Piazzolla. A voz firme e afinada de Vanina, acompanhada pelo esposo bandoneonista, fez a noite ser mais romântica para os casais que assistiram a apresentação. Os dois saíram do palco sob os aplausos do público, que não economizou nos elogios. “Estou impressionada com a forma que eles e todos os artistas aqui se apresentaram. As canções, bem escolhidas, passaram uma mensagem, tinham uma qualidade, vinda dos sanfoneiros e cantores, que se vê muito pouco por aí”, afirmou Sinara Oliveira Costa, 32, que veio de Salvador, capital baiana, para o evento.

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Os shows dos artistas foram à noite, mas o festival da sanfona começou bem antes. Logo pela manhã, o professor instrumentista, Edglei Miguel, ministrou a última aula da oficina de acordeom, que fez com os visitantes inscritos. As exposições de sanfona e de fotografia também levaram as pessoas a passearem pelos corredores do João Gilberto. À tarde, Chico Chagas e Nelson Faria, dois dos mais respeitados acordeonistas do Brasil, concluíram o workshop de improvisação musical, em que falaram sobre escalas, acordes, centros tonais maiores e menores e o desenvolvimento do fraseado. Às 17h, a programação seguiu com a ‘Jam Sanfona Session’, espaço que durante três dias deu oportunidade para acordeonistas da região e de outros estados se apresentaram na casa de João Gilberto em Juazeiro.

O show de encerramento 

“Nada  é para sempre”, é uma frase que se aplica bem ao IV Festival Internacional da Sanfona. O evento encerra a edição 2016 neste sábado (16), mas em grande estilo. A Orla Nova da cidade baiana receberá no show de encerramento cantores e instrumentistas consagrados no cenário artístico nacional e internacional. Fagner e Targino Gondim, ao lado de Chico Chagas, Daniel Itabaiana, Flávio Baião, Wanderley do Nordeste, Silas França, Murl Sanders, Vanina Tagini e Gabriel Merlino, farão a partir das 19h apresentações especiais na Orla Nova da cidade, às margens do Rio São Francisco.

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