Redação

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Com povo na rua, tentativa de golpe militar na Turquia deixa mortos e feridos

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A onda de violência após um grupo de militares do Exército anunciar na sexta-feira ter assumido o poder na Turquia já deixou 42 pessoas mortas, entre civis e militares, na madrugada deste sábado (16) em Ancara e Istambul.

A agência oficial Anatólia informou que o Parlamento turco, em Ancara, foi bombardeado na madrugada de sábado, sem dar mais detalhes sobre o ataque, realizado por aviões. O correspondente da AFP na capital turca ouviu uma violenta explosão e rajadas de metralhadora na região do Parlamento.

Apesar do ataque ao Parlamento, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, afirmou que “esta iniciativa idiota fracassou” e a situação “está amplamente sob controle”.

As declarações do premier ao canal NTV se seguiram a um comunicado dos serviços de Inteligência turcos sobre o “retorno à normalidade”.

O presidente turco, Recep Tayyp Erdogan, levado para um local “seguro” na noite de sexta-feira, chegou de avião a Istambul ao amanhecer deste sábado.

Em Istambul, os militares golpistas abriram fogo contra uma multidão durante um protesto contra a tentativa de golpe, ferindo vários civis, constatou um fotógrafo da AFP.

Os soldados atiraram contra a multidão em uma das pontes sobre o Bósforo, que une Europa à Ásia, onde vários civis feridos eram socorridos por ambulâncias.

Militares tentam tomar o poder na Turquia e decretam toque de recolher.
Na capital Ancara, dezessete policiais foram mortos no quartel-general das forças especiais do Exército, revelou a agência oficial Anatólia, sem dar detalhes.

Ainda na capital turca, um caça F-16 da Força Aérea derrubou um helicóptero Sikorsky das forças “golpistas”, informou uma fonte ligada à presidência.

Na noite de sexta-feira, vários tanques do Exército cercaram o Parlamento em Ancara e o aeroporto internacional Ataturk, em Istambul.

Violentas explosões foram ouvidas na capital, acompanhadas de troca de tiros no centro da cidade, enquanto aviões sobrevoavam a metrópole sem parar, a baixa altitude.

Erdogan apareceu na TV com o rosto pálido e visivelmente preocupado, para denunciar “a sublevação de uma minoria do Exército”, e exortou os turcos a “ocupar as praças públicas e aeroportos” para resistir à tentativa de golpe.

Em declarações por telefone à rede CNN-Turk, Erdogan disse estar confiante em que “de modo algum os golpistas terão sucesso”, e pediu à população que se “reúna nas praças públicas e nos aeroportos” para resistir a uma “tentativa de golpe de Estado” lançada por “uma minoria dentro do Exército”.

“Não acredito absolutamente que estes golpistas vencerão”, declarou Erdogan, “prometendo uma resposta muito forte” aos insurgentes.

Segundo um comunicado dos militares lido no canal de televisão NTV, “o poder no país foi tomado em sua integralidade”. A mesma informação constava do site do Estado-Maior do Exército.

“Não permitiremos que a ordem pública seja alterada na Turquia (…). Foi imposto o toque de recolher até nova ordem”, segundo um comunicado firmado pelo “Conselho da Paz no país”.

Logo após o anúncio dos militares, duas pontes sobre o estreito de Bósforo em Istambul foram fechadas parcialmente, e as forças de segurança controlavam as avenidas que levam à Praça Taksim, entre outros pontos, revelou a imprensa local.

Segundo os militares, a tomada do poder tem por objetivo “garantir e restaurar a ordem constitucional, a democracia, os direitos humanos, as liberdades e a prevalência da lei suprema” em todo território turco.

“Todos os nossos acordos e compromissos internacionais seguem vigentes. Esperamos que continuem nossas boas relações com os demais países”, assinala o comunicado militar.

De acordo com a agência oficial Anatolia, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, “general Hulusi Akar, é mantido como refém por um grupo de militares que tentam uma revolta”.

O grupo afiliado ao clérigo turco radicado nos Estados Unidos Fethullah Gulen, que foi acusado pelo presidente Recep Tayyip Erdogan de estar por trás de uma tentativa de golpe na Turquia, condenou o levante militar desta sexta-feira.

“Por mais de 40 anos, os participantes do Fethullah Gulen e Hizmet têm defendido e manifestado seu compromisso com a paz e a democracia”, informou a Aliança por Valores Compartilhados em um comunicado.

“Temos denunciado consistentemente intervenções militares na política doméstica. Estes são valores centrais dos participantes do Hizmet. Condenamos qualquer intervenção militar na política doméstica da Turquia”, acrescentou.

No início do movimento, Binali Yildirim denunciou o que chamou de uma “tentativa ilegal” de ação por parte de elementos do Exército turco, depois da ocupação de pontos estratégicos em Istambul pelos militares.

“Estamos trabalhando com a possibilidade de uma tentativa [de ação ilegal]. Nós não vamos permitir esta tentativa”, declarou Yildirim, por telefone, à emissora de televisãoNTV.

“Aqueles que participam deste ato ilegal vão pagar um preço alto”, garantiu o premiê, minimizando o episódio – que segundo ele não seria correto descrever como um “golpe”.

A imprensa turca assumiu abertamente a “tentativa de golpe de Estado” após a CNN-Türk reportar uma mobilização “extraordinária” em frente à sede do estado-maior do Exército.

Gazeta do Povo

Shows do Quinteto Sanfônico da Bahia, Renato Borghetti e do americano Murl Sanders marcam o segundo dia do IV Festival Internacional da Sanfona

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O som típico gaúcho de Renato Borghetti se misturou à sonoridade nordestina do Quinteto Sanfônico da Bahia e ao estilo americano de Murl Sanders, na noite em que o palco brilhou, no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA). Esta quinta-feira (14) foi marcada pelo início da série de concertos do IV Festival Internacional da Sanfona, que chega ao seu segundo dia.

Quem abriu as apresentações, às 20h, foi o Quinteto. Puxado pelo cantor,  sanfoneiro e curador do evento, Targino Gondim, o grupo variou os ritmos das canções, tocaram músicas de Vinícius de Moraes, Chico Buarque, João Gilberto e Sivuca. “O mestre Luiz Gonzaga tem um papel tão forte no nosso imaginário, que muitas pessoas ligam imediatamente o acordeom ao forró. Hoje vamos passear mais por outros ritmos”, disse Targino ao público, enquanto se preparava para tocar ‘Mercedita’, um clássico paraguaio.

Pouco tempo depois, foi a vez de Renato Borghetti tirar aplausos das crianças, idosos, jovens e adultos que estavam no centro de cultura. A canção ‘Felicidade,’, de Lupicínio Rodrigues, tocada pela gaita de ponto do instrumentista gaúcho, fez o público ficar de pé.  Em seguida, o americano Murl Sanders esbanjou simpatia ao se apresentar falando um pouco em português e usando versos que incluíam o Rio São Francisco.

Mas o segundo dia do festival da sanfona começou bem antes. Logo pela manhã, o professor instrumentista, Edglei Miguel, ministrou a segunda aula da oficina de acordeom que fará até esta sexta-feira (15). As exposições de sanfona e de fotografia também levaram os visitantes a andarem pelos corredores do João Gilberto. Pela tarde, Chico Chagas, um dos mais respeitados acordeonistas do Brasil, iniciou o workshop de harmonia e acompanhamento, em que falou sobre a combinação das vozes, função do acordeom e do sanfoneiro em um grupo, além do manuseio do fole.

A programação seguiu cheia, e a partir das 17h o espaço ‘Jam Sanfona Session’, deu oportunidade para acordeonistas da região e de outros estados se apresentaram na casa das artes em Juazeiro.  Como foi o caso do piauiense Thiago Costa, 14, da cidade de São Raimundo Nonato. Instrumentista há mais de dois anos, o rapaz disse que não poderia perder o festival. “Só a oportunidade de tocar na frente de artistas como Targino Gondim, Renato Borghetti e Chico Chagas já me deixa emocionado”, salienta o adolescente que veio num grupo de 50 pessoas do Piauí.

Nesta sexta-feira (15), o festival conclui os trabalhos nas oficinas e exposições (ambas a partir das 9h), além do workshop com Nelson Faria e Chico Chagas, que a partir das 14h, abordará técnicas de improvisação musical. O roteiro da sexta ainda conta com os shows, às 20h, de Oswaldinho, Mestrinho e os argentinos Vanina Tagini e Gabriel Merlino, também no Centro de Cultura João Gilberto. É só no sábado (16), que as apresentações se transferem para a Orla Nova de Juazeiro, quando os cantores Fagner e Targino Gondim, ao lado dos instrumentistas Chico Chagas, Murl Sanders, Daniel Itabaiana, Flávio Baião, Wanderley do Nordeste, Silas França, Vanina Tagini e Gabriel Merlino, darão o ritmo do último dia de shows.

Chegue antes 

Segundo a organização do IV Festival Internacional da Sanfona, as entradas para os shows, que são grátis, devem ser retiradas no local até duas horas antes do início. Nesta quinta (14), os ingressos acabarem em menos de 15 minutos. Também lembra que 5% das vagas do teatro serão destinadas às pessoas com deficiência, idosos, gestantes e crianças de colo.

Com uma produção da Toca Pra Nós Dois Produções e Eventos e Conspiradoria Projetos e Produções, o festival é patrocinado pelo BNDES através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, Realização da Prefeitura Municipal de Juazeiro e do Governo Federal através do Ministério da Cultura (MinC).

 Ascom

“FelizCidade, Juazeiro!”- Por Mário Pires

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Chegar no cais e contemplar o São Francisco, seja no amanhecer do dia ou num pôr-do-sol mais bonitos da região é uma das maravilhas que a natureza lhe ofereceu como presente. E vislumbrando o avanço, paralelamente sonhando com o progresso, “desenhou” a Presidente Dutra, como ponte de ligação para galgar novos desafios.

Andar por suas ruas, quase que tocando pelas paredes e lembrando da tua história te faz ser grande e forte, merecedora de toda admiração. És bela desde a sombra da árvore que te honras com o nome e és a força que de homens e mulheres que ajudaram a construí-la.

Em cada pedaço de ti, em cada canto da sua magnitude, está fundamentada os sonhos de quem um dia desejou fazê-la ser o que é: “triunfante e altaneiro”, como bem descreve o teu Hino.

De tuas entranhas nasceram milhares de anônimos que buscaram, de alguma forma, mantê-la sempre bela enquanto beija as margens do Rio, este que te engrandece pelas águas que trazem, desde o desenvolvimento agrícola, a fruticultura irrigada, transpassando pelo comércio em grande crescimento, até a produção da caprinovinocultura que ganhou os demais Estados, bem como o exterior.

De ti, também nasceram as estrelas, a exemplo Galvão, João Gilberto, Daniel Alves e tantas outras que levam o teu nome para toda extremidade do Brasil e do mundo, tornando-a cada vez mais conhecida entre as capitais. Se Vinícius de Morais cantou a poesia no Rio de Janeiro, Ivete Sangalo levantou a poeira desde Juazeiro.

Sim, és tu, JUAZEIRO! Terra amada, que ora completa 138 anos de história.

Hoje teus filhos compartilham da alegria do teu sucesso, vangloriam a esperança de uma Juazeiro cada vez melhor e revivem, em teu semblante, os dias de glória do passado. És um amor, Juazeiro, carregado de sonhos.

Das histórias de Bebela, ainda sentimos a emoção de como se estivéssemos vivendo aquele esplêndido instante. Sim, é a emoção no olhar de quem sabe contar a tua história. Da saudade de Edésio Santos, Parlim, Welington Monteclaro, Loly, Raimundo Nobre, Naldinho e tantos outros que fizeram parte do teu legado, vamos mantendo os valores e o respeito por teus cidadãos.

Juazeiro das lavadeiras, dos produtores do interior; do homem do campo, do homem da roça, do criador; do gari, do comerciante, do pescador; do aluno, do universitário, do professor; do médico, do poeta, do cantor; da enfermeira, da engomadeira, do locutor; Juazeiro do artista, do jornalista, do ator; do policial, da secretária, do contador; da vendedora, do violonista, do jogador; Juazeiro da alegria, da felicidade, dos desafios… em todos os eixos, Juazeiro de amor.

Assim, querida e amada terra, todos nós te desejamos sucesso, sorrisos largos e extasiados. Desejamos progresso! Desenvolvimento, humanidade, serviço, prosperidade, paz e amor para todos aqueles que fazem de ti um dos melhores lugares para se viver.

 “FelizCidade”, Juazeiro! Parabéns pelos seus 138 anos!

Mário Pires (Compositor, Cantor e Gestor de Marketing)

Cresce preocupação com segurança na Rio 2016, diz Jungmann após ataque em Nice

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O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse hoje (15) que cresce a preocupação do governo brasileiro com a segurança dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro após o ataque ocorrido ontem (14) na cidade de Nice, na França. “Evidentemente que existem fatos que preocupam. Não tenha dúvida, cresce a nossa preocupação com a segurança”, disse.

Em entrevista à Rádio Nacional de Brasília, Jungmann informou que todos os procedimentos de segurança relacionados à competição serão revisados. “Vamos intensificar aquilo que já vinha sendo feito – ampliar os esquemas de controle de barreira, de check point, de uso de detectores de metais”, detalhou o ministro.

“Trabalhamos com quase uma centena de serviços de inteligência no mundo, a exemplo de Israel, Estados Unidos, Inglaterra, Russa e França. Não tivemos, até agora, nenhuma informação de ameaça concreta ou potencial de terrorismo durante as Olimpíadas aqui no Brasil”, acrescentou.

Segundo ele, delegações como a dos Estados Unidos e a da própria França foram classificadas como de alto risco pelo governo brasileiro. Isso significa, por exemplo, que o alojamento dos atletas será instalado em locais de menor circulação e de maior controle, como a Escola Naval. “Obviamente, há segurança reforçada, redobrada e compatível com o nível de risco que a gente atribui.”

Ainda de acordo com o ministro, 22.850 homens das Forças Armadas vão trabalhar durante os jogos no Rio de Janeiro. O número inicial, 18 mil homens, foi alterado após pedido de reforço por parte do governo do estado. Se somadas as demais praças que vão receber competições – Manaus, Brasília, Belo Horizonte e Salvador –, cerca de 40 mil homens da pasta participam da segurança de todo o evento.

“No Brasil, teremos a primeira Olimpíada com um centro internacional de inteligência e informação. Esse centro vai reunir representantes de inteligência, serviço secreto e informações de 106 países que vão atuar conosco. Além disso, criamos um centro integrado de contraterrorismo, que vai funcionar durante todo o período de Olimpíada e Paraolimpíada e que terá subcentros em todos os locais onde estiverem ocorrendo jogos.”

Questionado se é possível assegurar tranquilidade em meio aos Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil este ano, Jungmann respondeu que 100% dos encargos e compromissos encaminhados aos país pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) foram cumpridos. “Sem atraso e sem falhas”, disse. “A gente pode dizer que tudo o que nos foi cobrado está sendo devidamente cumprido”, completou.

“Num dia normal, o Rio de Janeiro tem 7 mil ou 8 mil homens fazendo a segurança da cidade. Durante os Jogos Olímpicos, com a soma de homens do Exército, da Força Nacional, da Polícia Militar, da Polícia Civil, da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, vamos ter 47 mil homens, ou seja, sete vezes mais segurança do que se tem em dias normais no Rio de Janeiro”, acrescentou.

Agência Brasil

Edson Gomes, Lenno e outros artistas fazem show hoje (15) em comemoração ao aniversário de Juazeiro-BA

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Hoje (15) Juazeiro-BA está completando 138 anos de emancipação política e as comemorações já começaram. Com uma programação diversa e extensa, a Prefeitura convida os juazeirense e os visitantes para celebrarem a data.

Além de inaugurações e apresentações culturais, a programação também vai contar com apresentações musicais de artistas como: André Mendes, Lenno, Sérgio do Forró e Edson Gomes.

Os Shows serão gratuitos e vão acontecer na orla II do município a partir das 20h30 de hoje (15).

 

Juazeiro celebra 138 anos de contribuições à cultura nacional

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Em celebração aos 138 anos de emancipação da cidade de Juazeiro, data comemorada nesta sexta-feira, 15, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Márcio Ângelo Ribeiro, preparou um texto em homenagem às contribuições da cidade para a cultura regional e nacional. Nascido em Juazeiro e morador do bairro Kidé, o presidente defende que o processo de territorialização da cultura precisa ser cada vez mais ampliado na Bahia, para que agentes culturais do interior obtenham meios de levar as riquezas das suas regiões para outros cantos do estado. Confira!
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Juazeiro: 138 de anos de contribuições à cultura nacional

*Por Márcio Ângelo Ribeiro, presidente do Conselho Estadual de Cultura

Juazeiro, berço cultural da humanidade! É com uma frase tão cheia de vaidade e soberba que gostaria de saudar o nosso município nos seus 138 anos, por mais que no passado tenha despontado como terra do melão e hoje capital da irrigação, nada se equivale a sua força cultural que vem marcando com toda sua trajetória no passar dos seus 138 anos com a cultura.

Terra dos índios cariris, desde sua colonização com os escravos vindos da casa da Torre dos Garcias D’Ávila, que logo se denominaram vaqueiros e marcam até hoje a cena cultural do nosso nordeste, tomada também pelos barqueiros e vapores que trafegavam até Pirapora, ajudando a criar em torno do nosso rio sua economia e suas lendas, cantadas por nosso patrimônio cultural imaterial Bebela, que viu o nego d’água e não duvidem não, viu mesmo.

Juazeiro, na sua esteira do tempo, marca a nossa cultura nacional com grandes contribuições na música, literatura, artesanato e, hoje, no cenário para o cinema nacional, só precisamos olhar mais com carinho para nosso Patrimônio Material e sua preservação, nossas manifestações populares que estão findando na esteira do esquecimento e nossos artistas locais que, com muita força e brilhantismo, movem este vapor cultural de nossa cidade.

Salve Juazeiro, salve sua cultura nestes 138 anos de municipalidade.

O Poema do Trabalhador

É preciso mudar o governo!
É preciso defender a democracia!
É preciso haver revolução!
É preciso evitar revoluções!
É preciso lutar pela liberdade!
É preciso lutar pelos direitos da classe!
É preciso defender o que é nosso!
É preciso fortalecer o sindicato!
É preciso votar em fulano!
É preciso votar em sicrano!
“Eu preciso de sapatos…”

*Autor: Pedro Raimundo Rego

Secretário da Educação está no MTP para viabilizar depósitos nas contas dos terceirizados

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O secretário de Educação do Estado da Bahia, Walter Pinheiro, está reunido, neste momento, com o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho na Bahia, Alberto Balazeiros, para viabilizar os depósitos nas contas dos prestadores de serviços terceirizados cujas empresas não pagaram em dia. Ao final da reunião, o secretário atende a imprensa no local.

Desde o dia 7 de junho, o Estado montou uma operação para pagar diretamente os trabalhadores das empresas não estão honrando os pagamentos e que tiveram os contratos encerrados no dia 30 de junho.

Os novos contratos estão amparados na Lei Anticalote, diferente dos anteriores, para justamente não acontecer o que vinha ocorrendo. A orientação é que as novas empresas contratem as mesmas pessoas que estavam nas escolas.

MPF não vê crime comum em pedalada e arquiva investigação sobre autoridades

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O Ministério Público Federal (MPF) concluiu que as pedaladas fiscais não configuram crimes comuns, inclusive as que embasam o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Em parecer enviado à Justiça nesta quinta-feira, 14, o procurador da República no Distrito Federal Ivan Marx pediu o arquivamento de investigação aberta para apurar possível infração penal de autoridades do governo da presidente afastada. Ele concluiu, no entanto, que as manobras visaram maquiar as contas públicas, principalmente no ano eleitoral de 2014, havendo improbidade administrativa – um delito civil.

As pedaladas fiscais consistiram no atraso de repasses do Tesouro Nacional para que bancos públicos pagassem obrigações do governo com programas sociais e empréstimos subsidiados. Por conta desses atrasos, as instituições tiveram de honrar as despesas com recursos dos correntistas. Para o Tribunal de Contas da União (TCU), as manobras foram operações de crédito ilegais entre os bancos e seu controlador, a União, pois não tiveram autorização Legislativa, como determina o Código Penal.

O procurador analisou seis tipos de manobra do governo Dilma após ouvir integrantes da equipe econômica, analisar auditorias do TCU e os documentos das operações. Segundo ele,  as manobras não se enquadram no conceito legal de operação de crédito ou empréstimo. Por isso, não seria necessário pedir autorização ao Congresso.

Dilma Rousseff
Foto: André Dusek|Estadão

No despacho, ele conclui que houve inadimplência contratual, ou seja, o governo não fez os pagamentos nas datas pactuadas, descumprindo os contratos com os bancos. Marx pontua que, em alguns casos, os atrasos nos repasses tinham previsão legal e as autoridades não tinham a intenção de fazer empréstimos ilegais.

Os argumentos do procurador sobre as pedaladas coincidem com os da defesa de Dilma no impeachment. O processo em curso no Senado avalia se a petista cometeu crime de responsabilidade, um tipo de infração diferente do crime comum. Mesmo assim, as conclusões devem reforçar as alegações de senadores que defendem a volta da presidente afastada às suas funções.

Ao atrasar os repasses aos bancos, o governo adiava despesas e, com isso, o registro, pelo Banco Central, desses passivos na dívida líquida do setor público. Para Marx, embora não seja crime comum, essa prática configura improbidade administrativa. “Todos os atos seguiram o único objetivo de maquiar as estatísticas fiscais, utilizando-se, para tanto, do abuso do poder controlador por parte da União e do ‘drible’ nas estatísticas do BC”, sustenta.

O procurador ressalta que essa irregularidade teve sérias consequências para a economia, entre elas o rebaixamento do rating pelas agências de classificação de risco. “É inegável que a prática das ‘pedaladas’ minou a credibilidade das estatísticas brasileiras, contribuindo para o rebaixamento da nota de crédito do País.”

Na sexta-feira, 8,  Marx já havia concluído que as pedaladas no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não foram crimes comuns. Agora, no despacho mais recente, ele sustenta que a mesma conclusão cabe às manobras do Plano Safra, no Banco do Brasil, que foram usadas para embasar o impeachment. Nos dois casos, os bancos emprestam dinheiro a grandes empresas a juros mais baixos que os de mercado. A diferença entre as taxas é coberta pelo Tesouro, que não fez os repasses conforme pactuado. Trata-se da “equalização” dos juros.

“Em ambos casos, há um simples inadimplemento contratual quando o pagamento não ocorre na data devida, não se tratando de operação de crédito. Entender de modo diverso transformaria qualquer relação obrigacional da União em operação de crédito, dependente de autorização legal, de modo que o sistema resultaria engessado”, reiterou.

O procurador alega que o conceito de empréstimo ilegal também não se aplica aos atrasos nos repasses dos royalties do petróleo e do minério de ferro a estados e municípios; de taxas administrativas devidas à Caixa.

Marx avaliou ainda outras operações, como o uso de recursos da Caixa para pagar dispêndios da União no Programa Bolsa Família, no Seguro-Desemprego e no Abono Salarial. No parecer, explica que a antecipação de pagamento por parte do banco está prevista em contrato e ocorre desde 1994. Em 2000, a legislação penal mudou e passou a considerar crime empréstimos à União sem aval do Congresso. De lá para cá, operações semelhantes continuaram ocorrendo, mas só a partir de 2013, quando o montante dos atrasos passou a ser significativo, o TCU viu irregularidade e possível infração penal.

“Não foram os aumentos nos volumes de débitos da União, surgidos a partir de 2013, que configuraram o crime de ‘operação de crédito sem autorização legislativa’. De modo que, desde o ano de 2000 esse crime vem sendo praticado e todos os seus praticantes devem ser responsabilizados ou nenhum o deve, no caso de se entender que não tinham conhecimento de que o tipo penal criado no ano de 2000 se amoldava àquela praxe preexistente e que permanecera até 2015 sem qualquer questionamento por parte das autoridades de controle”, critica o procurador, citando o TCU.

Ele acrescenta que, tratando-se das ocorrências a partir de 2013, não se poderia concluir que houve “dolo” (intenção) de se fazer operações ilegais.

Marx se pronunciou ainda sobre os adiantamentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para despesas do Programa Minha Casa Minha Vida, entendendo também que não houve operação de crédito ilegal.

O MPF ainda vai avaliar, no entanto, se o governo cometeu outro crime nesse caso: “ordenar despesa não autorizada por lei”. Para técnicos do TCU, não havia a previsão de recursos adequada em orçamento quando o governo pagou o débito com o fundo. O procurador aguardará um posicionamento definitivo da corte para analisar a questão.

Estadão

Presidência da Câmara: Rodrigo Maia e Rogério Rosso vão para segundo turno

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Com 120 votos, o deputado  Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai disputar, ainda nesta quarta-feira (13), o segundo turno da eleição para presidência da Câmara dos Deputados com o deputado Rogério Rosso (SD-DF), que recebeu 106 votos no primeiro turno, encerrado há pouco no plenário.

O deputado Marcelo Castro (PMDB-PI) ficou em terceiro lugar,  com 70 votos, seguido por Giacobo (PPS-PR), com  59. O segundo turno será realizado dentro de uma hora. O vencedor vai completar o mandato do ex-presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que renunciou ao cargo e ocuparia a presidência da Câmara até fevereiro de 2017.

O deputado Esperidiao Amim (PP-SC), recebeu 36 votos; Luiza Erundina (PSOL-SP), 22; Fábio Ramalho (PMDB-MG),18;  Orlando Silva (PCdoB-SP),16; Cristiane Brasi l(PTB-RJ), 13; Carlos Henrique Gaguim (PTN-TO), 13; Carlos Manato( SD-ES), 10; Miro Teixeira (Rede-RJ), 6 e Evair Vieira de Melo ( PV-ES), 5 votos.

Agência Brasil