Brasil e Colômbia criam Sala de Coordenação do combate ao Aedes aegypti

Brasil e Colômbia criam Sala de Coordenação do combate ao Aedes aegypti

Objetivo é possibilitar troca de informações e desenvolvimento de ações conjuntas entre os municípios de fronteira

Dois municípios que estão localizados na região de fronteira entre Brasil e Colômbia ganharam mais um reforço no combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, Chikungunya e vírus Zika. Tabatinga e Leticia terão Sala Binacional de Coordenação e Controle ao Aedes. A ação conjunta permitirá que os dois municípios compartilhem informações epidemiológicas e realizem estratégias comuns de enfrentamento ao mosquito. A Sala terá apoio técnico da Sala Nacional de Coordenação e Controle (SNCC).

A Sala Binacional iniciará os encontros a partir de junho e contará com três representantes de cada cidade. A Secretaria de Saúde do município de Tabatinga, município brasileiro, cedeu o espaço físico e a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS – AM) doou os equipamentos como computadores, freezer e geladeira para estoque das amostras. Os encontros acontecerão em Tabatinga, sempre na última sexta-feira de cada mês.

O objetivo dos dois países é replicar ações exitosas de combate ao mosquito, como por exemplo, as Brigadas contra o Aedes, onde equipes vigilância em saúde treinam representantes da sociedade civil, estudantes, funcionários de empresas públicas e privadas, igrejas e associações comunitárias sobre o ciclo de vida do mosquito, especificidades dos criadouros da região e métodos de prevenção. “Os que são treinados replicam o que aprendem em suas instituições ou comunidades, tornando-se assim multiplicadores de boas práticas”, cita Bernardino Albuquerque, coordenador da Sala Estadual do Amazonas.

INCENTIVO À CRIAÇÃO DE SALAS – O incentivo à criação de unidades regionais e municipais tem sido uma meta perseguida pela Sala Nacional de Combate e Controle, criada no final do ano passado. Marta Damasco, coordenadora nacional da Sala, afirma que o espaço de composição internacional reforçará as atividades já realizadas no lado brasileiro e ampliará a ação de combate. “Quanto mais pessoas envolvidas na luta contra o Aedes aegypti tivermos, mais completo e eficaz será o trabalho”, comemora a coordenadora.

O coordenador da Sala Estadual do Amazonas, Bernardino Albuquerque, ainda enfatiza que a cooperação onde a circulação de pessoas das duas nacionalidades é ação imprescindível para o combate ao mosquito nos dois países. ‘É impossível combater o vetor unilateralmente nesses dois locais onde há casas que possuem o quarto num país e a cozinha em outro. Temos que discutir ações integradas na região e esse local bilateral possibilitará uma maior integração entre os gestores’, ressalta.

VISITAS – Nesse quarto ciclo de enfrentamento ao vetor, iniciado em 1º de maio, as equipes de combate ao Aedes aegypti visitaram 18,3 milhões de imóveis brasileiros até o dia 27, às 10 horas. Foram 15,3 milhões de domicílios, prédios públicos, comerciais e industriais efetivamente vistoriados, além de 3,09 milhão de estabelecimentos que estavam fechados ou houve recusa para acesso. Até o momento, 4.227 dos 5.570 municípios brasileiros registraram as visitas ao Sistema Informatizado de Monitoramento da Presidência da República (SIM-PR).

O primeiro ciclo da mobilização, realizado entre janeiro e fevereiro, alcançou 88% dos domicílios e prédios públicos, comerciais e industriais, com a soma de 59 milhões visitados, sendo 47,8 milhões trabalhados e 11,2 milhões que estavam fechados ou houve recusa para o acesso. No segundo, em março, as equipes de combate ao mosquito Aedes aegypti alcançaram 34,9 milhões de imóveis brasileiros, sendo 29,2 milhões efetivamente vistoriados. No terceiro ciclo, realizado no mês de abril, foram visitados mais de 28,3 milhões de imóveis nacionais, sendo 23,5 milhões efetivamente vistoriados e 4,7 milhões de estabelecimentos que ou estavam fechados ou houve recusa para acesso.

Em todo o país, as visitas aos imóveis contam com a participação permanente de 266,2 mil agentes comunitários de saúde e 49,2 mil agentes de controle de endemias, com apoio de aproximadamente 5 mil militares das Forças Armadas. Juntam-se, ainda, profissionais de equipes destacados pelos estados e municípios, como membros da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

UF Municípios com Visitas % Visitas Realizadas Total Imóveis Trabalhados Total Fechados e Recusados
Total

4.227

27,31%

15.227.666

3.098.732

RO

44

29,04%

132.597

5.159

AC

8

25,75%

51.851

3.167

AM

24

15,25%

126.270

8.880

RR

15

46,27%

56.581

5.959

PA

115

29,17%

453.541

83.252

AP  

0,00%

0

0

TO

120

67,25%

280.224

20.711

MA

201

50,42%

711.364

33.825

PI

97

20,86%

163.095

12.519

CE

169

32,97%

777.882

44.986

RN

158

34,97%

304.302

56.012

PB

81

20,53%

231.032

10.742

PE

97

8,03%

178.995

48.407

AL

33

6,45%

45.959

11.463

SE

67

51,14%

248.518

64.173

BA

405

35,30%

1.406.925

160.537

MG

727

41,06%

2.480.081

472.170

ES

62

33,45%

345.067

106.165

RJ

77

17,74%

972.711

222.885

SP

612

27,50%

3.281.596

1.208.936

PR

320

22,72%

696.807

151.728

SC  

0,00%

0

0

RS

433

19,87%

716.441

105.642

MS

50

21,48%

166.803

24.918

MT

74

7,83%

75.271

6.734

GO

237

62,60%

1.253.680

213.183

DF

1

9,31%

70.073

16.579

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