Diocese de Juazeiro-BA fala sobre a Campanha da Fraternidade 2017

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A Diocese de Juazeiro-BA realizou na manhã de hoje (22), Dia Mundial da Água, uma coletiva com a imprensa da região sobre a Campanha da Fraternidade 2017, a nível local. Participaram do evento o bispo Dom Beto Breis e Roberto Malvezzi (Gogó), especialista no tema, membro da Comissão Pastoral da Terra e um dos autores do texto-base da CNBB sobre os biomas.

Durante a coletiva, a caatinga foi um dos principais assuntos. O bioma é essencialmente brasileiro, mas que em diversos locais passa por um avançado processo de desertificação, e onde muitas populações ainda sofrem pela pobreza extrema, a caatinga ainda carece de ser mais bem conhecida e preservada. Um dos principais desafios ainda é o preconceito que impede de ver o potencial da região quando se aprende a conviver com o semiárido.

O coletiva aconteceu na Catedral N. Sra. das Grotas. O Portal Preto no Branco esteve no local e em breve voltaremos com mais informações.

Este ano, a campanha da Igreja católica tem como tema “Biomas brasileiros e defesa da vida”. Em território nacional a campanha segue até a Páscoa, mas conta com iniciativas que visam perdurar no tempo.

Campanha sugere ações concretas para cuidado com os biomas:

1 – Incentivar a criação de um projeto de lei que impeça o uso de agrotóxicos;

2 – Apoiar os povos tradicionais nas mobilizações e nas lutas por direitos e regularização de seus territórios;

3 – Fortalecer as iniciativas como as cooperativas, baseadas no agroextrativismo;

4 – Promover a conscientização quanto ao descarte adequado dos resíduos sólidos e esgotos sanitários para preservar os rios, lagoas e igarapés;

5 – Fomentar ações relacionadas a despoluição e revitalização das bacias hidrográficas e baías;

6 – Incentivar o desenvolvimento de projeto de preservação e valorização das frutas e ervas medicinais;

7 – Desenvolver a captação de energia solar descentralizada, como fonte de renda para as famílias e produção de energia;

8 – Reformular e ampliar a rede de captação de água de chuva para beber e produzir;

9 – Fortalecer as políticas públicas para melhoria do saneamento básico e transporte público de qualidade;

10 – Reforçar a Rede Panamazônica (Repam), como espaço de articulação e intercâmbio das várias redes eclesiais que atuam em conjunto na sociedade amazônica.

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