Bombeiras: Porque lugar de mulher é onde ela quiser

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Elas passaram décadas ouvindo NÃO. Não podiam isso, não podiam aquilo. De certo somente um lugar estava reservado para elas: A casa e ainda assim, sem nenhum poder e muito a fazer. Na cozinha, no quarto, no tanque, no assoalho. Até a mesa de cabeceira era reservada para ele, o homem da casa. Assim viveram e ainda vivem, é bem verdade, as mulheres na sociedade machista e patriarcal. Mas essa história vem mudando. E elas estão provando que “lugar de mulher é onde ela quiser”.

Elas estão ocupando os diversos espaços e provando que são excelentes no que fazem. E que são capazes de fazer tudo a que se propõem. Na polícia, por exemplo, lugar considerado “apenas de homens”, era inimaginável a presença de uma mulher nos quartéis, nas trincheiras. Hoje, elas estão na corporação e assumem funções de poder. Elas também estão no Corpo de Bombeiros, guardando vidas, salvando vidas e, valentes, enfrentam qualquer desafio.

Há vinte e cinco anos, o Corpo de Bombeiros da Bahia, que era vinculado a Polícia Militar, começou a admitir mulheres nos seus quadros. Ao longo dos anos, elas têm se destacado nas múltiplas atividades desenvolvidas na corporação, que ficou independente da PM em 2015. Segundo informações da Ascom do 9º GBM, era na atividade de guarda-vidas que ainda existia uma barreira a ser superada pelas mulheres. “As mulheres tiveram que correr, nadar e suar muito nos exercícios de flexão e abdominais para superar uma barreira, que até então parecia intransponível.” 

E elas superaram!

No 9º GBM existem três mulheres exercendo a função de guarda-vidas. As soldadas Lorena Rosa, Semirames Cedro e Daniela Galindo. Elas são responsáveis pelo serviço de guarda-vidas nas diversas ilhas e locais de banho do rio São Francisco.

A soldada BM Daniela Galindo afirma que nunca se sentiu discriminada. “Em geral as pessoas elogiam e ficam impressionadas de ver uma mulher guarda-vidas, já que existem poucas”. No entanto, ela também sente que há momentos em que as guarda-vidas são olhadas com certa dúvida ou desconfiança. “Mas o treinamento é igual, a gente se prepara, estuda, se esforça então a diferença física entre homens e mulheres é compensada pelo preparo”, avisou Daniela.

É isso, Daniela, somos diferentes sim, mas não há superioridade entre os gêneros. Com luta, garra e preparo, podemos ser o que quisermos. Vocês, por exemplo, conseguiram ser BOMBEIRAS. Olha que grande feito! O termo, no feminino, sequer existia. Como não existam as palavras “presidenta”, “soldada” e muitas outras. Estamos mudando a história, o vocabulário, a legislação… Estamos mudando o jeito de fazer os dias. Estamos mudando o mundo!

Parabéns, as bombeiras militares!

Da Redação/ Por Sibelle Fonseca

Com informações e fotos da Ascom/ 9° GBM

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