Eletrobras terá PDV com expectativa de adesão de até 2.600 funcionários

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A Eletrobras lançará nos próximos meses um programa um programa de demissão com incentivos, informou nesta terça-feira (4) o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira. De acordo com ele, a expectativa é de adesão de até 2.600 funcionários, o que equivale a cerca de 15% dos cerca de 17 mil trabalhadores da estatal.

Oliveira informou que essa conta não inclui os cerca de 6 mil funcionários das distribuidoras de energia controladas pela Eletrobras, nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Piauí, Alagoas e Rondônia, que serão privatizadas.

Questionado se haveria um programa de demissão incentivada para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o ministro afirmou que não.

Ele também não soube informar a expectativa geral do governo para adesões nos programas de demissão envolvendo todas as estatais – empresas como Correios, Banco do Brasil e Caixa também anunciaram medidas semelhantes.

“Não tenho previsão para todas, mas todas as que necessitam, temos incentivado que adotem programas de desligamento”, afirmou Oliveira.

Levantamento divulgado em janeiro pelo G1 apontava que os programas de desligamento lançados haviam registrado a adesão de 37.626 funcionários em 11 estatais entre 2015 e 2016.

Rentabilidade

Segundo o ministro, esse programa de demissão incentivada faz parte de uma estratégia mais ampla do governo para as empresas estatais, que enxugaram seu quadro de pessoal em 22 mil pessoas de 2015 para 2016.

Nesse intervalo, o número total de funcionários nas estatais federais caiu de 552 mil para 530 mil, o menor número desde 2011.

“As empresas estão fazendo também um enxugamento operacional. Estão deixando de fazer negócios que não são os negócios principais. Reduziram investimento, endividamento e estão aumentando a rentabilidade. As coisas estão indo de maneira organizada”, disse Dyogo Oliveira.

Com relação ao endividamento das estatais, o Ministério do Planejamento informou que o valor saltou de R$ 397 bilhões em 2014 para R$ 544 bilhões em 2015. O último dado disponível, informou o ministro, é de setembro de 2016 – quando o valor já tinha recuado para R$ 448 bilhões.

“Ao longo de 2016, empresas foram fazendo um esforço de redução do seu nível de endividamento”, declarou Oliveira.

Os investimentos das estatais, por sua vez, também recuaram no ano passado, quando totalizaram R$ 56,5 bilhões. Trata-se do menor valor desde 2008, quando somaram R$ 53,5 bilhões. Em 2015, haviam totalizado R$ 80,2 bilhões.

O ministro do Planejamento disse, porém, que espera um crescimento dos investimentos em 2017. “Para este ano, é possível que as empresas voltem a ter um crescimento dos investimentos”, afirmou a jornalistas.

Os dividendos das empresas estatais também recuaram nos últimos anos e devem ter nova queda em 2017. Em 2015, haviam somado R$ 22,1 bilhões, caindo para R$ 11,6 bilhões no ano passado. Para este ano, a previsão do governo é de receber R$ 9,2 bilhões em dividendos.

Fonte G1

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