Polícia de Petrolina revela: Sindicalista de 67 anos foi vítima de latrocínio e a acusada é uma vizinha

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Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (10), a Polícia Civil (PC) de Petrolina esclareceu o assassinato da sindicalista Abenigna Lúcia do Bonfim. Na ocasião, a delegada de Homicídios, Sara Machado, informou que o crime teve motivação patrimonial.

Segundo a PC, os acusados pelo assassinato foram uma vizinha da vítima, de 42 anos e seus dois filhos adolescentes, uma menina de 17 anos e um menino de 14. Um amigo da família, um jovem de 20 anos, também participou do crime. Ainda de acordo com a PC, os adultos já foram presos e encaminhados para a Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes e os menores foram encaminhados para internação na Funase-Case, ainda no último sábado (8).

Conforme as investigações, o crime teria acontecido cerca de 3 a 4 dias e local em que o corpo foi encontrado não tinha sinais de arrombamento. Além disso, a polícia tomou conhecimento que a vítima foi vista pela última vez em companhia dos vizinhos. Após uma denúncia anônima, a polícia reafirmou o envolvimento da vizinha no assassinato da sindicalista.

Para a PC, o crime foi premeditado e teve fins patrimoniais, uma vez que os acusados sabiam informar o valor de R$20 mil que a vítima tinha na poupança. Em depoimento, os acusados afirmaram que os adolescentes vigiavam a rua enquanto eles praticavam o crime. Abenigna foi atingida por um murro no rosto dado pela vizinha e em seguida o jovem amarrou os pés e as mãos da vítima com suas roupas. Ainda de acordo com a polícia, o jovem e a vizinha entraram em contradição sobre quem dos dois asfixiou Abenigna.

Durante a coletiva, a polícia também informou que na casa do jovem de 20 anos foi encontrado um notebook e um aparelho celular da vítima.

 O crime

O corpo de Abeniga Lúcia do Bonfim, de 67 anos, foi encontrado na quarta-feira (5), no bairro Cohab V, dentro de sua casa. Ela foi achada com um saco na cabeça e os pés amarrados.

Uma vizinha que sentiu o mau cheiro partindo da residência da vítima chamou a polícia. De acordo com familiares, desde o dia 2 de abril ninguém conseguia falar com a idosa por telefone.

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