Deflagrada na manhã de hoje (26), a Operação Cartão Vermelho, que apura irregularidades na contratação dos serviços de demolição, reconstrução e gestão da Arena Fonte Nova, em Salvador, cumpriu sete mandados de busca e apreensão, na capital baiana.
A ação da Polícia Federal (PF) teve como alvos, a Governadoria, Secretaria de Desenvolvimento Econômico e endereços residenciais e comerciais. Um dos endereços visitados pela PF foi o do ex-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner. Foram feitas buscas no apartamento do petista.
O delegado Daniel Justo Madruga, em coletiva, informou que o inquérito já vinha tramitando há algum tempo e que existiriam laudos que atestam superfaturamento. Segundo o laudo da PF a obra foi superfaturada em valores que, corrigidos, podem chegar a mais de R$ 450 milhões, sendo grande parte desviada para o pagamento de propina e o financiamento de campanhas eleitorais.
Também na coletiva, a delegada da Luciana Matutino, chefe da Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio Financeiros da PF, afirmou que o Governador Rui Costa não é investigado na operação. Ela também disse que o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) negou pedido de prisão temporária contra o ex-governador da Bahia e atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner (PT), do chefe da Casa Civil, Bruno Dauster, e do empresário amigo de Wagner, Carlos Daltro.
A defesa de Wagner criticou a forma como foi feita a busca pela PF, afirmando que “não existe uma acusação penal contra o secretário”.
Segundo os advogados Tiago Campos e Pablo Domingues, ” há um processo de investigação que ainda não está concluído”.
Os advogados disseram também que Wagner “prestou todos os esclarecimentos que foram solicitados e que a atitude da PF, de invadir a casa do petista às 6 horas da manhã, foi brusca.
“A própria decisão relata que ele sempre contribuiu, então não há sentido jurídico para que agora se submeta a ele uma entrega de documentos da forma como foi”, afirmou a defesa.
O Governador Rui Costa (PT) também criticou a operação Cartão Vermelho e saiu em defesa de Jaques Wagner.
“Uma operação casada com a visão midiática, da propaganda negativa em ano eleitoral, o que só reafirma essa tendência de parcialidade no processo de investigação. Eu tenho absoluta confiança na lisura de tudo que foi feito, eu conheço o ex-governador há mais de trinta anos e tenho certeza que processo de investigação comprovará a lisura de tudo”, afirmou Rui Costa.
Da Redação



