Doente, músico acusado de atentado violento ao pudor contra criança em 2006 não comparece e audiência é remarcada

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Na última quarta-feira (11) o PNB publicou matéria sobre o processo judicial de número 0002298-56.2007.8.05.0146, que apura um caso de Atentado Violento ao Pudor, hoje crime análogo a Estupro de Vulnerável, que tramita há 12 anos na Vara Crime de Juazeiro. A vítima, aluna do Colégio da Polícia Militar, na época com 10 anos, acusou o músico Fred Pontes, que tinha 30 anos, de tê-la abordado com o intuito de que ela pegasse no seu órgão sexual.

A audiência deste processo foi marcada para ontem (12) de abril. Segundo informações que apuramos, o acusado não compareceu alegando problemas de saúde e a audiência foi remarcada. O advogado de defesa de Fred Pontes, Lázaro de Carvalho Mendes Filho, presente na audiência, justificou que seu cliente estava em atendimento médico de urgência. Uma testemunha do caso também não foi encontrada e será substituída, motivo para que a audiência não acontecesse.

Uma nova audiência deste processo que já tramita há 12 anos, foi remarcada para o dia 28 de junho.

O PNB entrou, por duas vezes, em contato com o advogado da vítima, mas ele não retornou a ligação.

Entenda o caso

Segundo consta na denúncia, o fato ocorreu em 24 de julho de 2006 quando a criança e mais duas colegas de escola foram até a residência da mãe do acusado, em Juazeiro, com o objetivo de entrevistá-la para um trabalho escolar. O grupo foi recepcionado pelo filho da historiadora, o músico Fred Pontes, que estava usando apenas uma toalha de banho.

O músico teria orientado a criança a subir até o andar de cima, afirmando que sua mãe estava a espera dela. As demais alunas permaneceram no térreo da casa e de acordo com a vítima, assim que ela subiu a escada, Fred Pontes pediu que ela entrasse no seu quarto para ajudá-lo com um problema que estava ocorrendo no computado, segundo costa a denúncia. A menina contou que tentou dar algumas explicações e que logo após Fred colocou a mão dela na toalha, com o intuito de que ela pegasse nos seus órgãos sexuais.

Ainda de acordo com o relato da vítima, ela desceu as escadas apavorada e chamou as colegas para saírem da residência. O grupo esperou a mãe de uma das garotas na porta, e contou o ocorrido, somente a partir daí foi prestada uma queixa na delegacia de polícia, rendendo um processo judicial.

Fred Pontes negou que tivesse pedido ajuda a menina com o problema do computador e que também não pediu para que ela pegasse no seu órgão genital, mas confirmou que, enquanto a criança esperava ser atendida por sua mãe, já no corredor do andar de cima, ele, que estava indo para o banho, esqueceu o sabonete e passou nu pelo corredor para pegá-lo. Segundo o músico a menina se apavorou ao vê-lo despido, o que teria provocado a acusação.

Uma das meninas que estava no dia do ocorrido, hoje com 23 anos de idade, lamentou a impunidade. “A sensação de impunidade é horrível. É revoltante porque isso dá liberdade para que ele faça com outras pessoas. A situação foi bastante constrangedora”.

Contra o acusado já foram prestadas queixas na Polícia Civil em Juazeiro e Petrolina, que foram publicizadas no Preto No Branco.

Em um dos casos, quando Fred Pontes foi acusado de agredir uma jovem pelas redes sociais e alertado sobre o risco de responder a processo judicial, ele respondeu: “Vc sabe a qts eu respondo?”

O músico Fred Pontes ministra aulas em sua residência para adolescentes e jovens de “Formação Conservadora”, CFC, que trata de política, família, moral e bons costumes, entre outros assuntos.

Da Redação

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