Empresário baiano preso na Prato Feito tinha 22 distribuidores no país, diz lobista

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O dono da editora Melhoramentos, o empresário baiano Wilson José da Silva Filho, tinha uma rede de 22 distribuidores em todo o país. Ele foi preso preventivamente pela Policia Federal na manhã desta quarta-feira (9) em Salvador na operação Prato Feito, que investiga três grupos criminosos acusados de fraudar licitações e contratos de merenda escolar em diversas prefeituras do estado de São Paulo.

O lobista Eládio Magurno Correa Júnior atuava no esquema ao lado do empresário. Em uma ligação telefônica interceptada pelos investigadores, Eládio aparece conversando com seu filho e explica como os contratos eram firmados junto às prefeituras. “Então é assim: é apresentar para o secretário, o secretário vai por para o corpo pedagógico da prefeitura, vai pedir um parecer do projeto, eles aprovam e fazem a requisição do produto. Como esse cara é o único distribuidor, ou seja, não é que ele é o único, só para você entender: ele tem 22 distribuidores no Brasil, qualquer um deles pode vir e participar da licitação, só que qualquer um deles que ganhar vai ter que comprar desses, entendeu? A editora só vende através desse cara, o Wilson. E o Wilson que vende para os distribuidores. Entendeu?”, explicou Eládio.

A Polícia Federal afirma que Wilson participava “ativamente das fraudes”. “No caso da prefeitura de Barueri, ofereceu vantagem indevida ao então candidato Rubens Furlan por intermédio do lobista Eládio com o intuito de obter futuro contrato público. As evidências apontam para entrega de valores pelo próprio Wilson ao atual prefeito”, diz o relatório apresentado pela delegada da PF Melissa Maximino Pastor ao juiz federal Alessandro Diaferia da 1ª vara Federal Criminal de SP.

Segundo o Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP), a editora Melhoramentos já firmou contratos em pelo menos 37 prefeituras paulistas, tendo recebido mais de R$ 20 milhões entre 2008 e setembro de 2016.

A PF também afirma que há indícios de que o emprsário Wilson pagou uma viagem ao lobista Eládio como ‘pagamento’ em troca da mediação na proposta aceita pelo prefeito Rubens Furlan em Barueri.

“Diante desses elementos, vislumbramos indícios dos delitos de corrupção ativa visto oferecimento e entrega de vantagem indevida pelo empresário Wilson e pelo lobista Eládio bem
como de corrupção passiva, com indícios de recebimento desta vantagem por Rubens Furlan”, aponta a delegada.

Folhapress

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