
(foto: divulgação/HU)
O Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf) investiu mais de um 1 milhão de reais para atender pacientes infectados pela covid-19 em estado crítico e que precisem de cuidados intensivos. A unidade de saúde é referência para os atendimentos de alta complexidade dos municípios ligados à VIII Gerência Regional de Saúde do estado de Pernambuco.
O HU já possui uma estrutura com equipamentos modernos, mas, ainda assim, foi necessário desembolsar mais de 1 milhão e 200 mil reais na aquisição de insumos hospitalares e na locação de uma central de oxigênio, exclusiva para pacientes infectados pela covid-19 que serão internados na Policlínica. Os recursos fazem parte do custeio do hospital, repassado pelo Governo Federal, através da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
De acordo com o gerente administrativo do HU, Roberto Rivellino Miranda, a principal preocupação foi reforçar os estoques para que a assistência aos pacientes não fosse prejudicada. “Fizemos um esforço financeiro para que o HU consiga manter seu funcionamento e ainda possa absorver essa nova demanda. Foi preciso uma grande disciplina orçamentária. Ressalvo que estamos encontrando dificuldade para fazer as aquisições, porque os fornecedores argumentam que não possuem produtos para vender”, comentou.
A viabilização dos leitos de terapia intensiva para os atendimentos de covid-19 foi possibilitada através da contratação de profissionais pela prefeitura de Petrolina. A equipe, que se juntará a colaboradores do HU, é formada por quatro médicos, seis enfermeiros, seis fisioterapeutas e 20 técnicos em enfermagem.
Os profissionais estão de prontidão desde o dia 24 de março para atender aos casos graves.
Casos em Petrolina
O terceiro caso de paciente infectado pelo novo coronavírus no município pernambucano foi confirmado ontem (7). Trata-se de uma jovem de 29 anos que está internada internada na UTI do Hospital Universitário, que foi diagnosticada também com H1N1. A paciente teve contato com um parente que mora em São Paulo e apresentava febre e tosse (leia na íntegra).
O primeiro caso confirmado da doença na cidade já está clinicamente curado, conforme informu a Secretaria de Saúde na semana passada.
Da Redação


