“Suzanar é o fim de uma era”, por Jorge Lins

Quem acompanhou as eleições de 2016, jamais poderia prevê um 2020 como tal, a receita da vitória sempre foi falada, no entanto ninguém nunca se atreveu a colocá-la, até chegar Suzana. Dizem que o medo de um novo Charles Leão inundou o barco de Anselmo, porém é mais fácil acreditar que a pureza de Suzana conquistou corações, e quanto mais O coronel atacava, mas as lágrimas da mulher destemida que venceu pelo trabalho, e não precisava provar por escrito o que passou a vida fazendo na prática. E quando a patrulha do core passava, juazeirenses felizes cantavam “eu não nasci pra coronel, saia da aba do meu chapéu”, é isso que acontece com quem despreza tudo e todos e se mostram como única solução.

A composição da campanha de Suzana era muito sólida, a pequena mulher, que muitos julgavam e julgam incapaz, fez o que todos nunca fizeram. Tenho a percepção de que a vitória aconteceu muito antes, já no dia 15 de setembro, quando em seu palanque Suzana pousava como apaziguadora, afinal, ela com seu jeito meigo, entretanto, determinada colocou em seu palanque dois sobrenomes que jamais se uniram, exatamente, aquele dia não existia mais Khoury ou Bandeira, pois ambos agora eram Suzana, tantos outros Suzanaram, ali era o sinal de que dia 15 de novembro foi apenas um Déjà vu.

Éramos Carlos foi extremamente feliz quando compôs a canção “mulher “, não há dúvidas de que ela representa o sentimento atual com maestria e propriedade. O derrotados, tanto do lado de Anselmo, quanto do lado de Paulo Bomfim bradam incansavelmente por todo canto da cidade que “a mulher é o sexo frágil” porém o povo de Juazeiro grita 64 mil vezes mais alto e com altivez “mas que MENTIRA absurda”.

Jorge Lins (candidato a vereador pelo Democratas no último pleito)   

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