“Um retrato da fotografia política atual”, por Humberto Gonzaga

 

Não vejo possibilidade da esquerda se reerguer no país, pelo menos nos próximos vinte anos, não existe saída! A esquerda precisar rever conceitos, nem essa gente é mais as mesmas outrora que acreditou naquele velho plano político, hoje, sem cor, sem brilho e já alaranjado pelo tempo, nem a massa, nem a canção dos campos e construção são mais os mesmos.

Precisamos amar a natureza da sobrevivência, vivemos tempos sombrios. Eu não sei qual o caminho certo, todavia. Conheço-me bem para saber qual o melhor caminho para seguir, talvez seja preciso um grito desesperado para cada aleluia, onde houver uma igreja, no final de cada culto, uma bandeira vermelha com a face de um novo líder que está faltando para representar a esquerda Brasileira.

Não foi a burguesia reacionária que elegeu a direita no Brasil, foram às minorias, os excluído, os trabalhadores, pobres, pretos, índios e favelados, homens mulheres. O que foi isso? Um apagão na esquerda? Parece  que acabou o gás, sem chama da esperança, não existe razão para acreditar no discurso de esquerda sem brilho. cadê os revolucionários da esquerda?

Sem uma nova representação politica, nem precisa ser um grande líder o partido não irá conseguir. A esquerda chegou ao poder a troco de muita luta por amor a natureza da sobrevivência, num país tão desigual. É triste o que acontece com o partido dos trabalhadores, talvez seja preciso voltar no tempo da ditadura para surgir uma nova força progressista no país.

Precisa surgir um novo líder para o PT aliado à estética da imagem política do sistema capitalista atual, mais coerente com a realidade da economia mundial, como o conservadorismo moderado, como os novos democratas (Estados Unidos) uma estética da imagem política aliada com sistema capitalista, mais coerente com a economia mundial, substituindo arrogância de uma esquerda falida que não se sustentada mais.

Sempre compartilhei com ideias de esquerda, ora mais, ora menos! Não sou nem um bicho papão, mas também nunca fui um exemplo de engajamento partidário, mas devo confessar não ter sido fácil votar na direita, A mão chegou a tremer, lembrei-me do meu pai que, não está mais entre nós, sua ideia era de esquerda. Diante da concretude do momento foi preciso fazer a escolha mais coerente e mais ambígua e vingar meu Irmão.

O homem só existe em si mesmo, fora ele não existe! Senão, nem é uma escolha, mas sim, uma ilusão.

Como epitáfio dessa crônica/ conto como queira, eu resolvi escolher a letra da canção de Arnaldo Antunes, (Comida) já que esse artista   representa a poesia concreta do País.

É como em um conflito moral:

Onde devemos escolher entre ficar e esperar, ou se lançar livremente.

Você tem fome de que?

Você tem sede de que?

A gente não quer só comida

A gente quer comida, diversão e arte

A gente não quer só comida

A gente quer saída para qualquer parte

Humberto Gonzaga, repórter cinematográfico

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