
O PNB recebeu nesta sexta-feira (26), mais uma reclamação sobre o atendimento do Hospital Materno Infantil de Juazeiro, no Norte da Bahia.
Desta vez, nossa redação foi procurada pela leitora Milena Monteiro, que é irmã da paciente Melissa Monteiro Silva, 20 anos, que está com 41 semanas de gestação, segundo informou. De acordo com ela, mesmo com uma gravidez de risco, a jovem aguarda há dois dias por uma cesariana.
“Minha irmã deu entrada no hospital de maternidade de Juazeiro – Clise, vulgo hospital da humilhação e sofrimento, no dia 24 às 20h. A mesma se encontra com uma gravidez de alto risco, devido a criança ter um rim pélvico e ela com anemia, infecção urinária e diabete gestacional. Ela passou mais de 24 horas sem comer e sem beber água, apenas no soro. Aguardando uma cesárea, que até agora não foi feita”, informou Milena.
A irmã da gestante afirmou ainda que a equipe do HMI informou que não há leitos disponíveis na unidade.
“O que eles alegam é que o hospital está sem leito, sendo que todos os dias sai inúmeras gestantes do hospital. Já foi conversado com várias pessoas incluindo vereadores, secretário da saúde, assistente social, porém até agora não tive respostas. O que estão esperando que aconteça? A prefeitura precisa tomar uma decisão urgente e realizar o parto da minha irmã. Ela e a criança estão correndo risco”, finalizou Milena.
Outra paciente que também está esperando por atendimento na Maternidade de Juazeiro é Brena Raíssa, 18 anos . Com 41 semanas de gestação, ela deu entrada ontem a noite no hospital e segundo contou ao PNB, passou a madrugada sentada na recepção, onde se encontra até este momento.
“O médico que fez meu pré-natal mandou que eu viesse no dia 25 para fazer o parto. Cheguei aqui, fizeram uma ultrassom e me informaram que o hospital está lotado, não tem vagas. Passei a madrugada sentada, mal acomodada e sozinha porque disseram que meu marido não podia me acompanhar. Até agora, já passando do meio dia estou sentada na recepção, esperando que surja uma vaga para tentarem induzir o parto, pois já passou do tempo. Nada mudou aqui em relação ao atendimento “, disse Brena.
O PNB encaminhou a reclamação para a Secretaria de Saúde de Juazeiro, que contestou as informações da paciente Melissa Monteiro.
De acordo com a assessoria de comunicação da SESAU, a diretoria médica informou que gravidez da paciente Melissa Monteiro não é de risco, pois se caso fosse, ainda durante o pré-natal, no momento do parto ela seria encaminhada para o Hospital Dom Malan, em Petrolina-PE.
“Ela não está com 41 semanas, está com 40 semanas e dois dias, e está internada. A cesariana da maternidade não é agendada, é de urgência e emergência. Então, quem tiver mais urgência que Melissa, será atendida antes. Em relação ao jejum, se tiver uma cesariana programada para qualquer paciente, ela precisa está pelo menos oito sem comer e beber nada”.
A irmã da paciente informou que após a reclamação, a equipe do HMI de Juazeiro encaminhou a jovem Melissa Monteiro para a sala de cirurgia.
Sobre a outra reclamação, da paciente Brena, estamos novamente entrando em contato com a assessoria da maternidade.
Casos semelhantes
Com esses dois casos, sobe para cinco o número de reclamações recebidas pelo PNB somente este ano. Na quarta-feira (24), o leitor Thiago Yuri, entrou em contato com a nossa redação e afirmou que a esposa, que estava com 9 meses gestação e sentido fortes dores, aguardou 12 horas por atendimento médico, sem nenhuma assistência da equipe do HMI.
Ele acrescentou que a regulação só aconteceu na madrugada desta quarta, após diversas reclamações. (reveja)
No dia 30, a gestante Joice Milene Rodrigues Santos, de 19 anos, também recebeu alta do hospital, após cinco dias internada sentindo dores, com sangramento, início da dilatação e perda do líquido amniótico. Com 9 meses de gestação, ela chegou a voltar para casa, retornando horas depois para a unidade, onde foi submetida a uma cesariana no dia 31.
“Graças a Deus e ao PNB que nos ajudou divulgando o caso, enviaram (a Secretaria de Saúde) o SAMU e levaram ela novamente para o hospital. No dia seguinte, quando o médico fez a avaliação, disse que ela já tinha perdido todo o líquido e fizeram a cesariana. Mas, se eu não tivesse pedido ajuda, minha neta tinha morrido”, desabafou Lucilene do Nascimento Rodrigues, mãe da paciente.
No dia 01, a gestante Jaciene Santos Leite, de 19 anos, que estava com 40 semanas e 3 dias, vinha sentindo dores fortes há uma semana, mas a equipe do hospital se negava a fazer uma cesariana.
“Eu fui internada semana passada com muitas dores, mas uma médica me deu alta dizendo que eu ainda não estava em trabalho de parto. No domingo, sentindo muitas dores e já saindo secreção voltei ao hospital e fui internada novamente. Só que agora pela manhã, me deram alta novamente. O que me disseram foi que só fazem uma cesariana com 42 semanas. Estou com dores fortes e não posso voltar pra casa assim”, disse a gestante.
Diante dos novos casos, o PNB encaminhou alguns questionamentos para a Diretora Administrativa do HMI, Graça Carvalho, sobre os critérios adotados pela equipe médica do hospital, para realização de cesarianas. (Reveja)
Da Redação



Realmente Sibele sou prima de Brenda Raissa ela ainda se encontra espera de uma vaga para fazer uma cessariana será que essa vaga só surge quando o médico quer ? Pq o parto que chegam todos são cessario precisa ser fiscalizado gente é uma vida e outra vc está aguardando a chegada de um filho e ter quer passar por tudo isso é muito dificil.