Ministério Publico/BA denuncia o cabo da PM Alano Mariano por tentativa de feminicídio contra companheira; o policial está preso no Batalhão de Choque da PM

Ministério Publico/BA denuncia o cabo da PM Alano Mariano por tentativa de feminicídio contra companheira; o policial está preso no Batalhão de Choque da PM

O Ministério Público ofereceu denúncia por tentativa de feminicídio, por motivo fútil e impossibilidade de defesa,  contra o Cabo da Polícia Militar Alano Mariano, integrante da 74 Companhia Independente da Polícia Militar, acusado de ter agredido e atirado contra sua companheira no último dia 2 de outubro.

A redação do PNB procurou informações ao MP acerca do andamento do caso, e confirmou que a denúncia foi oferecida.

A vítima, uma jovem de 22 anos, recebeu alta da UTI, mas seu estado de saúde ainda inspira cuidados. Ela foi ouvida pela Polícia Civil e confirmou o atentado que sofreu, contrariando a versão do policial de que o disparo foi acidental.

O cabo Alano Mariano foi encaminhado para o Batalhão de Choque da Polícia Militar, em Salvador, onde está preso.

O crime   

A jovem de 22 anos, que optamos por não divulgar o nome, foi vítima de uma tentativa de feminicídio na madrugada do último dia 02, em Juazeiro, no Norte da Bahia. O companheiro dela, o Cabo da Polícia Militar Alano Mariano, integrante da 74 Companhia Independente da Polícia Militar, é acusado de ter cometido o crime.

De acordo com informações apuradas pelo Portal Preto no Branco, o casal voltava de uma festa, e após uma discussão, já em casa, a jovem teria sofrido varias agressões físicas cometidas pelo companheiro.

Ainda de acordo com informações, ela foi atingida no abdômen por um disparo de arma de fogo. A jovem ainda tentou fugir da residência, correndo para o meio da rua em busca de socorro, segundo testemunhas, mas foi arrastada pelo acusado para dentro da casa.

Conforme as informações, o Cabo Alano Mariano chamou uma pessoa da família para ajudá-lo a descaracterizar a cena do crime, enquanto a vítima sangrava muito e pedia por socorro.

A jovem foi levada ao Hospital Regional de Juazeiro pelo próprio companheiro e ficou na unidade em companhia da familiar do acusado.

” Nem o agressor e nem a familiar avisaram a nossa família. Só mais tarde a policia e a assistência social do hospital nos ligaram avisando do ocorrido. Ele não se preocupou com a vida dela, em dar socorro de imediato. Ele só se preocupou em desmanchar a cena do crime para inocentá-lo e sustentar a versão que ele deu na delegacia de que foi um acidente. Não foi acidente, foi uma tentativa de feminicídio, com todos os agravantes. Ele só levou a vítima para o hospital, depois que tinha adulterado o local do crime. Ele já tinha histórico de outras agressões”, disse um familiar da vítima ao PNB.

Após registros de violência contra o companheiro na Delegacia da Mulher de Juazeiro, a jovem conseguiu uma medida protetiva contra ele, conforme documentos obtidos pelo PNB. Uma das medidas aplicadas contra o acusado foi a suspensão da posse ou porte de armas, com comunicação ao órgão competente, ou seja a Polícia Militar.

A vítima está internada no Hospital Regional de Juazeiro, onde passou por um procedimento cirúrgico. Ela perdeu um rim, parte do baço e do intestino. Segundo informações, ela deu entrada no hospital também com sinais de estrangulamento e com um ferimento na boca.

O quadro de saúde da jovem se agravou e ela está precisando de doação de sangue.

O companheiro da vítima foi preso horas após o crime. As informações ainda dão conta de que, no momento do crime, o policial estava alcoolizado e a tentativa de feminicídio foi motivada por ciúmes.

Em depoimento na delegacia, o Cabo Alano alegou que o disparo acidental ocorreu enquanto ele estava retirando arma de fogo do veículo e que, logo em seguida prestou socorro a vítima.

O suspeito informou ainda que naquela madrugada havia ingerido bebida alcoólica.

A juíza plantonista Maria Auxiliadora Sobral Leite, instaurou um inquérito e determinou a prisão em flagrante do acusado.

O casal convivia há cerca de três anos, e tinha uma filha de apenas 3 meses de idade.

“Ele envolvia ela, que bem mais jovem, cedia aos seus pedidos de desculpas e promessas de que iria mudar. Contrariando a família, e pensando na filha, ela deu uma nova chance a ele. Assim agem os agressores e este é o triste ciclo da violência doméstica. Queremos justiça e vamos lutar por isso”, finalizou o familiar da vítima.

 

Da Redação

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