Sérgio Camargo chama artistas de “pretos vergonhosos” e é classificado como um “abjeto capitão do mato”

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Sérgio Camargo, presidente da Fundação Palmares, voltou a usar as redes sociais para atacar a classe artística, e, desta vez, o alvo foi a atriz Zezé Motta e o cantor Djavan, chamados por ele de “pretos vergonhosos”.

Camargo compartilhou a foto dos dois artistas vestindo a camiseta do movimento “Imagine a dor, adivinhe a cor”, e comentou negando que exista angústia específica de negros no Brasil por causa da cor da pele, chamando-os de vergonhosos.

https://twitter.com/sergiodireita1/status/1460357220835774470?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1460357220835774470%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.bnews.com.br%2Fnoticias%2Fpolitica%2Ffamosos%2F330857pretos-vergonhosos-sergio-camargo-ataca-zeze-motta-atriz-rebate.html

 

Zezé Motta, também pelo Twitter, lamentou ter sido chamada pela pessoa que ocupa o mais alto cargo na Fundação Palmares de “preta vergonhosa”.

“O paraíso meu povo, realmente não é aqui não”, disse.

Em seguida, a atriz explicou a Sérgio Camargo que existe, sim, uma dor ancestral de todo o povo negro que não é “alienado”. “O ato de um ‘alienado’ compactuar com o aviltamento de artistas que sempre lutaram pela preservação e o respeito à nossa história e às nossas referências nos leva a resistir ao fato da nossa Fundação Palmares estar sob a sua tutela”, criticou.

Os dois artistas receberam apoio nas redes sociais. Uma das que se solidarizou com a atriz e o cantor foi a deputada estadual Olívia Santana (PCdoB). Pelo Instagram, ela publicou uma foto também vestindo a camiseta do movimento.

“Enquanto Sérgio Camargo se comporta como um abjeto capitão do mato, atacando pessoas negras – como ele, que também é negro -, para melhor servir ao governo fascista de Jair Bolsonaro, seguiremos firmes lutando para derrotá-los”, escreveu a parlamentar baiana.

Redação PNB

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