
A Prefeita Suzana Ramos anunciou na tarde de hoje (6) Valdenor Almeida de Oliveira como novo comandante da Guarda Civil Municipal (GCM) de Juazeiro, e acendeu outro impasse com a categoria.
De acordo com a Ascom, a decisão foi tomada durante reunião nesta terça-feira (6) na sede da Companhia de Segurança, Trânsito e Transportes (CSTT), após o nome de outro Guarda Municipal, escolhido pela gestora, ter sido considerado em desacordo com o Estatuto da categoria, por não respeitar a legislação vigente, ser um servidor em estágio probatório, admitido no ano de 2019.
Mas a Procuradoria de Suzana Ramos repetiu o mesmo erro na indicação do novo comandante, que também não corresponde ao que reza a lei. De acordo com a Associação dos Guardas Municipais de Juazeiro, Valdenor Almeida de Oliveira também não poderá assumir o cargo, pois está incompatível com um dos critérios vigentes.
O GCM Valdenor foi aprovado no concurso de 2001, e tomou posse na Guarda Civil Municipal de Juazeiro em 2010. Ele é cunhado do vereador Bené, aliado de Suzana Ramos.
A categoria afirma que não vai aceitar a indicação de Valdenor, que já será sabatinado na Câmara Municipal de Vereadores na próxima sexta-feira (8), conforme anunciou Suzana Ramos.
” A prefeita não está bem assessorada e incorreu no mesmo erro. A indicação do nome que ela apresenta agora também fere nosso estatuto. O Plano de Cargo Carreira e Rendimentos é claro e diz que o inspetor Chefe da Guarda Municipal será escolhido entre os de primeira classe, admitidos em 2002. É uma questão de hierarquia. Está no artigo 16, que impede esta nomeação. O nome que ela indica é de terceira classe. Existe na GCM outros profissionais aptos para o cargo, que correspondem o que diz a legislação”, informou Edson Gomes, presidente da entidade.
De acordo com ele, o novo impasse já foi passado para o titular da CSTT, Tenório Filho, para Leonardo Bandeira, e também para o procurador geral do município, Thiago Cordeiro, que estiveram presentes em uma reunião com a categoria na manhã de hoje.
“Estamos mobilizados esperando um posicionamento deles que estiveram conosco pela manhã, quando discutimos o estatuto e o PCCR”, disse Edson ao PNB.
Um Guarda Municipal, que não quis ser identificado, questionou a gestora sobre a repetição do erro.
“Se ela não quer colocar ninguém que tenha apoiado Paulo Bomfim, a gente entende, mas respeite a lei e procure entre os Guardas admitidos em 2002 alguém que tenha caminhado com ela, porque tem. Tem gente capaz e apto para o cargo. Simples assim, mas respeite nossa categoria, e não insista no erro. Fico sem entender um procurador que não sabe ler as leis tão claras”, reclamou.
Da Redação














