Com um bebê de apenas 4 meses, com paralisia cerebral grave, a jovem Klécia Vitória, 20 anos, procurou o Portal Preto no Branco para denunciar o Hospital Materno Infantil de Juazeiro, no Norte da Bahia, de negligência. Ela atribui a doença do filho a erros que teriam sido cometidos durante o parto, feito na unidade.
“Sou mãe de Ângelo Benjamim, um bebê que sofreu na hora do parto, por falta de oxigênio, provocada pela negligência da equipe da maternidade de Juazeiro. Passei mais de 17 horas em trabalho de parto, pois não tinha condições de ter um parto normal. Porém, mesmo assim, me forçaram a ter o bebê de parto normal. Ângelo Benjamin nasceu com com hipóxia perinatal grave, com morte aparente, por passar mais de 40 minutos preso no canal vaginal. Meu parto foi feito apenas por uma parteira e uma técnica de enfermagem. Meu filho foi reanimado e levado pra Hospital Dom Malan Petrolina/PE, direito para UTI, onde ficou internado por 1 mês e 16 dias. Ele teve alta e foi diagnosticado com paralisia cerebral grave”, denunciou.
Desempregada, Klécia Vitória reclama ainda que agora está enfrentando dificuldades para ter acesso a medicamentos e insumos junto à Secretária de Saúde do município. De acordo com ela, a entrega mensal dos materiais foi determinada por decisão judicial.
“Meu filho Ângelo Benjamin faz uso de sonda e é traqueostomizado. Entrei com uma ação no Ministério Público e na Defensoria pública. A justiça determinou a liberação mensal de aparelho de aspiração, nebulizador, sonda de aspiração, luva estéril, soro, látex, micropore, gazes, seringa, leite e fralda, pela SESAU. Porém, quando chego na Secretária de Saúde pra pegar os materiais, sempre me informam que está em falta. Hoje Ângelo Benjamim está com 4 meses e 6 dias, e durante esse período deram os materiais faltando. Tem a ordem aprovado pelo juiz, mas a gestão não está obedecendo a decisão. No momento não estou empregada, e o pai da criança também não. Nossa família que está se reunindo para nos ajudar a comprar os materiais que ele precisa diariamente”, acrescentou.
O PNB já encaminhou as reclamações para a SESAU.
Da Redação PNB








